segunda-feira, 29 de junho de 2026

AUDIOVISUAL BAIANO TERÁ NOVO CICLO DE INVESTIMENTOS COM A CHEGADA DA BAHIA FILMES



Prédio da Bahia Filmes, foto de Thuane Maria


O Governo da Bahia inaugurou, neste domingo (28), a Bahia Filmes, primeira empresa pública estadual dedicada ao audiovisual do Brasil. Vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), a companhia inicia suas operações com a missão de fortalecer a cadeia produtiva do setor, ampliar a atração de investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico, cultural e social a partir do audiovisual.

O ato de lançamento foi realizado na sede da empresa, no edifício Oscar Cordeiro, no bairro do Comércio, em Salvador, e reuniu representantes do Governo da Bahia, profissionais do setor audiovisual, artistas, produtores, comunicadores e instituições parceiras. Além da Bahia Filmes, o edifício recebe a Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (DIMAS) e a Cinemateca, que vai ser a casa do cinema baiano. 

Criada por meio da Lei Estadual nº 14.877/2025, a Bahia Filmes é resultado de um processo de construção em diálogo com o setor. A empresa nasce como uma sociedade de economia mista voltada à articulação de investimentos, promoção de negócios, fortalecimento das produções locais e ampliação da presença das obras baianas nos mercados nacional e internacional. 

O Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ressaltou que o estado tem uma atuação relevante para o audiovisual do país. “Temos muitos produtores, realizadores e artistas. Por isso, além das linhas de financiamento, estamos anunciando um edital específico para fortalecer o setor. Queremos ampliar as parcerias com empresas da cadeia do audiovisual, mas também é fundamental estarmos articulados com as universidades, para investir na formação, na qualificação profissional e na produção de conhecimento. É assim que vamos consolidar e fortalecer esse segmento no estado”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

A atuação da companhia abrange diferentes etapas da cadeia produtiva do audiovisual e do mercado cinematográfico. Entre as frentes previstas estão a captação de recursos públicos e privados, o apoio à distribuição e comercialização de obras, a atração de produções para o território baiano, a formação profissional, a promoção de talentos e empresas do setor e o desenvolvimento de novos negócios. A proposta é transformar o potencial criativo, já reconhecido da Bahia, em mais oportunidades, empregos e em geração de renda. 

Para o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, a inauguração da empresa representa um marco para a política cultural baiana e para o desenvolvimento da economia criativa. 
“Com a Bahia Filmes, investimos nas políticas de permanência. Ajudamos a estruturar o setor, a mapear, investir em novas produções e, ao mesmo tempo, colaboramos na comercialização de produções, no apoio à toda estruturação da rede de mercado, nos programas de formação. É o setor do audiovisual sendo fortalecido em todas as suas etapas, para que a Bahia, que é cenário e inspiração, que tem profissionais e produções de tanta qualidade, possa viver um novo momento de desenvolvimento cultural e econômico por meio do audiovisual”, explicou Bruno Monteiro, secretário de Cultura do Estado.

Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Governo Federal, Joelma Oliveira Gonzaga exaltou o advento da Bahia Filmes: “como filha dessa terra, vejo aqui o Brasil inteiro entrar em cartaz quando entra no cenário a Bahia Filmes, que é uma demanda histórica do audiovisual baiano. E que se é do audiovisual baiano, é do audiovisual nordeste e do audiovisual do Brasil”. Joelma Gonzaga prosseguiu fazendo referências ao ex-ministro da Cultura e cantor, “o nosso mestre Gilberto Gil”, ao mencionar que “o primeiro chão é na Bahia”, se referindo ao fato de que a Bahia e sua capital têm sido pioneiras de fatos históricos de grande impacto nacional. 

“A Bahia Filmes é sobre financiamento, memória e preservação, tudo isso que nasce com o DNA de muita gente e o Governo Federal reitera o apoio à primeira empresa estadual de audiovisual do país”, afirmou a secretária do Audiovisual do MinC, Joelma Oliveira Gonzaga.

EDITAIS E INVESTIMENTOS

Durante o evento, também foi apresentado o primeiro conjunto de investimentos que integra a atuação da companhia. O pacote inicial reúne R$ 46 milhões distribuídos em linhas de investimento voltadas à comercialização de obras audiovisuais e do Programa Arranjos Regionais Bahia, realizado em parceria com o Ministério da Cultura e a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). 

As inscrições para os editais serão abertas em duas etapas. Na terça-feira (30), começam as inscrições para os três editais do Programa Arranjos Regionais Bahia. Já na quarta-feira (1º), será aberto o edital de Recursos Próprios da Bahia Filmes. Juntos, os investimentos contemplam ações nas áreas de formação, difusão, pesquisa e comercialização de obras audiovisuais, ampliando as oportunidades para profissionais, produtoras e empreendimentos do setor em diferentes regiões do estado. 

Os editais estarão disponíveis no site da Bahia Filmes. Em breve, serão apresentados com mais detalhes e será iniciada a inscrição para o apoio executado com recursos dos Arranjos Regionais. 
Para a atriz Tânia Toko, “É um grande prazer, um sonho antigo de todos nós, que tivéssemos um equipamento desse, para que possamos criar mais ainda, mostrar nossa cara, fomentar nosso trabalho, mostrar para o Brasil, para o mundo. As pratas da casa e os que estão chegando também super merecem isso, de coração. É uma noite de celebração, sobretudo por essa questão de entender que não é preciso mais sair daqui para que os holofotes nos vejam”.

Em sua apresentação, o diretor-presidente da Bahia Filmes, Pola Ribeiro, avaliou os princípios e o processo de construção do projeto. “Temos um projeto muito maduro que reconhece as forças que a Bahia tem para se desenvolver e fazer um audiovisual potente para o mundo. Estamos engrossando a musculatura para fazer um cinema cada vez mais forte, inclusive o cinema que é feito com celular, nos bairros, comunidades, que ele tenha também sentido e força. A cara da Bahia Filmes é isso, é ser um espaço de junção, de trazer e passar as informações, e fazer a comunicação do audiovisual baiano para que ele tenha a relevância que ele precisa ter”, avaliou.

Além de apoiar a produção e a circulação de conteúdos audiovisuais, a empresa terá papel estratégico na atração de investimentos, na geração de empregos e no fortalecimento de atividades econômicas associadas ao setor, como turismo, hotelaria, transporte e serviços. 
Com o início das atividades, a Bahia passa a contar com uma estrutura inédita no país voltada exclusivamente ao desenvolvimento do audiovisual como política pública e vetor de desenvolvimento.

Fonte: ASCOM/BA

quinta-feira, 25 de junho de 2026

ENTRE O IMPROVISO E A RESISTÊNCIA: O LEGADO DO TEATRO GRAPIÚNA DAS DÉCADAS DE 1980 E 1990


Cena do espetáculo "Lampião, cangaço e vida", com direção de Pawlo Cidade


O teatro no sul da Bahia viveu, entre as décadas de 1980 e 1990, um período de efervescência artística, marcado por produções independentes, festivais intensos e uma criatividade que desafiava a falta de infraestrutura da época. Esse capítulo fundamental da nossa identidade cultural, muitas vezes ameaçado pelo esquecimento, ganha agora um registro definitivo com o lançamento do livro “Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus — Memória e História do Teatro Amador do Sul da Bahia anos 1980 e 1990”, de autoria de Pawlo Cidade.

A Memória como Ato de Salvaguarda

Mais do que uma simples crônica nostálgica, a obra publicada pela editora Teatro Popular de Ilhéus atua como um inventário indispensável para a preservação histórica regional. O livro mapeia como a "Terra do Cacau" se consolidou como um verdadeiro celeiro de talentos, onde o improviso se transformou em resistência poética.

Para o autor Pawlo Cidade, documentar esse período é uma necessidade urgente: "Escrever sobre o teatro grapiúna é escrever sobre a nossa própria sobrevivência cultural", destaca.
Conectando Gerações pelo Digital: O Papel do @oteatrograpiuna

Para quem deseja acompanhar de perto esse resgate histórico e mergulhar na efervescência daquela época, a página no Instagram
@oteatrograpiuna desempenha um papel fundamental. O perfil funciona como uma vitrine viva do movimento teatral grapiúna, conectando as novas gerações aos artistas e grupos que moldaram a cultura local.

Cena do espetáculo "Velório à brasileira", com direção de Aldo Bastos


Acompanhar esse espaço digital é uma oportunidade para entender como o legado dos palcos ilheenses dos anos 80 e 90 segue vivo e relevante, servindo de ponte entre o passado de resistência e o futuro das artes cênicas na região.

Garanta sua Obra

O novo livro de Pawlo Cidade já está disponível em pré-venda pelo valor de R$ 45,00. As aquisições podem ser feitas diretamente pelo contato no Instagram do autor,

O projeto, que conta com o apoio da Prefeitura de Ilhéus, Secretaria de Cultura e do Ministério da Cultura (Governo Federal) por meio dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), terá seu lançamento oficial em Ilhéus planejado como um grande encontro de gerações das artes cênicas no segundo semestre de 2026.

O livro

Serviço:

Obra: Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus — Memória e História do Teatro Amador do Sul da Bahia anos 1980 e 1990
Autor: Pawlo Cidade
Editora: Teatro Popular de Ilhéus
Previsão de Lançamento: 2º semestre de 2026

Acesse aqui o Instagram O TEATRO GRAPIÚNA

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Ilhéus se prepara para a 9ª FLI: Um convite a pensar o futuro através das letras e do afeto


Imagem meramente ilustrativa criada por Gemini/IA


A Festa Literária de Ilhéus (FLI) chega à sua nona edição consolidada como referência nacional, transformando a cidade em um vibrante centro de debate, celebração da identidade 
e impacto social.

Entre os dias 11 e 14 de novembro, Ilhéus será palco de um dos eventos culturais mais aguardados do calendário baiano. A 9ª edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) reafirma seu compromisso não apenas com a difusão do livro, mas com a criação de um espaço de diálogo e afeto entre autores e o público, visando gerar transformações profundas na sociedade.

Um chamado à reflexão: “Como será o amanhã?”

Sob a provocação “Como será o amanhã? Responda quem puder”, a edição deste ano convida o público a voltar o olhar para as urgências da agenda pública contemporânea. A proposta da curadoria é clara: conectar a literatura e as diversas linguagens artísticas às questões sociais e ambientais, sem abrir mão da preservação das raízes e da celebração da história local.

Mais do que um encontro de escritores, a FLI se posiciona como um catalisador social. Ao interligar o prazer da leitura com a consciência coletiva, o evento busca incitar mudanças necessárias no planeta, celebrando a identidade sul-baiana como um pilar de resistência e futuro.

Programação diversa e engajamento comunitário

A estrutura da 9ª FLI foi pensada para abraçar diferentes públicos e promover a formação de novos leitores. Entre as atividades confirmadas, destacam-se:Espaços de Conexão: Rodas de Conversa, Oficinas Literárias e a estreia da Casa dos Autores Sul-baianos, um espaço dedicado a prestigiar e difundir a produção regional.

Arte e Movimento: Shows musicais e apresentações artísticas que garantem a efervescência cultural nas ruas e palcos.

Educação e Futuro: Bate-papos com escritores em escolas da rede pública, formação de Agentes Jovens Literários e a já tradicional doação de livros.

Projetos Transformadores: A iniciativa Livro na Rua, o Encontro de Clubes de Leitura e a entrega dos renomados prêmios: Prêmio Sosígenes Costa de Poesia (nas categorias geral e estudantil) e o Prêmio FLI de Boas Práticas Literárias.

O fortalecimento do mercado editorial regional

A 9ª edição da FLI não foca apenas na celebração, mas na sustentabilidade do setor. O evento atua ativamente no fortalecimento do mercado editorial regional, valorizando o trabalho de autores, editores e livrarias da região.

Com o reconhecimento nacional já conquistado, a festa literária ilheense prova que é possível unir a qualidade estética à responsabilidade social, transformando a literatura em uma ferramenta poderosa de intervenção e esperança.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

Serviço:

Evento: 9ª Festa Literária de Ilhéus (FLI)
Data: 11 a 14 de novembro
Local: Ilhéus, Bahia
Realização: Comunidade Tia Marita
Parceria: UESC/EDITUS/Academia de Letras de Ilhéus/PMI Secretaria de Cultura de Ilhéus
Tema: “Como será o amanhã? Responda quem puder”

segunda-feira, 1 de junho de 2026

RESGATE HISTÓRICO: Novo livro de Pawlo Cidade mapeia a era de ouro do teatro no Sul da Bahia

 



Obra reconstitui a efervescência artística das décadas de 1980 e 1990, resgatando a memória de grupos e artistas que moldaram a cultura grapiúna.


A memória cultural do sul da Bahia ganha um registro histórico fundamental neste primeiro semestre de 2026. O escritor e pesquisador Pawlo Cidade se prepara para o lançamento de seu mais novo livro, intitulado “Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus — Memória e História do Teatro Amador do Sul da Bahia anos 1980 e 1990”. A obra, que transita entre o rigor da pesquisa histórica e a leveza da crônica, promete ser um mergulho profundo e afetivo na trajetória dos palcos grapiúnas.


Mais do que um relato nostálgico, o livro assume o papel crucial de documentar um dos períodos mais efervescentes e combativos das artes cênicas na região. Durante as décadas de 1980 e 1990, o sul baiano — tendo Ilhéus como um de seus principais epicentros — testemunhou um movimento intenso de grupos teatrais, festivais e produções independentes. Muitos artistas começaram no improviso, desafiando a escassez de infraestrutura com paixão e criatividade, e acabaram se tornando verdadeiros pilares da identidade cultural regional.


Registrar essa produção em livro é um ato de salvaguarda. Sem a devida catalogação escrita, a memória do teatro corre o risco de se perder junto com o tempo. A obra de Pawlo Cidade funciona como um inventário indispensável para que as novas gerações compreendam como a "Terra do Cacau" consolidou-se como um celeiro de talentos e de resistência poética.


"Escrever sobre o teatro grapiúna é escrever sobre a nossa própria sobrevivência cultural", destaca o autor, cuja sólida carreira literária é marcada pela valorização da baianidade.


O lançamento oficial em Ilhéus está sendo planejado como um grande encontro de gerações das artes cênicas. O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) Ilhéus, contando com o apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Ilhéus, por meio da Secretaria de Cultura, e do Ministério da Cultura – Governo Federal.


Serviço:


  • Livro: Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus — Memória e História do Teatro Amador do Sul da Bahia anos 1980 e 1990
  • Autor: Pawlo Cidade
  • Previsão de Lançamento: 2º Semestre de 2026
  • Local: Ilhéus-BA

sexta-feira, 22 de maio de 2026

INSCRIÇÕES NO EDITAL DE MOBILIDADE CULTURAL VÃO ATÉ 9 DE JUNHO




Continuam abertas as inscrições para o Edital de Mobilidade Cultural. A chamada tem como foco a valorização da cultura baiana em diálogo com outras realidades artísticas.

O Programa Mobilidade Cultural promove iniciativas de intercâmbio, criação conjunta e difusão. O edital, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), busca conectar agentes culturais da Bahia a redes nacionais e internacionais. As propostas podem ser enviadas de 11 de junho de 2025 a 09 de junho de 2026.

Dúvidas e informações: 
ou (71) 3103-3489.

EDITAL E ANEXOS AQUI

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ações afirmativas destinam mais de R$ 800 milhões da Política Aldir Blanc, aponta pesquisa inédita do MinC



Foto: Ancelmo Cunha


Estudo analisou 496 editais publicados por estados, DF e capitais entre 2023 e 2025 e identificou avanço na implementação de cotas e editais específicos no fomento cultural

O equivalente a 49,3% dos recursos do primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) destinados a estados, Distrito Federal e capitais foi aplicado em ações afirmativas, totalizando mais de R$ 800 milhões voltados a grupos socialmente vulnerabilizados. O dado integra a pesquisa inédita “Ações afirmativas na Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – Uma análise da implementação pelos Estados, DF e Capitais entre 2023 e 2025”, lançada pelo Ministério da Cultura (MinC).

O levantamento analisou 496 editais publicados entre dezembro de 2023 e setembro de 2025 e identificou que cerca de R$ 680 milhões foram reservados às cotas para pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência, enquanto aproximadamente R$ 130 milhões financiaram editais específicos destinados a públicos e territórios em situação de vulnerabilidade social.

A pesquisa foi elaborada pela equipe da Subsecretaria de Gestão Estratégica, por meio da Coordenação-Geral de Informações e Indicadores Culturais (CGIIC), e integra uma nova estratégia do MinC de institucionalização da produção contínua de estudos, avaliações e análises sobre políticas culturais.

A iniciativa prevê a publicação periódica de pesquisas, levantamentos e boletins no âmbito do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), em uma articulação conjunta entre a Coordenação-Geral de Informações e Indicadores Culturais e a Coordenação-Geral de Avaliação de Políticas Culturais (CGAP), fortalecendo o monitoramento e a avaliação das políticas públicas da cultura a partir do uso de evidências e dados.

A subsecretária de Gestão Estratégica do MinC, Letícia Schwarz, destaca que a pesquisa demonstra a consolidação das ações afirmativas como eixo estruturante da política cultural brasileira.

“Os dados mostram que as ações afirmativas deixaram de ocupar um espaço periférico para se consolidarem como eixo estruturante da política de fomento cultural. Estamos falando de uma política executada em escala nacional, com forte adesão dos entes federativos e capacidade concreta de ampliar o acesso aos recursos públicos da cultura.”

Os resultados apontam elevado grau de adesão às diretrizes federais para implementação das ações afirmativas. Segundo o estudo, as cotas para pessoas indígenas apresentaram o maior índice de aplicação correta nos editais analisados, alcançando conformidade de 98%. Já as cotas destinadas a pessoas negras e pessoas com deficiência registraram índices de 93% de adequação às regras estabelecidas pelo Ministério da Cultura.

Ao todo, foram analisadas 32.443 vagas ofertadas pelos editais, das quais 8.408 foram destinadas a pessoas negras, 3.864 a pessoas indígenas e 1.896 a pessoas com deficiência.

A pesquisa também mostra que os estados movimentaram R$ 1,35 bilhão em editais, enquanto as capitais executaram cerca de R$ 269,7 milhões.

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terça-feira, 12 de maio de 2026

CORRE QUE HOJE É O ÚLTIMO DIA!!! QUATRO EDITAIS CULTURAIS ABERTOS PARA O SÃO JOÃO DA BAHIA


Foto: Mateus Pereira


Iniciativa contempla artistas, bandas, quadrilhas e grupos ligados às manifestações juninas em diferentes regiões do Estado

O Governo da Bahia abre, entre os dias 08 e 12 de maio, quatro editais públicos de credenciamento cultural voltados aos festejos juninos de 2026. A ação prevê seleções para artistas e bandas não-notórios, grupos de samba junino, trios e quartetos de forró e quadrilhas juninas, com resultado previsto para o dia 30 de maio.

Os editais fazem parte da estratégia do Governo da Bahia para ampliar o apoio às manifestações culturais populares durante o período junino, fortalecendo artistas e grupos que atuam nas celebrações em diferentes municípios baianos.

Para artistas e bandas não-notórios, o edital prevê cachê de R$ 15 mil por apresentação e seleção de até 29 atrações. Já os grupos de samba junino também contarão com cachê de R$ 15 mil, com previsão de até 21 contemplados.

Os trios e quartetos de forró terão cachê de R$ 15 mil por apresentação e previsão de até 21 atrações selecionadas. Já as quadrilhas juninas contarão com apoio de R$ 20 mil por apresentação, com expectativa de até 39 grupos contemplados.

As inscrições serão 100% on line. Os editais completos estão disponíveis também no www.ba.gov.br/sufotur/sao-joao-2026

Governo da Bahia inicia etapa de habilitação do Edital Ouro Negro 2026 para projetos da Micareta de Feira



Renata Santana

Entre os dias 11 e 20 de maio, os agentes culturais classificados para a Micareta de Feira de Santana no Edital Ouro Negro 2026 deverão apresentar a documentação da etapa de habilitação e realizar os ajustes de mérito, exclusivamente por meio do formulário disponível no site da SecultBA. O resultado provisório de habilitação será divulgado no dia 13 de junho.

A convocação foi publicada pelas Secretarias de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), por meio da Portaria Conjunta que estabelece o cronograma da etapa de habilitação para os projetos classificados na festa.

Conforme previsto no edital, os projetos que não apresentarem a documentação completa dentro do prazo estabelecido serão eliminados da seleção. A pré-classificação ocorreu a partir da maior para a menor nota, respeitando as faixas de apoio e os critérios definidos no Edital Ouro Negro 2026 e pode ser consultada no resultado de final de mérito do edital, disponível no site da SecultBA

Com investimento recorde de R$ 17 milhões, o Edital Ouro Negro 2026 contempla projetos de blocos afro, afoxés, blocos de samba, reggae e de índio, fortalecendo manifestações culturais de matrizes africanas no Carnaval de Salvador e em outras festas populares da Bahia, como a Lavagem do Bonfim, Lavagem de Itapuã, Lavagem da Purificação, Micareta de Feira de Santana e Carnaval do Interior.

Ao todo, já foram contemplados 134 projetos em todo o no estado. O processo de construção do Ouro Negro contou com consulta pública, reuniões presenciais com agentes culturais no Conselho Estadual de Cultura, além de oficinas realizadas pela SecultBA em Salvador e Feira de Santana para orientação dos proponentes.

OURO NEGRO – Criado em 2008, o Programa Ouro Negro consolida o compromisso do Governo do Estado, por meio da SecultBA e da Sepromi, com o fortalecimento das manifestações da cultura afro-brasileira e das tradições de matrizes africanas na Bahia. O edital é reconhecido pela Lei nº 13.182/2014, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

XX ENCONTRO DE ESCRITORES EM VITÓRIA DA CONQUISTA TEM OFICINA COM PAWLO CIDADE


Se você escreve, sonha em publicar ou quer organizar melhor suas ideias no papel (e fora dele), este encontro é para você!


📚 Oficina: Descomplicando projetos literários

Com mediação de Pawlo Cidade — escritor, pedagogo, gestor cultural e dramaturgo, autor de dezenas de obras e com ampla atuação na formação cultural e desenvolvimento de projetos no Brasil, membro das Academias de Letras de Ilhéus e de Vitória da Conquista. Especialista em gestão cultural, Pawlo atua há anos orientando escritores e agentes culturais na estruturação de ideias e iniciativas literárias.

💡 Uma oportunidade de pensar a escrita para além da inspiração: como construir, organizar e viabilizar projetos literários com mais clareza e potência sob o olhar de quem tem experiência concreta sobre o tema.

✍🏾 Para quem escreve, quer escrever ou deseja profissionalizar sua atuação no campo literário.

🗓️ DATA: 07/05/26

⏰ HORÁRIO: 19h

📍 LOCAL: Sala multiuso do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima

🎟️ GRATUITO — ABERTO AO PÚBLICO

🤝 Realização: Coletivo Escritores Conquistenses e Elas Escrevem

✨ Apoio: 
Biblioteca Comunitária Donaraça / Instituto Relicário
Editora Nzamba
Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima 
Dimensões Culturais
Comunidade Tia Marita

📍 Venha fazer parte desse encontro e fortalecer sua trajetória na literatura!

@escritoresconquistenses
@pawlocidade
@editoranzamba
@bc.donaraca
@cccamillodejesuslima
@comunidadetiamarita
@dimensoesculturais

#ProjetosLiterarios #FormaçãoDeEscritores #Bahia#escritoresconquistenses #coletivoliterariosertaodaressaca

segunda-feira, 4 de maio de 2026

NOTA DE PESAR PELO PASSAMENTO DE JOSÉ CARLOS NGÃO

 


10/09/1950 — 04/05/2026

É com profundo pesar e reverência que recebemos a notícia do falecimento de José Carlos Ngão, ocorrido neste dia 4 de maio. Ator, diretor, gestor cultural e mestre, Ngão foi um dos pilares mais sólidos da cultura baiana, dedicando sua vida à arte como ferramenta de transformação social e identidade.

Natural de uma terra de grandes vozes, Itajuípe, José Carlos Ngão transcendeu as fronteiras do palco para se tornar um educador do olhar. Sua contribuição ao teatro baiano é imensurável, mas é no Sul da Bahia que sua marca permanece indelével.

Como figura central do teatro regional, Ngão não apenas encenou espetáculos, mas ajudou a fundar e fortalecer movimentos que colocaram a produção sul-baiana no mapa das artes nacionais. Sua atuação foi marcada pela generosidade em compartilhar saberes, fosse na formação de novos atores, na direção de grupos independentes ou na articulação institucional em prol das políticas culturais.
Para o teatro do interior do estado, Ngão foi um símbolo de resistência. Em tempos de centralização de recursos na capital, ele provou que o sul da Bahia possuía uma voz própria, potente e esteticamente sofisticada. Seu trabalho dialogava com as raízes da região — o cacau, o povo, a religiosidade e as questões sociais — sempre com um rigor técnico e uma sensibilidade humana admiráveis.

Sua passagem deixa um vazio imenso nos tablados, mas sua semente continuará germinando em cada artista que teve o privilégio de ser seu aluno, colega de cena ou espectador.
Neste momento de dor, estendemos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos, à comunidade acadêmica e à classe artística baiana. O teatro perde um de seus grandes diretores, mas a história da cultura brasileira ganha um capítulo eterno sobre a dignidade e a paixão de quem viveu para a arte.

Que seu descanso seja em paz e sua memória, celebrada com o som dos aplausos que ele tão bem mereceu.

Bahia, 4 de maio de 2026.

P.S.: O velório está sendo realizado na Casa de Cultura Junot Matos, em Itajuipe e o sepultamento será às 11h do dia 5 de maio.