terça-feira, 12 de maio de 2026

CORRE QUE HOJE É O ÚLTIMO DIA!!! QUATRO EDITAIS CULTURAIS ABERTOS PARA O SÃO JOÃO DA BAHIA


Foto: Mateus Pereira


Iniciativa contempla artistas, bandas, quadrilhas e grupos ligados às manifestações juninas em diferentes regiões do Estado

O Governo da Bahia abre, entre os dias 08 e 12 de maio, quatro editais públicos de credenciamento cultural voltados aos festejos juninos de 2026. A ação prevê seleções para artistas e bandas não-notórios, grupos de samba junino, trios e quartetos de forró e quadrilhas juninas, com resultado previsto para o dia 30 de maio.

Os editais fazem parte da estratégia do Governo da Bahia para ampliar o apoio às manifestações culturais populares durante o período junino, fortalecendo artistas e grupos que atuam nas celebrações em diferentes municípios baianos.

Para artistas e bandas não-notórios, o edital prevê cachê de R$ 15 mil por apresentação e seleção de até 29 atrações. Já os grupos de samba junino também contarão com cachê de R$ 15 mil, com previsão de até 21 contemplados.

Os trios e quartetos de forró terão cachê de R$ 15 mil por apresentação e previsão de até 21 atrações selecionadas. Já as quadrilhas juninas contarão com apoio de R$ 20 mil por apresentação, com expectativa de até 39 grupos contemplados.

As inscrições serão 100% on line. Os editais completos estão disponíveis também no www.ba.gov.br/sufotur/sao-joao-2026

Governo da Bahia inicia etapa de habilitação do Edital Ouro Negro 2026 para projetos da Micareta de Feira



Renata Santana

Entre os dias 11 e 20 de maio, os agentes culturais classificados para a Micareta de Feira de Santana no Edital Ouro Negro 2026 deverão apresentar a documentação da etapa de habilitação e realizar os ajustes de mérito, exclusivamente por meio do formulário disponível no site da SecultBA. O resultado provisório de habilitação será divulgado no dia 13 de junho.

A convocação foi publicada pelas Secretarias de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), por meio da Portaria Conjunta que estabelece o cronograma da etapa de habilitação para os projetos classificados na festa.

Conforme previsto no edital, os projetos que não apresentarem a documentação completa dentro do prazo estabelecido serão eliminados da seleção. A pré-classificação ocorreu a partir da maior para a menor nota, respeitando as faixas de apoio e os critérios definidos no Edital Ouro Negro 2026 e pode ser consultada no resultado de final de mérito do edital, disponível no site da SecultBA

Com investimento recorde de R$ 17 milhões, o Edital Ouro Negro 2026 contempla projetos de blocos afro, afoxés, blocos de samba, reggae e de índio, fortalecendo manifestações culturais de matrizes africanas no Carnaval de Salvador e em outras festas populares da Bahia, como a Lavagem do Bonfim, Lavagem de Itapuã, Lavagem da Purificação, Micareta de Feira de Santana e Carnaval do Interior.

Ao todo, já foram contemplados 134 projetos em todo o no estado. O processo de construção do Ouro Negro contou com consulta pública, reuniões presenciais com agentes culturais no Conselho Estadual de Cultura, além de oficinas realizadas pela SecultBA em Salvador e Feira de Santana para orientação dos proponentes.

OURO NEGRO – Criado em 2008, o Programa Ouro Negro consolida o compromisso do Governo do Estado, por meio da SecultBA e da Sepromi, com o fortalecimento das manifestações da cultura afro-brasileira e das tradições de matrizes africanas na Bahia. O edital é reconhecido pela Lei nº 13.182/2014, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

XX ENCONTRO DE ESCRITORES EM VITÓRIA DA CONQUISTA TEM OFICINA COM PAWLO CIDADE


Se você escreve, sonha em publicar ou quer organizar melhor suas ideias no papel (e fora dele), este encontro é para você!


📚 Oficina: Descomplicando projetos literários

Com mediação de Pawlo Cidade — escritor, pedagogo, gestor cultural e dramaturgo, autor de dezenas de obras e com ampla atuação na formação cultural e desenvolvimento de projetos no Brasil, membro das Academias de Letras de Ilhéus e de Vitória da Conquista. Especialista em gestão cultural, Pawlo atua há anos orientando escritores e agentes culturais na estruturação de ideias e iniciativas literárias.

💡 Uma oportunidade de pensar a escrita para além da inspiração: como construir, organizar e viabilizar projetos literários com mais clareza e potência sob o olhar de quem tem experiência concreta sobre o tema.

✍🏾 Para quem escreve, quer escrever ou deseja profissionalizar sua atuação no campo literário.

🗓️ DATA: 07/05/26

⏰ HORÁRIO: 19h

📍 LOCAL: Sala multiuso do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima

🎟️ GRATUITO — ABERTO AO PÚBLICO

🤝 Realização: Coletivo Escritores Conquistenses e Elas Escrevem

✨ Apoio: 
Biblioteca Comunitária Donaraça / Instituto Relicário
Editora Nzamba
Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima 
Dimensões Culturais
Comunidade Tia Marita

📍 Venha fazer parte desse encontro e fortalecer sua trajetória na literatura!

@escritoresconquistenses
@pawlocidade
@editoranzamba
@bc.donaraca
@cccamillodejesuslima
@comunidadetiamarita
@dimensoesculturais

#ProjetosLiterarios #FormaçãoDeEscritores #Bahia#escritoresconquistenses #coletivoliterariosertaodaressaca

segunda-feira, 4 de maio de 2026

NOTA DE PESAR PELO PASSAMENTO DE JOSÉ CARLOS NGÃO

 


10/09/1950 — 04/05/2026

É com profundo pesar e reverência que recebemos a notícia do falecimento de José Carlos Ngão, ocorrido neste dia 4 de maio. Ator, diretor, gestor cultural e mestre, Ngão foi um dos pilares mais sólidos da cultura baiana, dedicando sua vida à arte como ferramenta de transformação social e identidade.

Natural de uma terra de grandes vozes, Itajuípe, José Carlos Ngão transcendeu as fronteiras do palco para se tornar um educador do olhar. Sua contribuição ao teatro baiano é imensurável, mas é no Sul da Bahia que sua marca permanece indelével.

Como figura central do teatro regional, Ngão não apenas encenou espetáculos, mas ajudou a fundar e fortalecer movimentos que colocaram a produção sul-baiana no mapa das artes nacionais. Sua atuação foi marcada pela generosidade em compartilhar saberes, fosse na formação de novos atores, na direção de grupos independentes ou na articulação institucional em prol das políticas culturais.
Para o teatro do interior do estado, Ngão foi um símbolo de resistência. Em tempos de centralização de recursos na capital, ele provou que o sul da Bahia possuía uma voz própria, potente e esteticamente sofisticada. Seu trabalho dialogava com as raízes da região — o cacau, o povo, a religiosidade e as questões sociais — sempre com um rigor técnico e uma sensibilidade humana admiráveis.

Sua passagem deixa um vazio imenso nos tablados, mas sua semente continuará germinando em cada artista que teve o privilégio de ser seu aluno, colega de cena ou espectador.
Neste momento de dor, estendemos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos, à comunidade acadêmica e à classe artística baiana. O teatro perde um de seus grandes diretores, mas a história da cultura brasileira ganha um capítulo eterno sobre a dignidade e a paixão de quem viveu para a arte.

Que seu descanso seja em paz e sua memória, celebrada com o som dos aplausos que ele tão bem mereceu.

Bahia, 4 de maio de 2026.

P.S.: O velório está sendo realizado na Casa de Cultura Junot Matos, em Itajuipe e o sepultamento será às 11h do dia 5 de maio.

terça-feira, 28 de abril de 2026

ASSISTA A PRIMEIRA PARTE DO CURSO DE GESTÃO CULTURAL 2.0


QUEM SÃO OS VERDADEIROS BENEFICIÁRIOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA? COMO PODEMOS ESTABELECER UMA 
GESTÃO CULTURAL PROFÍCUA?


LIBERADA a primeira parte do Curso Gestão Cultural 2.0. Neste primeiro módulo vamos fazer uma pequena análise sobre os reais beneficiários das políticas públicas de cultura. Em Gestão Cultural 2.0, você Gestor Cultural será o responsável por conduzir uma política pública de cultura inclusiva, participativa, contínua, diversa e transformadora, capaz de estabelecer uma conexão entre o artista e poder público, entre a iniciativa privada e Comunidade consumidora de Arte e Cultura. 

O curso Gestão Cultural 2.0 é apresentado como uma formação estruturada em cinco módulos que utilizam videoaulas e materiais de apoio para modernizar a administração pública da cultura. O programa propõe uma mudança de paradigma, substituindo modelos autoritários por uma construção coletiva baseada em transparência, sustentabilidade e diversidade. Através de uma abordagem que valoriza a conexão emocional e a humanização dos processos, o conteúdo busca transformar a burocracia em experiências comunitárias reais. Além disso, a iniciativa destaca a cultura como um motor de desenvolvimento econômico e ressalta a importância estratégica dos conselhos municipais para a fiscalização e a democracia participativa. Oferecido de forma totalmente digital, o treinamento capacita gestores para atuarem como facilitadores entre o poder público, os artistas e a sociedade civil.

Para se inscrever no curso, por apenas R$ 149,99, acesse:

https://dimensoesculturais.classbuild.com/payments/classpay-asaas/purchase/plano-1

Para saber mais sobre cada módulo CLIQUE AQUI

Promoção por tempo limitado. Após 28 de maio, o curso passará a custar R$ 349,99.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

PALESTRA IMPERDÍVEL!



O Colegiado da Especialização em Gestão Cultural (UESC) tem a honra de convidar professores, estudantes e profissionais para a palestra:

Direitos Autorais: A Atuação do Ecad e os Desafios no Campo das Artes, Espetáculos e Audiovisual

Contaremos com a presença do Gerente Regional do Ecad (BA, SE e TO), Fabio Cunha de Santana, para uma discussão sobre a proteção da propriedade intelectual no mercado brasileiro.

Data: 29 de abril de 2026
Horário: 16h
Local: Sala 2203 – Laboratório Multimídia do Curso de Comunicação Social/DLA – UESC (Ilhéus/BA)

quarta-feira, 22 de abril de 2026

OFICINA GRATUITA COM PAWLO CIDADE ENSINA A TIRAR PROJETOS CULTURAIS DO PAPEL

Muitas vezes o desejo de escrever um projeto esbarra na burocracia e no planejamento técnico. Mas para romper essa barreira, a Comunidade Tia Marita, em uma ação conjunta com a Dimensões Culturais, promove no próximo dia 2 de maio de 2026, às 16h, a oficina "A Ponte Entre a Ideia e o Palco".

Ministrada pelo escritor, produtor e gestor cultural Pawlo Cidade, a formação será realizada de forma totalmente online, via MEET O encontro é gratuito, visando garantir a qualidade do aprendizado e a interação entre os participantes.

A oficina foi desenhada para detalhar as etapas fundamentais da produção cultural. O conteúdo programático abrange desde o planejamento inicial e a leitura crítica de editais até a montagem de planilhas orçamentárias complexas. Mais do que apenas teoria, a aula foca no "choque com a realidade", instruindo sobre processos de seleção, exigências documentais para contratos e as normas rigorosas para o uso de recursos públicos.

"Não é apenas sobre ter uma ideia criativa, é sobre estruturá-la para que ela alimente a rede e gere impacto real", afirma Pawlo Cidade. O facilitador traz para a oficina sua vasta experiência no Sul da Bahia e sua sólida formação por instituições como a FGV e a UESC, unindo a sensibilidade artística ao rigor da gestão pública e privada.

Entre os tópicos que serão abordados, destacam-se:

  • Quanto custa o seu sonho? – Elaboração de orçamentos realistas.
  • As Regras do Jogo – Desmistificando os editais e a legislação.
  • Comprovação de Impacto – Como realizar prestações de contas eficientes e provar o legado do projeto.
  • A Bússola do Mérito – Critérios que fazem um projeto ser selecionado.

A realização deste evento pela Comunidade Tia Marita e Dimensões Culturais reforça o compromisso das instituições com o fortalecimento da rede cultural regional. Enquanto a Comunidade Tia Marita atua como um polo de resistência, com apoio do Ponto de Cultura Cacau amplia o alcance técnico e estratégico, criando um ambiente propício para que novos talentos surjam com bases profissionais sólidas.

Serviço

  • Evento: Oficina de Elaboração de Projetos Culturais "A Ponte Entre a Ideia e o Palco"
  • Facilitador: Prof. Pawlo Cidade
  • Data: 02 de maio de 2026
  • Vagas: 50
  • Horário: 16h
  • Local: Online (Via Meet)
  • Link inscrições: https://forms.gle/boDmHm1pb6xw1fkx9
  • Realização: Comunidade Tia Marita & Dimensões Culturais

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Mapa dos Eventos Literários do Brasil já está no ar: plataforma contabiliza mais de 380 eventos em todo o País



Foto: Ascom


O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), lançou, na quarta-feira (15), o Mapa dos Eventos Literários do Brasil. O evento de apresentação ocorreu em Salvador, durante a Bienal do Livro da Bahia. A plataforma já está no ar, contabiliza mais de 380 eventos e está disponível para consulta no site do MinC. Novos eventos literários também já podem ser cadastrados. Conheça a ferramenta.


“Esse mapa traz, para o poder público, uma geografia importante para identificar e mapear quais são os eventos literários do Brasil, as feiras de livros, as festas literárias, mas também os saraus e slams. Para que a gente possa, a partir dessa topografia poética e literária, qualificar e aprimorar as políticas públicas, além de fazer conexões e fortalecer redes. São eventos que contam com recursos do Ministério da Cultura, seja por meio da Lei Rouanet, seja por meio de emendas parlamentares ou da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). E, para quem realiza eventos, fica o convite: vá à página do evento, faça o mapeamento e registre, porque essa é uma ação de promoção do livro, da leitura e da economia do livro em nosso país”, apontou Fabiano Piúba, secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC.

“Trouxemos para o evento organizadores da Bienal do Rio, Bienal de São Paulo, Bienal da Bahia, Bienal do Ceará, Feira do Livro de Porto Alegre e Festa Literária de Paraty. Fizemos uma rodada muito boa, mostrando exatamente a diversidade desses eventos literários no país e como a gente pode aprender com a história de cada um deles, além de articular cada vez mais. O Mapa não é apenas um instrumento para enxergarmos o que está acontecendo em termos de eventos literários no Brasil, mas também para mobilizar, articular e ter um calendário organizado que beneficie autores, editores e leitores do Brasil. Então, é uma iniciativa muito importante desse mapeamento e precisamos enxergar cada vez mais a diversidade dos eventos literários no país”, frisou Jéferson Assumção, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC.

Mapa

A iniciativa reúne, organiza e dá visibilidade a eventos literários de diferentes formatos realizados em todo o país, como feiras, festas, bienais, festivais e circuitos. A proposta é conectar o público a essas iniciativas e ampliar o acesso ao livro, à leitura e ao encontro entre autores, editoras e comunidades em diversos territórios. O evento contou com a parceria da Bienal do Livro da Bahia e do Governo do Estado da Bahia.

A plataforma está disponível no site do MinC, permitindo tanto a consulta pública quanto o cadastro de eventos por seus organizadores. A ferramenta também funciona como um observatório da cena literária brasileira, contribuindo para a formulação e o acompanhamento de políticas públicas para o setor.

Evento

A programação de lançamento do Mapa contou, na mesa de abertura, com a presença de Fabiano Piúba, secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC; Jéferson Assumção, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura; Raquel Menezes, editora e representante do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL); e Cinthia Marcillo Favilla, gerente executiva de Projetos da Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade que organiza a Bienal do Livro de São Paulo.

“A conclusão a que a gente chega é que existe a mãe das feiras, existe a mãe dos festivais, mas, a cada ano, precisamos nos reinventar. E não é no sentido de trazer apenas mais público, mas no sentido da democratização do acesso ao livro. Porque democratizar não é só fazer com que o livro chegue até a pessoa, tem que ser mais que isso, sabemos. E o mapa pode nos ajudar nisso”, ressaltou Raquel Menezes, editora e representante do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

“Temos que colocar esse mapa nas redes e falar mais sobre isso. Trazer a oportunidade de descentralizar as feiras é superimportante. Estou muito orgulhosa desse trabalho que vocês estão iniciando. Minha cabeça já está fervilhando de ideias de como podemos potencializar ainda mais essa ação, para que todo mundo tenha acesso a esse projeto e consiga colocar o seu evento nesse site, inserir as informações ali e gerar dados. E dados, hoje em dia, são uma das coisas mais importantes que temos”, afirmou Cinthia Marcillo Favilla, gerente executiva de Projetos da Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade que organiza a Bienal do Livro de São Paulo.

Debate

Já no segundo momento, no debate entre representantes de eventos, a programação contou com a participação de Tatiana Zaccaro, diretora da GL events Exhibition e organizadora das Bienais da Bahia e do Rio de Janeiro; Rogério Robalinho, produtor cultural e organizador da Bienal do Livro de Pernambuco; Roseni Siqueira Kohlmann, editora e presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), entidade responsável pela Feira do Livro de Porto Alegre; Suzete Nunes, gestora cultural e superintendente da Biblioteca Pública Estadual do Ceará; e Marco Cachada, produtor cultural e representante da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Categoria
Cultura, Artes, História e Esportes
Fonte: Minc

quarta-feira, 8 de abril de 2026

NOTA PÚBLICA



NOTA PÚBLICA


Pelo respeito às deliberações do Minipúblico Orla Viva e ao direito da população de Ilhéus de decidir sobre seu território

O Instituto Nossa Ilhéus, juntamente com organizações da sociedade civil e cidadãos comprometidos com o desenvolvimento sustentável do município, vem a público manifestar profunda preocupação com a destinação fragmentada e não planejada da área de acreção da orla central de Ilhéus.

Em 2022, por meio de articulação entre a sociedade civil organizada, a Câmara de Vereadores e iniciativas de inovação democrática, foi realizado o Minipúblico Orla Viva — um processo estruturado, legítimo e amplamente participativo, que envolveu consulta popular com mais de 1.500 contribuições, a realização de diversas audiências públicas e a formação de um grupo representativo da população, selecionado por critérios estatísticos. Clique aqui

Esse processo resultou em um conjunto consistente de recomendações, construídas a partir do diálogo qualificado entre cidadãos, especialistas e poder público. Entre os consensos estabelecidos, destaca-se a clara oposição à implantação de grandes edificações institucionais na área, como fóruns, centros administrativos e outros equipamentos incompatíveis com a vocação ambiental, paisagística e turística da orla.

As deliberações apontam para a necessidade de um projeto urbanístico integrado para toda a área — hoje com cerca de 61 hectares — orientado por princípios de sustentabilidade, uso público, valorização cultural, incentivo ao esporte e lazer, e respeito à dinâmica costeira e às mudanças climáticas.

No entanto, a publicação recente de novas destinações para construção de equipamentos públicos, sem a devida consideração dessas diretrizes, evidencia um processo de tomada de decisão desconectado da vontade popular e dos instrumentos já construídos coletivamente.

É fundamental destacar que a área em questão não é apenas um território disponível para ocupação, mas um espaço ambientalmente sensível, resultado de processos de acreção sedimentar associados a intervenções passadas, e que exige planejamento técnico e responsabilidade intergeracional, além de se basear no Projeto Orla e Plano de Desenvolvimento Urbano, ainda vigentes.

Ignorar as deliberações do Minipúblico Orla Viva não representa apenas uma divergência sobre uso do solo. Representa, sobretudo, um desrespeito à participação cidadã qualificada, enfraquecendo a confiança nas instituições públicas e desestimulando futuros processos de engajamento social.

Diante disso, o Instituto Nossa Ilhéus reafirma:

A necessidade de suspensão de quaisquer iniciativas de destinação isolada da área até que seja elaborado um projeto urbanístico integrado;

O respeito às diretrizes estabelecidas no processo do Minipúblico Orla Viva;

A importância de garantir transparência, participação social e planejamento técnico nas decisões sobre o território;

O compromisso com um modelo de desenvolvimento que concilie preservação ambiental, justiça social e dinamismo econômico.

Ilhéus precisa decidir seu futuro com responsabilidade, escuta e respeito à sua população.

Respeitar o que foi construído coletivamente é fortalecer a democracia.


1. A DECISÃO NÃO FOI INFORMAL — FOI UM PROCESSO DEMOCRÁTICO ESTRUTURADO

Em 2022, o município de Ilhéus vivenciou um dos processos mais qualificados de participação social já realizados:

Consulta pública com mais de 1.500 contribuições

10 audiências públicas temáticas

Aplicação da metodologia de minipúblico (assembleia cidadã), com atividade estatística (idade, gênero, raça, território, escolaridade)

Escuta de especialistas e construção de consensos

Ou seja: não foi mobilização pontual, foi deliberação cidadã com método, legitimidade e profundidade.


2. EXISTE UMA DELIBERAÇÃO CLARA: A ORLA NÃO É PARA GRANDES EDIFICAÇÕES

O documento é explícito e inequívoco:

“O Minipúblico se opõe fortemente à possibilidade de construção de edificações [...] como fórum, centro administrativo e câmara de vereadores municipal.”

E mais:

Defende estruturas pequenas, leves e sustentáveis

Propõe uso público, coletivo e integrado

Reforça a necessidade de um projeto urbanístico único para toda a área

Indica que decisões isoladas comprometem o futuro do território

Portanto, a destinação fragmentada da área contraria diretamente a vontade expressa da população.

3. A ÁREA É ESTRATÉGICA E FRÁGIL — NÃO COMPORTA DECISÕES CASUÍSTICAS

O próprio relatório reconhece:

A área é resultado de acréscimo sedimentar ligado ao Porto do Malhado

Há impactos ambientais e riscos associados às mudanças climáticas

Existe necessidade de:

recomposição da vegetação de restinga

planejamento ambiental integrado

proteção contra avanço do mar

Implantar prédios institucionais isolados:

Ignora a dinâmica costeira

Compromete a resiliência ambiental

Reduz a possibilidade de um projeto estruturante de longo prazo

4. DESRESPEITAR O PROCESSO É DESLEGITIMAR A PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Se um processo como esse:

mobiliza a sociedade

gera custo institucional

envolve poder legislativo

produz um relatório técnico

…e mesmo assim é ignorado, qual é o incentivo para a população participar novamente?

Isso gera:

descrédito nas instituições

enfraquecimento da democracia participativa

ruptura da confiança entre sociedade e poder público

A destinação fragmentada da área de acreção da orla central de Ilhéus desconsidera um processo democrático robusto, legítimo e amplamente participativo realizado em 2022, que resultou em diretrizes claras para o uso daquele território.

Ignorar essas deliberações não representa apenas uma divergência técnica sobre uso do solo, mas uma ruptura com a própria lógica da participação cidadã, enfraquecendo a confiança nas instituições públicas e comprometendo a construção de soluções sustentáveis para um território ambientalmente sensível e estratégico para o futuro do município.

Respeitar o resultado do Minipúblico Orla Viva é, portanto, respeitar a inteligência coletiva da população de Ilhéus e reafirmar o compromisso com uma gestão pública democrática, transparente e orientada pelo interesse coletivo.

Assinam a Nota Pública:

1- Instituto nossa Ilhéus – INI (BA)

2- Movimento Preserva Ilhéus (BA)

3- Instituto Baía do Pontal – IBP-I (BA)

4- Teatro Popular de Ilhéus – TPI (BA)

5- Associação de Turismo de Ilhéus – ATIL (BA)

6- Associação de Moradores do Rio do Engenho – AMORE (BA)

7- Satélite Remo – SR (BA)

8- Associação Náutica de Ilhéus – ANI (BA)

9- Instituto Floresta Viva – IFV (BA)

10- Dimensões Culturais Comunidade Tia Marita (BA)

11- Costa do Cacau Convention & VB (BA)

12- Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia – IESB (BA)

13- NEIC - Núcleo de Estudos e Intervenções nas Cidades – UFSB

14- Fundação Pau Brasil – FUNPAB (BA)

15- Instituto Marola – (BA)

16- Rede Mata Atlântica – RMA (135 organizações membros) (BR) 

17- Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar– APOENA (SP)

18- Instituto Ilhabela Sustentável (SP)

19- Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais (PR)

20- Delibera Brasil (SP)

21- Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem - SPVS (PR)

22- Associação Cunhambebe (SP)

23- Associação Mineira de Defesa do Ambiente – AMDA (MG)

24- Rede Ambiental Piauí – REAPI (PI)

25- MDPS Movimento Defesa Preservação Sustentabilidade (PB)

26- Instituto Ambiente Conservação – (RS)

27- Grupo Pau Campeche – CPC (SC)

28- OJC - Observatório de Justiça e Conservação (PR)



quarta-feira, 1 de abril de 2026

Governo da Bahia publica licitação para construção de 8 centros indígenas com recursos da PNAB

Foto: Caio Diniz


O Governo da Bahia publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), na sexta-feira (27), a licitação para a construção de oito centros de cultura indígenas em diferentes regiões do estado. A iniciativa, realizada em parceria entre a Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), conta com investimento de R$ 2,7 milhões, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) Bahia.

Os espaços serão implantados em aldeias de cinco territórios de identidade, beneficiando cerca de 200 famílias. A proposta é fortalecer as identidades culturais indígenas, estimular o turismo cultural e ampliar as oportunidades de geração de renda e trabalho nas comunidades.


“É um compromisso com a valorização da cultura dos nossos povos originários, fortalecendo suas tradições e identidades. Uma ação construída em parceria entre os governos federal e estadual, com trabalho integrado para valorização da cultura em toda a Bahia”, destacou o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro.

Esta é uma ação concreta voltada à valorização dos povos originários e à proteção do seu legado - que constitui uma das matrizes da formação cultural brasileira. Para a Superintendente de Políticas para os Povos Indígenas do Estado da Bahia, Patrícia Pataxó, a inciativa governamental promove desenvolvimento com respeito à cultura, à autonomia e à diversidade dos territórios de identidade da Bahia. 


"O Governo da Bahia segue fortalecendo a cultura dos povos indígenas. Os centros vão valorizar saberes tradicionais, impulsionar o artesanato, fomentar o turismo cultural e gerar renda, exaltando identidades e modos de vida", avalia Patrícia Pataxó.

Os centros serão construídos nos seguintes municípios: 

Itajú do Colônia – Aldeia Bahetá 
Santa Cruz de Cabrália – Aldeia Mata Medonha 
Paulo Afonso – Aldeia Kariri Xocó 
Glória – Aldeia Pankararé 
Una – Aldeia Serra do Padeiro 
Rodelas – Aldeia Tuxá 
Curaçá – Aldeia Missão Velha 
Alcobaça – Aldeia Renascer

Os equipamentos têm como foco a valorização dos saberes tradicionais e o incentivo à economia da cultura, especialmente por meio da produção e comercialização do artesanato indígena.

“Essa iniciativa reafirma o compromisso do Governo da Bahia com o fortalecimento das comunidades indígenas, valorizando suas identidades, saberes e modos de vida. Ao levar esses centros culturais para dentro dos territórios, estamos não apenas preservando a cultura, mas também criando oportunidades concretas de geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável para as famílias beneficiadas”, declarou o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso.

A ação integra um pacote de R$ 500 milhões anunciado pelo Governo da Bahia para os povos indígenas, que também contempla iniciativas nas áreas de produção, habitação e regularização fundiária. Entre elas, estão o edital do projeto Bahia que Produz e Alimenta, com previsão de beneficiar até 4 mil famílias, e a construção de unidades habitacionais rurais destinadas a comunidades indígenas.