sexta-feira, 6 de março de 2026
Governo da Bahia anuncia licitações para projetos de restauro de patrimônios históricos em Salvador e Santo Amaro
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
MEMÓRIA E TEATRO: PAWLO CIDADE PREPARA LANÇAMENTO SOBRE O TEATRO GRAPIÚNA NAS DÉCADAS DE 80 E 90
ILHÉUS – O cenário cultural do sul da Bahia se prepara para um resgate histórico de peso neste primeiro semestre. O escritor e pesquisador Pawlo Cidade finaliza os preparativos para o lançamento de sua mais nova obra, intitulada “Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus”. O livro promete ser um mergulho profundo na memória social e artística da região, com lançamento previsto para ocorrer ainda este semestre na “Terra do Cacau”.
A obra não se limita apenas ao título instigante, mas serve como um inventário afetivo do teatro grapiúna, revisitando figuras que moldaram a estética e a dramaturgia local. Entre os destaques da narrativa, Pawlo Cidade dedica páginas valiosas à trajetória de artistas que começaram no improviso e se tornaram pilares da cultura regional.
Pawlo Cidade, que já possui uma sólida carreira literária focada na identidade baiana, traz em “Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus” uma escrita que transita entre o rigor da pesquisa histórica e a leveza da crônica.
O lançamento oficial está sendo planejado como um evento cultural que deve reunir a velha e a nova guarda do teatro baiano. "Escrever sobre o teatro grapiúna é escrever sobre a nossa própria sobrevivência cultural", afirma o autor em conversas preliminares sobre o projeto. O livro deve chegar até o final de junho, tornando-se leitura obrigatória para quem deseja entender como o sul da Bahia se transformou em um celeiro de talentos.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Ilhéus e tem apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Ilhéus, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura — Governo Federal.
Serviço:
- Livro: Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus
- Autor: Pawlo Cidade
- Previsão de Lançamento: 1º Semestre de 2026
- Local: Ilhéus-BA
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Escuta pública para o Plano Estadual de Cultura 2026 - 2036 prossegue até 19 de janeiro
A escuta pública para elaboração do novo Plano Estadual de Cultura da Bahia está disponível até 19 de janeiro de 2026. A Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) convida a classe cultural baiana a participar da construção das diretrizes deste documento que vai orientar a política cultural do Estado entre 2026 e 2036.
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sábado, 8 de novembro de 2025
FRAGMENTOS DE MEMÓRIA emociona público ao reconstruir rostos de pessoas escravizadas com o uso de IA
A exposição Fragmentos de Memória, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), por meio do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), foi inaugurada nesta quinta-feira (6) no segundo piso do Shopping da Bahia. A mostra integra a programação do Novembro Negro do Governo do Estado da Bahia.
Com 40 retratos gerados por Inteligência Artificial a partir de documentos históricos — como cartas de alforria, registros de compra e venda e títulos de residência de africanos libertos —, a exposição propõe uma reparação simbólica: dar rosto e voz às pessoas escravizadas e libertas na Bahia Colonial e Imperial. A proposta faz parte do programa Resgate Ancestral, que une história, arte e tecnologia para ressignificar a memória do povo negro.
Durante a abertura, autoridades, pesquisadores, artistas e visitantes se emocionaram ao ver os rostos reconstituídos a partir de registros burocráticos. Cada imagem carrega uma história de resistência, reconstruída após um processo minucioso de pesquisa arquivística, digitalização e modelagem visual desenvolvida pelo APEB.
O secretário de cultura da Bahia, Bruno Monteiro, esteve presente na abertura da exposição e destacou a relevância de sua realização.
“Isso é um resgate importantíssimo que nos faz conhecer mais da nossa história e da nossa formação. Especialmente em Salvador, na Bahia, o estado mais negro do Brasil, o lugar mais negro fora da África”.
Igualmente, o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, destacou a força simbólica do projeto.
“Fragmentos da Memória é uma entrega que reflete a importância dos nossos pesquisadores, da preservação da história para que direitos sejam garantidos. É um exemplo de como a tecnologia, quando bem utilizada, pode produzir resultados de extrema relevância social, cultural e educacional”, afirmou.
A exposição também inova ao apresentar o projeto As Vozes do Fragmento, no qual personalidades negras brasileiras interpretam monólogos poéticos inspirados nos registros históricos, transformando os documentos em relatos humanos e emocionais.
Assinada pelo diretor do Arquivo Público do Estado da Bahia, Jorge X, e coordenada por Adalton Silva, a iniciativa convida o público a refletir sobre o passado escravista e a importância de honrar as memórias fragmentadas por quase quatro séculos de escravidão.
“Essa reconstrução é interessante porque permite a gente criar uma conexão e uma sintaxe visual de visualizar como é que poderiam ser esses personagens negros que fazem parte da nossa história e são os nossos ancestrais”, declara Daniel Soto que visitou o Fragmentos da Memória nesta manhã de quinta (06).
Fragmentos da Memória também é resultado de parcerias estratégicas com o ateliê Memória & Arte, coordenado pela Dra. Vanilda Salignac de Sousa Mazzoni, a colaboração de Geovane Gomes Co, conhecido como "Bombyeck", da linhagem Djagra do povo Pepél, que habita a zona norte até o centro da capital Bissau, responsável pelo Departamento Cultural do Fórum dos Estudantes Guineenses em São Francisco do Conde.
A exposição conta com as parcerias do Shopping da Bahia, Instituto Íris e da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA), e segue aberta ao público até o dia 30 de novembro, com entrada gratuita, no segundo piso do Shopping da Bahia, próximo ao acesso ao metrô.
Fonte: Sécult/BA










