sexta-feira, 3 de julho de 2026

TEATRO DONA CANÔ REABRE AS PORTAS DEPOIS DE 3 MILHÕES DE INVESTIMENTO



Teatro Dona Canô, Santo Amaro/BA. Foto: Caio Diniz


O Governo da Bahia reabriu, nesta quinta-feira (2), o Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Administrado pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), o equipamento cultural volta a receber o público após obras de requalificação e modernização que receberam investimento superior a R$ 3,3 milhões, sendo R$ 1,2 milhões provenientes da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), ampliando as condições para a realização de espetáculos, ações formativas e demais atividades culturais.

A cerimônia de reabertura contou com a presença de autoridades como o governador do Estado, Jerônimo Rodrigues, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, representantes da comunidade cultural e moradores da região. A entrega foi marcada por uma programação especial com apresentações da Associação de Capoeira Raizes e Estilo, Nicinha do Samba, Filarmônica Filhos de Apolo, Carol Soares e J. Velloso.
"Espero que este palco receba muitos artistas consagrados, como Caetano Veloso e Roberto Mendes, mas também pessoas que estão começando a carreira e que poderão surgir a partir de um espaço com essa qualidade. Espero também que as escolas municipais, estaduais e particulares utilizem este teatro, sem qualquer tipo de preconceito", celebrou o governador.
Inaugurado em 14 de setembro de 2001, o Teatro Dona Canô, que carrega em seu nome uma das personalidades mais simbólicas da cultura baiana, é um dos principais equipamentos culturais do Recôncavo. Com capacidade para 254 espectadores, o espaço conta com sala de espetáculos, foyer e desenvolve uma gestão participativa em diálogo com artistas, produtores, escolas e instituições de ensino da região. Em sua primeira década de funcionamento, o teatro recebeu mais de 850 eventos e cerca de 250 mil espectadores, consolidando-se como referência para a difusão das diferentes linguagens artísticas no território.
Para o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, a reabertura reafirma o compromisso do governo com a valorização da cultura e o fortalecimento da produção artística em todos os territórios do estado.
“Santo Amaro é uma grande usina de talentos. É um lugar que produz artistas nas diversas expressões da arte e da cultura. Queremos que o Teatro Dona Canô seja um espaço aberto, livre e diverso, como sempre foi a acolhedora casa de Dona Canô”, destacou o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro.
Representante da comunidade cultural de Santo Amaro, Luana Brito destaca que o Teatro Dona Canô faz parte da trajetória de muitos artistas da cidade e representa um espaço de transformação social.
"Sou fruto das políticas públicas de cultura e da educação. Cresci em Santo Amaro, encontrei na cultura um caminho para transformar a minha vida e hoje trabalho levando arte para pessoas em situação de vulnerabilidade. Ver esse espaço reaberto é reafirmar que essa casa pertence aos artistas, aos quilombolas, às comunidades rurais, à juventude negra e a toda a população de Santo Amaro”, declarou.
INTERVENÇÕES - As obras de requalificação contemplaram a recuperação e a modernização da infraestrutura do Teatro Dona Canô, com intervenções voltadas à melhoria dos ambientes internos, renovação dos sistemas cênicos de iluminação e sonorização, climatização e adequação dos espaços às normas de acessibilidade e segurança. As ações visam garantir melhores condições para a realização de espetáculos, atividades formativas e demais iniciativas culturais.
“O Recôncavo Baiano e Santo Amaro têm uma potência, uma energia, uma capacidade criativa que é histórica e ancestral e o Teatro Dona Canô sempre compôs esse cenário de diversidade cultural. Hoje, com essa reabertura, a gente viu tudo isso nesse palco, nessa sala principal que se iluminou com a diversidade cultural dessa terra no 2 de julho, que inclusive faz parte da história do Recôncavo e de Santo Amaro, mostrando que a resistência cultural do nosso povo da Bahia e do Brasil também nasceu nesse chão”, ressalta a superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura da SecultBA, Amanda Cunha.
Entre os serviços executados estão a recuperação do foyer, sala de espetáculos e palco, revisão do painel acústico e do circuito elétrico, manutenção das poltronas e das portas de emergência, implantação de um novo sistema de climatização, instalação de novas bancadas nos camarins e adequação paisagística da área externa. 

Fonte: Ascom/Secult/BA.

SOLENIDADE DE LANÇAMENTO DOS INVESTIMENTOS EM LIVRO, LEITURA E MEMÓRIA, SERÁ ANUNCIADA HOJE PELO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA



Jovens lendo - Foto: Júlia Barreto/8FLI


O Governo do Estado da Bahia realiza hoje, dia 3 de julho, a partir das 11h, um ato marcante com um pacote de anúncios que posiciona a Bahia como referência nacional em políticas públicas de livro e leitura. A Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura (SecultBA), anunciará um robusto pacote de entregas e parcerias estratégicas estimadas em R$ 5 milhões, dentre as ações, estão aquisição de livros de editoras baianas, apoio à implantação e modernização de 300 espaços de leitura em toda a Bahia e outras iniciativas inéditas.

O conjunto de medidas estruturantes visa descentralizar o acesso ao livro, valorizar a identidade literária regional e modernizar os espaços culturais nos 27 Territórios de Identidade do estado.
“As ações anunciadas unem o fomento imediato à estruturação de longo prazo. Com o Pouso da Palavra e a compra de mais de 30 mil livros, oxigenamos o mercado editorial baiano e equipamos 300 espaços comunitários com tecnologia de ponta. Ao mesmo tempo, a pesquisa inédita com a SEI e a atualização do PELL junto à UFBA nos darão os dados científicos necessários para desenhar políticas públicas eficientes, modernas e baseadas na realidade do comportamento leitor do nosso estado.”, comenta o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães.
Fomento à Cadeia do Livro: R$ 1,1 milhão e mais de 30 mil volumes adquiridos
Como parte central do pacote, a Diretoria do Livro e da Leitura (DLL/FPC) apresenta o balanço consolidado das aquisições de acervo bibliográfico junto a editoras baianas, comerciais e universitárias englobando 30 processos de compra que somam 30 novos livros. Essas obras serão destinadas à atualização dos acervos de bibliotecas públicas estaduais, espaços comunitários parceiros, para o projeto itinerante Leve e Leia e Pouso da Palavra.
Modernização Tecnológica: 300 Espaços com o "Pouso da Palavra"
Para dar suporte físico e tecnológico a essa distribuição de conteúdo, a FPC lança oficialmente a execução da política pública Pouso da Palavra.  A iniciativa vai implantar e modernizar 300 novos espaços de leitura em solo baiano. Cada comunidade selecionada — com prioridade para territórios tradicionais (quilombolas, indígenas e de terreiro) e áreas de vulnerabilidade social — receberá uma estrutura completa de inclusão digital e difusão cultural.
O projeto Pouso da Palavra é inspirado no poeta Damário da Cruz
Equipamentos: 1 televisão de 50 polegadas, 1 notebook, 1 câmera digital, 1 microfone sem fio e 1 caixa de som com tripé
Acervo: 100 livros físicos (totalizando 30.000 exemplares distribuídos)
Capacitação: Formação obrigatória de 450 agentes comunitários em mediação de leitura e gestão de acervos pelo Centro de Formação Ubiratan Castro
Planejamento para a Próxima Década: Atualização do PELL
Olhando para o futuro das políticas de Estado, o Governo baiano formaliza o processo para a construção do novo Plano Estadual do Livro e da Leitura (PELL 2026/2036). O plano será elaborado em convênio com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Secretaria da Educação, sob a coordenação dos professores Flávia Goulart Mota e Antônio Albino Canelas Rubim. O cronograma prevê a criação de diagnósticos, consultas públicas presenciais e metodologias para a consolidação das metas dos próximos dez anos.
Pesquisa Inédita: Bahia que Lê
Ainda na sexta-feira (03), a Fundação Pedro Calmon assina também um convênio inédito com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) para a realização da pesquisa Bahia que Lê, que traça um "Panorama da Leitura da Bahia". O estudo estatístico vai mapear minuciosamente os hábitos reais de leitura, o perfil dos leitores e não leitores, as barreiras de acesso ao livro físico e digital, e o uso de bibliotecas públicas e comunitárias em todo o estado.
Memória e Visibilidade: O Catálogo Bahia de Todos os Livros
Complementando as ações de salvaguarda da memória editorial baiana, a FPC destaca os resultados finais do Catálogo Bahia de Todos os Livros. A chamada pública, que recebeu cerca de mil inscrições, homologou 712 obras publicadas ou lançadas por autores locais em 2025.
O mapeamento revelou que a produção contemporânea do estado está fortemente concentrada em Ensaios e Textos Acadêmicos (188 obras), Literatura Infantojuvenil (180) e Poesia (146), segmentos que juntos somam 72% do catálogo e atestam a efervescência científica e artística da Bahia. O documento servirá como guia oficial de curadoria para feiras, festivais e bienais apoiados pelo Estado .
 
Serviço:
O quê: Anúncio do Pacote de Entregas da Fundação Pedro Calmon (SecultBA).
Quando: Dia 3 de julho, às 11h.
Onde: Biblioteca Central do Estado da Bahia - Auditório Kátia Mattoso, no Centro de Formação Ubiratan Castro (3º andar), Barris, Salvador/BA.

Rede FPC — a Fundação Pedro Calmon mais perto de você.  
Vamos juntos fortalecer a cultura e a memória da Bahia. 
  
Fonte: FPC/Secult/BA.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

AUDIOVISUAL BAIANO TERÁ NOVO CICLO DE INVESTIMENTOS COM A CHEGADA DA BAHIA FILMES



Prédio da Bahia Filmes, foto de Thuane Maria


O Governo da Bahia inaugurou, neste domingo (28), a Bahia Filmes, primeira empresa pública estadual dedicada ao audiovisual do Brasil. Vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), a companhia inicia suas operações com a missão de fortalecer a cadeia produtiva do setor, ampliar a atração de investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico, cultural e social a partir do audiovisual.

O ato de lançamento foi realizado na sede da empresa, no edifício Oscar Cordeiro, no bairro do Comércio, em Salvador, e reuniu representantes do Governo da Bahia, profissionais do setor audiovisual, artistas, produtores, comunicadores e instituições parceiras. Além da Bahia Filmes, o edifício recebe a Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (DIMAS) e a Cinemateca, que vai ser a casa do cinema baiano. 

Criada por meio da Lei Estadual nº 14.877/2025, a Bahia Filmes é resultado de um processo de construção em diálogo com o setor. A empresa nasce como uma sociedade de economia mista voltada à articulação de investimentos, promoção de negócios, fortalecimento das produções locais e ampliação da presença das obras baianas nos mercados nacional e internacional. 

O Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ressaltou que o estado tem uma atuação relevante para o audiovisual do país. “Temos muitos produtores, realizadores e artistas. Por isso, além das linhas de financiamento, estamos anunciando um edital específico para fortalecer o setor. Queremos ampliar as parcerias com empresas da cadeia do audiovisual, mas também é fundamental estarmos articulados com as universidades, para investir na formação, na qualificação profissional e na produção de conhecimento. É assim que vamos consolidar e fortalecer esse segmento no estado”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

A atuação da companhia abrange diferentes etapas da cadeia produtiva do audiovisual e do mercado cinematográfico. Entre as frentes previstas estão a captação de recursos públicos e privados, o apoio à distribuição e comercialização de obras, a atração de produções para o território baiano, a formação profissional, a promoção de talentos e empresas do setor e o desenvolvimento de novos negócios. A proposta é transformar o potencial criativo, já reconhecido da Bahia, em mais oportunidades, empregos e em geração de renda. 

Para o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, a inauguração da empresa representa um marco para a política cultural baiana e para o desenvolvimento da economia criativa. 
“Com a Bahia Filmes, investimos nas políticas de permanência. Ajudamos a estruturar o setor, a mapear, investir em novas produções e, ao mesmo tempo, colaboramos na comercialização de produções, no apoio à toda estruturação da rede de mercado, nos programas de formação. É o setor do audiovisual sendo fortalecido em todas as suas etapas, para que a Bahia, que é cenário e inspiração, que tem profissionais e produções de tanta qualidade, possa viver um novo momento de desenvolvimento cultural e econômico por meio do audiovisual”, explicou Bruno Monteiro, secretário de Cultura do Estado.

Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Governo Federal, Joelma Oliveira Gonzaga exaltou o advento da Bahia Filmes: “como filha dessa terra, vejo aqui o Brasil inteiro entrar em cartaz quando entra no cenário a Bahia Filmes, que é uma demanda histórica do audiovisual baiano. E que se é do audiovisual baiano, é do audiovisual nordeste e do audiovisual do Brasil”. Joelma Gonzaga prosseguiu fazendo referências ao ex-ministro da Cultura e cantor, “o nosso mestre Gilberto Gil”, ao mencionar que “o primeiro chão é na Bahia”, se referindo ao fato de que a Bahia e sua capital têm sido pioneiras de fatos históricos de grande impacto nacional. 

“A Bahia Filmes é sobre financiamento, memória e preservação, tudo isso que nasce com o DNA de muita gente e o Governo Federal reitera o apoio à primeira empresa estadual de audiovisual do país”, afirmou a secretária do Audiovisual do MinC, Joelma Oliveira Gonzaga.

EDITAIS E INVESTIMENTOS

Durante o evento, também foi apresentado o primeiro conjunto de investimentos que integra a atuação da companhia. O pacote inicial reúne R$ 46 milhões distribuídos em linhas de investimento voltadas à comercialização de obras audiovisuais e do Programa Arranjos Regionais Bahia, realizado em parceria com o Ministério da Cultura e a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). 

As inscrições para os editais serão abertas em duas etapas. Na terça-feira (30), começam as inscrições para os três editais do Programa Arranjos Regionais Bahia. Já na quarta-feira (1º), será aberto o edital de Recursos Próprios da Bahia Filmes. Juntos, os investimentos contemplam ações nas áreas de formação, difusão, pesquisa e comercialização de obras audiovisuais, ampliando as oportunidades para profissionais, produtoras e empreendimentos do setor em diferentes regiões do estado. 

Os editais estarão disponíveis no site da Bahia Filmes. Em breve, serão apresentados com mais detalhes e será iniciada a inscrição para o apoio executado com recursos dos Arranjos Regionais. 
Para a atriz Tânia Toko, “É um grande prazer, um sonho antigo de todos nós, que tivéssemos um equipamento desse, para que possamos criar mais ainda, mostrar nossa cara, fomentar nosso trabalho, mostrar para o Brasil, para o mundo. As pratas da casa e os que estão chegando também super merecem isso, de coração. É uma noite de celebração, sobretudo por essa questão de entender que não é preciso mais sair daqui para que os holofotes nos vejam”.

Em sua apresentação, o diretor-presidente da Bahia Filmes, Pola Ribeiro, avaliou os princípios e o processo de construção do projeto. “Temos um projeto muito maduro que reconhece as forças que a Bahia tem para se desenvolver e fazer um audiovisual potente para o mundo. Estamos engrossando a musculatura para fazer um cinema cada vez mais forte, inclusive o cinema que é feito com celular, nos bairros, comunidades, que ele tenha também sentido e força. A cara da Bahia Filmes é isso, é ser um espaço de junção, de trazer e passar as informações, e fazer a comunicação do audiovisual baiano para que ele tenha a relevância que ele precisa ter”, avaliou.

Além de apoiar a produção e a circulação de conteúdos audiovisuais, a empresa terá papel estratégico na atração de investimentos, na geração de empregos e no fortalecimento de atividades econômicas associadas ao setor, como turismo, hotelaria, transporte e serviços. 
Com o início das atividades, a Bahia passa a contar com uma estrutura inédita no país voltada exclusivamente ao desenvolvimento do audiovisual como política pública e vetor de desenvolvimento.

Fonte: ASCOM/BA