domingo, 18 de outubro de 2009

DIRETOR DA TIA MARITA PARTICIPA DE CONFERÊNCIAS DE CULTURA


Pawlo Cidade, diretor presidente da Comunidade Tia Marita, vice-presidente do Fórum de Agentes, Empreendedores e Gestores Culturais do Litoral Sul – FAEG-SUL e atual Assessor de Cultura da Fundação Cultural de Ilhéus vem realizando uma série de discussões sobre a implantação do Sistema Municipal de Cultura e os Eixos norteadores da Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada em março de 2010.
Responsável por coordenar os Eixos: 1)Produção Simbólica e Diversidade Cultural; 2) Cultura, Cidade e Cidadania, 3) Cultura e Desenvolvimento Sustentável; 4) Cultura e Economia Criativa e 5) Gestão e Institucionalidade da Cultura em Ilhéus, em 18 e 19 de setembro, na I Conferência deste município, sob a presidência do talentoso Maurício Corso – diretor da Fundaci, Pawlo foi também convidado no dia 30 para apresentar “o Diálogo sobre o Sistema Municipal de Cultura”, na Conferência de Itabuna; em seguida, foi responsável pela fala inspiradora e apresentação do Sistema no distrito de São João do Paraíso, cidade de Mascote. No dia 19 de outubro, abordará o Eixo 2: “Cultura, Cidade e Cidadania”, na cidade de Jussari, no período da manhã, e a tarde estará em Arataca para mediar o Eixo 5: “Gestão e Institucionalidade da Cultura”. Dia 20, será a vez de Canavieiras também ouvir o debate sobre o eixo 5.
Para Pawlo Cidade, “os municípios precisam estar fortalecidos e preparados para implantar o Sistema Municipal de Cultura. Mais do que isso, precisam instituir os elementos e as instâncias de suas gestões de forma a entrar em sintonia com os Sistemas Estadual e Federal de Cultura, para que cada um possa assumir suas responsabilidades”.
As conferências municipais de cultura terminam com a realização da Conferência Territorial, marcada para os dias 24 e 25 de outubro, no campus da UESC, auditório Paulo Souto.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

TIA MARITA E PENALTY FAZEM PARCERIA

Cena do teatro-empresa. Uma linha que tem aberto portas

A PENALTY, fábrica de material esportivo, situada nas cidades de Itabuna e Itajuípe firmou parceria com a Tia Marita, para a montagem do espetáculo "Clínica do Gerenciamento". A "Clínica" irá fazer o diagnóstico dos principais problemas que a empresa vem apresentando em suas mais diversas áreas. Segundo o diretor Pawlo Cidade, "o objetivo é apresentar de forma lúdica, assuntos importantes e imprescindíveis para o bom rendimento do colaborador na empresa". Temas como COMUNICAÇÃO, BAIXA PRODUTIVIDADE, DESMOTIVAÇÃO, ALTO ÍNDICE DE REFUGO, QUALIDADE serão discutidos no espetáculo. "Nós pretendemos retratar as doenças e os males que podem ocorrer numa empresa", afirma Ancelmo Passos, responsável pela Gestão de Qualidade da Penalty.
A estreia está prevista para 05 de dezembro, no Hotel Canabrava, em Ilhéus.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CULTURA, DIVERSIDADE, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO


Pela primeira vez na história da cultura ilheense, artistas, produtores, gestores, conselheiros, empresários, patrocinadores, pensadores e ativistas da cultura, e a sociedade civil em geral terão a oportunidade de discutir a cultura deste município nos seus múltiplos aspectos, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões. E ainda propor estratégias para: fortalecer a cultura como centro dinâmico do desenvolvimento sustentável; universalizar o acesso dos ilheenses à produção e fruição da cultura; consolidar a participação e o controle social na gestão das políticas públicas de cultura; implantar e acompanhar os Sistema Municipal de Cultura e o Plano Municipal de Cultura; e avaliar os resultados obtidos a partir da 1ª Conferência Municipal de Cultura, que será realizada entre os dias 18 e 19 de setembro de 2009, no Teatro Municipal de Ilhéus.

Os preparativos para a Conferência deram início com a Oficina de Planejamento Estratégico para a Cultura onde diversos atores sociais puderam apresentar propostas culturais que possam ser efetivadas no Plano Plurianual – PPA.

Além de deliberar sobre os principais entraves da cultura local, a Conferência visa estimular a criação e o fortalecimento de redes de agentes e instituições culturais de Ilhéus, da Bahia e do país, para dar prosseguimento, em caráter permanente, às discussões e articulações.
A Conferência é um espaço destinado ao encontro entre cidadãos e representantes do governo, com o objetivo de debater e propor políticas, programas e ações para serem desenvolvidas nos próximos anos. O Poder Público Municipal é responsável pela convocação, regulamentação e realização da Conferência.

É bom salientar que, tudo que for discutido nela deverá estar contemplado nas diretrizes e critérios estabelecidos no Regulamento da III Conferência Estadual de Cultura da Bahia (de 26 a 29 de novembro de 2009, aqui em Ilhéus) e no Regimento Interno da II Conferência Nacional de Cultura.

Cada Conferência Municipal de Cultura tem suas especificidades e deve abordar temas pertinentes à realidade do município. Com o objetivo de integrar seus resultados aos trabalhos das Conferências Estadual e Nacional de Cultura, sugere-se que o município adote o temário e o desenvolvimento metodológico da II Conferência Nacional de Cultura, cujo tema central é: CULTURA, DIVERSIDADE, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO.

A proposta de metodologia da II Conferência Nacional de Cultura tem duas particularidades:
a) Pretende coletar, a partir de cinco eixos temáticos, propostas de estratégias, ou seja, identificar as necessidades e demandas e propor ações ou caminhos mais adequados para que tais necessidades sejam atendidas.
b) Irá identificar à qual ente federativo (municipal, estadual e nacional) cabe a responsabilidade de executar tal estratégia.

Para que isso seja possível, a realização de Conferências Municipais é fundamental, pois são nelas que serão coletados os subsídios para as discussões territorial, estadual e nacional.
Os Eixos que serão abordados na Conferência Municipal de Cultura são: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa e Gestão e Institucionalidade da Cultura.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"CULTURA É UM BOM NEGÓCIO"


Para quem ainda não compreendeu que “Cultura é um bom negócio” – máxima encabeçada há alguns anos pelo Ministério da Cultura, eis alguns dados que certamente poderá mudar o pensamento daqueles que não consegue enxergar que a cultura pode ser mola de desenvolvimento econômico de um município.
No final de 2006, o IBGE e o MinC publicaram mais um estudo através do Sistema de Informações e Indicadores Culturais. O objetivo final deste estudo consistia em traduzir em números e cifras a dimensão econômica da cultura no Brasil. Ele foi elaborado a partir de estatísticas do ano de 2003 sobre a produção de bens e serviços, os gastos das famílias e do governo e as características da mão-de-obra ocupada no setor.

O Sistema revelou que:
- A cultura corresponde ao 4º. item de consumo das famílias brasileiras, superando os gastos com educação e abaixo da habitação, alimentação e transporte;
- A cultura tem um custo de trabalho muito abaixo da média e movimenta empregos qualificados, com alto grau de especialização.

Na edição de 2007 da mesma pesquisa, novos dados sobre a economia da cultura foram apresentados, tendo como referência 2003 a 2005:

- A receita líquida movimentada pelo setor passou de R$ 165,3 bilhões, em 2003, para R$ 221,9 bilhões, em 2005;
- Foram criadas 52.321 empresas, órgãos da administração pública e entidades sem fins lucrativos no setor cultural, que representaram um aumento de 19,4%, passando de 269.074 para 321.395, nesse período;
- Houve crescimento de 203.845 pessoas ocupadas, com salário médio de R$ 1.565,74 (47,64% superior à média nacional de R$ 1.060,48 reais) totalizando em 2005 1,6 milhões de ocupados;
- A despesa per capita total com cultura no Brasil passou de R$ 12,90, em 2003, para R$ 17,00, em 2005;
- Os gastos públicos alocados no setor cultural aumentaram de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, em 2003, para R$ 3,1 bilhões, em 2005, em valores correntes.
A Bahia é um exemplo de afirmação desta mudança de Mercado Cultural a partir dos anos 90. A explosão do Axé Music e a expansão da Indústria do Carnaval contribuíram enormemente para a ascensão do baiano no mercado cultural. “O movimento cultural baiano que vai muito além da música destinada ao consumo de massa – ganhou peso a partir da valorização das “cores locais” e da associação com o turismo”.

Para nós (hemisfério sul), Televisão, cinema, design, etc, elementos das indústrias criativas não são as chaves de desenvolvimento! A chave do desenvolvimento está no local. “Você não vai ter desenvolvimento se tiver uma indústria fonográfica forte com cinco grandes selos. Você vai ter desenvolvimento se tiver cem pequenos selos, que vão ser produzidos de uma outra forma, que provavelmente terão interface com uma gestão de economia solidária”, afirma a empreendedora cultural Lala Deheinzelin, de São Paulo. Ela ainda complementa ao declarar que “quando você trabalha com a inclusão produtiva e social de um grupo, ele passa não apenas a ter cidadania, como também a ser consumidor. Se você olhar a pirâmide de consumo mundial, vê que 30% a 40% da população são considerados “mercado”. 60% a 70% estão fora. Mas se você melhora a vida desses 60% a 70%, você inclusive resolve o seu problema de mercado, isso sem falar no resultado social, simbólico etc”.

Apesar de todo crescimento apresentado pelo setor cultural e mais ainda com o Programa Mais Cultura do MinC, de acordo com o IBGE nós temos:

l 78,1% dos municípios brasileiros sem museus;
l 91,3% sem salas de cinema;
l 78,8% sem teatros;
l 75,2% sem centros culturais;
l 40,2% sem uma loja de CDs
l 70% sem uma única livraria.
A chave do segredo cultural está em investir no local. Pronto! Agora já não é mais segredo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

É POSSÍVEL VIVER DE TEATRO?

Montagem do cenário de Cangaço

Algumas pessoas da área cênica costumavam afirmar (e ainda o fazem até hoje), que eu sou o único produtor cultural deste município que consegue ter resultados positivos no projeto de meus espetáculos. Se concordasse com isso estaria sendo leviano e egoísta.

Se há resultados positivos isto é meta traçada pelo Planejamento Estratégico (P.E.). É ele quem fará com que você tenha o resultado esperado. Mas, outros poderão indagar: “o planejamento estratégico sempre dá certo?” Em noventa e nove por cento dos casos eu diria que sim. É o P.E. responsável pela execução de ações para alcançar os objetivos desejados; é ele quem permite a mudança de comportamento; é o instrumento certo para as futuras tomadas de decisão. E o mais importante: ELE NÃO DEVE SER APENAS UM DOCUMENTO!

Talvez esta última informação seja o principal motivo do fracasso de algumas produções teatrais. É preciso responder a uma série de indagações que permeiam uma produção teatral. Não basta montar algo para satisfazer o seu ego. É preciso investir em algo que você tenha certeza de que haverá retorno, seja ele financeiro ou não.

O P.E. cria o direcionamento, pois, previamente é analisada as condições externas e internas às quais sua futura produção será submetida. Portanto, nunca é demais responder: “Para quê eu vou montar esta peça?” “O que tem este espetáculo que fará com que as pessoas venham ao teatro?” “Quem eu quero atingir com este tema?” “O elenco será capaz de satisfazer as necessidades desta produção?” “Que estratégias desenvolverei para atrair as pessoas?”

Lembre-se: “ESTRATÉGIA” está ligada a “ESCOLHAS” ou a respostas que damos às perguntas que formulamos. O P.E. representa para os produtores teatrais a possibilidade de selecionar, entre os vários caminhos possíveis, aqueles que se apresentam como mais adequados para se alcançar os objetivos traçados para o espetáculo.

O Planejamento Estratégico é o caminho que conduz o produtor cultural de teatro para escolher e direcionar o futuro do seu espetáculo. Uma vez apontado os caminhos é possível sim viver de teatro. Se agirem assim os produtores estarão aptos a atuarem no contexto de grande mudanças no qual estão inseridos. Afinal, o P.E. será aquele que lhe mostrará a saída quando algum dos objetivos específicos não são alcançados.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

SENTIR, QUERER, AGIR

Silvestre Guedes

Nosso antropólogo teatral, digo “nosso”, pela amizade e companheirismo, pela simplicidade e determinação, pelo profissionalismo e objetividade. Tantos adjetivos assim só poderiam ser enumerados ao “antropo-cênico” Silvestre Guedes que muito contribuiu na montagem de Cangaço.
O Centro do Círculo Pesquisa Teatral, grupo sob sua direção, estará selecionando atores e co-atores, bailarinos e co-bailarinos para sua próxima montagem. Os interessados deverão apresentar uma cena com duração máxima de três minutos, individualmente; a idade não poderá ser inferior a 16 anos e ele ainda solicita que compareçam com roupa de trabalho: tecido leve e folgado no corpo.
As audições ocorrerão nos dias 23 e 30 de maio e 06 de junho, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, a partir das 15:00 horas. Ele informa ainda que os candidatos podem participar dos três dias da audição. Não haverá taxa de inscrição e serão selecionados 25 integrantes.
O ator e diretor Silvestre Guedes teve sua formação profissional com diretores conhecidos como Eugênio Barba (Itália), Allan Marratrat e Soutigui Kouiate (França), Kazuo Ono, Hiroshi Koike e Min Tanaka (Japão), Stéfan stroux e Anna Kouler (Alemanha), Zé Celso, Ulisses Cruz, Héctor Babenco e Antunes Filho.
O grupo no qual coordena, há dez anos realiza pesquisa de linguagem, tendo na “tri-membração” (expressão de sua autoria) do homem o motivo das suas pesquisas: sentir, querer, agir. Esta tríplice perspectiva, proposta por Silvestre, nos faz recordar alguns estudos propostos por egiptólogos que consideram o sentir como o “sentimento puro”, o querer como a “vontade pura” e o agir como a “ação pura”, embora eles ainda adicionem a razão pura que seria o “pensar”. Pelo sim, pelo não, toda interpretação quando ela é antropológica, é, ao mesmo tempo orgânica. Palavra discutida amplamente - embora Stanislavsky já propusera anos antes - em todos os grupos que se propõem à pesquisa teatral. A poeta Maria Aparecida Giácomini Dóro, em “Compromentimento”, nos diz:


“Vá em direção a si mesmo.
Torne-se verdadeiramente quem você.
Eu não posso pensar, sentir, querer e agir por você.
Mas eu estou com você.”


E neste e em todos os trabalhos que se dedica Sivestre Guedes está o tempo inteiro com seus alunos-atores.


Maiores informações: centrodocirculo@yahoo.com.br ou pelo telefone 73.8829.1890.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

ATOR DE CANGAÇO VENCIDO PELA DENGUE


Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, interpretado pelo ator Val Kakau (foto) foi acometido pelo mal da dengue. Quer dizer, não o personagem, mas sim o ator. É que ator e personagem se confundem e então a gente acaba dizendo que quem pegou a dengue foi Lampião e não Val Kakau.
Na manhã de sábado (9) foi levado ao Pronto Socorro do Hospital Regional Luís Viana Filho, em Ilhéus, onde foi diagnosticado o fato. Depois de medicado, foi liberado e encontra-se em repouso. Estamos torcendo para que Virgulino, digo, Val, se recupere logo para a apresentação de quinta-feira, na Faculdade de Ilhéus. Companheiros e amigos desejam melhoras!
"Senti um formigamento, tontura e tudo que eu comia colocava pra fora", declarou o cangaceiro, ou melhor, o ator. As autoridades sanitárias ainda não sabem onde Val adquiriu a dengue. Mas, desconfiam que a Central de Abastecimento, no Malhado, reduto do Cangaceiro, está infestado do mosquito assassino. A população está assustada: "Se até Lampião foi atingido, que dirá de nós, pobre coiteiros", pilheriou um vizinho do ator.