sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


A Fundação Cultural de Ilhéus, reconhecendo a necessidade de identificar o potencial cultural que a cidade oferece, convida toda a população a participar do Censo Cultural de Ilhéus.
Qual o objetivo? Formar um banco de dados consistente para o SNIIC (Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais).
O SNIIC é um conjunto de todos os sistemas já existentes nos estados e municípios que tem por meta estabelecer as bases tecnológicas para conectá-los, de forma que possam atuar interativamente. Explico: Qualquer pessoa de qualquer lugar do Brasil poderá acessar livremente o SNIIC e descobrir quem são quantos são e o que fazem os artistas de Ilhéus.
Visa ainda produzir indicadores nacionais aplicáveis, de forma coerente, aos processos de formulação e implantação de políticas culturais na União, Estados e Municípios. Além de acompanhar as ações tecnológicas e atividades relacionadas à capacitação técnica de pessoas para a formação e atualização de equipes vinculadas à geração, tratamento e armazenamento de dados e informações culturais.
O que fará o Censo Cultural de Ilhéus? Irá mapear, organizar e divulgar as atividades culturais ilheenses, incluindo informações sobre estrutura (artistas, equipamentos culturais, grupos, eventos), gestão (órgãos públicos, conselhos, fundos, legislações, orçamentos e editais), financiamento, economia da cultura, patrimônio material e imaterial, entre outras.
Neste primeiro momento, segundo o presidente da Fundação Cultural de Ilhéus e o Chefe de Projetos Gustavo Felicíssimo será o de obter informações sobre artes cênicas, artes visuais, audiovisual, música, literatura, cultura popular e espaços culturais. Em uma segunda etapa será a vez identificar eventos, gestão (órgãos públicos, conselhos, fundos, legislações, orçamentos e editais), financiamento, economia da cultura, patrimônio material e imaterial.
Para que serve um Censo, sobretudo Cultural? Serve para construir indicadores culturais de modo a fomentar estudos, pesquisas e publicações, fornecendo aos órgãos governamentais e privados subsídios para o planejamento e a tomada de decisão e, aos usuários em geral, informações para estudos setoriais mais aprofundados. Entretanto, ele também possibilitará a elaboração de um Guia Cultural da cidade com um cadastro amplo de músicos, bandas, escritores, dançarinos, artistas plásticos e visuais, escultores e artesãos, atores, grupos de teatro, grupos da cultura popular e outros, a ser distribuído à população interessada, setores empresariais e agentes turísticos. O Guia Cultural facilitará a promoção de eventos e de atividades de apoio às diversas manifestações culturais, além de oferecer visibilidade a artistas, produtores e produtos culturais para empresas públicas e privadas que destinam recursos a iniciativas desta natureza.
Quem poderá fazer parte do Censo? Todas as pessoas e grupos amadores ou profissionais que produzam, trabalhem, estudem ou promovam atividades artístico-culturais no município. Para participar, basta ir à Fundação Cultural de Ilhéus, de 01 de fevereiro a 30 de março de 2010, das 13h às 18h, e preencher o formulário do Censo Cultural. Os interessados também poderão requerê-lo através do seguinte endereço de e-mail: censo@culturailheus.com.br
Que mais? O Censo Cultural de Ilhéus também contribuirá para uma maior articulação entre os movimentos e grupos culturais da cidade, podendo ser, ainda, um estímulo à democracia cultural e à valorização da heterogeneidade das práticas culturais. Revela as diferentes faces da cultura ilheense e contribui para o desenvolvimento de análises da dimensão socioeconômica desse segmento.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

COMEMORAMOS DEZ ANOS DE PRESÉPIO VIVO

Rafael, Igo e Joselito

Em 2010, Maria foi interpretada por Viviane Siqueira



O Grupo Teatro Total realizou pela 10a. vez consecutiva o Presépio Vivo na Ilha de Comandatuba, em Una, Bahia. Para nós é motivo de muito orgulho e dedicação. O Presépio Vivo tem arrancado elogios todos os anos. Em 2010, José foi interpretado pelo artista plástico e cenógrafo, Jó; os três reis magos por Joselito Prates, Rafael Siqueira e Igo Pablo. Maria foi interpretada por Viviane Siqueira.



domingo, 18 de outubro de 2009

DIRETOR DA TIA MARITA PARTICIPA DE CONFERÊNCIAS DE CULTURA


Pawlo Cidade, diretor presidente da Comunidade Tia Marita, vice-presidente do Fórum de Agentes, Empreendedores e Gestores Culturais do Litoral Sul – FAEG-SUL e atual Assessor de Cultura da Fundação Cultural de Ilhéus vem realizando uma série de discussões sobre a implantação do Sistema Municipal de Cultura e os Eixos norteadores da Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada em março de 2010.
Responsável por coordenar os Eixos: 1)Produção Simbólica e Diversidade Cultural; 2) Cultura, Cidade e Cidadania, 3) Cultura e Desenvolvimento Sustentável; 4) Cultura e Economia Criativa e 5) Gestão e Institucionalidade da Cultura em Ilhéus, em 18 e 19 de setembro, na I Conferência deste município, sob a presidência do talentoso Maurício Corso – diretor da Fundaci, Pawlo foi também convidado no dia 30 para apresentar “o Diálogo sobre o Sistema Municipal de Cultura”, na Conferência de Itabuna; em seguida, foi responsável pela fala inspiradora e apresentação do Sistema no distrito de São João do Paraíso, cidade de Mascote. No dia 19 de outubro, abordará o Eixo 2: “Cultura, Cidade e Cidadania”, na cidade de Jussari, no período da manhã, e a tarde estará em Arataca para mediar o Eixo 5: “Gestão e Institucionalidade da Cultura”. Dia 20, será a vez de Canavieiras também ouvir o debate sobre o eixo 5.
Para Pawlo Cidade, “os municípios precisam estar fortalecidos e preparados para implantar o Sistema Municipal de Cultura. Mais do que isso, precisam instituir os elementos e as instâncias de suas gestões de forma a entrar em sintonia com os Sistemas Estadual e Federal de Cultura, para que cada um possa assumir suas responsabilidades”.
As conferências municipais de cultura terminam com a realização da Conferência Territorial, marcada para os dias 24 e 25 de outubro, no campus da UESC, auditório Paulo Souto.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

TIA MARITA E PENALTY FAZEM PARCERIA

Cena do teatro-empresa. Uma linha que tem aberto portas

A PENALTY, fábrica de material esportivo, situada nas cidades de Itabuna e Itajuípe firmou parceria com a Tia Marita, para a montagem do espetáculo "Clínica do Gerenciamento". A "Clínica" irá fazer o diagnóstico dos principais problemas que a empresa vem apresentando em suas mais diversas áreas. Segundo o diretor Pawlo Cidade, "o objetivo é apresentar de forma lúdica, assuntos importantes e imprescindíveis para o bom rendimento do colaborador na empresa". Temas como COMUNICAÇÃO, BAIXA PRODUTIVIDADE, DESMOTIVAÇÃO, ALTO ÍNDICE DE REFUGO, QUALIDADE serão discutidos no espetáculo. "Nós pretendemos retratar as doenças e os males que podem ocorrer numa empresa", afirma Ancelmo Passos, responsável pela Gestão de Qualidade da Penalty.
A estreia está prevista para 05 de dezembro, no Hotel Canabrava, em Ilhéus.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CULTURA, DIVERSIDADE, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO


Pela primeira vez na história da cultura ilheense, artistas, produtores, gestores, conselheiros, empresários, patrocinadores, pensadores e ativistas da cultura, e a sociedade civil em geral terão a oportunidade de discutir a cultura deste município nos seus múltiplos aspectos, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões. E ainda propor estratégias para: fortalecer a cultura como centro dinâmico do desenvolvimento sustentável; universalizar o acesso dos ilheenses à produção e fruição da cultura; consolidar a participação e o controle social na gestão das políticas públicas de cultura; implantar e acompanhar os Sistema Municipal de Cultura e o Plano Municipal de Cultura; e avaliar os resultados obtidos a partir da 1ª Conferência Municipal de Cultura, que será realizada entre os dias 18 e 19 de setembro de 2009, no Teatro Municipal de Ilhéus.

Os preparativos para a Conferência deram início com a Oficina de Planejamento Estratégico para a Cultura onde diversos atores sociais puderam apresentar propostas culturais que possam ser efetivadas no Plano Plurianual – PPA.

Além de deliberar sobre os principais entraves da cultura local, a Conferência visa estimular a criação e o fortalecimento de redes de agentes e instituições culturais de Ilhéus, da Bahia e do país, para dar prosseguimento, em caráter permanente, às discussões e articulações.
A Conferência é um espaço destinado ao encontro entre cidadãos e representantes do governo, com o objetivo de debater e propor políticas, programas e ações para serem desenvolvidas nos próximos anos. O Poder Público Municipal é responsável pela convocação, regulamentação e realização da Conferência.

É bom salientar que, tudo que for discutido nela deverá estar contemplado nas diretrizes e critérios estabelecidos no Regulamento da III Conferência Estadual de Cultura da Bahia (de 26 a 29 de novembro de 2009, aqui em Ilhéus) e no Regimento Interno da II Conferência Nacional de Cultura.

Cada Conferência Municipal de Cultura tem suas especificidades e deve abordar temas pertinentes à realidade do município. Com o objetivo de integrar seus resultados aos trabalhos das Conferências Estadual e Nacional de Cultura, sugere-se que o município adote o temário e o desenvolvimento metodológico da II Conferência Nacional de Cultura, cujo tema central é: CULTURA, DIVERSIDADE, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO.

A proposta de metodologia da II Conferência Nacional de Cultura tem duas particularidades:
a) Pretende coletar, a partir de cinco eixos temáticos, propostas de estratégias, ou seja, identificar as necessidades e demandas e propor ações ou caminhos mais adequados para que tais necessidades sejam atendidas.
b) Irá identificar à qual ente federativo (municipal, estadual e nacional) cabe a responsabilidade de executar tal estratégia.

Para que isso seja possível, a realização de Conferências Municipais é fundamental, pois são nelas que serão coletados os subsídios para as discussões territorial, estadual e nacional.
Os Eixos que serão abordados na Conferência Municipal de Cultura são: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa e Gestão e Institucionalidade da Cultura.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"CULTURA É UM BOM NEGÓCIO"


Para quem ainda não compreendeu que “Cultura é um bom negócio” – máxima encabeçada há alguns anos pelo Ministério da Cultura, eis alguns dados que certamente poderá mudar o pensamento daqueles que não consegue enxergar que a cultura pode ser mola de desenvolvimento econômico de um município.
No final de 2006, o IBGE e o MinC publicaram mais um estudo através do Sistema de Informações e Indicadores Culturais. O objetivo final deste estudo consistia em traduzir em números e cifras a dimensão econômica da cultura no Brasil. Ele foi elaborado a partir de estatísticas do ano de 2003 sobre a produção de bens e serviços, os gastos das famílias e do governo e as características da mão-de-obra ocupada no setor.

O Sistema revelou que:
- A cultura corresponde ao 4º. item de consumo das famílias brasileiras, superando os gastos com educação e abaixo da habitação, alimentação e transporte;
- A cultura tem um custo de trabalho muito abaixo da média e movimenta empregos qualificados, com alto grau de especialização.

Na edição de 2007 da mesma pesquisa, novos dados sobre a economia da cultura foram apresentados, tendo como referência 2003 a 2005:

- A receita líquida movimentada pelo setor passou de R$ 165,3 bilhões, em 2003, para R$ 221,9 bilhões, em 2005;
- Foram criadas 52.321 empresas, órgãos da administração pública e entidades sem fins lucrativos no setor cultural, que representaram um aumento de 19,4%, passando de 269.074 para 321.395, nesse período;
- Houve crescimento de 203.845 pessoas ocupadas, com salário médio de R$ 1.565,74 (47,64% superior à média nacional de R$ 1.060,48 reais) totalizando em 2005 1,6 milhões de ocupados;
- A despesa per capita total com cultura no Brasil passou de R$ 12,90, em 2003, para R$ 17,00, em 2005;
- Os gastos públicos alocados no setor cultural aumentaram de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, em 2003, para R$ 3,1 bilhões, em 2005, em valores correntes.
A Bahia é um exemplo de afirmação desta mudança de Mercado Cultural a partir dos anos 90. A explosão do Axé Music e a expansão da Indústria do Carnaval contribuíram enormemente para a ascensão do baiano no mercado cultural. “O movimento cultural baiano que vai muito além da música destinada ao consumo de massa – ganhou peso a partir da valorização das “cores locais” e da associação com o turismo”.

Para nós (hemisfério sul), Televisão, cinema, design, etc, elementos das indústrias criativas não são as chaves de desenvolvimento! A chave do desenvolvimento está no local. “Você não vai ter desenvolvimento se tiver uma indústria fonográfica forte com cinco grandes selos. Você vai ter desenvolvimento se tiver cem pequenos selos, que vão ser produzidos de uma outra forma, que provavelmente terão interface com uma gestão de economia solidária”, afirma a empreendedora cultural Lala Deheinzelin, de São Paulo. Ela ainda complementa ao declarar que “quando você trabalha com a inclusão produtiva e social de um grupo, ele passa não apenas a ter cidadania, como também a ser consumidor. Se você olhar a pirâmide de consumo mundial, vê que 30% a 40% da população são considerados “mercado”. 60% a 70% estão fora. Mas se você melhora a vida desses 60% a 70%, você inclusive resolve o seu problema de mercado, isso sem falar no resultado social, simbólico etc”.

Apesar de todo crescimento apresentado pelo setor cultural e mais ainda com o Programa Mais Cultura do MinC, de acordo com o IBGE nós temos:

l 78,1% dos municípios brasileiros sem museus;
l 91,3% sem salas de cinema;
l 78,8% sem teatros;
l 75,2% sem centros culturais;
l 40,2% sem uma loja de CDs
l 70% sem uma única livraria.
A chave do segredo cultural está em investir no local. Pronto! Agora já não é mais segredo.