segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

Emerson, o cover de Sílvio Santos

Com o lema: "Desperte o gênio que existe em você", as empresas Cambuci farão o seminário de confraternização este ano primando pela criatividade e inovação de seus funcionários. Como no ano anterior, a Comunidade Tia Marita irá apresentar o espetáculo teatral de encerramento do encontro com o tema proposto. O evento vai ocorrer no Resort Canabrava, dia 04/12. Participarão do espetáculo: Val Kakau, Ed Paixão e Romário Góes do Grupo Teatro Total; Germano Lopes da Cia Cotidianus e o cover de Sílvio Santos, Emerson, também farão parte da peça. O texto tem como pano de fundo o Jogo das Três Pistas, inspirado no Programa Sílvio Santos.

“O homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescenta algo; o homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou. Portanto, concluímos que nosso potencial não está perdido, mas está aguardando o momento de despertar. Ter uma equipe inovadora não é uma dádiva. Sim, existem pessoas mais e menos criativas; mais e menos desenvoltas. Entretanto, todos têm inteligência para perceber o que funciona e o que não funciona em seu trabalho e para bolar alternativas e novas maneiras de realizar suas funções", afirma a Gerência de Qualidade da empresa.

Como no ano passado propomos um esquete dinâmico e divertido, escrito com a colaboração das equipes de melhoria contínua e a gerência da empresa, pensando no lúdico como o meio para passar o lema deste ano, afirma o diretor Pawlo Cidade.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A COXIA E O TRAMPOLIM

A CATARSE É EM QUESTÃO DE SEGUNDOS

Os bastidores são, numa linguagem figurativa, o pré-texto da peça. Tudo aquilo que o espectador não consegue ver, mas que está lá. Sou da corrente que defende a ideia de que a personagem precisa também estar nos bastidores, também conhecido como coxia. A coxia é o lugar situado dentro da caixa teatral - mas fora de cena - no palco italiano, em que o elenco aguarda sua deixa para entrar em cena em uma peça teatral. Por analogia, é qualquer espaço situado fora de cena, em que os atores aguardam sua entrada.

Também nos bastidores estão o contrarregra, o sonoplasta (em alguns casos), o diretor, o cenotécnico e, claro, os atores e as atrizes. Quando digo que a personagem precisa estar na coxia, estou afirmando que o ator precisa estar concentrado, usando o pré-texto que está nos bastidores, pois, quando ele entrar em cena não precisará daqueles segundos que o separam o artificial do natural. São esses segundos que denunciam o ator, apresentando-o como um profissional essencialmente mecânico ou, espetacularmente, orgânico. Por isso ele deve estar só, mesmo acompanhado com os demais membros da equipe. A criação, a transformação, a concentração é um momento solitário. O artista precisa da solidão para criar. A solidão é sua eterna companheira, a amiga indispensável em sua catarse, em sua entrega, em sua personificação.

Para Daniel Freitas, ator e diretor de teatro, o ator precisa aprender “dominar seu corpo e sua técnica de atuação seja ela qual for. Isso significa: saber o que ocorre com seu corpo, a teoria que envolve ele e saber se expressar verbalmente sobre seu estudo teatral pessoal”. E isso ele descobre no processo de criação da personagem, nos momentos em que medita e constrói o pré-texto, também chamado de texto subjetivo ou ainda por Stanislavski de subtexto. Ele explica: “somos propensos a esquecer que a peça escrita não é uma obra de arte acabada, enquanto não for levada à cena pelos atores e tomar vida através de emoções humanas puras e autênticas; o mesmo se pode dizer de uma partitura musical, que não será uma sinfonia enquanto não for executada por uma orquestra em um concerto. No momento em que as pessoas, músicos ou atores, colocam sua própria vida no subtexto de qualquer material escrito a ser apresentado diante de um público, liberam-se as fontes espirituais e a essência interior...”

Daniel Freitas ainda comenta que através da busca de um ator orgânico é possível construir um trabalho forte e seguro quanto a atuação de qualquer estilo de teatro”. E ele está certo. Depois de todo o trabalho, de todo o estudo e exploração das possibilidades e limitações de cada um, o ator está preparado para atuar organicamente. A coxia funciona como porta de entrada. Como trampolim. Aqueles pulinhos antes de “saltar para a água”, é o pré-texto em ebulição. E quando o ator entra em cena, todo o seu corpo interpreta. Por isso se diz que determinado ator foi visceral. (Publicado na coluna semanal "Coxia", do jornal Diário de Ilhéus)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

CONFIRMADO! O lançamento do Audiolivro "O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim", será no dia 03 de dezembro de 2010


Devido a um atraso da produção, o audiolivro "O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim", adaptação do livro homônimo de Pawlo Cidade, previsto para novembro, será lançado no dia 03 de dezembro, sexta-feira, em três locais distintos que irão alcançar públicos distintos:


Biblioteca Pública Adonias Filho, às 10:00 horas

Livraria Papirus, às 16:00 horas

Academia de Letras de Ilhéus, às 18:30 horas


Os primeiros 30 convidados de cada um dos locais de lançamento receberão o audiolivro inteiramente grátis. Mas, você também pode ganhar o livro respondendo a pergunta: "Qual o nome dos três principais personagens da história?"


Envie um e-mail para comunidadetiamarita@hotmail.com e ganhe um audiolivro. A resposta deverá estar no corpo do e-mail e o assunto do mesmo deve ser: Promoção Tesouro Perdido. As trinta primeiras respostas corretas receberão de imediato o audiolivro.


O resultado será divulgado no dia 02/12/2010, neste blog.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

JUCA FERREIRA E A CULTURA BRASILEIRA

Juca Ferreira, Ministro da Cultura

O que vimos ao longo do tempo na história da República do Brasil foi a cultura sempre relegada a um segundo plano, com raras exceções, a exemplo da gestão de Gustavo Capanema que criou uma política definida voltada para ações culturais, guardadas as ressalvas conjunturais.

Fora desse período não houve uma ação competente que definisse as políticas públicas para cultura brasileira.

No Governo Lula, com nomeação do Ministro Gilberto Gil, sentimos a vontade política inequívoca de realizar um trabalho com amplitude e sensibilidade para isso. Gilberto Gil contou com a excelente atuação de Juca Ferreira na Secretaria Executiva dinamizando a máquina emperrada do Ministério da Cultura.

Passado o bastão, Juca Ferreira assume a pasta e com sua capacidade de gestão revolucionou o MinC, estabelecendo uma política cultural que contemplou todos os segmentos, mobilizou o país inteiro discutindo e aprofundando todas as questões inerentes ao meio artístico cultural, democratizando com clareza e transparência, facilitando a acessibilidade à sociedade civil organizada e facilitando a organização de muitos setores não contemplados em gestões anteriores. Conseguiu em sua gestão interagir com equanimidade em todas as regiões do país.

Com tudo isso, o MinC alcançou uma visibilidade de magnitude sem precedentes, com inúmeras ações e desafios estruturais e pontuais, inclusive com enfrentamentos diante das elites oligárquicas da cultura brasileira.

A importância de manter Juca Ferreira com titular no Ministério da Cultura é semelhante aquela empreendida para a eleição de Dilma Russef na presidência da república para implementar e consolidar as ações e projetos desenvolvidos que se configuram como um marco na história do Brasil.

Assine a petição pública clicando no endereço abaixo. Você receberá, após a votação, um e-mail para confirmar sua assinatura. Vamos manter Juca no Ministério da Cultura em 2011 e consolidar nossos projetos!



http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=MinC2011

sábado, 20 de novembro de 2010

Governo destinará R$ 10,7 milhões para apoiar projetos artísticos e socioculturais


Mais uma vez, o governo joga a responsabilidade dos problemas sociais para a cultura resolver. Por um lado é bom, pelo menos, é mais recursos para desenvolvermos nossos projetos. Por outro, a gente sabe que apenas uma parcela da população será beneficiada. Mesmo porque os recursos não são suficientes. Mas, pelo sim, pelo não, mais vale um pássaro na mão...


Uma parceria entre os ministérios da Cultura (MinC) e da Justiça (MJ) destinará R$ 10,7 milhões para apoiar 700 projetos artísticos e socioculturais voltados para pessoas entre 15 e 29 anos. O edital que regulamenta os Microprojetos Mais Cultura para os Tempos de Paz foi publicado no Diário Oficial da União de nesta terça-feira (16) e pretende contemplar 44 localidades de 11 estados e do Distrito Federal, atendidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
A verba será destinada ao financiamento de projetos de hip hop, grafite, rap, teatro, literatura, artesanato e dança. Produções de vídeos e documentários, bem como gravação de CDs de jovens artistas de comunidades de baixa renda e de elevados índices de violência também poderão receber o apoio financeiro. Cada proposta contemplada poderá receber de um a 30 salários mínimos (máximo de R$ 15,3 mil), respeitando a particularidade de cada ação social.
De acordo com o secretário executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira, a parceria do MinC com o MJ é importante para recuperar os jovens de comunidades carentes. “O Pronasci inova nesse conceito, pois o caminho para a redenção dessas áreas passa necessariamente, de um lado, pela presença da polícia e, de outro, pela presença do Estado, aportando recursos para que jovens possam acessar bens culturais e potencializar sua cidadania”, afirmou.
O estado do Rio de Janeiro concentra boa parte dos projetos premiados pelo edital, com 300, espalhados em 24 localidades atendidas pelo Pronasci. As outras unidades de Federação que têm Territórios de Paz a serem beneficiados pelo edital são: Rio Grande do Sul, Bahia, Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Pará, Paraná, Pernambuco, São Paulo e Distrito Federal. O Ministério da Justiça estima que a população contemplada pelo projeto é de 2,5 milhões de habitantes.
As inscrições para o edital Microprojetos estão abertas até o dia 30 de dezembro. O cadastro pode ser feitos nos sites do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br), do Programa Mais Cultura (http://mais.cultura.gov.br) e do Pronasci (www.mj.gov.br/pronasci). Por Agência Brasil.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A ORDEM DOS FATORES NÃO ALTERA O PRODUTO


Quando nós pensamos num projeto, vários aspectos precisam ser considerados. E o primeiro deles tem a ver com o pré-projeto ou o diagnóstico. Em suma, a delimitação do problema. Eu sempre toco nesta vertente porque muita gente esquece que um problema é igual a um produto. E que um produto é igual a um determinado tempo e esse tempo é o projeto desenvolvido.

É fato que os cursos, oficinas e workshops que são aplicados apresentam-nos um escopo pelo qual você deve seguir para que seu projeto alcance resultados e sucesso. Assim, partem do princípio de que é preciso saber logo de cara o que você pretende resolver. Porque, sem dúvida, o problema encontrado é uma excelente oportunidade para se criar meios que possam solucioná-lo. Em seguida, apontam-se os objetivos, a justificativa, as metas a serem atingidas, a metodologia, o cronograma de atividades, o orçamento físico-financeiro e a aplicação do cronograma de desembolso.

Para o projeto ficar ainda mais completo, acrescenta-se alguns anexos como currículos do proponente e toda a equipe principal, estudo da área ou do problema a ser resolvido com fotos, clippings, vídeos, portifólios, cartas de anuência, autorizações dos espaços a serem utilizados etc.

Todavia, depois de encontrado o problema, se você já tem uma ideia clara do que deseja, pode começar o projeto pelo orçamento. Pode começar ainda pela forma ou metodologia, pelos recursos que precisa, pelo portifólio, enfim, por qualquer área desde que você mantenha ao final, o escopo pronto. A ordem dos fatores não alterará o produto final. Entretanto, somente a descrição ou apresentação do projeto deverá ser a última coisa a ser feita. Porque você precisará de todas as informações possíveis para apresentar sua proposta.

Se precisar de alguma consultoria, é só escrever: pawlocidade@msn.com

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ECOTEATRO lançado hoje na UNEB

Plateia de estudantes e professores participativa no palestra
Professora Tereza no momento dos autógrafos

Palestra antes do lançamento


Na V Semana de Letras de Ipiaú, Campus XXI da UNEB, foi lançado o mais novo livro do escritor Pawlo Cidade. O evento ocorreu na noite de hoje, 17/11, às 18:30 horas. O convite partiu do Colegiado de Letras e do Departamento de Ciências Humanas e Tecnológicas, através da professora e atriz Tereza Damásio. Bastante concorrido, o autor ainda aproveitou e apresentou outros títulos de sua autoria, a exemplo de "O Caminho de Volta", "A Batalha dos Nadadores", "Mistério na Lama Negra" e "As Aventuras de João e Maria". Antes da sessão de autógrafos Pawlo falou sobre o conceito e os objetivos do Ecoteatro, pontuando a função do educador em todo o processo de educação ambiental.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

JÁ ESTÁ À VENDA!!!

Capa de Thauan Oliveira e Marcel Santos

Ecologia e Teatro objetivam aqui uma permuta e uma cumplicidade. Ele – o Teatro – empresta a ela – a Ecologia – o caminho conducente à revelação de seus princípios. Por ele e por meio dele, é possível expressar os principais problemas ecológicos e suas implicações socioculturais nas comunidades. Ela e ele se interagem a partir do momento em que cada uma de suas partes é vista como um todo. Cada um dos elementos do Teatro, cada um dos elementos da Ecologia é tão importante quanto o próprio todo.
Ecoteatro está longe de ser um método. Muito menos uma teoria. É, acima de tudo, sensibilização. Ecoteatro é o caminho da Ecologia através do Teatro. Aprender brincando torna o ator mais suscetível, mas disposto a “jogar”, a se inteirar, a penetrar e a cooperar. A escolha dos jogos teatrais como forma de conscientizar para a problemática ambiental, não é casual. Por se tratar de uma linguagem humana por excelência o Teatro é uma porta de entrada com múltiplas saídas.

O LIVRO É IDEAL PARA PROFESSORES, MULTIPLICADORES, EDUCADORES AMBIENTAIS E TODO AQUELE INTERESSANDO NA QUESTÃO ECOLÓGICA QUE DESEJA EDUCAR ATRAVÉS DO LÚDICO.


Características do livro: 100 páginas, tamanho 14cm x 21cm, ISBN 978-85-98493-90-9

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Seminário "Literatura em Movimento", em Uberlândia, tem a participação do nosso Diretor Artístico Pawlo Cidade

Pawlo e os alunos que interpretaram o Tesouro Perdido
Marcos, Welligton, Pawlo e Daniela em reunião na OPA!

O professor Marcos Barbosa foi o idealizador do Projeto Literatura em Movimento em parceria com a Escola 13 de Maio de Uberlândia e apoio de vários segmentos socioambientais como a OPA - Organização para a Proteção Ambiental. O seminário teve como mote a importância da arte e da literatura para a formação de cidadãos sociambientalmente melhores.

O seminário teve início hoje, dia 11/11, com a apresentação do projeto seguido pelo grupo Mãos e Tons. Depois, os alunos da Escola 13 de Maio apresentaram uma peça com fragmentos do livro "O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim", de Pawlo Cidade.

Amanhã, haverá mais apresentações culturais e o lançamento do livro Ecoteatro, seguido de uma sessão de autógrafos de Pawlo. Para Marcos, o Projeto Literatura em Movimento é apenas uma semente que terá ramificações maiores, sobretudo com o apoio da OPA!

Espetáculo ilheense “Cangaço” que narra a trajetória dos últimos dias de Lampião e seu bando realiza turnê por três territórios de identidade

Cena do espetáculo no Mercado Municipal em Aporá
Público de Valente, na Casa Brasil

A peça realizou uma turnê entre os dias 3 e 7 de novembro, por cinco cidades de três Territórios de Identidade baianos: Aporá (Agreste de Alagoinhas/Litoral Norte), Monte Santo, Queimadas e Valente (Sisal) e Jacobina (Piemonte de Diamantina).

O espetáculo narra os últimos dias de Lampião e seu bando pelo sertão nordestino, até a histórica manhã de 28 de julho de 1938, quando morreu o cangaceiro brasileiro. Escrito e dirigido por Pawlo Cidade, Cangaço representa o capítulo final de Lampião, Rei do Sertão, projeto nascido em 1994. Ao idealizar o projeto, Pawlo tinha duas metas: a primeira, montar a última parte da história de Virgulino Ferreira da Silva; a segunda, circular com o espetáculo por algumas das cidades que foram impactadas com a trajetória de Lampião.


“Os editais de montagem e de circulação de espetáculos teatrais são mecanismos complementares. Ao lançá-los, a Fundação Cultural se propõe a possibilitar que as produções sejam concretizadas e que também possam alcançar públicos diversos, num movimento de fortalecimento das artes cênicas da Bahia, em todo seu território. O espetáculo Cangaço retrata a capacidade produtiva dos grupos do interior do estado e a necessidade de investir para que eles estejam em permanente desenvolvimento”, afirma Gisele Nussbaumer, diretora da FUNCEB.

“A descentralização dos recursos do Estado, voltando sua atenção para as companhias, grupos e artistas independentes do interior, bem como a política de editais proposta têm contribuído enormemente para o fortalecimento da arte e da cultura em toda a Bahia. Prova disso é Cangaço”, comemora Pawlo Cidade, que é ator, produtor, autor e diretor de teatro, com 29 espetáculos montados, que vai repetir com seu grupo parte da viagem que Lampião fez com seu bando. “Nossa circulação pelo agreste baiano inicia-se em Aporá, cidade distante do nosso município de origem, Ilhéus, mais de 500 quilômetros”, destaca ele.

A turnê Na Trilha de Lampião circulou por municípios que contam a história de Lampião. A ação teve início no município de Aporá, em 3 de novembro, no Mercado Municipal – historicamente, consta que Lampião não entrou na cidade, mas esteve próximo, em Castro Alves, e provocou enorme alvoroço entre a população. Depois, no dia 4, passaram por Monte Santo, no Instituto de Educação, “a cidade que abastecia Lampião”; em seguida, no dia 5, por Queimadas, no Salão Paroquial, “a terra do massacre policial”; chegou então, no dia 6, a Valente, na Casa Brasil, “a cidade que passou a noite acordada esperando Lampião”; por fim, no dia 7, encerraram a jornada em Jacobina, na Associação Comercial e Industrial.

“O Teatro é, na sua essência, mambembe. Viajar com um espetáculo é experimentá-lo sob o olhar de públicos variados, é amadurecer a obra a partir desta experiência única de circular, neste caso, por um estado tão diverso quanto o nosso. Mecanismos que favorecem a itinerância são tão importantes quanto aqueles que promovem as produções – são parte de uma mesma engrenagem para o bom funcionamento do Teatro na Bahia”, define Gordo Neto, diretor de Teatro da FUNCEB.

Com os atores Val Kakau no papel principal e Andréa Bandeira vivendo Maria Bonita, o elenco de Cangaço traz ainda Ed Paixão, Ciro Nonato, Bruno Martinelli, Roma Góes e Kaique Cavalcante. Além das apresentações, aconteceram oficinas de formação sobre o processo de montagem e de criação dos personagens da peça, direcionadas a atores, grupos de teatro, artistas e jovens interessados.