quarta-feira, 2 de março de 2011

O DIA DO JUÍZO FINAL


Calma, não estamos falando do fim dos tempos. Trata-se do espetáculo “O Dia do Juízo Final”, escrita e dirigida por Pawlo Cidade que completou 09 anos. Na época, o “blogueiro” Maurício Tuka estreiava no Teatro. A peça, inspirada no livro do Apocalipse fala dos momentos que antecedem o Armagedom. Tuka fazia o papel do incrédulo, aquele não acreditava em arrebatamento e Pawlo Cidade o “fiel depositário”.
Pode até parecer piada, mas, muitos deixaram de ir ao teatro porque temiam ouvir falar das profecias de João. A peça ficou em cartaz durante três meses. 

terça-feira, 1 de março de 2011

De 13 de janeiro a 04 de março estão abertas as inscrições para a quarta edição do projeto Seleção Brasil em Cena.  Promovido pelo CCBB Rio de Janeiro, o concurso de dramaturgia tem como principal objetivo fomentar a literatura dramática nacional por meio do surgimento de novos autores. 


Serão selecionados doze textos que receberão leituras dramatizadas, durante as quais será eleito o melhor deles, por meio do voto dos diretores e do público.  O vencedor, além de receber R$ 3.000,00, será premiado com a encenação de seu texto no teatro do CCBB RJ.  O segundo e o terceiro lugares receberão R$ 2.000,00 e R$ 1.000,00, respectivamente. Não há limite para a quantidade de textos inscritos por candidato. 


Os textos recebidos serão avaliados por uma comissão julgadora formada 04 (quatro)  profissionais das artes cênicas e os nomes dos autores só se tornarão conhecidos pelo júri após a escolha dos doze finalistas. 

Desde sua criação, o Seleção Brasil em Cena recebeu mais de 700 textos de autores de todo o País e as leituras dramatizadas foram dirigidas por expressivos nomes do teatro contemporâneo brasileiro tais como Ivan Sugahara, Stella Miranda, Gilberto Gawronski e Moacir Chaves, dentre outros.  Ao longo das três edições, 56 atores indicados por renomadas escolas de teatro participaram das leituras juntamente com dezenas de estagiários em cenotécnica, iluminação e figurinos. O espetáculo “É Samba na Veia é Candeia”, vencedor da penúltima edição, recebeu duas indicações ao Prêmio Shell 2009, uma delas a de melhor texto.

Confira o regulamento e a ficha de inscrição do Concurso. 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

BB e CAIXA Cultural: editais de ocupação abertos

Dois importantes editais de ocupação de espaços culturais brasileiros estão abertos até junho, Banco do Brasil e CAIXA Cultural. Eles recebem projetos para compor suas programações a partir de 2011. 
De 1º de maio a 1º de junho - estão abertas as inscrições para a programação 2011/2012 dos Centros Culturais Banco do Brasil de Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O edital contemplará as áreas de Artes Cênicas (dança e performance incluídas), Música, Cinema e Vídeo, Exposições e Programa Educativo. 

A CAIXA Cultural também está em busca de projetos para montar a programação de seus espaços em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Neste caso as inscrições vão até 18 de junho.
Veja o edital completo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O AMANTE DE TÉSPIS

O Carro de Téspis, ilustração que representa o dramaturgo.

O professor de Teatro resolveu falar sobre a criação da personagem e de todos os elementos necessários à sua formação. Antes mesmo de solicitar um voluntário para o próximo exercício, Rui pulou três cadeiras e se jogou no proscênio.
- É isso que eu chamo de determinação. – Pilheriou. A turma toda riu.
- Manda ver que o negócio aqui é visceral! – Declarou rindo o jovem ator.
- Vá com fé, Rui. – disse o professor – Você tem que manter o distanciamento.
Rui deu alguns passos para trás até o ciclorama – uma enorme tela semicircular, branca, situada no fundo da cena, e sobre a qual se lançavam as tonalidades luminosas de céu que se desejava obter. O ciclorama do Teatro era também conhecido como a parede do infinito ou a “cúpula de horizonte”.
- O que você está fazendo? Vem pra cá. Fica no centro, embaixo da luz.
- Você não disse para manter o distanciamento?
- Estava me referindo ao distanciamento brechtiano.
- Ah, tá... Brecht?
- É, Brecht.
(...)
Ele pegou o banco e posicionou embaixo da luz de pino que caía sobre o centro do palco. O professor prosseguiu com as orientações.
- Você agora é um detento. Foi levado para a sala de interrogatório. O ambiente é úmido. Os investigadores estão na penumbra lhe questionando. Você é suspeito de ter matado uma jovem de quinze anos. Ela foi violentada, retalhada e escondida. - “Sinistro”, pensou Rui. - A polícia encontrou o corpo. Você foi visto no local do crime horas antes. Suas mãos estavam sujas de lama. Se você matou mesmo a garota, nós vamos saber agora.
Neste momento, o professor começou uma série de perguntas que foram acompanhadas de instruções. Cada questionamento, uma instrução. Rui se contorcia no banco, com os olhos querendo saltar do rosto.
- A culpa não foi minha. Eu não estava lá. – Resfolegava.
O ar que entrava e saía de suas narinas podia denunciá-lo a qualquer instante. O professor – agora interpretando o investigador – esperava uma fala reveladora, que pudesse trair a prenunciada inocência.
- Eu sou inocente, doutor... Eu juro! – Rui evitou encarar o investigador. Tinha ouvido ali mesmo que os olhos eram as janelas da alma. Os olhos poderiam dizer se ele estava mentindo ou falando a verdade.  O professor/investigador simulou mergulhar uma faca em um tacho com água fervente. Ele descreveu isso com tanta riqueza de detalhes, que os alunos não tiravam os olhos do local que ele apontara para o tacho. Mais importante que contar, foi mostrar que o tacho estava realmente lá.
- A lâmina quente anestesia a pele. Vou começar cortando sua orelha. – Ameaçou.
- Não faz isso não, pelo amor de Deus! – Vociferou.
As pernas de Rui tremeram ininterruptamente. A respiração ficou mais forte. Os olhos, esbugalhados, contemplaram a faca afiada perto do rosto. O jovem ator, pálido como um defunto, viu a morte em forma humana a sua frente - como num filme de Ingmar Bergman onde ela, a morte, desafia o personagem Antonius para uma partida de xadrez.
- Você acabou com a vida de uma jovem, seu demente! Ela era apenas uma menina e você estragou tudo que um dia ela sonhou. Vou fazer com você, o mesmo que você fez com ela. E vou começar por suas orelhas nojentas! – O investigador ergueu a faca e - tal qual uma guilhotina - desferiu o primeiro golpe – Seu troca-pernas de uma figa!
- Aaaaaaaaaaaaaaaaa!!!
O grito estridulante de Rui – como o de um porco levado ao matadouro – penetrou no Teatro e rompeu à calçada. Duas alunas, também chamadas de “jogadoras” pelo professor, sentadas logo na primeira fila do Teatro, sobressaltaram; os demais não conseguiram segurar o riso que, automaticamente, foi reprovado pelo docente.
- Meu Deus, é a rasga mortalha! A voz do inferno! – Estremeceu uma senhora que passava em frente ao Teatro naquele instante.
- É nada! – Riu o vendedor de pipocas que também passava pelo local – É um bando de doidos aí dentro que fala uma língua estranha, corre no meio da rua e brinca como criança dizendo que estão fazendo teatro!
No palco, a luz revelou o jovem ator, ensopado pelo suor. Rui inspirava com dificuldade pelo nariz e expelia com força o ar rarefeito.
- Bem vindo ao Teatro, Rui. – Declarou o professor.
- Eu estou, - Inspirou fundo e fez uma cara de culpado – li-te-ral-men-te, cagado! – Confessou o amante de Téspis. A interpretação havia sido, sobretudo, orgânica.
A gargalhada dos alunos foi mais alta que o grito.
(Parte integrante do livro "NABOA", em fase de produção, autoria de Pawlo Cidade) 
   

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Campanha “todos contra o crack” pretende envolver toda a sociedade



Os membros do Comitê de Políticas sobre drogas e o Ministério Galera de Jesus, em parceria com as casas de recuperação de Ilhéus, as Secretarias de Educação de Ilhéus e da Bahia, rede pública e particular de ensino, DIREC, Polícia Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e outras instituições, está lançando a campanha “Todos contra o crack – Tire essa pedra do seu caminho”.
A idéia é mobilizar toda a sociedade para que seja dedicada maior atenção ao problema das drogas e potencializar o trabalho desenvolvido pelas casas de recuperação da cidade. Em reunião na Câmara de Vereadores de Ilhéus, ficou definida uma grande mobilização contra as drogas, para o dia 18 de março, com uma caminhada pelo centro de Ilhéus, saindo da Avenida Barão do Rio Branco, com grande concentração na Avenida Soares Lopes, onde acontecerá apresentação de espetáculos teatrais e de bancas de música gospel. Também ficou instituída esta data como o dia municipal de combate às drogas.
A campanha tem como foco principal a rede de educação, uma vez que é na escola que as crianças e adolescentes podem receber informação de qualidade, para que não sejam iludidos pelas drogas. Para isso, está sendo elaborada uma agenda de palestras  em todas as escolas da cidade, com apoio das casas de recuperação e do Ministério Resgate para a Vida da Igreja Batista Lindinópolis. O lema da campanha é que “sozinhos somos um, juntos somos todos”, com o intuito de mobilizar o maior número possível de pessoas e instituições.

MANGÁ


A arte do Mangá nas mãos do caricaturista Bruno Santana. Quem quiser aprender, a hora é essa. Clique na imagem para saber mais detalhes.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CONSELHO CONVOCA REUNIÕES DAS CÂMARAS SETORIAIS


Pinturas do artista plástico ilheense Goca Moreno

O Conselho Municipal de Cultura convida a todos artistas, gestores de espaços culturais, produtores culturais e grupos artísticos a participarem das reuniões das câmaras setoriais de cultura, no mês de março de 2011, onde serão definidas as demandas referentes aos editais do Fundo Municipal de Cultura de Ilhéus, assim como a eleição de nomes dos futuros conselheiros de cultura e seus suplentes para o biênio 2011-2013, conforme foi definido na reunião do Cultura em Pauta realizada no dia 19 de fevereiro de 2011.

Local- Fundação Cultural de Ilhéus

Horário- 19 horas

Datas das Reuniões: 15/mar- Música; 16/mar- Teatro; 17/mar- Literatura; 18/mar- Artes Visuais; 22/mar- Audiovisual; 23- Dança; 24/mar- Cultura Popular; 25/mar- Cultura Indígena; 29/mar- Cultura Afro; 30/mar- Patrimônio Cultural.

Obs: O setor de Patrimônio Cultural envolve a participação de pesquisadores nas áreas de História, Urbanismo, Museologia, Arquitetura, Cultura e gestores de espaços culturais e de memória.

Atenciosamente,
André Luiz Rosa Ribeiro
Presidente do CMC

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

COESO LANÇA PETIÇÃO À FAVOR DO PORTO SUL

Maquete do Porto Sul

Caros amigos

Chega de lamentarmos é hora de agirmos, vamos convocar a todos os nossos amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho e formar uma grande rede regional. Basta acessar o endereço :


A luta pelo desenvolvimento sustentável e pela salvação da castigada e decadente economia da região cacaueira chega a um momento decisivo.
Muito perto de tirarmos do papel o projeto do Complexo Logístico Intermodal Porto Sul – que finalmente vai nos acordar após longa estagnação econômica – chegou a hora de cobrarmos coerência e agilidade dos órgãos ambientais que definem a data de início deste empreendimento tão importante para nossa terra.

Cientes de que o IBAMA tem a função de licenciar empreendimentos deste porte visando a sustentabilidade do desenvolvimento, e não o seu impedimento, confiamos no bom senso e na responsabilidade deste órgão para que faça valer a vontade política do governo da Bahia de, enfim, descentralizar a economia baiana e salvar nossa região de mais uma década de profundo atraso social.

O complexo Porto Sul prevê a construção de um porto público, de uma zona de processamento para exportação (ZPE) e de um aeroporto internacional, tudo em conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que já foi devidamente licenciada pelo mesmo IBAMA e está em fase inicial de construção.

Todos estes equipamentos criarão empregos em suas fases de construção e operação, além de impulsionarem outras atividades e serviços indiretos, o que também é sinônimo de novos postos de trabalho, geração de renda e arrecadação fiscal. Então, eu pergunto: seria esta uma obra pensada e planejada de maneira irresponsável e voltada apenas para a iniciativa privada?

Não vamos dar ouvidos, muito menos nos curvar, a uma pequena parcela de pessoas que se escondem atrás de um discurso sedutor, mas que na verdade apenas colaboram para manter uma realidade que se arrasta por décadas em nossa região: o descaso socioeconômico e ambiental.
Vamos inundar o gabinete da presidente Dilma Roussef com telefonemas ainda hoje, mostrando que nossa região precisa do apoio dela para se desenvolver. Em poucos minutos, você pode ajudar a construir um novo futuro para o nosso povo.

Ligue agora mesmo para o gabinete de Dilma: (61) 3411-1200 / (61) 3411-1201 / (61) 3411-2403.

Veja algumas sugestões do que falar ao telefone:

- Cobre maior rapidez no processo de emissão do licenciamento ambiental do Porto Sul.
- Explique que a realização desse projeto é fundamental para o crescimento da Bahia e o surgimento de novas oportunidades para os baianos.
- Não se esqueça de dizer que o sul da Bahia ainda sofre com a crise da lavoura cacaueira e necessita de alternativas para recuperar sua economia.
- Lembre que 80% da população ilheense, onde ficará o terminal marítimo do Complexo Porto Sul, aprova esse projeto.
- Também é importante informar que a oposição ao Porto Sul parte de uma minoria que se apresenta como ambientalista, mas na verdade é um grupo fortemente ligado a interesses de mega-empresários do setor hoteleiro e especuladores de terras na região de Ilhéus.
- A região onde ficará o porto vem sendo destruída há décadas pelo próprio avanço de loteamentos e construções irregulares e que, ao contrário do que uns poucos alegam, a preservação será viabilizada pelas próprias condicionantes impostas pelo Ibama ao projeto Porto Sul.

Vamos encher a caixa de e-mail das autoridades responsáveis para mostrar a todos que não desistiremos da missão de tirar nossa região de uma situação calamitosa.

Faça sua parte para salvar Ilhéus. Se você ainda não assinou a petição, faça isso agora mesmo:

www.coesobahia.com.br

Atenciosamente,
Coordenação de Comunicação do COESO