segunda-feira, 14 de março de 2011

MÚSICOS SÃO CONVOCADOS PARA CÂMARA SETORIAL

O Conselho Municipal de Cultura convida a todos artistas, gestores de espaços culturais, produtores culturais e grupos artísticos a participarem das reuniões das câmaras setoriais de cultura, no mês de março de 2011, onde serão definidas as demandas referentes aos editais do Fundo Municipal de Cultura de Ilhéus, assim como a eleição de nomes dos futuros conselheiros de cultura e seus suplentes para o biênio 2011-2013, conforme foi definido na reunião do Cultura em Pauta realizada no dia 19 de fevereiro de 2011.


Hoje será a vez dos músicos e amanhã do pessoal de teatro.
Datas das Reuniões: 15/mar- Música; 16/mar- Teatro; 17/mar- Literatura; 18/mar- Artes Visuais; 22/mar- Audiovisual; 23- Dança; 24/mar- Cultura Popular; 25/mar- Cultura Indígena; 29/mar- Cultura Afro; 30/mar- Patrimônio Cultural.

LOCAL: FUNDAÇÃO CULTURAL DE ILHÉUS
HORÁRIO: 19 HORAS.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Jornal ITABUNA, CULTURA E ARTE chega a 6a Edição

Criativo e, essencialmente cultural, o Jornal Itabuna, Cultura e Arte, produzido por Ari Rodrigues, chega a sua 6a. edição. Iniciativa extremamente louvável por este produtor, responsável por nos deliciar com várias ações culturais na região. Ele e Eva Lima, formam uma dupla imbatível. Nesta edição, destaque para o longa-metragem "Coleção Invisível", que será rodado em Itajuípe e a nomeação da nova diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Nehle Frank.

Calabar: Livro de Poemas revela escritores


Livro “Abre a Boca Calabar – Ano 2” é o resultado de um concurso realizado em 2010 com crianças, jovens e adultos do bairro Calabar e outras comunidades de Salvador.
Proposto por Valdeck Almeida de Jesus e apoiado por Rodrigo Rocha Pita, Coordenador da Biblioteca Comunitária do Calabar e Presidente da ONG Ideologia Calabar, este trabalho é um incentivo à leitura e escrita, como forma de promoção social dos participantes, inclusão literária e registro dos sonhos e ideais de uma parte da população que nem sempre encontra canais para escoar seus sentimentos, expressas suas vozes.
Esta edição traz poemas dos escritores Amanda Beirão, Bruna Santos de Jesus, Caique Neri Brito, Caissa Pita Vasconcelos, Cauan Roque Almeida dos Santos, Crislanda Neves, Eberton de Jesus, Ester da Silva Moraes, Fabio Neves Conceição, Felipe Silva Beirão, Gilson Assis, Iradir Pereira da Silva, Janaina Bonfim, Julia Reis Bispo dos Santos, Jussara dos Santos, Kevin Carvalho dos Santos, Keyla Trigueiros Rodrigues dos Santos, Leonardo Conceição, Lucilene Lima Pires, Luís Maurício dos Reis Soledade, Marcos Peralta e Joara Ledoux, Maria Luiza Lacerda, Nadson Almeida Beirão, Nubia Trigueiros Rodrigues, Rafael Beirão Dantas, Rafaela Beirão Dantas, Raiane Beirão Dantas, Rayla Bispo Nascimento, Rebeca Trigueiros Rodrigues dos Santos, Robespierre Dantas, Samuel dos Santos Moraes, Tacila dos Santos Cerqueira, Talita Trigueiros Rodrigues dos Santos, Tarcisio Trigueros Rodrigues dos Santos, Tayná Trigueiros Rodrigues e Wesley dos Santos Lopes.
Cada texto aqui selecionado passou por uma comissão de professores, pedagogos, funcionários da Biblioteca Comunitária do Calabar, bem como pelo crivo da ONG Avante, que atua na comunidade. Mais que senso estético ou artístico, o critério usado foi o da vontade dos escritores de fazer parte de um trabalho simples, mas recheado de carinho, amor e paixão pela poesia, pela expressão dos sentimentos. Vale como registro, como recorte de um tempo e lugar que fazem parte da Bahia. Este mesmo tempo e lugar não são divulgados como integrantes da Terra da Felicidade propalada na publicidade oficial; não têm voz nem vez, a não ser quando acontece algo negativo, matéria-prima dos jornais, rádios e TVs da cidade do Salvador. Este livro é mais que um protesto, é uma bandeira fincada, demarcando território geográfico, social e político, demonstrando, claramente, que o Calabar existe e é de paz!
Valdeck Almeida de Jesus
Jornalista, escritor, poeta e ativista cultural.

terça-feira, 8 de março de 2011

Cariri Cangaço: Feliz Aniversário de 100 anos.....

Cariri Cangaço: Feliz Aniversário de 100 anos.....: ". Feliz Aniversário100 anos!Maria do Capitão...." Homenagem do amigo Manoel e de todos da família Cariri Cangaço: www.cariricangaco.blogspot.com ao Dia Internacional da Mulher. Afinal, hoje, se viva, Maria Bonita completaria 100 anos de existência.

domingo, 6 de março de 2011

PROMOÇÃO: AUDIOLIVRO LEGAL!

Envie um e-mail para comunidadetiamarita@hotmail.com com o assunto: AUDIOLIVRO LEGAL.
Você deve responder a pergunta: Qual a função do audiolivro?
As dez respostas mais criativas receberão um audiolivro grátis:
“O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim”.
Promoção válida de 09/03/2011 a 09/04/2011.
Os nomes dos vencedores e algumas frases serão publicadas neste blog.
O audiolivro será enviado para sua residência gratuitamente.

sábado, 5 de março de 2011

OS CABEÇAS-SUJAS E SEU MUNDINHO

"A pessoa que joga lixo na rua, na calçada ou na praia se revela portadora de uma disfunção mental e social que a inabilita para o sucesso no atual estágio da civilização", com esta premissa e o título acima, veja publica nesta semana (edição de 09/03/2011), uma matéria que caracteriza muito bem o perfil daquele animal que adora lama. Segundo a jornalista Sandra Brasil - autora da reportagem - "O flagrante descaso com o bem público tem suas raízes fincadas na história, desde os tempos do Brasil colônia". 

A matéria ainda traz a tona hábitos nada educados, como o de Dom João VI que fazia suas necessidades no meio da rua, hábito também cultivado pelo filho, Pedro I. "Existe uma relação direta entre o nível de educação de um povo e a maneira como ele lida com o seu lixo (...). Os cariocas figuram entre os mais mal-educados - espantosos 40% do lixo acumulado na cidade são retirados de praças, calçadas e praias".
Vale a pena conferir a matéria. Está nas páginas 72 e 73.

sexta-feira, 4 de março de 2011

AI, AI, AI, CORTARAM O MEU CABELO!

Vanusa e Kau saíram do salão por volta das onze horas sem dar uma palavra. Ao notar os olhos lacrimejantes de Kau, Vanusa puxou assunto. Não quis ser direta, embora soubesse o motivo que deixara a amiga assim.
- Será que dá tempo da gente pegar a aula de Matemática?
Kau continuou calada, mordendo o lábio superior. As lágrimas começaram a escorrer.
- Não gosto muito daquele professor. Esse negócio de dizer que em todo lugar existe Matemática é mentira. Onde já se viu?
Kau começou a andar mais depressa. Vanusa tentou acompanhá-la.
- Tem Matemática até no nascimento de uma planta. Você acredita nisso, Kau?
A amiga suspirou e olhou furiosamente para ela.
- Tá, tudo bem. Tenho que admitir que ela “exagerou”. – Declarou Vanusa, referindo-se à cabeleireira. Nem ela mesma se convenceu do que tinha dito.
- Exagerou? – Bradou Kau. Foi a deixa que ela esperava para por tudo que a estava sufocando – Ela me deixou careca, você não está vendo? – E fez um gesto engraçado com as mãos como que estivesse pedindo clemência a Deus.
- Êitaa!! A mulher só tirou as pontas do seu cabelo!
- E é pouco? É pouco, responda? – repetiu, quase mordendo os dedos - Ninguém corta o meu cabelo, Vanusa. Nunca gostei desse negócio de aparar as pontas. Não sei como aquela coisa esquisita me convenceu. Ela vai vender meu cabelo, isso sim. – Deu um grito. Algumas pessoas no ponto de ônibus se assustaram – Ai, que ódio! Se eu pudesse eu voltava lá e botava aquele salão abaixo. Nunca mais vou ali. Nunca mais!
- Tenha calma, Kau. – Vanusa tentou abraçá-la carinhosamente.
- E por acaso eu estou nervosa? Hein, me diga! Eu estou nervosa, Vanusa? – Gesticulava demasiadamente. – Eu estou possessa! Possessa! Você sabe o que é isso? Minha mãe gasta rios de dinheiro com esse cabelo e vem uma aprendiz de cabeleireira e dá o bagaço! Você quer que eu fique como? Calma? Tranquila? Serena?
- A mulher tem experiência. Ela sabe o que fez. – Tentava acalmar a amiga.
- Quem sabe o que faz, não faz o que ela fez! – Berrou. Depois, começou a chorar copiosamente. – Eu quero morrer. Eu quero morrer!
Um casal de idosos se aproximou. Vanusa abraçou a amiga. Não era a primeira vez que Kau fazia tempestade com copo d´água por causa de um pequeno corte de cabelo.  
- Meu cabelo tinha ponta dupla, eu cuidei; meu cabelo parecia uma juba, eu tratei. Uma vez ele ficou parecendo um porco espinho, acabei uma caixa inteirinha de reparador de pontas pra consertar. Agora, que ele consegue crescer um pouquinho, depois de três anos, aquela filha de uma mãe vai e corta!... Eu vou morrer! – Debruçou nos braços de Vanusa.
- O que houve com ela, minha filha? Morreu alguém da família? – Perguntou a senhora ao lado do marido. Vanusa quase explodiu numa gargalhada. Para não piorar a situação, lamentou:
- Cortaram o cabelo da pobrezinha. Ela está arrasada.
- Ô, minha filhinha – a senhora alisou o cabelo dela cheia de ternura – eu sei o que é isso. Tive muitos problemas com cabelo na sua idade. Eu vivia dizendo pra minha mãe que meu cabelo não crescia, que meu cabelo era isso, era aquilo, e no final ele sempre acabava crescendo. Todo cabelo cresce. Alguns mais, outros menos, mas no final, cresce. Você tem que parar de usar elástico e presilha. Isso acelera a quebra do seu cabelo e ele parece não crescer. – A senhora continuou com a mão pousada sobre a cabeça dela - Pelo que eu estou vendo, a cabeleireira fez um ótimo tratamento no seu cabelo. Ela só tirou as pontinhas. Faça isso a cada três meses e você um dia verá ele bater na sua bunda! – A velha sorriu. Vanusa fez o mesmo.
- A senhora é cabeleireira? – Indagou Kau com os olhos cheios d´água.
- Já foi, minha jovem. Ela já foi há muitos anos. – Respondeu o marido com um sorriso desdentado pronto para contar a história de sua esposa.
- Enxugue estas lágrimas e faça o que eu disse. – Aconselhou.
- Ela sempre acerta. – Riu o marido, posicionando a bengala que o apoiava.
O casal de idosos caminhou na direção de uma farmácia.
Kau virou-se para Vanusa com um olhar confiante revendo sua opinião.
- Em junho a gente volta ao salão. Gostei da cabeleireira.
- E eu da velhinha.
As duas saíram rindo.
(Parte integrante do novo romance de Pawlo Cidade, ainda no prelo)