sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

SEM PLANEJAMENTO NÃO HÁ COMO DIVULGAR SEU TRABALHO, NÃO HÁ COMO TORNÁ-LO CONHECIDO



O XIS DA COMUNICAÇÃO
Por Mônica Herculano

Dizer que o modo como a informação circula hoje em dia mudou já virou clichê. Falar das novas tecnologias, da possibilidade de qualquer pessoa ser um comunicador para as massas, das mudanças nas relações entre marcas e público, já faz muita gente pedir encarecidamente: “Ok, mas qual é a novidade?”.

No entanto, por mais que a comunicação esteja facilitada, comunicar bem ainda é algo que nem todos conseguem. E na área cultural, muitos produtores e artistas ainda se atrapalham quando precisam definir o quê e como fazer para divulgar seus trabalhos.
“Houve um tempo em que os cadernos de cultura pautavam as grandes gravadoras”, lembrou o jornalista Alexandre Matias na abertura da mesa sobre comunicação no mercado da música, durante a Semana Internacional de Música de São Paulo, em dezembro passado. Hoje em dia, quando grandes gravadoras já não são mais tão importantes, e com o declínio da mídia impressa, isso mudou. No entanto, ainda é importante.

Para Francine Ramos, produtora e assessora de imprensa, o artista quer reconhecimento do público, mas também da crítica. “Mesmo com as redes sociais cheias, ele quer um aval do especialista”, afirmou no debate. Além disso, a maioria dos contratantes quer o aval de um grande veículo. “Isso faz crescer os olhos dele, embora ser capa de uma Ilustrada já não garanta mais casa cheia.”

A jornalista e também assessora de imprensa Nathalia Birkholz lembrou que o mailing da agênciaInker – que trabalha com diversos artistas independentes e festivais nacionais e internacionais – mudou nos últimos quatro anos. Incluiu agências de conteúdo e de publicidade, por exemplo. “Hoje não basta mais falar apenas com a imprensa, tem que falar com o cara que forma opinião no meio musical, os blogs especializados e, especialmente, as agências de conteúdo”, afirmou.

Daí que a divulgação de um novo trabalho vira um trabalho de formiguinha. “Sair em um blog muitas vezes abre para outro. Aí isso vai crescendo e às vezes chega no grande”, disse Francine. Mas para chegar no grande, é preciso haver planejamento. “Criar uma banda com um conceito, formar o trabalho, é muito importante pra conseguir o sucesso. Tem um trabalho de base a ser feito”, lembrou Matias.

Planejamento - Para Nathalia, além do trabalho de base, é preciso ter um trabalho de equipe: empresário, produtor e assessor dedicados. Ela lembrou que, se para o patrocinador ainda importa que o artista esteja na grande mídia, para o fã não. Então o planejamento deve prever quem se quer atingir.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

GOVERNO VAI ACABAR COM A FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO (FUNCEB)?

Sede da Funceb no Pelourinho, em Salvador

Fomos surpreendidos hoje, pela manhã, ao ler o jornal A Tarde (Salvador) insinuar que a Fundação Cultural do Estado da Bahia, com seus 40 anos de existência, pode chegar ao fim. Na matéria que trata da nomeação de Zulu Araújo para a Fundação Pedro Calmon diz que "...ainda há uma indefinição quanto ao futuro da Fundação Cultural do Estado (Funceb), que será discutida entre Portugal e Rui Costa. A proposta estudada pelo secretário é a de extinguir o órgão e transferir para a Pedro Calmon todos os seus projetos e atribuições..."

Não posso afirmar se será um tiro no pé, caso Jorge Portugal e Rui Costa avancem com essa ideia. Mas é preciso pesar muito, já que a Funceb contribuiu e continua contribuindo muito com as artes no Estado da Bahia.

De pronto, a Secult lançou uma NOTA DE ESCLARECIMENTO, repudiando a afirmação do jornal. Vamos acompanhar o desfecho desta história. Em Ilhéus, tivemos algo semelhante quando depois de muitos anos, a Fundação Cultural de Ilhéus foi extinta através de decreto de lei.

INGRESSOS LIMITADÍSSIMOS PARA O ESPETÁCULO PARTIDA. NOVA TEMPORADA SERÁ EM FEVEREIRO, AOS SÁBADOS


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CONSULTE E OPINE SOBRE AS METAS DO PLANO ESTADUAL DE CULTURA


Depois da aprovação, o passo dado, a exemplo do que aconteceu com o Plano Nacional de Cultura, foi elaborar as metas a serem alcançadas nos 10 anos de vigência do plano. Este trabalho foi iniciado, de imediato, com a constituição de comissão para elaborar proposta inicial de metas. Conforme o previsto, agora as metas são colocadas em consulta pública, durante mais de três meses, até 31 de março de 2015.

Para construir as metas a comissão, designada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, trabalhou com as seguintes orientações:

- Considerar o Plano Nacional de Cultura e suas metas, em especial, aquelas que têm incidência sobre estados e municípios.

- Coerente com o Plano Estadual de Cultura, não incluir nenhuma meta setorial, pois elas devem compor os planos setoriais de cultura, alguns já em construção.

- Elaborar número reduzido de metas (gerais), pois a elas devem se somar as metas (setoriais) dos planos setoriais de cultura.


O número reduzido de metas (gerais e setoriais) define o foco de atuação das políticas de longo prazo e possibilita que elas sejam combinadas com políticas de prazos curtos e médios de cada gestão de governo, viabilizando que as metas sejam alcançadas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O ESPETÁCULO "PARTIDA" ESTARÁ EM CARTAZ NO MÊS DE FEVEREIRO

Val Kakau (Samael)

O espetáculo "Partida", com texto e direção de Pawlo Cidade, volta a cartaz no dia 07 de fevereiro, às 20h00, na Academia de Letras de Ilhéus. "Partida" apresenta a loucura a partir de um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão. É um espetáculo que prima pela interpretação, pelo jogo cênico, pela simbiose existente entre mãe e filho, pai e nora, vida e morte. "Montar “Partida” é a tentativa de conduzir o grupo Teatro Total a experimentação do novo, buscando a criação de outros universos cênicos, estranhos e, ao mesmo tempo, presentes e assemelhados ao universo cotidiano,"assegura o diretor.

“Partida” traz à reflexão para dentro do sujeito-ator, a loucura de cada um, possuidor de uma lógica própria. É a tentativa de discutir a loucura como necessária à dimensão humana. Afinal, é humano “quem possui a virtualidade da loucura, pois a razão humana só se realiza através dela.” Os delírios paranoides do protagonista apresentam-se como sintomas positivos em meio às alucinações momentâneas e o comportamento agressivo.

No elenco: Aline Hafner (Stephany), Beto Santana (Vinicius), Andréa Bandeira (Helena), Cláudia Silva (Isabela), Lenoly Vilasboas (Clara), Roma Góes (Iago) e Val Cacau (Samael). A iluminação é de Du Moura; trilha sonora, figurino e cenários são criações coletivas do grupo. Fotografia de Ruy Penalva e produção executiva de Pawlo Cidade.

SERVIÇO

O QUÊ? Partida, espetáculo de teatro
QUANDO? Dias 07, 21 e 28 de fevereiro de 2015
ONDE? Academia de Letras de Ilhéus
HORAS? 20h00
QUANTO? R$ 20,00.

Ingressos à venda no local.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

EDITAL DE OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS DA FUNARTE FICA ABERTO ATÉ SEGUNDA-FEIRA

Teatro Plínio Marcos, em Brasília

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) está com inscrições abertas para ocupação de seus espaços direcionados às áreas de circo, dança e teatro. Em dezembro passado, a Fundação, vinculada ao Ministério da Cultura, publicou nove editais destinados à seleção de projetos destinados aos teatros Dulcina, Cacilda Becker, Duse e Glauce Rocha, no Rio de Janeiro; às salas Carlos Miranda e Renée Gumiel e o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo; o Galpão 3 da Funarte, em Minas Gerais; e o Teatro Plínio Marcos (foto), em Brasília, Distrito Federal. 

O prazo de inscrição termina na próxima segunda-feira (19/01).

Os editais estão abertos a companhias, grupos e pessoas jurídicas de todo o território nacional. O investimento total na ocupação das salas da Funarte é de R$ 5,084 milhões, sendo R$ 90 mil para despesas administrativas. Do total empregado no programa, R$ 180 mil serão investidos em projetos na Sala Nordeste, em Recife (PE), cujo procedimento de ocupação está previsto para este ano.

A portaria que institui os editais de ocupação dos espaços cênicos da Funarte em 2015 saiu no Diário Oficial da União em 4 de dezembro de 2014.

Fonte: Site do MinC

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

GESTÃO CULTURAL, PROJETOS, MERCADO EDITORIAL, EMPREENDEDORISMO, CAPTAÇÃO DE RECURSOS E PRESTAÇÃO DE CONTAS SÃO ALGUNS DOS CURSOS DA REDE


Em janeiro e fevereiro, o Cemec promove uma série de cursos para quem vive de cultura, com pacotes especiais. É o #VerãoCemec, que reúne especialistas diversos sobre assuntos necessários para quem precisa se atualizar profissionalmente na área.

A maratona começa no dia 12 de janeiro, com o curso Projetos Culturais. Coordenado por Daniele Torres, o curso aborda planejamento e elaboração de projetos, o funcionamento das leis de incentivo mais utilizadas no país, comunicação e captação de recursos, e ferramentas de gestão e avaliação.

Nos dias 17 e 18 de fevereiro, estreia o curso Mercado Editorial, coordenado por Vanessa Ferrari, da Companhia das Letras. Entre os assuntos a serem tratados estão o papel do editor, a confecção do livro, a questão dos direitos estrangeiros e o mercado de livros eletrônicos.

Lei Rouanet será o assunto de 19 a 22 de janeiro, desde o histórico, passando pelo funcionamento da lei, o uso do Salic Web e o fechamento da produção. Os professores são Fábio de Sá Cesnik (Cesnik, Quintino e Salinas Advogados), Michele Ferraresso (Animus) e Natali Nepomuceno (Olivieri e Associados Advocacia).


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

JUCA FERREIRA VOLTA PARA O MINISTÉRIO DA CULTURA


JUCA TOMA POSSE NESTA SEGUNDA-FEIRA, DIA 12 DE JANEIRO

Juca Ferreira é o ministro da Cultura no segundo mandato da Presidenta Dilma Rousseff. O ministro tomou posse no dia 1º de janeiro no Palácio do Planalto. A transmissão de cargo da ministra de Estado da Cultura interina, Ana Cristina Wanzeler, para Juca Ferreira ocorrerá na segunda-feira, 12/01, às 10h30, no Teatro Funarte Plínio Marcos, em Brasília.

Nos últimos dois anos, Juca Ferreira, que é sociólogo, foi secretário municipal de Cultura de São Paulo. Antes, foi ministro da Cultura, de julho de 2008 a dezembro de 2010, no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Em sua primeira gestão à frente do Ministério da Cultura, Juca Ferreira trabalhou na construção de importantes projetos de lei, como o do Vale-Cultura e do ProCultura. A sua gestão também promoveu a diversidade brasileira por meio da criação do Programa Cultura Viva e do fomento aos Pontos de Cultura.

A solenidade de transmissão do cargo deve contar com a presença de artistas, coletivos culturais, produtores, movimentos sociais, servidores, autoridades e representantes regionais do MinC nos estados brasileiros. 


Fonte: Informativo MinC Bahia/Sergipe

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

"O PARADIGMA É O DA INTERDISCIPLINARIDADE, E NÃO EXISTE SECRETARIA MAIS TRANSVERSAL QUE A DA CULTURA."


Há muito, muito tempo, no Rio de Janeiro, meu querido e saudoso amigo Gonzaguinha me chamou a um canto e me contou o seguinte: “Jorge, estou começando a compor uma música de uma forma totalmente diferente das parcerias tradicionais. É o seguinte: pego o telefone, ligo pra um amigo e faço uma pergunta: o que é a vida pra você? Só quero uma palavra ou, no máximo, uma frase. A pessoa responde, eu anoto. Quando eu já tiver um monte de respostas, as mais diferentes possíveis, vou “costurar” a letra e fazer o samba com o maior número de parceiros que já houve. E arrematou sorrindo, com aquele sorriso Gonzaguiano: “ vou terminar entrando pro livro dos recordes…”

Passou-se algum tempo, voltei à Bahia e lá um dia, ao ligar o rádio, ouço a voz de Gonzaguinha cantando um samba que me estremeceu, de saída. Reconheci de pronto: é esse o samba dos telefonemas! A música “estourou em todo o Brasil, gravado por ele mesmo e, depois, por Maria Bethânia. Não há quem não saiba: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz…”

É nesse tom que eu quero intensificar mais ainda minha gestão na Secretaria de Cultura da Bahia. Digo “mais ainda”, porque recebo uma “herança bendita” dos meus antecessores Márcio Meirelles e Albino Rubim, que se traduz em TERRITORIALIZAÇÃO, INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA, CONTINUAÇÃO E AMPLIAÇÃO DOS EDITAIS… E TODAS AS PARCERIAS EXITOSAS FIRMADAS COM AS DEMAIS SECRETARIAS.

Continue lendo o discurso de Jorge Portugal. Clique no link abaixo:

CÂMARA APROVA PROCULTURA E REGIONALIZAÇÃO DE RECURSOS, VIA FUNDO DE CULTURA, FICA MAIS PRÓXIMO


O Ministério da Cultura (MinC) aposta em novas legislações como ferramentas para ampliar e democratizar o fomento e incentivo do Estado a iniciativas culturais desenvolvidas no Brasil. Em julho de 2014, foi sancionada lei que transformou o Programa Cultura Viva em uma política de Estado. E em novembro, foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e enviado ao Senado Federal, onde tramita atualmente, o Projeto de Lei que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (ProCultura). O programa, previsto para substituir a Lei Rouanet, trará um novo modelo de financiamento federal à cultura e mudanças substanciais no mecanismo de incentivo cultural por meio de renúncia fiscal.

O Projeto de Lei 6.772/2010, que institui o ProCultura, prevê que o Fundo Nacional da Cultura (FNC) seja o principal mecanismo de financiamento federal à cultura. Para isso, será transformado em um fundo de natureza contábil e financeira e também poderá receber recursos por meio de doações e patrocínios. Na prática, isso tornará possível repassar recursos não utilizados em um exercício para o ano seguinte. Hoje, como o fundo é apenas contábil, o saldo anual precisa ser devolvido ao Tesouro Nacional. 

O Procultura também estabelece mecanismos de regionalização dos recursos, que serão destinados em parte a fundos estaduais e municipais, com vistas a financiar políticas públicas dos entes federados. Os estados e municípios que aderirem ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) e implantarem fundos e planos estaduais ou municipais de cultura e órgão colegiado de gestão democrática de recursos, com participação da sociedade civil, poderão receber repasses diretamente para execução de programas e projetos.