quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

DOMÍNIO PÚBLICO: MAIS DE 65 MIL IMAGENS E VÍDEOS GRATUITOS NO POND5


Nesta semana foi lançado mundialmente o projeto Pond5 Domínio Público, uma biblioteca de conteúdo em domínio público gratuita feita especialmente para profissionais do audiovisual. A coleção inicial reúne 10 mil clipes de vídeo, 65 mil fotos e centenas de gravações em áudio e imagens em 3D. Com sede em Nova Iorque, e escritórios em Genebra na Suíça e Praga na República Tcheca, o Pond5 é um espaço para artistas e criadores de mídia comercializarem seu conteúdo.

“Como boa parte da empresa é composta justamente por profissionais de audiovisual, nós conhecíamos bem a dificuldades de se encontrar esse tipo de material para nossas produções. Em geral, só existiam três opções: 1) se aventurar por sites gratuitos onde a usabilidade é terrível e a confiabilidade quanto ao verdadeiro status legal dos itens é duvidosa; 2) recorrer a site confiáveis mas que cobram caríssimo por esse serviço; ou 3) contratar um pesquisador ou ir pessoalmente a uma instituição como o Arquivo Nacional dos Estados Unidos para dedicar inesgotáveis horas à busca do material”, conta Lucas Maciel, gerente de produção e conteúdo da empresa.

Para ele, tudo isso é absolutamente antinatural: se algo está no domínio público, deveria estar disponível e acessível a todos, já que, afinal de contas, pertence a todos.
Domínio público é o estágio em que a obra, geralmente por decurso do tempo, passa a ser de uso livre, para todos, para sempre. O prazo geral, no Brasil, é de 70 anos contados da morte do autor ou, no caso de obras fotográficas e audiovisuais, por exemplo, de 70 anos contados da primeira publicação. O prazo mínimo permitido pelo direito internacional é de 50 anos.

Fonte: Cultura e Mercado

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

JUCA FERREIRA QUER MUDANÇA NA LEI DE INCENTIVOS FISCAIS À CULTURA


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, deu posse na segunda-feira (2/2) aos novos  integrantes da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). Eles serão os responsáveis, nos anos de 2015 e 2016, por analisar projetos culturais e autorizar a captação de recursos com a renúncia fiscal da Lei Rouanet.

Em seu discurso, o ministro defendeu a parceria público-privada para projetos culturais, mas ressaltou que ainda existem fragilidades da legislação atual. Para ele, as regras de hoje não contemplam a diversidade da produção do país, levando à concentração de incentivos no circuito Rio-São Paulo. "A Lei Rouanet tem gerado concentração e precisa de modificações", disse o ministro, em seu discurso.

Ferreira ponderou que a comissão continuará tendo um papel importante dentro do ministério, mesmo com o projeto do Procultura, que tramita no Congresso Nacional e propõe alterações importantes na legislação de incentivos fiscais.

"A CNIC, certamente, com todas as modificações que, por ventura, virão e que eu torço para vir, terá um papel importante porque é um sistema de participação. Tanto o poder público quanto as diversas representações nacionais de todas as áreas estão presentes", afirmou o ministro. "E a gente pode processar da melhor maneira possível as demandas e transformar de fato num apoio."

A comissão tem reuniões mensais para avaliar os projetos. Parte dos encontros acontece em Brasília, e a outra metade é itinerante, em cada uma das regiões do país. O trabalho dos integrantes da comissão é voluntário, ou seja, não é remunerado. Eles apenas recebem ajuda de custo para deslocamento e alimentação.

"Vocês sabem que é um trabalho de grande responsabilidade e de um volume inacreditável. É a estrutura que mais consome energia do ministério", sintetizou o ministro.  

Segundo o secretário de Fomento e Incentivo à Cultural do MinC, Ivan Domingues, o grupo é responsável por avaliar mais de 7 mil propostas culturais por ano, que são inscritas para conseguir a autorização do ministério para captar recursos com empresas que se beneficiam com a renúncia fiscal.   



domingo, 1 de fevereiro de 2015

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O IV FESTIVAL DE DANÇA DE ITACARÉ


Festival de Dança Itacaré - ano IV torna pública a convocatória para a seleção de espetáculos de dança contemporânea no âmbito nacional, para a implementação e desenvolvimento de um panorama voltado para o diálogo entre as danças da região com a dança contemporânea, valorizando os grupos de dança do interior da Bahia e o intercâmbio de conhecimentos.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

OITO PROPOSTAS SÃO CONTEMPLADAS PELO PROJETO CALENDÁRIO DA CAPOEIRA


Oito propostas foram escolhidas para o Projeto Calendário da Capoeira, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), em parceria com o Teatro Popular de Ilhéus, com o objetivo de oportunizar à população ilheense um maior acesso a esse tipo de arte. A comissão foi composta por Ciro Nonato dos Santos Filho, representante da Câmara de Cultura Popular do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus, Marivaldo da Silva Santos, representante da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia no Litoral Sul, e por Gilmário Rodrigues Santos, representante da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

Foram selecionadas propostas apresentadas por grupos e mestres, sendo quatro de pequeno porte e outras quatro de médio porte. Com prêmios nos valores máximos de R$ 2.300, para projetos de médio porte, e de R$ 1.300, para propostas de pequeno porte. Os trabalhos aprovados vão desde batizados de capoeira, capacitações a roteiros e circuitos de apresentações.

Foram contemplados os seguintes projetos: Grupo 1, de pequeno porte, Capoeira – Elemento de Cidadania e Juventude, Projeto Intercâmbio Cultural, Capoeira Angola Mucumbo e Festival Ilheense de Capoeira. Já as propostas selecionadas do Grupo 2, de médio porte, foram: Projeto Ilheense de Capoeira, Berimbau Que me Chama e Brincadeira de Capoeira, IV Encontro Baiano de Capoeira e XV Batizado e Troca de Corda e Mostra Cultural Lua Branca.

Os premiados deverão realizar suas propostas conforme apresentadas no Formulário de Inscrição, além de apresentar um Relatório de Atividades, ao término do projeto. Todos os trabalhos terão acompanhamento da Secult durante o período de execução. Os projetos serão realizados por meio de contrato firmado com o Teatro Popular de Ilhéus, conforme o processo de inexigibilidade 11608/14.

Patrimônio - Uma das manifestações culturais mais conhecidas no Brasil e reconhecidas no mundo, a Roda de Capoeira recebeu, em Novembro de 2014, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Após votação durante a 9ª sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, a Roda de Capoeira ganhou oficialmente o título.

A iniciativa do calendário tem o incentivo do prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, que considera a capoeira “parte da cultura principalmente da Bahia e uma marca da resistência dos negros”.

Fonte: Ascom/Ilhéus

SEM PLANEJAMENTO NÃO HÁ COMO DIVULGAR SEU TRABALHO, NÃO HÁ COMO TORNÁ-LO CONHECIDO



O XIS DA COMUNICAÇÃO
Por Mônica Herculano

Dizer que o modo como a informação circula hoje em dia mudou já virou clichê. Falar das novas tecnologias, da possibilidade de qualquer pessoa ser um comunicador para as massas, das mudanças nas relações entre marcas e público, já faz muita gente pedir encarecidamente: “Ok, mas qual é a novidade?”.

No entanto, por mais que a comunicação esteja facilitada, comunicar bem ainda é algo que nem todos conseguem. E na área cultural, muitos produtores e artistas ainda se atrapalham quando precisam definir o quê e como fazer para divulgar seus trabalhos.
“Houve um tempo em que os cadernos de cultura pautavam as grandes gravadoras”, lembrou o jornalista Alexandre Matias na abertura da mesa sobre comunicação no mercado da música, durante a Semana Internacional de Música de São Paulo, em dezembro passado. Hoje em dia, quando grandes gravadoras já não são mais tão importantes, e com o declínio da mídia impressa, isso mudou. No entanto, ainda é importante.

Para Francine Ramos, produtora e assessora de imprensa, o artista quer reconhecimento do público, mas também da crítica. “Mesmo com as redes sociais cheias, ele quer um aval do especialista”, afirmou no debate. Além disso, a maioria dos contratantes quer o aval de um grande veículo. “Isso faz crescer os olhos dele, embora ser capa de uma Ilustrada já não garanta mais casa cheia.”

A jornalista e também assessora de imprensa Nathalia Birkholz lembrou que o mailing da agênciaInker – que trabalha com diversos artistas independentes e festivais nacionais e internacionais – mudou nos últimos quatro anos. Incluiu agências de conteúdo e de publicidade, por exemplo. “Hoje não basta mais falar apenas com a imprensa, tem que falar com o cara que forma opinião no meio musical, os blogs especializados e, especialmente, as agências de conteúdo”, afirmou.

Daí que a divulgação de um novo trabalho vira um trabalho de formiguinha. “Sair em um blog muitas vezes abre para outro. Aí isso vai crescendo e às vezes chega no grande”, disse Francine. Mas para chegar no grande, é preciso haver planejamento. “Criar uma banda com um conceito, formar o trabalho, é muito importante pra conseguir o sucesso. Tem um trabalho de base a ser feito”, lembrou Matias.

Planejamento - Para Nathalia, além do trabalho de base, é preciso ter um trabalho de equipe: empresário, produtor e assessor dedicados. Ela lembrou que, se para o patrocinador ainda importa que o artista esteja na grande mídia, para o fã não. Então o planejamento deve prever quem se quer atingir.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

GOVERNO VAI ACABAR COM A FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO (FUNCEB)?

Sede da Funceb no Pelourinho, em Salvador

Fomos surpreendidos hoje, pela manhã, ao ler o jornal A Tarde (Salvador) insinuar que a Fundação Cultural do Estado da Bahia, com seus 40 anos de existência, pode chegar ao fim. Na matéria que trata da nomeação de Zulu Araújo para a Fundação Pedro Calmon diz que "...ainda há uma indefinição quanto ao futuro da Fundação Cultural do Estado (Funceb), que será discutida entre Portugal e Rui Costa. A proposta estudada pelo secretário é a de extinguir o órgão e transferir para a Pedro Calmon todos os seus projetos e atribuições..."

Não posso afirmar se será um tiro no pé, caso Jorge Portugal e Rui Costa avancem com essa ideia. Mas é preciso pesar muito, já que a Funceb contribuiu e continua contribuindo muito com as artes no Estado da Bahia.

De pronto, a Secult lançou uma NOTA DE ESCLARECIMENTO, repudiando a afirmação do jornal. Vamos acompanhar o desfecho desta história. Em Ilhéus, tivemos algo semelhante quando depois de muitos anos, a Fundação Cultural de Ilhéus foi extinta através de decreto de lei.

INGRESSOS LIMITADÍSSIMOS PARA O ESPETÁCULO PARTIDA. NOVA TEMPORADA SERÁ EM FEVEREIRO, AOS SÁBADOS


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CONSULTE E OPINE SOBRE AS METAS DO PLANO ESTADUAL DE CULTURA


Depois da aprovação, o passo dado, a exemplo do que aconteceu com o Plano Nacional de Cultura, foi elaborar as metas a serem alcançadas nos 10 anos de vigência do plano. Este trabalho foi iniciado, de imediato, com a constituição de comissão para elaborar proposta inicial de metas. Conforme o previsto, agora as metas são colocadas em consulta pública, durante mais de três meses, até 31 de março de 2015.

Para construir as metas a comissão, designada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, trabalhou com as seguintes orientações:

- Considerar o Plano Nacional de Cultura e suas metas, em especial, aquelas que têm incidência sobre estados e municípios.

- Coerente com o Plano Estadual de Cultura, não incluir nenhuma meta setorial, pois elas devem compor os planos setoriais de cultura, alguns já em construção.

- Elaborar número reduzido de metas (gerais), pois a elas devem se somar as metas (setoriais) dos planos setoriais de cultura.


O número reduzido de metas (gerais e setoriais) define o foco de atuação das políticas de longo prazo e possibilita que elas sejam combinadas com políticas de prazos curtos e médios de cada gestão de governo, viabilizando que as metas sejam alcançadas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O ESPETÁCULO "PARTIDA" ESTARÁ EM CARTAZ NO MÊS DE FEVEREIRO

Val Kakau (Samael)

O espetáculo "Partida", com texto e direção de Pawlo Cidade, volta a cartaz no dia 07 de fevereiro, às 20h00, na Academia de Letras de Ilhéus. "Partida" apresenta a loucura a partir de um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão. É um espetáculo que prima pela interpretação, pelo jogo cênico, pela simbiose existente entre mãe e filho, pai e nora, vida e morte. "Montar “Partida” é a tentativa de conduzir o grupo Teatro Total a experimentação do novo, buscando a criação de outros universos cênicos, estranhos e, ao mesmo tempo, presentes e assemelhados ao universo cotidiano,"assegura o diretor.

“Partida” traz à reflexão para dentro do sujeito-ator, a loucura de cada um, possuidor de uma lógica própria. É a tentativa de discutir a loucura como necessária à dimensão humana. Afinal, é humano “quem possui a virtualidade da loucura, pois a razão humana só se realiza através dela.” Os delírios paranoides do protagonista apresentam-se como sintomas positivos em meio às alucinações momentâneas e o comportamento agressivo.

No elenco: Aline Hafner (Stephany), Beto Santana (Vinicius), Andréa Bandeira (Helena), Cláudia Silva (Isabela), Lenoly Vilasboas (Clara), Roma Góes (Iago) e Val Cacau (Samael). A iluminação é de Du Moura; trilha sonora, figurino e cenários são criações coletivas do grupo. Fotografia de Ruy Penalva e produção executiva de Pawlo Cidade.

SERVIÇO

O QUÊ? Partida, espetáculo de teatro
QUANDO? Dias 07, 21 e 28 de fevereiro de 2015
ONDE? Academia de Letras de Ilhéus
HORAS? 20h00
QUANTO? R$ 20,00.

Ingressos à venda no local.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

EDITAL DE OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS DA FUNARTE FICA ABERTO ATÉ SEGUNDA-FEIRA

Teatro Plínio Marcos, em Brasília

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) está com inscrições abertas para ocupação de seus espaços direcionados às áreas de circo, dança e teatro. Em dezembro passado, a Fundação, vinculada ao Ministério da Cultura, publicou nove editais destinados à seleção de projetos destinados aos teatros Dulcina, Cacilda Becker, Duse e Glauce Rocha, no Rio de Janeiro; às salas Carlos Miranda e Renée Gumiel e o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo; o Galpão 3 da Funarte, em Minas Gerais; e o Teatro Plínio Marcos (foto), em Brasília, Distrito Federal. 

O prazo de inscrição termina na próxima segunda-feira (19/01).

Os editais estão abertos a companhias, grupos e pessoas jurídicas de todo o território nacional. O investimento total na ocupação das salas da Funarte é de R$ 5,084 milhões, sendo R$ 90 mil para despesas administrativas. Do total empregado no programa, R$ 180 mil serão investidos em projetos na Sala Nordeste, em Recife (PE), cujo procedimento de ocupação está previsto para este ano.

A portaria que institui os editais de ocupação dos espaços cênicos da Funarte em 2015 saiu no Diário Oficial da União em 4 de dezembro de 2014.

Fonte: Site do MinC