domingo, 22 de fevereiro de 2015

EDITORIAL: "CARNAVAL DE ILHÉUS TERÁ NOVO MODELO DE NEGÓCIO"

O "dila", apelido carinhoso de um dos mais tradicionais blocos afros de Ilhéus: Dilazenze.

CARNAVAL DE ILHÉUS TERÁ NOVO MODELO DE NEGÓCIO

Pawlo Cidade[i]


"Planejamento começa na pós-produção. Acredito que quando a gente finaliza uma etapa, desejamos compreender o que deu certo e o que deu errado, e a partir daí começamos a planejar para a edição seguinte."


Se a manchete deste artigo não fosse uma plágio, seria um factoide. Diz-se de plágio o ato de copiar ideias, plagiar a ideia de outro, copiar no anonimato ou em público como o faço agora reproduzindo o título e substituindo apenas o nome da cidade. Já que o verdadeiro título diz: “Carnaval de Salvador terá novo modelo de negócio”, publicado no jornal A Tarde, em 22/02/15, no caderno Economia e Negócios, e escrito pela jornalista Joyce de Sousa. Mas a nobre jornalista há de me perdoar e não me mandar para o cumprimento de quatro anos de cadeia, pena que determina a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, a Lei de Direitos Autorais, pelo plágio.

No entanto, a questão aqui não é o plágio. Nem tampouco o factoide – termo divulgado com sensacionalismo pela imprensa que pode ser verdadeiro ou não. Uma espécie de propaganda política mal intencionada para esconder um outro problema. Destaco aqui um outro assunto que estava implícito no editorial do Jornal Bahia Online, escrito pelo jornalista Maurício Maron: “Carnaval de Ilhéus - Uma boa ideia ou uma má intenção?”

O presente artigo não é uma crítica pela crítica. O tema que abordarei já foi protagonista várias vezes, em outros artigos, nos meus blogs e nas palestras que sou convidado a dar sobre Gestão e Projetos Culturais. Venho batendo na mesma tecla sempre e não me canso de falar, de repetir. Afinal, se não for pelo bom senso, vai por osmose. Eis que ao ler a matéria de Maurício e de outros blogueiros, que depois usaram seu editorial com referência, e no domingo, lendo o texto de Joyce de Sousa, encontro depoimentos do presidente da Empresa de Turismo de Salvador, Isaac Edington e do economista Edísio Freire que tocam no calcanhar de Aquiles de toda administração pública: Planejamento. Antes, vou abrir uma pausa para outra questão.

Ilhéus, desde que me conheço como escritor, produtor e gestor cultural tenho enfrentado dificuldades com as idiossincrasias das pessoas que rodeiam o poder público e a iniciativa privada. Apesar dos vários significados da palavra idiossincrasia – nada a ver com idiota – eu prefiro adotar aquela em que a conduta de determinados indivíduos são bastante engraçados. Isto porque temos uma cultura imediatista. Não sei se esse problema é só de Ilhéus e se percorre os Municípios brasileiros, o caso é que Ilhéus ou faz as coisas de forma rápida e atropelada, porque assim é que deve ser, ou espera os eventos chegarem bem perto pra se tomar uma atitude.

Todavia, entre a cultura imediatista (que foi tema até de um artigo meu publicado no livro “Pensando a Gestão Cultural”, editado pelo Ministério da Cultura, em 2014) e a falta de planejamento, eu prefiro optar pelo Planejamento. Quando eu comento com amigos, parceiros e colaboradores que vou trabalhar no projeto “X” em 2017, ouço a expressão: “Tão longe!” e eu retruco na paciência de Jó: “Está não. 2017 é logo ali.” E vou apontando os objetivos, as metas e a estratégia que vou utilizar para chegar aonde quero chegar.

Portanto, quando Isaac Edington diz que o produto carnaval para ser melhor vendido ele precisa ser planejado com antecedência, está certíssimo. “Novos circuitos e espaços, valorização de manifestações autênticas, além da associação das grandes atrações a marcas exclusivas, estão entre os novos caminhos apontados.” Outra questão, inúmeras vezes trazidas à tona nas assembleias do Conselho Municipal de Cultura e nas Conferências Municipais e apontadas nas 43 metas do Plano Municipal de Cultura é a valorização da produção cultural local e “de real potencial.” Músicos, grupos de dança e teatro, de capoeira, cordelistas, artistas plásticos, índios, blocos afros e de todos os “artistas comprometidos com a qualidade cultural local.” - A frase, atribuída ao economista Edísio Freire, que também aparece na reportagem de Joyce, parece ter captado o modus operandi da gestão atual do Conselho Municipal de Cultura.

E abro aqui mais um parêntese para dar destaque ao movimento afrocultural de Ilhéus, sobretudo os blocos afros. Vale salientar que Ilhéus, depois de Salvador, tem o segundo maior centro afro da Bahia. É preciso se estruturar, se organizar, sair do paternalismo municipal e partir para a profissionalização. Os blocos afros são um potencial real. Organizados e estruturados poderiam atrair investimentos e ser a maior atração do carnaval ilheense. Acontece que o Dilazenze, o Mini Congo ou os Danados do Reggae, sozinhos, não conseguem alcançar este objetivo. Daí a necessidade de uma política pública de fortalecimento do Conselho das Entidades Afroculturais de Ilhéus – o CEACI e de um Plano de Trabalho que tenha o carnaval cultural como resultado de um processo e não um produto final. O Turismo Cultural é uma alternativa? É! Mas não podemos fazer cultura para turista ver. O que o visitante precisa ver é o resultado de um trabalho que começou em março, por exemplo, e terminou em fevereiro. Que este modus operandi não sirva de exemplo somente para o movimento afro.    

Planejamento começa na pós-produção. Acredito que quando a gente finaliza uma etapa, desejamos compreender o que deu certo e o que deu errado, e a partir daí começamos a planejar para a edição seguinte. O carnaval, o São João, o Festival de Artes e Negócios da Semana Santa ou festas de largo, simpósios, conferências são bons exemplos disso. Admiro a crítica construtiva que aponta as falhas, indica caminhos e propõe a discussão. Sou avesso aos comentários chulos, desprovidos de fundamentação e carregados de conteúdo unilateral. O planejamento parte, também, das experiências pessoais e todos devem ser ouvidos.


Estamos aqui para somar. Assim como eu, queremos ver Ilhéus reinventada, afastando a crise, apontando novas formas de captação de recursos e eliminando todas as possibilidades de insucesso. Embora, a única certeza que temos no planejamento é a de que “alguma coisa vai dar errado.” Nós planejamos não para certificar “que alguma coisa vai dar errada,” mas para evitar que a “alguma coisa errada aconteça.” Desta forma, muito provavelmente, veremos um carnaval mais participativo, uma festival de negócios com melhores resultados, um São João com a presença de manifestações tradicionais, um secretariado com recursos disponíveis para investir e um prefeito satisfeito, planejando Ilhéus para os seus quinhentos anos.

[i] Pawlo Cidade, escritor, produtor cultural, gestor cultural e membro da Academia de Letras de Ilhéus e do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Autor do livro “Como Transformar a Cultura em um Bom Negócio,” pela editora A5.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

HOJE TEM O ESPETÁCULO "PARTIDA", OPORTUNIDADE PARA QUEM AINDA NÃO ASSISTIU


Partida, metateatro, com direção de Pawlo Cidade, iluminação de Du Moura, com Val Kakau, Beto Santana, Aline Hafner, Andréa Bandeira, Roma Góes e Cláudia Silva. Dia 21, hoje, às 20 horas, na Academia de Letras de Ilhéus. Ingressos: R$ 20,00. Serão disponibilizados apenas 25 ingressos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

COMISSÃO DOS PONTOS DE CULTURA DA BAHIA FAZ PRIMEIRA REUNIÃO DE 2015


O compromisso com o diálogo ativo e mais próximo da comissão estadual foi uma das principais pautas da reunião de Pontos de Cultura da Bahia, na última segunda-feira (9/02), na sede do Instituto Palmares em Salvador. Com a presença da Secretaria de Cultura da Bahia e da Regional do MinC, a comissão estadual pediu que a Lei Cultura Viva seja tomada como uma política estadual dentro do sistema de cultura da Bahia. Segundo o integrante da comissão, Lula Dantas, a reunião “foi a oportunidade de dialogar com Estado sobre as questões que são prioritárias para a construção de uma política cultural envolvendo todos os nossos territórios de identidade”. A expectativa dos pontos é se crie uma nova forma de gestão para o programa Cultura Viva na Bahia, “não só em relação ao diálogo, mas também na construção de uma gestão compartilhada”. 

Fonte: Informativo MinC Bahia e Sergipe, ano 3, nº 41.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

CRIANÇAS DA ESCOLA CENTRO COMUNITÁRIO DO IGUAPE ENCERRAM PROJETO ECOTEATRO DO PROGRAMA MAIS CULTURA NA ESCOLA


As sensibilizadoras Andréa Bandeira, Aline Hafner, Cláudia Silva e Jamile encerraram suas atividades no projeto Ecoteatro do Programa Mais Cultura na Escola do Ministério da Cultura e Ministério da Educação. A iniciativa teve início em setembro de 2014 e finalizou na última sexta-feira, 06 de fevereiro, na Escola Centro Comunitário do Iguape, em Ilhéus, Bahia.

O PROGRAMA MAIS CULTURA NAS ESCOLAS consiste em iniciativa interministerial firmada entre os Ministérios da Cultura (MINC) e da Educação (MEC), que tem por finalidade fomentar ações que promovam o encontro entre o projeto pedagógico de escolas públicas contempladas com os Programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador e experiências culturais e artísticas em curso nas comunidades locais. 





Os projetos inscritos no Mais Cultura nas Escolas são ações conjuntas entre as escolas, artistas e/ou entidades culturais, que elaboraram o Plano de Atividade Cultural da Escola, com o objetivo de aproximar práticas artísticas e culturais do fazer pedagógico das escolas.

A responsabilidade pela construção e gestão do Plano de Atividade Cultural foi mútua, da escola e da iniciativa cultural parceira, e foi mantida ao longo do desenvolvimento do projeto. Em 2013, foram selecionados 5 mil projetos e cada um deles foi contemplado com valores entre R$ 20 e R$ 22 mil.










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CAMPINAS DISCUTE CRIAÇÃO DE LEI CULTURA VIVA MUNICIPAL


CAMPINAS SAI NA FRENTE E QUER EMPLACAR A LEI CULTURA VIVA MUNICIPAL. VAMOS TORCER PARA QUE OUTROS MUNICÍPIOS SIGAM O MESMO EXEMPLO. SÓ ASSIM O SMC SAI MAIS FORTALECIDO


Artistas, ativistas, criadores, produtores, brincantes, griôs, mestres da cultura popular, educadores, midialivristas, pesquisadores e representantes de Pontos de Cultura, entre outros integrantes da classe artística de Campinas (SP), participaram, na noite da quinta-feira (6/2), de um debate público para construção da Lei Cultura Viva municipal, nos moldes da legislação nacional aprovada em julho de 2014, que transformou o Programa Cultura Viva em política de Estado.

O debate, realizado na Câmara de Vereadores de Campinas, foi coordenado pelo vereador Gustavo Petta (PCdoB), autor do Projeto de Lei que cria a Lei Cultura Viva na cidade. Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor o funcionamento da legislação nacional e de discutir como ela poderia ser adaptada para a cidade de Campinas, além de entender o processo de tramitação dentro do parlamento municipal. A previsão é que a lei seja aprovada e sancionada até setembro deste ano.

Representante do Ponto de Cultura Casa de Cultura Tainã e Rede Mocambos, TC Silva destacou que Campinas é uma cidade com tradição em promover ações voltadas ao estímulo e preservação da cultura viva. "Tendo isso em mente, a cidade tem responsabilidade de trazer um pouco mais de humanidade para a Lei Cultura Viva Municipal, com mais liberdade na participação social e mais centrada nos fazedores de cultura do que na burocracia dos processos", destacou.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NAS RIMAS DO CORDEL


Depois de ministrar oficinas nos bairros Teotônio Vilela, Nelson Costa e Conquista, o projeto Nas Rimas do Cordel vai realizar um encontro com escritores na Tenda Teatro Popular de Ilhéus (TPI). A atividade acontecerá às 19 horas dos próximos dias 10 e 11, em frente ao espaço cultural instalado na Avenida Soares Lopes. A iniciativa é gratuita e aberta ao público interessado no gênero literário popular.
           
Os cordelistas Gilton Thomaz e Franklin Costa irão apresentar os resultados das atividades realizadas nos bairros ilheenses, com os participantes das oficinas lendo e expondo seus textos. Durante as duas noites, foram convidados escritores regionais consagrados para bate-papo com o público. Já estão confirmadas as presenças de André Rosa Ribeiro, no dia 10, e Sherney Pereira, no dia 11.

O projeto Nas Rimas do Cordel foi realizado ao longo do mês de janeiro deste ano. Coordenada por Gilton Thomaz, a iniciativa gratuita oferecia aulas práticas e teóricas sobre literatura de cordel. Franklin Costa foi responsável por conduzir as atividades, que contaram com o apoio de lideranças comunitárias. As capas dos livretos foram ilustradas por Mário Costa, que criou os desenhos a partir de sugestões dos autores. A iniciativa é financiada pelo Fundo de Cultura da Bahia, através do edital de Culturas Populares.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

POLA RIBEIRO NA SECRETARIA DE AUDIOVISUAL DO MINISTÉRIO DA CULTURA


RIO - O ministro da Cultura, Juca Ferreira, confirmou nesta quinta-feira (5) o convite ao baiano Pola Ribeiro, de 59 anos, para assumir a Secretaria do Audiovisual (SAV). Comunicador e cineasta com experiência em gestão público, Ribeiro substituirá João Batista da Silva, que ocupava interinamente o cargo desde a saída do cineasta Leopoldo Nunes, em outubro de 2013.

Segundo Ribeiro, o convite foi oficializado pelo próprio Juca Ferreira ainda na tarde de quarta-feira (4), depois de reuniões do ministro com o comitê gestor do audiovisual. Diretor de filmes como “Jardins das folhas sagradas” (2011), ele era diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia até abril de 2014, quando saiu para disputar as eleições do ano passado como deputado estadual, peto PT.

— Acredito que a nomeação saia no Diário Oficial logo depois do Carvanal. Mas segunda-feira (9) estarei em Brasília para conversar com o secretário João Batista, para saber quais são as questões mais urgentes da Secretaria, e tomar conhecimento das agendas que já tenho e ainda estou por fora — diz Ribeiro, que não conseguiu uma vaga na Câmara. — Minha campanha trabalhava com poucos recursos, e tinha como tema a cultura, o que é raro.

A confirmação de Ribeiro encerra as especulações da classe cinematográfica em torno do nome que assumiria a SAV dentro da gestão de Juca Ferreira. Um dos nomes mais cotados para o cargo, e que contava com o apoio de produtores e diretores nas redes sociais, era o da jornalista e produtora cultural Carla Francine, ex-Coordenadora de Cinema e video da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco.


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

DOMÍNIO PÚBLICO: MAIS DE 65 MIL IMAGENS E VÍDEOS GRATUITOS NO POND5


Nesta semana foi lançado mundialmente o projeto Pond5 Domínio Público, uma biblioteca de conteúdo em domínio público gratuita feita especialmente para profissionais do audiovisual. A coleção inicial reúne 10 mil clipes de vídeo, 65 mil fotos e centenas de gravações em áudio e imagens em 3D. Com sede em Nova Iorque, e escritórios em Genebra na Suíça e Praga na República Tcheca, o Pond5 é um espaço para artistas e criadores de mídia comercializarem seu conteúdo.

“Como boa parte da empresa é composta justamente por profissionais de audiovisual, nós conhecíamos bem a dificuldades de se encontrar esse tipo de material para nossas produções. Em geral, só existiam três opções: 1) se aventurar por sites gratuitos onde a usabilidade é terrível e a confiabilidade quanto ao verdadeiro status legal dos itens é duvidosa; 2) recorrer a site confiáveis mas que cobram caríssimo por esse serviço; ou 3) contratar um pesquisador ou ir pessoalmente a uma instituição como o Arquivo Nacional dos Estados Unidos para dedicar inesgotáveis horas à busca do material”, conta Lucas Maciel, gerente de produção e conteúdo da empresa.

Para ele, tudo isso é absolutamente antinatural: se algo está no domínio público, deveria estar disponível e acessível a todos, já que, afinal de contas, pertence a todos.
Domínio público é o estágio em que a obra, geralmente por decurso do tempo, passa a ser de uso livre, para todos, para sempre. O prazo geral, no Brasil, é de 70 anos contados da morte do autor ou, no caso de obras fotográficas e audiovisuais, por exemplo, de 70 anos contados da primeira publicação. O prazo mínimo permitido pelo direito internacional é de 50 anos.

Fonte: Cultura e Mercado

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

JUCA FERREIRA QUER MUDANÇA NA LEI DE INCENTIVOS FISCAIS À CULTURA


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, deu posse na segunda-feira (2/2) aos novos  integrantes da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). Eles serão os responsáveis, nos anos de 2015 e 2016, por analisar projetos culturais e autorizar a captação de recursos com a renúncia fiscal da Lei Rouanet.

Em seu discurso, o ministro defendeu a parceria público-privada para projetos culturais, mas ressaltou que ainda existem fragilidades da legislação atual. Para ele, as regras de hoje não contemplam a diversidade da produção do país, levando à concentração de incentivos no circuito Rio-São Paulo. "A Lei Rouanet tem gerado concentração e precisa de modificações", disse o ministro, em seu discurso.

Ferreira ponderou que a comissão continuará tendo um papel importante dentro do ministério, mesmo com o projeto do Procultura, que tramita no Congresso Nacional e propõe alterações importantes na legislação de incentivos fiscais.

"A CNIC, certamente, com todas as modificações que, por ventura, virão e que eu torço para vir, terá um papel importante porque é um sistema de participação. Tanto o poder público quanto as diversas representações nacionais de todas as áreas estão presentes", afirmou o ministro. "E a gente pode processar da melhor maneira possível as demandas e transformar de fato num apoio."

A comissão tem reuniões mensais para avaliar os projetos. Parte dos encontros acontece em Brasília, e a outra metade é itinerante, em cada uma das regiões do país. O trabalho dos integrantes da comissão é voluntário, ou seja, não é remunerado. Eles apenas recebem ajuda de custo para deslocamento e alimentação.

"Vocês sabem que é um trabalho de grande responsabilidade e de um volume inacreditável. É a estrutura que mais consome energia do ministério", sintetizou o ministro.  

Segundo o secretário de Fomento e Incentivo à Cultural do MinC, Ivan Domingues, o grupo é responsável por avaliar mais de 7 mil propostas culturais por ano, que são inscritas para conseguir a autorização do ministério para captar recursos com empresas que se beneficiam com a renúncia fiscal.   



domingo, 1 de fevereiro de 2015

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O IV FESTIVAL DE DANÇA DE ITACARÉ


Festival de Dança Itacaré - ano IV torna pública a convocatória para a seleção de espetáculos de dança contemporânea no âmbito nacional, para a implementação e desenvolvimento de um panorama voltado para o diálogo entre as danças da região com a dança contemporânea, valorizando os grupos de dança do interior da Bahia e o intercâmbio de conhecimentos.