domingo, 10 de julho de 2016

CONSELHOS DE CULTURA NA BAHIA


Está no ar o blog "Conselhos de Cultura na Bahia" (clique aqui). O blog tem o objetivo de cadastrar os 179 conselhos municipais de cultura existentes entre os 27 territórios de identidade do Estado, segundo dados do Sistema Nacional de Cultura.

Este é mais um projeto da Comunidade Tia Marita, sob a coordenação do Diretor Executivo e pesquisador, Pawlo Cidade. A pesquisa também servirá de instrumentalização para o lançamento do livro "Conselhos Municipais de Política Cultural na Prática", trabalho de conclusão do curso de Especialização em Gestão Cultural da Universidade Estadual de Santa Cruz, no qual, o diretor é discente e colaborador.

As informações têm o apoio dos RTC's - Representantes Territoriais de Cultura, com autorização da Diretoria de Territorialização da Cultura, sob a direção de Vladimir Pinheiro, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

"Além de servir de banco de dados para o livro e até mesmo para a própria Sudecult - Superintendência de Territorialização da Cultura, a ideia é apresentar o resultado no III Fórum de Conselheiros Municipais de Cultura da Bahia, previsto para agosto deste ano", argumenta Pawlo Cidade. E acrescenta: "Qualquer conselheiro ou agente cultural pode cadastrar seu conselho no blog e compartilhar os textos para debate. Os textos trazem exemplos, experiências e dados importantes sobre conselhos de cultura no Brasil e na Bahia". 

terça-feira, 5 de julho de 2016

IMPROVISO, OXENTE! COMEÇA HOJE LEVA DE DEBATES SOBRE CIDADE DE ILHÉUS


Iniciativa acontece todas as terças (5) e mostra o que mudou na cidade durante os últimos quatro anos.


Baseado no tema “A Ilhéus que queremos” o Instituto Nossa Ilhéus (INI) em parceria com o Teatro Popular de Ilhéus (TPI) promove a partir do dia 5, sempre às 19h a próxima edição do quadro Improviso, Oxente!. O evento será composto por 13 encontros que vão até o dia 28 de setembro, semanalmente, sempre às terças, e discute sobre os 12 eixos do Programa Cidades Sustentáeis. Entre os temas abordados estão governança, bens naturais, justiça, sustentabilidade, cultura e saúde. O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição que tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Os encontros acontecem na Tenda do TPI mostrando os indicadores desde o ano de 2012, referente a cada setor. A idéia é mostrar à população o desenvolvimento da cidade e o que precisa melhorar. Para compor a mesa de cada edição, serão convidados professores e representantes dos setores, além de intervenções artísticas. O evento será aberto ao público e pretende reunir pessoas de todos os setores da sociedade civil, além de representantes do poder público.

O primeiro encontro tem o tema “Retrospectiva 2012 – A Ilhéus que herdamos”. A apresentação será do Programa Cidades Sustentáveis, que oferece aos gestores públicos uma agenda completa de sustentabilidade urbana um conjunto de indicadores e um banco de boas práticas com casos exemplares nacionais e internacionais, a fim de sensibilizar e mobilizar cidades brasileiras para se desenvolverem de forma econômica, social e ambiental sustentável.

domingo, 3 de julho de 2016

JEANE MARIE, SUPERAÇÃO E ARTE


Ela é uma guerreira do Teatro no sudoeste da Bahia, principalmente em sua terra, Vitória da Conquista. E agora ela foi selecionada e está concorrendo na Fundação Be.Dream, de Bel Pesce (A Menina do Vale do Silício), para realizar seu sonho de publicar um livro e sair pelo Brasil palestrando sobre sua experiência de vida. A surpreendente história da menina que foi e da mulher que é, e que aprendeu a enfrentar o medo e a empreender na vida.
Ela é Jeane Marie Rocha (foto).

Conheça sua história:

“Eu tenho uma história de superação e empreendedorismo que pode inspirar muitas pessoas a transformar e enfrentar a vida com mais positividade. Vivi minha vida na infância internada NO Hospital das Clínicas, em BH, até conseguir fazer minha primeira cirurgia do coração, aos 15 anos quando. finalmente sai para a vida. O trabalho foi o caminho que eu escolhi para me dar força e oportunidade de ir ao encontro da minha felicidade.

Fui vendedora, professora de crianças até me tornar artista. Aos 21 anos enfrentei uma gravidez de alto risco; fiquei internada por oito longos meses numa maternidade longe de casa e – pior – solteira. Meu primeiro amor me abandonou e não assumiu a paternidade. Mas venci e tive uma filha linda - hoje com 28 anos de idade - minha grande parceira.

Virei atriz, contadora de história, diretora e produtora de teatro, e criei espetáculos e oficinas para crianças que ajudaram a transformar suas vidas. Vários artistas que passaram por estas minhas atividades continuam fazendo arte pelo mundo. Transformei minha garagem em um teatro de bolso, com 50 lugares, onde realizo meus projetos de arte educação. Sempre estive “ligada no 220v, cheia de energia!”

A doença nunca me limitou e como baiana que sou, retada, também fui dona de um bloco infantil no carnaval e já puxei até trio elétrico, bancando a Ivete Sangalo. Criei um projeto inspirado nos Doutores da Alegria e me travesti de palhaça em hospitais para alegrar a vida das crianças internadas, criando o plantão da alegria. Infelizmente, também fui acometida por uma doença reumática que já havia quase superado, mas, ela voltou e me fez sair deste trabalho, obrigando-me a realizar minha segunda cirurgia do coração. Foi preciso passar tudo de novo. E meu peito foi aberto, literalmente, pela segunda vez.

Por conta da minha profissão artística, tornei-me uma pessoa com muita credibilidade em Vitória da Conquista. Passei a escrever num jornal local uma coluna social, depois passei a ser executiva de uma revista local muito bacana que tem também uma versão online. Minha filha e sócia, se tornou uma blogueira local com muita influência. Acontece que outro problema inesperado me fez passar por outra experiência de grande ensinamento: descolei a minha retina do olho direito e fiquei cega. Operei duas vezes e vou operar mais duas. Espero voltar a enxergar 100%.

Entretanto, a vontade de trabalhar me fez continuar fazendo minha revista e meu teatro. E a vida, mais uma vez me levou a enfrentar uma separação conjugal, resultando na perda da minha casa e de meu pequeno teatro de bolso. Estou prestes a operar pela terceira vez do coração para salvar minha válvula e o pulmão. Meu novo projeto agora é escrever um livro, já que já plantei uma árvore e tive um filho. Com o livro pretendo palestrar pelo Brasil e mostrar que é possível enfrentar as adversidades da vida com fé. Eu posso, eu faço, eu consigo. Eu faço o meu sucesso acontecer!”

PARA VOTAR EM JEANE MARIE CLIQUE AQUI:

http://fund.bedream.me/projects/1506


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quinta-feira, 30 de junho de 2016

IPAC ENTREGA IMAGENS RESTAURADAS E ABRE PROGRAMA ‘NARRATIVAS’ EM ILHÉUS


O programa ‘Narrativas Patrimoniais’, proposto pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), chega agora no território de identidade Litoral Sul, em Ilhéus, na  Bahia. A data do encontro confirmada para esta sexta-feira (dia 1º de julho), conta com extensa programação integrando o Iº Seminário de Museologia e Patrimônio de Ilhéus, promovido pelo Instituto Nossa Senhora da Piedade em comemoração aos seus 100 anos de criação e aos 25 anos de construção do Museu da Piedade de Ilhéus.

O seminário acontece na Biblioteca Municipal Adonias Filho, na Praça Castro Alves, no centro da cidade, e conta com a parceria do IPAC, da Rede de Museus e Pontos de Memória do Sul da Bahia, da Prefeitura Municipal de Ilhéus, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), da Secretaria Municipal de Cultura e apoio do Fundo de Cultura da Bahia.
 IMAGENS DAS SANTAS – O roteiro de visitas do IPAC começa às 8h, com entrega de 18 imagens sacras restauradas no Instituto Nossa Senhora da Piedade. Dentre as obras de arte entregues totalmente restauradas no Museu da Piedade de Ilhéus estão as imagens das santas Joana D’Arc, Ângela, Teresinha de Lisieux e de Nossa Senhora da Piedade. Fundada em 1916 e concluída em 1928, a Igreja de Nossa Senhora da Piedade, fica no Alto da Piedade, próxima a Baía do Pontal, na cidade de Ilhéus, região sul da Bahia.
 O restauro foi apoiado com recursos do Fundo de Cultura, através do Edital Setorial de Museus gerido pelo IPAC, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). O projeto foi coordenado pela restauradora Norma Borges, produzido por Déa Márcia Federico e monitorado por Anarleide Menezes, gestora do Museu da Piedade.
 A restauração integra as comemorações do centenário da igreja. “Será publicado um livro e feito um vídeo-documentário sobre o tema”, adianta Anarleide. Além da igreja e museu, a edificação possui diversos anexos, dentre eles duas escolas, um auditório para mais de 600 pessoas, quadra poliesportiva e o instituto ambiental Cabruca.


PROGRAMAÇÃO - A programação do Narrativas Patrimoniais em Ilhéus inicia às 9h com fala de abertura de representantes do IPAC, da Prefeitura Municipal de Ilhéus, da UESC, das secretarias municipais de Cultura e de Turismo, além da Rede de Museus e Pontos de Memória do Sul da Bahia. Às 9h30, acontece a palestra “Narrativas Patrimoniais – O Antes e Depois do Tombamento/Registro Especial”, pelo diretor de Preservação do Patrimônio Cultural (DIPAT) do IPAC, Roberto Pellegrino.

Das 10h30 às 11h40, acontece a “Roda de Conversa sobre Políticas Públicas voltadas para o Patrimônio Histórico e Cultural do Sul da Bahia” com participação do diretor de Preservação do Patrimônio Cultural do IPAC, Roberto Pellegrino, do diretor do Centro de Documentação e Memória Regional (Cedoc) da UESC, André Rosa, e da coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Madre Thaís, Carol Érika Santos. Após a fala dos três, será aberto um debate de 40 minutos.
 Às 14h, acontece a palestra “Narrativas Patrimoniais – Conservar é Preciso”, pela coordenadora de Projetos e Obras do IPAC, Glória Cláudia Bleichner, representante do instituto na Comissão Gerenciadora do Programa Estadual de Inventivo ao Patrocínio Cultural (FazCultura) e no Fundo de Cultura.
 A partir das 15h, acontece o debate sobre “Experiências Regionais em Projetos de Conservação de Acervo”. Para embasar a discussão, Anarleide Menezes vai falar sobre o “Museu da Piedade: Restauração e Revitalização das Obras de Arte Sacra da Capela de Nossa Senhora da Piedade”, Gilmário Rodrigues sobre o “Memorial Unzó Tombenci Neto: Reforma e Dinamização” e Dida Moreno fala sobre “Casa de Arte Baiana: Artistas Baianos em Exposição de Longa Duração”. Depois, será aberto espaço para diálogo com os participantes.

Às 16h30, ocorre à apresentação de banner sobre os desdobramentos em Educação e Cultura do Memorial Misael Tavares, por Maria Helena Tavares, gestora do Memorial. Após a fala, acontece um diálogo com o público, às 17h. O evento será encerrado com um sarau literário e musical, além de coquetel, às 18h.

terça-feira, 28 de junho de 2016

PENSANDO A GESTÃO


“O conselho tem uma função importante, mas dentro de uma ideia de socialização do poder, não de governabilidade, mas de governança em determinada área”.
Francisco Ferron[1]


O PAPEL DO CONSELHEIRO DE POLÍTICA CULTURAL
Pawlo Cidade*


Uma coisa é descrever as características de um Conselho de Cultura para entendermos como é feita sua composição. Assim, ficamos sabendo se tem maioria da Sociedade Civil ou do Poder Público ou se é paritário; se seu caráter é fiscalizador, normatizador, deliberativo ou consultivo e como se dá o processo de escolha de seus integrantes.

Outra coisa - bem diferente - é o papel do conselheiro frente ao conselho. Que postura, atitudes e posicionamentos devem tomar aqueles que são escolhidos pela Sociedade Civil ou indicados pelo Poder Público para representar um determinado segmento cultural ou governamental? O que, de fato, se espera de um conselheiro de política cultural?

Vamos tentar responder estas questões.

Entretanto, a princípio, parece muito mais fácil definir as atribuições do conselho, a exemplo de acompanhar e avaliar a execução de programas e projetos; propor, avaliar e referendar projetos culturais; elaborar e aprovar planos de cultura; pronunciar-se e emitir parecer sobre assuntos culturais; fiscalizar as atividades do órgão gestor da cultura; fiscalizar o cumprimento das diretrizes e financiamento da cultura; fiscalizar atividades de entidades culturais conveniadas e administrar o fundo de cultura que compreender o verdadeiro e real significado do papel do conselheiro de política cultural. Com isso não estamos excluindo suas atribuições ou relegando-as à segundo plano.

Pelo contrário, se vincularmos estas atribuições – classificadas de forma crescente pelo Anuário de Estatísticas Culturais de 2010, publicado pelo Ministério da Cultura - à condição indispensável de caminharem, paralelamente, ao papel a ser desempenhado pelo membro do conselho de política cultural, este receberá outro significado. Sem dúvida, conditio sine qua non. Sem a qual, conselheiro nenhum dos 5 570[2] municípios brasileiros poderão exercer.

Alguns estudiosos e pesquisadores do tema, ou até mesmo um dicionário poderá afirmar que papel e atribuição têm o mesmo significado. Todavia, se entendermos que “papel” requer uma atitude de compromisso muito mais engajada, muito mais responsável, muito mais respeitosa com o comportamento social, ele ganha uma conotação diferente do conceito de “atribuição”. Embora esta esteja ligado àquela. Não se trata de um paradoxo porque se entendermos, também, atribuição como função, ela estará apensada ao conceito de papel, aumentando ainda mais as atitudes que o conselheiro deve executar.

Papel é um termo que provém do latim papýro (papiro), pelo catalão papel. O conceito está associado à função desempenhada por alguém ou por algo. O papel aqui desempenhado pelo conselheiro de cultura está próximo do conceito de “papel social” proposto pelas ciências sociais. Papel Social seria então um “conjunto de comportamentos e normas que uma pessoa enquanto ator social, adquire e apreende de acordo com o seu estatuto na sociedade. Trata-se, portanto, de uma conduta esperada de acordo com o nível social e cultural dentro da instituição, (grifo meu). Posto isto, o papel social é a aplicação de um estatuto que é aceite e desempenhado pelo sujeito”.

Quando o indivíduo passa a fazer parte do Conselho de Cultura, por exemplo, seu papel é conquistado a partir do resultado de um processo de convivência e socialização com os demais conselheiros. Apesar do escolhido ou indicado trazer consigo uma herança cultural – e por que não dizer também social - de seu segmento. Se bem que, muitas e muitas e muitas vezes não traz. Apenas ocupa espaço.

Ora, à medida em que o sujeito colabora com o conselho, ele está desempenhando o que se espera dele, já que suas atribuições lhe foram previamente apresentadas. É fato que de um pedreiro se espera que ele possa, pelo menos, erguer uma parede com tijolos e cimento. De um conselheiro espera-se que ele cumpra a lição de casa: fiscalize.

No entanto, não fiscalizar somente a as instâncias governamentais como a Secretaria de Cultura e todos os seus programas e projetos. Nem tampouco somente os instrumentos do Sistema Municipal de Cultura, a exemplo do Fundo de Cultura e do Plano Municipal de Cultura. E sim toda e qualquer atividade cultural do Município, inclusive as grandes festas populares como Carnaval, Réveillon e São João.

Do conselheiro espera-se que ele defenda a primazia da coletividade, em detrimento dos interesses individuais. Espera-se mais: que seu comportamento e suas ações apontem sempre para o fortalecimento da arte e da cultura. Que sua luta seja pela transparência, pela honestidade, pelo acesso, pela acessibilidade, pela descentralização das atividades culturais e dos recursos para estas mesmas atividades.

Um conselheiro de cultura é aquele que vê oportunidade onde o Poder Público enxerga problema. E não importa se ele representa uma classe, uma categoria, um movimento ou até mesmo uma associação, seja ela das culturas populares tradicionais e hereditárias ou dos produtores culturais. Sua bandeira, sua única bandeira deve ser sempre em benefício de todos.

Isto é o que chamamos de papel do conselheiro de política cultural.





[1] Ex-gerente do SESC Campinas, membro do Fórum Intermunicipal de Cultura (FIC), de São Paulo.
[2] Cinco novos municípios foram instalados no país no dia 1º de janeiro de 2013. Pescaria Brava e Balneário Rincão, em Santa Catarina; Mojuí dos Campos, no Pará; Pinto Bandeira, no Rio Grande do Sul; e Paraíso das Águas, no Mato Grosso do Sul eram distritos e foram emancipados depois que a população aprovou o desmembramento. Desta maneira, segundo o IBGE, o Brasil passa a ter 5.570 municípios.

* Escritor, produtor cultural, aluno do Curso de Especialização em Gestão Cultural da Universidade Estadual de Santa Cruz. 

Este texto é parte integrante de um trabalho sobre Conselhos Municipais de Cultura na Prática que deverá ser disponibilizado em 2017.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

BAHIA CRIATIVA PROMOVE OFICINAS E CONSULTORIAS GRATUITAS


Os produtores, artistas, empreendedores e organizações culturais de Salvador, Jequié, Alagoinhas, Valença e Juazeiro terão oportunidade de participar da oficina “Gerenciamento de Empreendimentos e Projetos Criativos”, promovida gratuitamente pelo Escritório Bahia Criativa, que dá atendimento e suporte a profissionais e empreendedores que atuam nos setores criativos. Além disso, serão oferecidas consultorias coletivas para enquadramento de projetos em editais nos municípios de Ibotirama, Palmeiras, Porto Seguro e Senhor do Bonfim.
As oficinas sobre Gerenciamento de Empreendimentos e Projetos Criativos começam por Jequié, nos dias 4 e 5 de julho. O palestrante é Frederico Andrade, que repetirá a ação em Alagoinhas, nos dias 7 e 8. Em Valença, nos dias 18 e 19, Gina Leite irá abordar o tema Financiamento de Empreendimentos e Projetos Criativos, mesmo assunto sobre o qual falará Júlio Marques, em Juazeiro, nos dias 21 e 22. Confira na tabela abaixo a programação de oficinas e consultorias, com respectivos prazos para inscrição.
Todas as oficinas e consultorias coletivas acontecem das 9h às 18h e disponibilizam 30 vagas paras as oficinas e 20 vagas para as consultorias. Para participar, os interessados devem solicitar inscrição através do e-mail bahia.criativa@cultura.ba.gov.br.

domingo, 26 de junho de 2016

ALUNOS DO CAMPO, EM ILHÉUS, SÃO SELECIONADOS PARA APRESENTAR PROJETO NA REUNIÃO ANUAL DA SBPC, EM PORTO SEGURO


Diante da necessidade urgente de divulgação sobre as mudanças dos hábitos que venham colaborar para a não degradação do meio ambiente, tem-se que as instituições de ensino é o local mais adequado, pois juntamente com outras lições acadêmicas transmitidas pelos educadores, a orientação ambiental será difundida de maneira pedagógica e direcionada permitindo sua assimilação e aplicação no cotidiano com maior facilidade. 

Partindo deste princípio, professores, alunos e comunidade da Escola Nucleada de Aritaguá II, em Sambaituba, distrito de Ilhéus, na Bahia, criaram um projeto que envolveu discentes das comunidades de Vila Jureana, Ponta da Tulha, Mamoan, Ponta do Ramo, Tibina e Aderno, batizado pelas coordenadoras de "As Ações Pedagógicas para a conscientização ambiental nas Comunidades da Escola Nucleada de Aritaguá II". Foram propostos objetivos que valolizaram as dimensões ecológica, social, política e filosófica, voltadas para a cidadania e coletividade, buscando novos conhecimentos nas leis de proteção ambiental.

A Escola Nucleada de Aritaguá II está situada no campo, numa área de preservação ambiental - APA e o trabalho contou com a participação também da gestão, orientação e professores que resolveram reunir os alunos do 5º ao 9º ano da Educação de Jovens e Adultos. A diretora Maria da Glória, as vice-diretoras Sadja Bute e Gabrielli Teodoro e a orientadora Leisa Almeida encabeçam "As Ações Pedagógicas para a conscientização ambiental nas Comunidades da Escola Nucleada de Aritaguá II". O projeto foi selecionado para participar da 68ª Reunião Anual da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência que ocorrerá nos dias 1 e 2 de julho deste ano, no Campus X da Universidade do Estado da Bahia, em Teixeira de Freitas, e no período de 3 a 9 de julho na Universidade Federal do Sul da Bahia, em Porto Seguro.

"A Escola também é responsável por preparar a . Todos precisam reconhecer que devemos estar comprometidos com a justiça social e ecológica, cuidando das ruas, das praias, preservando as florestas e animais, conhecer e cuidar das nascentes, enfim, descobrir que todos são responsáveis por preservar a vida da casa comum: Nosso Planeta," afirma a diretora Maria da Glória.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

INTEGRANTES DO CONSELHO DISCUTEM AÇÕES DE FOMENTO E INCENTIVO À CULTURA EM CIDADES DO INTERIOR

Foto: Mariana Campos/Ascom CEC

Ações de fomento e incentivo à Cultura voltadas às cidades do interior da Bahia estiveram na pauta das discussões na Sessão Plenária do Conselho Estadual de Cultura, que aconteceu no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, no território de identidade Sertão do São Francisco. O evento, realizado na última quinta-feira, 16, contou com a presença de artistas, dirigentes de cultura e representantes territoriais.

O debate foi mediado pelo vice-presidente do órgão, Emílio Tapioca, com a participação de outros quatro conselheiros de cultura. Foram ouvidas demandas da sociedade civil ligadas ao setor da Cultura e, em seguida, apresentadas recomendações ao fortalecimento dos Sistemas Municipais de Cultura, como fez o promotor do Ministério Público Edvaldo Vivas, que é vice-presidente da Câmara de Patrimônio do Conselho Estadual de Cultura

“A construção do Plano Municipal de Cultura e sua execução são fundamentais aos 417 municípios espalhados pelos territórios de identidade cultural da Bahia”, afirmou. O conselheiro esclareceu a importância de municípios baianos estarem ligados ao Sistema Nacional de Cultura e reforçou a necessidade de dirigentes culturais se dedicarem à formação dos elementos do Sistema Municipal de Cultura, como o Conselho Municipal de Cultura, o Fundo de Cultura, as Conferências de Cultura, as leis de tombamento e registro de patrimônio, dentre outros itens.

COBRANÇAS – A necessidade de editais de cultura que alcancem o interior da Bahia foi muito cobrada pelos agentes culturais presentes no debate. Dois conselheiros de cultura que integram a equipe de gestores da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA) participaram do encontro e puderam dialogar a respeito da demanda.

O gestor da Superintendência de Promoção Cultural (Suprocult), Alexandre Simões, apresentou um panorama da atuação do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) nos últimos dez anos e explicou o processo de execução ligado ao Programa Estadual de Incentivo ao Patrocínio Cultural (Fazcultura), dois importantes mecanismos de fomento à Cultura na Bahia.  

“Temos compromissos e ideais em comum. Nosso trabalho é pelo aprimoramento das ferramentas de financiamento para atender melhor a sociedade cultural baiana”, assinalou. Simões apontou a importância dos Editais Setoriais que, somente em 2014, investiram R$ 32,6 milhões em todos os segmentos e linguagens artísticas.

O superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), Sandro Magalhães, sinalizou que, infelizmente, quase a totalidade dos municípios baianos não possuem Plano Municipal de Cultura, apesar de grande parte dos municípios apresentarem seus Conselhos Municipais de Cultura formados. O conselheiro defendeu que a sociedade civil busque cada vez mais dialogar com a SecultBA a fim de disseminar suas leis municipais de cultura, além de exigir a adesão ao Sistema Estadual de Cultura.

Magalhães aproveitou para apresentar o Programa Municípios Culturais, cujo objetivo central é orientar e estabelecer condições ao desenvolvimento do Sistema Estadual de Cultura, por meio da realização articulada de programas, projetos e ações no âmbito da competência municipal. O programa tem sua base legal ancorada na Lei Orgânica da Cultura (12365/11), e prevê a formação de gestores, fomento aos municípios, incentivo às ações de patrimônio cultural, estímulo a grupos identitários e tradicionais, entre outras medidas.

ENCERRAMENTO – No encerramento do debate, o conselheiro de cultura Pawlo Cidade ressaltou a dicotomia entre Estado e sociedade civil, revelando a importância da participação da comunidade nas discussões do Conselho Municipal de Cultura. “As diretrizes do Conselho são definidas nas Conferências de Cultura, em fóruns nos quais a sociedade expõe as demandas mais urgentes, bem como, sugere as soluções”, afirmou.

Além dos cinco conselheiros citados nesta matéria, estiveram presentes na Sessão Plenária os seguintes integrantes do Conselho Estadual de Cultura: Aldo Araújo, Ana Vaneska, Ary da Mata, Aurélio Schommer, DJ Branco, Érida Beatriz dos Santos, Fernando Teixeira, Kuka Matos, Márcio Ângelo Ribeiro, Nilo Trindade, Tito Silva, Sílvio Portugal e Wagner Lavor.

Fonte:
Conselho Estadual de Cultura – assessoria de comunicação
Eder Luis Santana e Mariana Campos
Tel.: (71) 3117.6190
E-mail: ascom.conselho@gmail.com

Facebook: www.facebook.com/CECBahia

DIVULGADO O RESULTADO DA ANÁLISE PRÉVIA DA 2ª SELEÇÃO DO EDITAL MOBILIDADE ARTÍSTICO E CULTURAL



A análise prévia das propostas apresentadas na segunda seleção do Edital Mobilidade Cultural do Fundo de Cultura da Bahia selecionou 39 propostas de um total de 65 apresentadas, que agora serão encaminhadas para a apreciação pela Comissão Temática. Entre elas, 10 são para Residência Artística e Cultural, 5 para Formação e 24 para intercâmbio e difusão. Os projetos pré-selecionados podem ser conferidos no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (17) e no site da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA): www.cultura.ba.gov.br.


As propostas contemplam projetos com atividades principais a serem realizadas entre os meses de novembro de 2016 e janeiro de 2017. Além de Salvador e Região Metropolitana, chegaram também dos territórios de identidade Bacia do Rio Grande, Chapada Diamantina, Litoral Sul, Portal do Sertão, Recôncavo, Sertão do São Francisco, Sisal e Sudoeste.

A Comissão Temática responsável pelo próximo passo, que é a análise do mérito das propostas, é formada por especialistas que utilizarão como parâmetros as exigências apresentadas no edital e os interesses das políticas públicas da cultura no Estado da Bahia. A previsão é de que o resultado final da Seleção seja divulgado no dia 16 de julho.

O edital Mobilidade Artístico e Cultural tem o papel de financiar iniciativas de residência, formação, intercâmbio e difusão cultural dentro do Brasil e também no exterior. Destaque para a área de música com o maior número propostas apresentadas (17), seguida de artes visuais (12) e dança (10). As áreas de teatro, literatura, audiovisual, circo, cultura digital e gestão cultural também estão representadas.

Segundo o superintendente de Promoção Cultural da Secretaria da Cultura do Estado (SecultBA), Alexandre Simões, o principal objetivo deste edital é contribuir com a divulgação do que se produz na Bahia nos cenários brasileiro e internacional, “promovendo o diálogo intercultural e também investindo na profissionalização dos agentes locais. A cooperação artística traz bons resultados para o nosso cenários, além de colocar na vitrine nossos trabalhos”.

A terceira chamada do edital será realizada entre os dias 11/07 e 09/08 e contemplará projetos com atividades programadas para os meses de fevereiro a abril de 2017. As propostas têm valor limite de R$ 50 mil para projetos de intercâmbio e difusão; e R$ 25 mil para projetos de Residência Artística e Cultural e Formação Artística e Cultural.
A SecultBA proporciona atendimento através da Central de Atendimento Integrado para orientar interessados e proponentes. A Central funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, através do telefone (71) 3103 3489, e-mail mobilidade@cultura.ba.gov.br ou presencialmente, no endereço Palácio Rio Branco, Praça Thomé de Souza, s/n, térreo – Centro, CEP: 40.020-¬010 – Salvador/Bahia.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico e culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias Estaduais de Cultura e da Fazenda da Bahia. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: Mobilidade Artística e Cultural 2015.



17/06/2016

Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA

Telefone: (71) 3103-3442