terça-feira, 23 de janeiro de 2024

FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO FAZ 50 ANOS!




Está todo mundo convidado para celebrar os 50 anos da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A programação artística acontecerá na tarde desta terça-feira (23), na Praça Quincas Berro D’Água, no Centro Histórico de Salvador, para celebrar o cinquentenário da instituição que é responsável por desenvolver a formação, criação, produção, pesquisa, difusão e memória das Artes Visuais, do Audiovisual, do Circo, da Dança, da Literatura, da Música e do Teatro da Bahia.

A tarde será de compartilhamentos. Haverá aula aberta com música ao vivo de SAMBA(S) com a professora Tatiana Campêlo e Taric fará performance musical. Além disso, haverá apresentações de solo de dança: Dudé Conceição apresenta o solo “EXU”, Ágatha Simas apresenta o solo “EVOCA OYÁ”, Kenuu Alves apresenta o solo “NÚMERO UM” e Nildinha Fonseca com apresentação de solo. 

Já o artista Paullo Fonseca, do Balé do Teatro Castro Alves, apresentará o solo “PACÍFICO”. Na ocasião também haverá distribuição de publicações à população. Tudo gratuito e aberto ao público.

50 anos

A Funceb foi fundada em 23 de janeiro de 1974 com a missão de criar e implementar, em articulação e diálogo permanente com a sociedade e outras instituições públicas, as políticas, programas e projetos que promovam as artes na Bahia. 

Integram a Funceb a Diretoria das Artes (circo, dança, música, teatro, literatura e artes visuais), a Diretoria de Audiovisual (que gere a Cinemateca da Bahia e a Sala de Cinema Walter da Silveira), o complexo do Teatro Castro Alves e o Centro de Formação em Artes e sua Escola de Dança.

SERVIÇO:
50 anos da Funceb
Quando: 23 de janeiro de 2023, das 13h às 17h
Onde: Praça Quincas Berro D’Água, Centro Histórico de Salvador
Gratuito

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

FUNCEB DIVULGA RESULTADO FINAL DO PROCESSO SELETIVO DO CURSO PROFISSIONAL DA ESCOLA DE DANÇA

Foto: Funceb/ G1


A Fundação Cultural do Estado da Bahia, através do Centro de Formação em Artes, divulga o Resultado Final de pessoas aprovadas no Processo Seletivo para ingresso de novas pessoas estudantes no Curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Dança 2024.

A pré-matrícula acontecerá no período de 22 de janeiro até às 23h59min do dia 24 de janeiro de 2024, através de Formulário Online, cujo link será enviado pela Secretaria Acadêmica Institucional, via e-mail.

As aulas estão programadas para começarem no dia 04 de março de 2024.

O Curso de Educação Profissional Técnico de Nível Médio em Dança da Escola de Dança da Funceb tem duração de dois anos e meio e carga horária total de 1.920 horas, é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e já formou mais de 34 turmas de novas pessoas profissionais, que vêm contribuindo para a produtividade do cenário da dança da Bahia.

Criado em 1988, o Curso Profissional objetiva capacitar jovens e adultos com conhecimentos e habilidades gerais e específicos na área da dança, visando à formação profissional e inserção no mundo do trabalho, aptos a uma ampla atuação, dançando, interpretando, criando, produzindo, coreografando e multiplicando ações artísticas em dança. Confira Aqui o resultado final da seleção.


ACESSE O RESULTADO!

Serviço:

Processo Seletivo Curso de Educação Técnica Profissional de Nível Médio em Dança 2024 - Resultado Final

Pré-matrícula: de 22 de janeiro até às 23h59min do dia 24 de janeiro de 2024 – formulário enviado por e-mail

Início das aulas: 04 de março de 2024

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

DESAFIOS POLÍTICO-CULTURAIS PARA 2024


Sede do antigo Ministério da Cultura na Esplanada dos Ministérios| Foto: Reprodução/Copyright © 2024, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.


Remontar todo o destruído e, simultaneamente, organizar as novas demandas está sendo uma empreitada complexa, trabalhosa, delicada e nada simples.

 

Por Antonio Albino Canelas Rubim*


O recorrente desafio da sociedade brasileira se chama democracia. Não se trata apenas de superar a vida pendular da democracia no país, nem de bloquear o recurso aos golpes, de variados tipos, quando a democracia avança e possibilita direitos para a maioria da população. Trata-se de uma transformação democrática que instale condições para uma democracia ampliada, que envolva estado e sociedade, enfrente desigualdades, distribua renda, respeite a diversidade social e cultural, supere carências e privilégios, que marcam a ferro e fogo o Brasil. Enfim, democratize radicalmente o estado e a sociedade nacionais. Os desafios no campo da cultura em 2024 devem ser inscritos em tal horizonte, buscando viver a democracia cultural e desenvolver a cultura democrática.


A paradoxal conjuntura político-cultural de 2023

 

O país viveu paradoxal conjuntura político-cultural em 2023. Ela combinou, de modo complexo e desafiador, a recriação do ministério inexistente, destroçado e vilipendiado desde o golpe de 2016, com o maior orçamento já existente para a cultura, resultante de lutas e improváveis vitórias, com a conquista das leis Aldir Blanc I, Paulo Gustavo e Aldir Blanc II, ainda na gestão passada, caracterizada por intensa guerra cultural. 

 

A recriação do Ministério da Cultura, extinto em 2019, implica também em reanimar seus organismos, submetidos ao desmantelamento brutal, com perdas de institucionalidade, estrutura, organização, orçamento, pessoal, normas, rotinas etc. Muitos de seus órgãos foram submetidos a uma sabotagem interna, realizada pelos próprios dirigentes impostos. Talvez o exemplo mais escandaloso tenha sido a Fundação Cultural Palmares. Ameaças, perseguições, censura, corrupções, destruições se tornaram acontecimentos cotidianos na secretaria especial, que tomou o lugar do ministério. A rotatividade de seus dirigentes foi intensa. Algo como seis dirigentes em quatro anos. O Ministério da Cultura refundado teve que lidar com tal herança complexa, mais que maldita, com suas intensas carências, fragilidades, debilidades, depressões, ausências, autoritarismos e instabilidades. Recriar o ministério em tais condições se tornou desafio de enormes proporções administrativas e políticas. O processo sugou energias vitais que poderiam estar sendo empregadas na criação e reconstrução de políticas culturais democráticas. 


O maior orçamento da cultura nasceu também de outra conjuntura paradoxal e complexa. Ela conjugou a pandemia e a guerra cultural da gestão federal anterior, que dilaceraram o campo cultural, mas que foram ambiente fértil para possibilitar a convergências de lutas, mobilização e organização visando enfrentar a brutal situação vivida pelos fazedores de cultura. Cabe lembrar que o campo cultural, paralisado pelas medidas necessárias de combate à Covid, havia sido excluído pelo presidente, de maneira deliberada, do auxílio emergencial geral proposto durante a pandemia. As lutas vitoriosas pelo apoio específico à cultura congregaram comunidade cultural, parlamentares e partidos democráticos engajados com a área da cultura; assessores parlamentares afinados com o tema; sagaz sensibilização da maioria do Congresso Nacional e mesmo a disputa entre partidos democráticos de esquerda pelo protagonismo na formulação e autoria das leis. Enfim, ampla conjunção de agentes político-culturais, que infringiram derrotas contundentes à gestão presidencial bolsonarista, com vitórias improváveis e difíceis de explicações simplificadas. 

 

O novo ministério na circunstância paradoxal

 

A conjuntura paradoxal, complexa e difícil de enfrentar, jogou o ministério, que estava sendo gestado, em um turbilhão de demandas, necessidades e solicitações nada fácil de atender. O enorme esforço, para além das forças institucionais existentes, exigiu uma trabalheira incansável: viagens e viagens, conversas e consultas, articulações intensas e necessárias, múltiplas frentes de atuação. Remontar todo o destruído e, simultaneamente, organizar as novas demandas está sendo uma empreitada complexa, trabalhosa, delicada e nada simples. A instalação dos comitês de cultura, afirmados reiteradamente pelo presidente Lula, exige imaginação, articulação e grande empenho. 

 

Dentre as múltiplas demandas da inovadora conjuntura paradoxal uma delas, para o bem e para o mal, assumiu centralidade: pensar, regulamentar, mobilizar e assegurar ampla participação dos entes federativos na implementação das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc II, derivadas das lutas político-culturais vitoriosas. A necessidade de implementar as leis durante o ano de 2023 se mostrou imperiosa. Impossível perder recursos em uma área sempre tão carente de verbas. Impossível não buscar envolver amplamente os entes federativos: estados, Distrito Federal e municípios na implantação e execução das leis, ainda que em um complicado federalismo cultural capenga, instalado em 2022, quando era crucial utilizar recursos da União de maneira federalista, mas sem deixar que ela se envolvesse nas deliberações, pois as atitudes antidemocráticas da gestão federal atingiam drasticamente os bens e serviços simbólicos. 

 

O processo em 2023 foi vigoroso, conforme atestam as quase universais adesões dos entes federados às leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc II. Garantir a capacidade da cultura em executar recursos conquistados é, sem dúvida, vital. Tais movimentos, sem menosprezar outras atividades, programas e projetos do ministério, assumiram protagonismo central em 2023. Nada surpreendente que a atuação relativa à lei Paulo Gustavo e à Política Nacional Aldir Blanc apareçam nas primeiras páginas da publicação, que resume as “entregas” do Ministério da Cultura em 2023. Nada casual a transferência da Conferência Nacional de Cultura, antes marcada para dezembro de 2023, para o ano de 2024.

 

Riscos para 2024: o fetichismo do dinheiro

 

Sem desconhecer as dificuldades e os méritos vividos em 2023, cabe apontar os potenciais riscos existentes no orçamento amplo. Pela primeira vez, o problema maior da cultura não é a quase eterna carência de recursos, mas seu volume, ainda que aquém do necessário. O problema decorre de riscos imanentes ao fetichismo do dinheiro.

 

Como perspicazmente formulado, o fetichismo do dinheiro esconde relações sociais entre seres humanos, submetidas à lógica da mercadoria, na sociedade capitalista. As relações sociais aparecem como que transformadas em coisas. Mais que isso, em coisas que têm vida própria e que dominam a dinâmica da sociedade. As coisas, sem mais, parecem comandar as vidas humanas. Os fetichismos da mercadoria e o fetichismo do dinheiro tornam-se poderosos fenômenos na sociedade capitalista. 

De imediato, o risco primeiro do fetichismo do dinheiro é ele dominar a agenda. Por sua atração e sua força, ele passar a comandar discussões e subalternizar, quando não fazer esquecer problemas, questões e políticas vitais de um novo projeto político-cultural para o ministério, a democracia e o projeto de país. Tudo reduz o debate público ao dinheiro: recursos, disputas, atribuições, distribuições etc. A potência gravitacional do dinheiro não é nada desprezível. Quando ele entra no jogo, ele adquire uma força invejável. Não se trata de questionar a necessidade imperiosa de verbas para a cultura e o desenvolvimento cultural. Trata-se, antes disso, de apontar os perigos da redução da cena político-cultural ao debate do dinheiro. Basta acompanhar algumas listas de discussão de movimentos acerca das leis recentes de apoio à cultura, hoje, para se dar conta do perigo. 

 

Outro risco, que aparece na agenda, de maneira substantiva, é presença de grandes orçamentos federais de cultura não como estimuladores de novos orçamentos estaduais, distrital e municipais de cultura, mas como inibidores deles. A onipresença de recursos federais pode, se não houver iniciativas políticas e mobilizações dos setores culturais nas mais diversas instâncias federativas, ocasionar uma retração dos orçamentos de estados, Distrito Federal e municípios destinados à cultura. Desse modo, o federalismo cultural capenga de 2022 se traduziria em um federalismo capenga, de outro tipo, de 2024 para adiante. Urge colocar em pauta o tema do federalismo cultural efetivo, com a implantação do Sistema Nacional de Cultura, que conforme a participação ativa dos entes federados, inclusive em termos orçamentários, e defina a atribuição das responsabilidades, que cabem a cada um deles. Federalismo cultural rigoroso e SNC são faces vitais do processo de democratização das culturas e da sociedade brasileiras e superação desse risco do fetichismo do dinheiro. 

 

A presença de orçamentos potentes pode ter outro efeito colateral perverso, esconder um dos graves problemas das culturas brasileiras: o modelo atual de financiamento e fomento à cultura de caráter antidemocrático e contrário à diversidade cultural. O predomínio do incentivo fiscal, com todas as deturpações que ele adquiriu no país, inibe a democracia e a diversidade culturais brasileiras, pois ele é altamente concentrador e voltado para apoiar algumas áreas culturais, mercantis ou consagradas. Além disso, é escandaloso que apenas por volta de 3% dos recursos mobilizados provenham das empresas privadas e a quase totalidade sejam verbas públicas, colocadas sob a deliberação privada. O aprofundamento da democracia e da diversidade culturais exige um modelo de financiamento e fomento à cultura, democrático e diverso, que seja tão complexo quanto a cultura e que contenha múltiplos mecanismos para lidar satisfatoriamente com os mais diferentes ramos das culturas. 


A absorção ocasionada pelo fetichismo do dinheiro, ao tentar aprisionar o foco do ministério no seu âmbito interno, congela as relações com seu entorno possível de conexões. A cultura sendo em si mesma transversal permite que o ministério se abra a políticas transversais de cultura com áreas sociais afins. Políticas públicas transversais, que mobilizem e beneficiem a cultura e as áreas parceiras, permitindo que o campo cultural ganhe alguma centralidade no projeto de governo e de país. Para isso, o olhar do ministério não pode estar preso às questões internas e restritas, que absorvam todas suas energias, por mais relevantes que sejam. Ele deve ser capaz de dialogar como áreas afins de governo e da sociedade para colocar a cultura como tema crucial do cenário brasileiro atual.

 

Perigo também decorre da atenção dada a articulação quantitativa da participação dos entes federados, por meio de adesões, subalternizando a discussão acerca da disputa político-cultural de valores, que hoje permeia a sociedade brasileira, por meio da guerra cultural bolsonarista. Ela deve ser enfrentada, sob pena do vazio político-cultural permitir persistência e mesmo ampliação de valores autoritários, neofascistas, fundamentalistas, intolerantes e antidemocráticos na sociedade brasileira. As políticas culturais precisam colocar com centralidade a questão democrática e a construção da democracia, da cidadania, dos direitos e da cultura democráticos. Não colocar na agenda pública do ministério a disputa político-cultural democrática de valores, em tempos de guerras culturais, que pretendem tornar adversários político-culturais em inimigos a destruir, explode como grave erro político para a construção e aprofundamento da democracia no Brasil. Tal erro não pode ser reproduzido. 

 

A centralidade da questão democrática e a conexão entre cultura e democracia devem ocupar agenda de 2024, inclusive porque disputas eleitorais vão colocar em cena o enfrentamento entre forças democráticas e antidemocráticas. O cenário em 2024 precisa ser equacionado de modo que todas as oportunidades da conjuntura paradoxal possam ser aproveitadas, sob pena de graves retrocessos político-culturais e orçamentários.

 

A conjuntura paradoxal em seu desdobramento para 2024 abre possibilidades de avanços em dois registros complementares. Eles se voltam, de modo distinto, seja para o próprio ministério, seja para o governo. Mas ambos visam aproveitar as oportunidades políticas abertas pela conjuntura paradoxal. O campo de cultura não pode desperdiçar tal instante singular de sua vida. 

 

Em uma dimensão mais específica, trata-se do fortalecimento político-institucional-programático próprio do campo e do Ministério da Cultura, por meio do desenvolvimento da democracia, cidadania, direitos, diversidades, territorialização, federalismo, transversalidade e disputas políticas-culturais de valores, que fortaleçam o protagonismo do ministério tanto no governo, quanto na sociedade. 

Em uma perspectiva mais geral, atenta-se ao aprofundamento da democracia no país, visando sua ampliação e sua consolidação, com a participação ativa da cultura, do campo cultural e do ministério, através da produção e difusão de culturas democráticas e de uma cultura política democrática, que permita à cultura, nesse horizonte, adquirir centralidade para a construção do projeto democrático de país. 

Em síntese, o enfrentamento político-cultural satisfatório da conjuntura paradoxal em 2024, após os ganhos e dificuldades de 2023, abre horizontes para fomentar a sempre almejada centralidade da cultura e a ampliação da democracia na sociedade brasileira. Ele guarda íntima conexão com tal possibilidade. Culturas e democracias ampliadas são vitais para a construção do novo Brasil.


Antônio Albino Canelas Rubim ou simplesmente Albino Rubim é um pesquisador, jornalista, professor universitário brasileiro. Ex-secretário de Cultura do Estado da Bahia.

 

Fonte: Site Teoria e Debate, Edição 240, Janeiro/2024. Disponível em:

https://teoriaedebate.org.br/2024/01/04/desafios-politico-culturais-para-2024/

CULTURA TEM IMPACTO POSITIVO NA SAÚDE MENTAL PARA 54% DOS BRASILEIROS


Imagem meramente ilustrativa. Disponível aqui.


Como parte da 4ª edição da pesquisa Hábitos Culturais, realizada pela Fundação Itaúem parceria com o Datafolha, foi feito um levantamento sobre a contribuição de atividades culturais para a saúde mental.


De acordo com a pesquisa, a cultura é apontada por 54% dos indivíduos como a atividade que mais proporciona bem-estar, seguida por outras atividades de lazer (parques, igrejas, praia, passeios) e de atividades físicas e esportivas, ambas com 19% das respostas. 3% mencionaram séries e novelas e 9% não souberam informar.


Entre os 2.405 entrevistados, 61% concordaram plenamente que programas culturais reduzem o estresse, 58% dizem que melhoram o relacionamento em casa, 61% apontam que diminui a sensação de tristeza. Já 57% informam que atividades culturais melhoram a qualidade de vida, 61% indicam diminuição da solidão e 50% dizem ajudar na melhora do relacionamento no trabalho.

De acordo com o levantamento, 42% dos entrevistados declararam ter tido algum problema de saúde mental nos últimos 12 meses e que, destes, 63% procuraram algum tipo de tratamento.


Ainda segundo a pesquisa, as mulheres (53%) foram mais afetadas pelas questões de saúde metal e emocional que os homens (30%). A incidência foi maior, também, entre os indivíduos das Classes D e E (51%) do que entre os entrevistados das Classes A e B (33%).

 

Fonte: Redação/Cultura e Mercado

Disponível em: https://culturaemercado.com.br/cultura-tem-impacto-positivo-na-saude-mental-para-54-dos-brasileiros/

domingo, 14 de janeiro de 2024

EDITAIS DO FUNDO DE CULTURA DA BAHIA PRORROGADOS ATÉ SEGUNDA-FEIRA (15)



A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa) PRORROGOU inscrições para o Edital do Fundo de Cultura para o Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais e para o Edital de Eventos Culturais Calendarizados até a próxima segunda-feira (15). Os certames, no valor total de R$ 55,6 milhões, vão selecionar propostas de instituições culturais, Organizações da Sociedade Civil (OSC) e pessoas jurídicas com fins lucrativos, inclusive MEI, através do Fundo de Cultura da Bahia, ampliando a participação e os recursos para a área da Cultura. Os interessados poderão acessar se inscrever aqui

Para o secretário de Cultura, Bruno Monteiro, os editais são importantes para fomentar as ações culturais de organizações que, historicamente, promovem a arte e as manifestações da cultura baiana. “Esses editais foram fruto de um grande trabalho de atualização e qualificação, o que fez com que se tornassem mais acessíveis. Estamos ampliando os certames em recursos, tornando o processo também mais plural e democrático. Queremos territorializar ainda mais o apoio a quem faz cultura e esses editais podem nos ajudar nesse caminho”, destacou o secretário. Uma das novidades dos editais do Fundo de Cultura deste ano são os indutores de pontuação diferenciada para propostas oriundas do interior do estado. 

O Edital de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais vai investir R$ 30 milhões em propostas de Organizações da Sociedade Civil (OSC) . Os valores de apoio passaram de R$ 7,5 milhões para R$ 10 milhões ao ano (2024 a 2027), distribuídos a partir de duas categorias. A primeira para instituições com atividades culturais regularmente desenvolvidas há mais de 20 anos com propostas de até R$ 1 milhão anuais, totalizando até R$ 3 milhões para o triênio 2024/2027 e propostas de até R$ 700 mil anuais, totalizando até R$ 2,1 milhões para o triênio 2024/2027.

A segunda categoria para instituições com atividades culturais regularmente desenvolvidas há pelo menos 05 anos, com propostas de até R$ 500 mil anuais, totalizando até R$ 2 milhões para o triênio 2024/2027; até R$ 300 mil anuais, totalizando até R$ 1,5 milhão para o triênio 2024/2027; e até R$ 200 mil anuais, totalizando até R$ 1,4 milhão para o triênio 2024/2027. O número de instituições contempladas passou de 17 para 22. 

O apoio do Edital de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais consiste na manutenção da execução de atividades culturais, regularmente desenvolvidas por instituições culturais, cujas ações desenvolvidas tenham relação com a diversidade cultural do estado, a exemplo de teatros, cinemas, centros culturais, museus, memoriais e similares, centros de preservação/educação patrimonial, bibliotecas, arquivos, escolas ou centros de formação em cultura e artes em geral.

Em reconhecimento à trajetória das instituições culturais e de suas colaborações para o desenvolvimento cultural do Estado da Bahia, o apoio financeiro concedido pelo Fundo de Cultura do Estado da Bahia será plurianual, de caráter complementar, com o fito de contribuir para a estabilidade financeira das instituições por 36 (trinta e seis) meses consecutivos, renováveis por até igual período, conferindo planejamento de médio e longo prazo às suas programações. 

O Edital de Eventos Culturais Calendarizados vai apoiar Organizações da Sociedade Civil (OSC) e pessoas jurídicas com fins lucrativos, inclusive MEI, para a promoção de eventos culturais já consolidados, ou que tenham essa previsão, no calendário cultural do estado da Bahia, contemplando os diversos segmentos, públicos e linguagens artísticas e culturais. O investimento total é de R$ 25,6 milhões, distribuídos em R$ 6,4 milhões anual (2024 a 2027). O apoio vai contemplar 26 eventos, o dobro de propostas contempladas no edital anterior de 2016. 

O investimento será distribuído a partir de seis faixas de apoio: A faixa A vai contemplar pelo menos 04 propostas de até R$ 500 mil; faixa B pelo menos 03 propostas de até R$ 400 mil; faixa C pelo menos 03 propostas de até R$ 300 mil; faixa D pelo menos 04 propostas de até R$ 200 mil; faixa E pelo menos 06 propostas de até R$ 150 mil; faixa F pelo menos 06 propostas de até R$ 100 mil.

O Edital de Eventos Culturais Calendarizados vai apoiar a realização de até 04 edições de eventos culturais calendarizados de interesse público e recíproco, com execução nos anos de maio/2024 a abril/2028. O apoio será a 26 eventos, realizados diretamente por pessoas jurídicas, com temática cultural específica ou diversificada, sob forma de bienais, colóquios, conferências, congressos, convenções, encontros, feiras, festivais, fóruns, jornadas, mostras, painéis, salões, seminários, simpósios e similares, com periodicidade mínima anual e duração igual ou superior a um dia. 

A iniciativa da SecultBa, por meio da Superintendência de Promoção Cultural, tem como objetivo incentivar as expressões culturais enquanto aspectos da construção de identidade do estado mantendo um calendário cultural que contemple diversos segmentos, públicos e regiões.

Fonte: Secult/BA

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

CONCURSO PÚBLICO NACIONAL UNIFICADO: MinC IRÁ OFERECER 50 VAGAS

Foto: Filipe Araújo/MinC


Ministério da Cultura (MinC) irá disponibilizar 50 vagas para analista técnico-administrativo no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). O conjunto de oito editais, que representam os diferentes blocos temáticos do processo de seleção, vai oferecer 6.640 vagas para 21 órgãos públicos federais. O lançamento foi feito nesta quarta-feira (10) pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), e publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). 

“O concurso é um processo importantíssimo de reconstrução e de transformação do estado brasileiro”, afirmou a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck. “Vai aumentar a capilaridade, chegando em locais onde nunca foram feitas provas de um concurso público federal. É uma maneira de mudar a cara do estado brasileiro, reforçando as nossas iniciativas de democratização do estado”, completou.

O “Enem dos Concursos”, como vem sendo chamado, está dividido em blocos temáticos, o que aumenta a possibilidade de escolha da vaga, uma vez que irá permitir a inscrição para mais de um cargo, desde que pertencente ao mesmo eixo. Clique aqui para ver os blocos, órgãos, cargos, especialidades e número de vagas.

As provas serão aplicadas simultaneamente em 220 cidades do país, no dia 5 de maio, nos turnos da manhã e tarde. Incluem questões objetivas específicas e dissertativas, por área de atuação. A estimativa é de cerca de 3,5 milhões de inscritos.

Os resultados das provas objetivas e preliminares das discursivas e redações serão divulgados em 3 de junho. Já os resultados finais, no dia 30 de julho. Em 5 de agosto começará a etapa de convocação para posse e realização de cursos de formação.

Inscrições

As inscrições deverão ser efetuadas das 10h do dia 19 de janeiro de 2024 às 23h59min de 9 de fevereiro pelo site do Concurso Público Nacional Unificado. Para realizar o procedimento, é fundamental ter conta na plataforma Gov.br. Depois, é preciso preencher os formulários e anexar os documentos solicitados.

No momento da inscrição, o candidato fará a escolha pelas carreiras, que estarão divididas em oito blocos temáticos. Cada um deles traz as carreiras que têm semelhanças entre si.

O CPNU irá permitir a inscrição para a disputa por vagas para mais de um cargo, desde que pertencente ao mesmo bloco temático, com taxa de inscrição única. Ao concorrer a mais de um cargo, o candidato deverá classificar as vagas de interesse por ordem de preferência para estabelecer a prioridade em uma possível chamada, que será baseada na nota alcançada.

A taxa de inscrição será de R$ 60 para vagas de nível médio; e de R$ 90 para vagas de nível superior. Estão isentos os candidatos que integram o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico); aqueles que cursam ou cursaram faculdade pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) ou pelo Programa Universidade para Todos (ProUni); assim como aqueles que realizaram transplante de medula óssea.

Cotas

O MGI reservou percentuais para cotas específicas: 5% do total de vagas de cada um dos cargos a candidatos com deficiência e 20% a candidatos negros, além de 30% das vagas para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para candidatos de origem indígena.

Mais informações podem ser obtidas no site do Concurso Público Nacional Unificado.

Confira os editais:








 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

PRÊMIO CAROLINA MARIA DE JESUS SELECIONA 61 ESCRITORAS



Foto: Reprodução


Na última quinta-feira (07), o Ministério da Cultura (MinC) divulgou o Resultado Final da Seleção do Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres 2023. A lista com as escolhidas para o primeiro edital com ações afirmativas lançado pela Pasta, desde a sua retomada, comemora a potência da produção no país, com premiadas em todos os gêneros literários.


Foram recebidas 2.619 inscrições, com 1.922 habilitadas e avaliadas e 61 selecionadas - 12 de mulheres negras; seis PcD (pessoas com deficiência); três indígenas; três quilombolas e 37 na categoria “não se aplica”, que corresponde à ampla concorrência. Nessa última categoria há uma escritora transgênero premiada.

“O Prêmio Carolina Maria de Jesus passa a ser um instrumento permanente do MinC para o fomento da literatura produzida por mulheres. E sua primeira edição foi emblemática, com um número expressivo de propostas, gerando uma cartografia literária muito potente”, afirma o secretário de Formação, Livro e Leitura, Fabiano Piúba. E completa: “Compreendemos assim, que estamos prestigiando as obras das escritoras inscritas, além de celebrar uma produção literária diversa e valorizar a literatura elaborada por escritoras brasileiras destacando, especialmente, as escritoras negras, indígenas, quilombolas e PCD que foram selecionadas nesta premiação, algo inédito em prêmios literários”.

O número de escritoras premiadas saltou de 40 para 60, fruto do alto número de obras com alta avaliação, em sua maioria, notas máximas. Com isso, o recurso inicial de R$ 2 milhões também aumentou e passou a ser de R$ R$ 3.000.000,00. Após decisão da Comissão de Seleção foram disponibilizados mais R$ 50.000,00, passando o valor total do edital para R$ 3.050.000,00, e a premiação contemplou 61 obras literárias.

O Prêmio Carolina Maria de Jesus traz um retrato importante da escrita no Brasil. Entre as 61 selecionadas, três são do Centro-Oeste (4,92%); 12 do Nordeste (19,67%); quatro do Norte (6,56%), 32 do Sudeste (52,46%) e 10 do Sul (16,39%). Um outro olhar para o resultado aponta uma diversidade de formatos da literatura produzida por mulheres.

O diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Sefli, Jéferson Assumção, destaca a importância do edital para apresentar a pluralidade da literatura feita no Brasil. “Não são apenas as escritoras contempladas que ganham com este edital, mas toda a sociedade brasileira, na medida em que novas vozes surgem para falar sobre nossas realidades e possibilidades de invenção. Esta é a importância dos editais, pois são instrumentos que possibilitam não apenas democratizar o acesso aos recursos públicos, mas sobretudo mostrar parte da imensa diversidade da produção literária brasileira. O Edital Carolina Maria de Jesus integra uma série de iniciativas que começam a ser desenvolvidas no país para apoio e reconhecimento da qualidade da nossa escrita. Neste caso, a feita por mulheres. Mais vozes, mais riqueza, mais diversidade”.

Das 61 selecionadas, 15 apresentaram obras no gênero conto (24,59%); quatro na crônica (6,56%); 14 na poesia (22,95%); uma no quadrinho (1,64%); 24 no romance (39,34%) e três no roteiro de teatro (4,92%). As mais de sessenta escritoras selecionadas com obras inéditas receberão R$ 50 mil cada. A Comissão de Seleção do concurso contou com 74 avaliadoras. O grupo incluiu professoras, escritoras, servidoras públicas e gestoras do livro e leitura de todo o país, que analisaram 1.922 obras literárias.

“O resultado do prêmio Carolina é potente como a literatura produzida por todas essas escritoras do país inteiro. Gosto de imaginar Carolina, que tanto lutou para escrever, abrindo as portas para tantas escritoras, especialmente as negras, quilombolas e indígenas”, comenta a coordenadora-geral de Livro e Literatura da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Andressa Marques.

Homenagem

Além de impulsionar trabalhos literários produzidos por mulheres, o prêmio homenageia uma escritora brasileira de renome internacional: Carolina Maria de Jesus. Nascida em 1914, ela escrevia sobre o seu cotidiano, suas reflexões e criava imagens literárias em um caderno quando morava na favela do Canindé, na Zona Norte de São Paulo. Em 1958, ela conheceu o jornalista Audálio Dantas, que a auxiliou na publicação de seus diários.

O prêmio se tornou histórico ao distribuir R$ 3.050.000,00 (três milhões e cinquenta mil reais) para 61 prêmios de R$ 50 mil para obras literárias inéditas produzidas por mulheres brasileiras (cis ou transgênero). “Certamente nós teremos um resultado importante para o mapeamento da literatura feita por mulheres no Brasil”, garante Jéferson.

Confira o perfil das 61 escritoras selecionadas:

Selecionadas x Região

Centro-Oeste: 3 (4,92%)
Nordeste: 12 (19,67%)
Norte: 4 (6,56%)
Sudeste: 32 (52,46%)
Sul: 10 (16,39%)

Selecionadas x Gênero da Obra

Conto: 15 (24,59%)
Crônica: 4 (6,56%)
Poesia: 14 (22,95%)
Quadrinho: 1 (1,64%)
Romance: 24 (39,34%)
Roteiro de teatro: 3 (4,92%)

Selecionadas x Categoria

Não se aplica: 37 (60,66%)
Negras: 12 (19,67%)
PcD: 6 (9,84%)
Indígenas: 3 (4,92%)
Quilombolas: 3 (4,92%)

Para mais informações, consulte o edital
Categoria
Cultura, Artes, História e Esportes

Fonte: MinC

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

4ª EDIÇÃO DO FESTIVAL LITERÁRIO SUL-BAHIA (FLISBA)




Slam Magnus Vieira realizado em 2022, em Ilhéus, na Academia de Letras de Ilhéus durante o FLISBA.



A cidade de Itabuna recebe a 4ª edição do Festival Literário Sul – Bahia (FLISBA) nos dias 01 e 02 de dezembro de 2023. O FLISBA surgiu virtualmente em 2020 e pela segunda vez ocorrerá de forma presencial no Centro de Cultura Adonias Filho. O Festival este ano tem como tema: “Tecituras Literárias: (re)construção e liberdade”. O objetivo dos organizadores é reunir os escritores e as diversas pessoas interessadas nas linguagens artísticas para refletirem sobre a literatura e as artes e suas conexões com o contexto da reconstrução do fazer artístico de forma presencial após a pandemia sob a perspectiva da liberdade. A programação envolve mesas, conversas, saraus, música e oficinas, além do Slam Sul – Bahia Magnus Vieira, competição de poesia falada.

O FLISBA prestará homenagem a escritores e artistas da região Sul da Bahia. A proposta do Coletivo Flisba além de relembrar escritores falecidos, também promove reflexões sobre o fazer artístico-literário de pessoas vivas que contribuem para a literatura, a preservação do patrimônio histórico-cultural e a educação grapiúna. 

As mesas e conversas contarão com diversos escritores e poetas convidados do sul da Bahia, assim como artistas que farão apresentações ao longo do festival. O Festival além de reunir as reflexões literárias promoverá a participação de empreendedores na Feira de Economia Solidária e do Livro.

Haverá no primeiro dia do evento, dia 01/12 (sexta-feira), além das discussões e conversas literárias, as apresentações musicais. Todas as atividades do FLISBA são gratuitas e a expectativa dos organizadores é reunir as pessoas interessadas na literatura, educação e gestão cultural das cidades sul - baianas. O segundo dia do Flisba, no sábado, dia 02/12, além das mesas contará com a realização do Slam Magnus Vieira, que é uma competição de poesia falada e reunirá competidores das cidades do sul da Bahia. Nos dois dias acontecerão lançamentos e sessão de autógrafos de livros.

Para Sheilla Shew, uma das organizadoras do Flisba e escritora, “realizar o Flisba em Itabuna é motivo de orgulho, pois, o evento além de reunir os diversos escritores e poetas da região, permite a junção de outras linguagens artísticas com a perspectiva de celebrar a cultura, o resistência e fazer boas conexões.”

A programação reúne diversos escritores e editores da região, além de membros das academias de letras e competidores de poesia falada.

As crianças contarão com o Flisbinha, que é um conjunto de atividades literárias e artísticas voltas para o público infantil. Para a escritora Luh Oliveira, o Flisbinha é “um espaço especial para a literatura infantil dentro do Flisba: o Flisbinha. Em parceria com o Proler-Uesc e a Vixi Bahia Literária, teremos contação de histórias, bate-papo com escritores, oficinas, além de exposição e vendas de livros”. A imortal da Academia de Letras de Ilhéus avança evidenciando que “é de suma importância uma programação especial para as crianças, pois é na literatura infantil que formamos leitores. Se queremos ter um país leitor, devemos incentivar e promover o livro na infância”.

Algumas editoras vão participar do evento com exposições e vendas de livros, além de lançamentos literários que serão promovidos durante o FLISBA, confirmando um dos objetivos dos organizadores de aproximar os escritores de seus leitores. 

O Flisba promoverá oficinas e as inscrições para essas atividades poderão ser feitas por meio do Sympla, cujos links estão disponíveis no Instagram do festival literário.

O FLISBA é uma realização de professores, estudantes, escritores e gestores culturais do sul da Bahia e conta com o apoio das Academias de Letras de Ilhéus, Canavieiras, Itabuna e Grapiúna. A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Espore do Estado da Bahia (SETRE), e Secretaria de Cultura, ambas do Estado, por meio do Centro de Cultura Adonias Filhos, apoiam a iniciativa, assim como o Centro Público de Economia Solidária (CESOL) – Litoral Sul, Associação Beneficente Josué de Castro e Casa de Taipa.

Mais informações poderão ser obtidas pelo e-mail dos organizadores: festivalliterariosulbahia@gmail.com e pelas redes sociais: @flisba

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

SecultBa ABRE CONSULTA PÚBLICA SOBRE OS EDITAIS DO FUNDO DE CULTURA




Os editais do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) passaram por uma avaliação e reformulação e, a partir desta quinta-feira (9), estão disponíveis para apreciação por agentes culturais de toda Bahia. A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa) receberá observações e propostas até o dia 14 de novembro (terça-feira). 

Para participar da consulta pública, agentes da cultura devem ler os documentos referência sobre cada edital e enviar contribuições por email. O documento sobre o edital Eventos Culturais Calendarizados pode ser acessado através do link - https://bit.ly/doc_ref_eventos_calendarizados e contribuições devem ser enviadas para o email sugestaocalendarizados@cultura.ba.gov.br com o assunto CONSULTA PÚBLICA EVENTOS CALENDARIZADOS. Já para participar com observações e propostas para o edital Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, o documento está disponível no link - https://bit.ly/doc_ref_acoes_continuadas e contribuições devem ser enviadas para o email sugestaoinstituicoes@cultura.ba.gov.br com o assunto CONSULTA PÚBLICA AÇÕES CONTINUADAS.

O objetivo de reformular os editais do FCBA vem da necessidade legal de lançar novos certames, uma vez que os anteriores já tiveram sua vigência encerrada ou a encerrar após sucessivas prorrogações, e também de atualizar e democratizar esses instrumentos de fomento à cultura em toda Bahia. “Assumimos a responsabilidade de estudar esses editais e reformulá-los, os tornando mais democráticos e plurais. Esse momento de escuta pública aberta à sociedade é fundamental para adequar esses instrumentos às demandas do fomento cultural nos mais diversos territórios baianos”, avalia o secretário de cultura Bruno Monteiro

O edital Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais 2024 mantém seu objetivo de apoiar a manutenção da execução de atividades culturais, regularmente desenvolvidas por instituições culturais privadas sem fins lucrativos, sediadas no estado da Bahia. Com apoio financeiro plurianual, o Ações Continuadas deve contribuir para estabilidade das instituições por pelo menos 36 meses consecutivos, renováveis por igual período. 

Já o chamamento público Eventos Calendarizados vai apoiar atividades com temática cultural específica ou diversificada, sob forma de bienais, colóquios, conferências, congressos, convenções, encontros, feiras, festivais, fóruns, jornadas, mostras, painéis, salões, seminários, simpósios e similares. Os eventos poderão ser apoiados por quatro anos e devem ter a periodicidade mínima anual e duração igual ou superior a 1 dia. Entre as novidades para o edital em 2024 estão a possibilidade de apoio a eventos novos, ainda não consolidados e a ampliação das propostas selecionadas.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

VAI COMEÇAR A 6a FESTA LITERÁRIA DE ILHÉUS



A 6ª Festa Literária de Ilhéus (FLI), intitulada “Os povos originários e o Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia,” está agendada para os dias 8, 9 e 10 de novembro. Este evento gratuito é organizado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e pela Academia de Letras de Ilhéus, em colaboração com a editora Editus e conta com o apoio da Fundação Pedro Calmon e da Prefeitura Municipal de Ilhéus.

A FLI 2023 acontecerá em várias locações, incluindo o Teatro Municipal de Ilhéus, a Praça Pedro Matos, a rua Jorge Amado e a Academia de Letras de Ilhéus, e este ano prestará homenagem a Nádia Akawã Tupinambá. O evento visa reunir escritores e entusiastas de diversas formas artísticas para refletir sobre literatura, artes e suas relações com educação, inclusão e liberdade. Os participantes poderão desfrutar de palestras, bate-papos, lançamentos de livros, feira de livros, oficinas, música, arte, cultura e atividades especiais para crianças, incluindo contação de histórias, leituras e brincadeiras.

Nádia Akawã Tupinambá, a homenageada, é uma líder indígena que reside na Aldeia Tukum, no Território Tupinambá de Olivença, em Ilhéus. Ela possui licenciaturas em Artes e Linguagens e em Educação Escolar Indígena pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Além disso, Nádia é uma educadora indígena e popular, envolvida na formação de educadores indígenas na Bahia e em questões espirituais e medicinais. Ela é conhecida por seu trabalho com ervas medicinais, cerimônias espirituais, e como guardiã de saberes ancestrais e sementes nativas. Nádia também é uma terapeuta holística e condutora de práticas relacionadas à cura ancestral.

Acesse o instagram da Festa clicando aqui.
Acesse a programação completa clicando aqui.