quinta-feira, 30 de junho de 2016

IPAC ENTREGA IMAGENS RESTAURADAS E ABRE PROGRAMA ‘NARRATIVAS’ EM ILHÉUS


O programa ‘Narrativas Patrimoniais’, proposto pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), chega agora no território de identidade Litoral Sul, em Ilhéus, na  Bahia. A data do encontro confirmada para esta sexta-feira (dia 1º de julho), conta com extensa programação integrando o Iº Seminário de Museologia e Patrimônio de Ilhéus, promovido pelo Instituto Nossa Senhora da Piedade em comemoração aos seus 100 anos de criação e aos 25 anos de construção do Museu da Piedade de Ilhéus.

O seminário acontece na Biblioteca Municipal Adonias Filho, na Praça Castro Alves, no centro da cidade, e conta com a parceria do IPAC, da Rede de Museus e Pontos de Memória do Sul da Bahia, da Prefeitura Municipal de Ilhéus, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), da Secretaria Municipal de Cultura e apoio do Fundo de Cultura da Bahia.
 IMAGENS DAS SANTAS – O roteiro de visitas do IPAC começa às 8h, com entrega de 18 imagens sacras restauradas no Instituto Nossa Senhora da Piedade. Dentre as obras de arte entregues totalmente restauradas no Museu da Piedade de Ilhéus estão as imagens das santas Joana D’Arc, Ângela, Teresinha de Lisieux e de Nossa Senhora da Piedade. Fundada em 1916 e concluída em 1928, a Igreja de Nossa Senhora da Piedade, fica no Alto da Piedade, próxima a Baía do Pontal, na cidade de Ilhéus, região sul da Bahia.
 O restauro foi apoiado com recursos do Fundo de Cultura, através do Edital Setorial de Museus gerido pelo IPAC, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). O projeto foi coordenado pela restauradora Norma Borges, produzido por Déa Márcia Federico e monitorado por Anarleide Menezes, gestora do Museu da Piedade.
 A restauração integra as comemorações do centenário da igreja. “Será publicado um livro e feito um vídeo-documentário sobre o tema”, adianta Anarleide. Além da igreja e museu, a edificação possui diversos anexos, dentre eles duas escolas, um auditório para mais de 600 pessoas, quadra poliesportiva e o instituto ambiental Cabruca.


PROGRAMAÇÃO - A programação do Narrativas Patrimoniais em Ilhéus inicia às 9h com fala de abertura de representantes do IPAC, da Prefeitura Municipal de Ilhéus, da UESC, das secretarias municipais de Cultura e de Turismo, além da Rede de Museus e Pontos de Memória do Sul da Bahia. Às 9h30, acontece a palestra “Narrativas Patrimoniais – O Antes e Depois do Tombamento/Registro Especial”, pelo diretor de Preservação do Patrimônio Cultural (DIPAT) do IPAC, Roberto Pellegrino.

Das 10h30 às 11h40, acontece a “Roda de Conversa sobre Políticas Públicas voltadas para o Patrimônio Histórico e Cultural do Sul da Bahia” com participação do diretor de Preservação do Patrimônio Cultural do IPAC, Roberto Pellegrino, do diretor do Centro de Documentação e Memória Regional (Cedoc) da UESC, André Rosa, e da coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Madre Thaís, Carol Érika Santos. Após a fala dos três, será aberto um debate de 40 minutos.
 Às 14h, acontece a palestra “Narrativas Patrimoniais – Conservar é Preciso”, pela coordenadora de Projetos e Obras do IPAC, Glória Cláudia Bleichner, representante do instituto na Comissão Gerenciadora do Programa Estadual de Inventivo ao Patrocínio Cultural (FazCultura) e no Fundo de Cultura.
 A partir das 15h, acontece o debate sobre “Experiências Regionais em Projetos de Conservação de Acervo”. Para embasar a discussão, Anarleide Menezes vai falar sobre o “Museu da Piedade: Restauração e Revitalização das Obras de Arte Sacra da Capela de Nossa Senhora da Piedade”, Gilmário Rodrigues sobre o “Memorial Unzó Tombenci Neto: Reforma e Dinamização” e Dida Moreno fala sobre “Casa de Arte Baiana: Artistas Baianos em Exposição de Longa Duração”. Depois, será aberto espaço para diálogo com os participantes.

Às 16h30, ocorre à apresentação de banner sobre os desdobramentos em Educação e Cultura do Memorial Misael Tavares, por Maria Helena Tavares, gestora do Memorial. Após a fala, acontece um diálogo com o público, às 17h. O evento será encerrado com um sarau literário e musical, além de coquetel, às 18h.

terça-feira, 28 de junho de 2016

PENSANDO A GESTÃO


“O conselho tem uma função importante, mas dentro de uma ideia de socialização do poder, não de governabilidade, mas de governança em determinada área”.
Francisco Ferron[1]


O PAPEL DO CONSELHEIRO DE POLÍTICA CULTURAL
Pawlo Cidade*


Uma coisa é descrever as características de um Conselho de Cultura para entendermos como é feita sua composição. Assim, ficamos sabendo se tem maioria da Sociedade Civil ou do Poder Público ou se é paritário; se seu caráter é fiscalizador, normatizador, deliberativo ou consultivo e como se dá o processo de escolha de seus integrantes.

Outra coisa - bem diferente - é o papel do conselheiro frente ao conselho. Que postura, atitudes e posicionamentos devem tomar aqueles que são escolhidos pela Sociedade Civil ou indicados pelo Poder Público para representar um determinado segmento cultural ou governamental? O que, de fato, se espera de um conselheiro de política cultural?

Vamos tentar responder estas questões.

Entretanto, a princípio, parece muito mais fácil definir as atribuições do conselho, a exemplo de acompanhar e avaliar a execução de programas e projetos; propor, avaliar e referendar projetos culturais; elaborar e aprovar planos de cultura; pronunciar-se e emitir parecer sobre assuntos culturais; fiscalizar as atividades do órgão gestor da cultura; fiscalizar o cumprimento das diretrizes e financiamento da cultura; fiscalizar atividades de entidades culturais conveniadas e administrar o fundo de cultura que compreender o verdadeiro e real significado do papel do conselheiro de política cultural. Com isso não estamos excluindo suas atribuições ou relegando-as à segundo plano.

Pelo contrário, se vincularmos estas atribuições – classificadas de forma crescente pelo Anuário de Estatísticas Culturais de 2010, publicado pelo Ministério da Cultura - à condição indispensável de caminharem, paralelamente, ao papel a ser desempenhado pelo membro do conselho de política cultural, este receberá outro significado. Sem dúvida, conditio sine qua non. Sem a qual, conselheiro nenhum dos 5 570[2] municípios brasileiros poderão exercer.

Alguns estudiosos e pesquisadores do tema, ou até mesmo um dicionário poderá afirmar que papel e atribuição têm o mesmo significado. Todavia, se entendermos que “papel” requer uma atitude de compromisso muito mais engajada, muito mais responsável, muito mais respeitosa com o comportamento social, ele ganha uma conotação diferente do conceito de “atribuição”. Embora esta esteja ligado àquela. Não se trata de um paradoxo porque se entendermos, também, atribuição como função, ela estará apensada ao conceito de papel, aumentando ainda mais as atitudes que o conselheiro deve executar.

Papel é um termo que provém do latim papýro (papiro), pelo catalão papel. O conceito está associado à função desempenhada por alguém ou por algo. O papel aqui desempenhado pelo conselheiro de cultura está próximo do conceito de “papel social” proposto pelas ciências sociais. Papel Social seria então um “conjunto de comportamentos e normas que uma pessoa enquanto ator social, adquire e apreende de acordo com o seu estatuto na sociedade. Trata-se, portanto, de uma conduta esperada de acordo com o nível social e cultural dentro da instituição, (grifo meu). Posto isto, o papel social é a aplicação de um estatuto que é aceite e desempenhado pelo sujeito”.

Quando o indivíduo passa a fazer parte do Conselho de Cultura, por exemplo, seu papel é conquistado a partir do resultado de um processo de convivência e socialização com os demais conselheiros. Apesar do escolhido ou indicado trazer consigo uma herança cultural – e por que não dizer também social - de seu segmento. Se bem que, muitas e muitas e muitas vezes não traz. Apenas ocupa espaço.

Ora, à medida em que o sujeito colabora com o conselho, ele está desempenhando o que se espera dele, já que suas atribuições lhe foram previamente apresentadas. É fato que de um pedreiro se espera que ele possa, pelo menos, erguer uma parede com tijolos e cimento. De um conselheiro espera-se que ele cumpra a lição de casa: fiscalize.

No entanto, não fiscalizar somente a as instâncias governamentais como a Secretaria de Cultura e todos os seus programas e projetos. Nem tampouco somente os instrumentos do Sistema Municipal de Cultura, a exemplo do Fundo de Cultura e do Plano Municipal de Cultura. E sim toda e qualquer atividade cultural do Município, inclusive as grandes festas populares como Carnaval, Réveillon e São João.

Do conselheiro espera-se que ele defenda a primazia da coletividade, em detrimento dos interesses individuais. Espera-se mais: que seu comportamento e suas ações apontem sempre para o fortalecimento da arte e da cultura. Que sua luta seja pela transparência, pela honestidade, pelo acesso, pela acessibilidade, pela descentralização das atividades culturais e dos recursos para estas mesmas atividades.

Um conselheiro de cultura é aquele que vê oportunidade onde o Poder Público enxerga problema. E não importa se ele representa uma classe, uma categoria, um movimento ou até mesmo uma associação, seja ela das culturas populares tradicionais e hereditárias ou dos produtores culturais. Sua bandeira, sua única bandeira deve ser sempre em benefício de todos.

Isto é o que chamamos de papel do conselheiro de política cultural.





[1] Ex-gerente do SESC Campinas, membro do Fórum Intermunicipal de Cultura (FIC), de São Paulo.
[2] Cinco novos municípios foram instalados no país no dia 1º de janeiro de 2013. Pescaria Brava e Balneário Rincão, em Santa Catarina; Mojuí dos Campos, no Pará; Pinto Bandeira, no Rio Grande do Sul; e Paraíso das Águas, no Mato Grosso do Sul eram distritos e foram emancipados depois que a população aprovou o desmembramento. Desta maneira, segundo o IBGE, o Brasil passa a ter 5.570 municípios.

* Escritor, produtor cultural, aluno do Curso de Especialização em Gestão Cultural da Universidade Estadual de Santa Cruz. 

Este texto é parte integrante de um trabalho sobre Conselhos Municipais de Cultura na Prática que deverá ser disponibilizado em 2017.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

BAHIA CRIATIVA PROMOVE OFICINAS E CONSULTORIAS GRATUITAS


Os produtores, artistas, empreendedores e organizações culturais de Salvador, Jequié, Alagoinhas, Valença e Juazeiro terão oportunidade de participar da oficina “Gerenciamento de Empreendimentos e Projetos Criativos”, promovida gratuitamente pelo Escritório Bahia Criativa, que dá atendimento e suporte a profissionais e empreendedores que atuam nos setores criativos. Além disso, serão oferecidas consultorias coletivas para enquadramento de projetos em editais nos municípios de Ibotirama, Palmeiras, Porto Seguro e Senhor do Bonfim.
As oficinas sobre Gerenciamento de Empreendimentos e Projetos Criativos começam por Jequié, nos dias 4 e 5 de julho. O palestrante é Frederico Andrade, que repetirá a ação em Alagoinhas, nos dias 7 e 8. Em Valença, nos dias 18 e 19, Gina Leite irá abordar o tema Financiamento de Empreendimentos e Projetos Criativos, mesmo assunto sobre o qual falará Júlio Marques, em Juazeiro, nos dias 21 e 22. Confira na tabela abaixo a programação de oficinas e consultorias, com respectivos prazos para inscrição.
Todas as oficinas e consultorias coletivas acontecem das 9h às 18h e disponibilizam 30 vagas paras as oficinas e 20 vagas para as consultorias. Para participar, os interessados devem solicitar inscrição através do e-mail bahia.criativa@cultura.ba.gov.br.

domingo, 26 de junho de 2016

ALUNOS DO CAMPO, EM ILHÉUS, SÃO SELECIONADOS PARA APRESENTAR PROJETO NA REUNIÃO ANUAL DA SBPC, EM PORTO SEGURO


Diante da necessidade urgente de divulgação sobre as mudanças dos hábitos que venham colaborar para a não degradação do meio ambiente, tem-se que as instituições de ensino é o local mais adequado, pois juntamente com outras lições acadêmicas transmitidas pelos educadores, a orientação ambiental será difundida de maneira pedagógica e direcionada permitindo sua assimilação e aplicação no cotidiano com maior facilidade. 

Partindo deste princípio, professores, alunos e comunidade da Escola Nucleada de Aritaguá II, em Sambaituba, distrito de Ilhéus, na Bahia, criaram um projeto que envolveu discentes das comunidades de Vila Jureana, Ponta da Tulha, Mamoan, Ponta do Ramo, Tibina e Aderno, batizado pelas coordenadoras de "As Ações Pedagógicas para a conscientização ambiental nas Comunidades da Escola Nucleada de Aritaguá II". Foram propostos objetivos que valolizaram as dimensões ecológica, social, política e filosófica, voltadas para a cidadania e coletividade, buscando novos conhecimentos nas leis de proteção ambiental.

A Escola Nucleada de Aritaguá II está situada no campo, numa área de preservação ambiental - APA e o trabalho contou com a participação também da gestão, orientação e professores que resolveram reunir os alunos do 5º ao 9º ano da Educação de Jovens e Adultos. A diretora Maria da Glória, as vice-diretoras Sadja Bute e Gabrielli Teodoro e a orientadora Leisa Almeida encabeçam "As Ações Pedagógicas para a conscientização ambiental nas Comunidades da Escola Nucleada de Aritaguá II". O projeto foi selecionado para participar da 68ª Reunião Anual da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência que ocorrerá nos dias 1 e 2 de julho deste ano, no Campus X da Universidade do Estado da Bahia, em Teixeira de Freitas, e no período de 3 a 9 de julho na Universidade Federal do Sul da Bahia, em Porto Seguro.

"A Escola também é responsável por preparar a . Todos precisam reconhecer que devemos estar comprometidos com a justiça social e ecológica, cuidando das ruas, das praias, preservando as florestas e animais, conhecer e cuidar das nascentes, enfim, descobrir que todos são responsáveis por preservar a vida da casa comum: Nosso Planeta," afirma a diretora Maria da Glória.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

INTEGRANTES DO CONSELHO DISCUTEM AÇÕES DE FOMENTO E INCENTIVO À CULTURA EM CIDADES DO INTERIOR

Foto: Mariana Campos/Ascom CEC

Ações de fomento e incentivo à Cultura voltadas às cidades do interior da Bahia estiveram na pauta das discussões na Sessão Plenária do Conselho Estadual de Cultura, que aconteceu no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, no território de identidade Sertão do São Francisco. O evento, realizado na última quinta-feira, 16, contou com a presença de artistas, dirigentes de cultura e representantes territoriais.

O debate foi mediado pelo vice-presidente do órgão, Emílio Tapioca, com a participação de outros quatro conselheiros de cultura. Foram ouvidas demandas da sociedade civil ligadas ao setor da Cultura e, em seguida, apresentadas recomendações ao fortalecimento dos Sistemas Municipais de Cultura, como fez o promotor do Ministério Público Edvaldo Vivas, que é vice-presidente da Câmara de Patrimônio do Conselho Estadual de Cultura

“A construção do Plano Municipal de Cultura e sua execução são fundamentais aos 417 municípios espalhados pelos territórios de identidade cultural da Bahia”, afirmou. O conselheiro esclareceu a importância de municípios baianos estarem ligados ao Sistema Nacional de Cultura e reforçou a necessidade de dirigentes culturais se dedicarem à formação dos elementos do Sistema Municipal de Cultura, como o Conselho Municipal de Cultura, o Fundo de Cultura, as Conferências de Cultura, as leis de tombamento e registro de patrimônio, dentre outros itens.

COBRANÇAS – A necessidade de editais de cultura que alcancem o interior da Bahia foi muito cobrada pelos agentes culturais presentes no debate. Dois conselheiros de cultura que integram a equipe de gestores da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA) participaram do encontro e puderam dialogar a respeito da demanda.

O gestor da Superintendência de Promoção Cultural (Suprocult), Alexandre Simões, apresentou um panorama da atuação do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) nos últimos dez anos e explicou o processo de execução ligado ao Programa Estadual de Incentivo ao Patrocínio Cultural (Fazcultura), dois importantes mecanismos de fomento à Cultura na Bahia.  

“Temos compromissos e ideais em comum. Nosso trabalho é pelo aprimoramento das ferramentas de financiamento para atender melhor a sociedade cultural baiana”, assinalou. Simões apontou a importância dos Editais Setoriais que, somente em 2014, investiram R$ 32,6 milhões em todos os segmentos e linguagens artísticas.

O superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), Sandro Magalhães, sinalizou que, infelizmente, quase a totalidade dos municípios baianos não possuem Plano Municipal de Cultura, apesar de grande parte dos municípios apresentarem seus Conselhos Municipais de Cultura formados. O conselheiro defendeu que a sociedade civil busque cada vez mais dialogar com a SecultBA a fim de disseminar suas leis municipais de cultura, além de exigir a adesão ao Sistema Estadual de Cultura.

Magalhães aproveitou para apresentar o Programa Municípios Culturais, cujo objetivo central é orientar e estabelecer condições ao desenvolvimento do Sistema Estadual de Cultura, por meio da realização articulada de programas, projetos e ações no âmbito da competência municipal. O programa tem sua base legal ancorada na Lei Orgânica da Cultura (12365/11), e prevê a formação de gestores, fomento aos municípios, incentivo às ações de patrimônio cultural, estímulo a grupos identitários e tradicionais, entre outras medidas.

ENCERRAMENTO – No encerramento do debate, o conselheiro de cultura Pawlo Cidade ressaltou a dicotomia entre Estado e sociedade civil, revelando a importância da participação da comunidade nas discussões do Conselho Municipal de Cultura. “As diretrizes do Conselho são definidas nas Conferências de Cultura, em fóruns nos quais a sociedade expõe as demandas mais urgentes, bem como, sugere as soluções”, afirmou.

Além dos cinco conselheiros citados nesta matéria, estiveram presentes na Sessão Plenária os seguintes integrantes do Conselho Estadual de Cultura: Aldo Araújo, Ana Vaneska, Ary da Mata, Aurélio Schommer, DJ Branco, Érida Beatriz dos Santos, Fernando Teixeira, Kuka Matos, Márcio Ângelo Ribeiro, Nilo Trindade, Tito Silva, Sílvio Portugal e Wagner Lavor.

Fonte:
Conselho Estadual de Cultura – assessoria de comunicação
Eder Luis Santana e Mariana Campos
Tel.: (71) 3117.6190
E-mail: ascom.conselho@gmail.com

Facebook: www.facebook.com/CECBahia

DIVULGADO O RESULTADO DA ANÁLISE PRÉVIA DA 2ª SELEÇÃO DO EDITAL MOBILIDADE ARTÍSTICO E CULTURAL



A análise prévia das propostas apresentadas na segunda seleção do Edital Mobilidade Cultural do Fundo de Cultura da Bahia selecionou 39 propostas de um total de 65 apresentadas, que agora serão encaminhadas para a apreciação pela Comissão Temática. Entre elas, 10 são para Residência Artística e Cultural, 5 para Formação e 24 para intercâmbio e difusão. Os projetos pré-selecionados podem ser conferidos no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (17) e no site da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA): www.cultura.ba.gov.br.


As propostas contemplam projetos com atividades principais a serem realizadas entre os meses de novembro de 2016 e janeiro de 2017. Além de Salvador e Região Metropolitana, chegaram também dos territórios de identidade Bacia do Rio Grande, Chapada Diamantina, Litoral Sul, Portal do Sertão, Recôncavo, Sertão do São Francisco, Sisal e Sudoeste.

A Comissão Temática responsável pelo próximo passo, que é a análise do mérito das propostas, é formada por especialistas que utilizarão como parâmetros as exigências apresentadas no edital e os interesses das políticas públicas da cultura no Estado da Bahia. A previsão é de que o resultado final da Seleção seja divulgado no dia 16 de julho.

O edital Mobilidade Artístico e Cultural tem o papel de financiar iniciativas de residência, formação, intercâmbio e difusão cultural dentro do Brasil e também no exterior. Destaque para a área de música com o maior número propostas apresentadas (17), seguida de artes visuais (12) e dança (10). As áreas de teatro, literatura, audiovisual, circo, cultura digital e gestão cultural também estão representadas.

Segundo o superintendente de Promoção Cultural da Secretaria da Cultura do Estado (SecultBA), Alexandre Simões, o principal objetivo deste edital é contribuir com a divulgação do que se produz na Bahia nos cenários brasileiro e internacional, “promovendo o diálogo intercultural e também investindo na profissionalização dos agentes locais. A cooperação artística traz bons resultados para o nosso cenários, além de colocar na vitrine nossos trabalhos”.

A terceira chamada do edital será realizada entre os dias 11/07 e 09/08 e contemplará projetos com atividades programadas para os meses de fevereiro a abril de 2017. As propostas têm valor limite de R$ 50 mil para projetos de intercâmbio e difusão; e R$ 25 mil para projetos de Residência Artística e Cultural e Formação Artística e Cultural.
A SecultBA proporciona atendimento através da Central de Atendimento Integrado para orientar interessados e proponentes. A Central funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, através do telefone (71) 3103 3489, e-mail mobilidade@cultura.ba.gov.br ou presencialmente, no endereço Palácio Rio Branco, Praça Thomé de Souza, s/n, térreo – Centro, CEP: 40.020-¬010 – Salvador/Bahia.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico e culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias Estaduais de Cultura e da Fazenda da Bahia. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: Mobilidade Artística e Cultural 2015.



17/06/2016

Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA

Telefone: (71) 3103-3442



quarta-feira, 15 de junho de 2016

CONSELHEIROS DE CULTURA DISCUTEM O FORTALECIMENTO DAS POLÍTICAS CULTURAIS NO INTERIOR DA BAHIA


Cinco integrantes do Conselho Estadual de Cultura farão parte de uma mesa de debate focada na importância de fortalecer as políticas culturais no interior da Bahia. O encontro será na próxima quinta-feira, 16, às 14 horas, quando a Sessão Plenária do órgão acontecerá no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, no território Sertão do São Francisco.

O Sistema Estadual e os Sistemas Municipais de Cultura estarão no centro das discussões com mediação do vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, Emílio Tapioca, que preside a Associação de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia (AdimcBA). Compõem a mesa também o gestor da Superintendência de Promoção Cultural (Suprocult), Alexandre Simões, o superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), Sandro Magalhães, o promotor do Ministério Público Edvaldo Vivas e o escritor e especialista em gestão cultural Pawlo Cidade.

Todos os conselheiros apresentarão experiências e análises pertinentes ao setor da Cultura na contemporaneidade. O vice-presidente do órgão, Emílio Tapioca, defende que eventos desse porte servem como mobilizadores nos territórios de identidade e, portanto, funcionam como instrumento de diálogo e aproximação com os diversos segmentos culturais.

“As Sessões Plenárias itinerantes são uma prioridade ao fortalecimento dos Sistemas Municipais e Estadual de Cultura, além de ser a oportunidade de proporcionar ao conjunto dos conselheiros maior visibilidade deste cenário cultural, cuja territorialidade deve ser compreendida em todos os seus aspectos identitários”, defendeu.

DESAFIOS – O gestor da Suprocult, Alexandre Simões, explanará a respeito da importância do plano orçamentário no financiamento das políticas culturais, além dos desafios de manter o fomento à cultura em momentos de crise. Como o órgão é responsável por coordenar o Sistema Estadual de Fomento e Financiamento da Cultura, Simões abordará as perspectivas para o setor enquanto atividade econômica articulada, com ênfase na participação social.

O superintendente aguarda participação dos atores locais, como empresários, produtores, artistas e membros da sociedade civil na discussão ligada ao fomento à cultura, em especial o Fundo de Cultura. “O Fundo é a principal ferramenta de fomento à cultura. É uma referência no país, tanto no viés da Cultura, quanto no social e até mesmo no econômico, já que movimenta a economia e garante emprego e renda para vários profissionais. É também a ferramenta com maior capacidade de interiorizar as ações culturais”, comentou o gestor.

Já o superintendente da Sudecult, Sandro Magalhães, apresentará em Juazeiro o programa Municípios Culturais. A iniciativa funciona como uma convocação para que o poder público municipal possa contribuir com o desenvolvimento das diretrizes da política pública da Bahia, principalmente na territorialização da cultura.

Magalhães defende que a Sessão Plenária do Conselho de Cultura reunirá agentes culturais que desejam contribuir para aprimorar a territorialização da cultura na Bahia. “O Conselho Estadual de Cultura passou por uma importante reformulação através das eleições e da inclusão das representações dos territórios da Bahia. Plenárias descentralizadas servem para consolidar as políticas culturais desenvolvidas na Bahia, que devem contemplar a diversidade deste grande estado”, explicou.

Ainda com foco no âmbito municipal, o promotor Edvaldo Vivas apontará marcos legais que definem como o município precisa planejar sua atuação para garantir direitos culturais aos cidadãos. E para que as leis se materializem, o promotor apresentará instrumentos como o Plano Municipal de Cultura, o Conselho Municipal de Cultura, o Fundo de Cultura, as Conferências de Cultura, as leis de tombamento e registro de patrimônio, dentre outros itens.

“Realizar Sessões Plenárias fora da capital tem valor simbólico e efetivo. Demarca a importância real que se pretende ao falar em descentralização da política e da gestão da cultura no âmbito do estado da Bahia”, esclareceu o promotor.

DEMANDAS – Para falar do avanço dos Conselhos Municipais de Cultura no Brasil e sua relação com o poder público, o conselheiro de cultura Pawlo Cidade apontará como os Conselhos Municipais servem para dar visibilidade, legitimidade e transparência à gestão da cultura.

“Os conselhos de cultura têm como principal objetivo evitar que o gestor cultural tenha uma visão distorcida do protagonismo cultural. Fortalecer os agentes culturais, as ações transversais e esclarecer esse protagonismo cultural são as prioridades na discussão. Cultura é mola de desenvolvimento econômico, é a única capaz de resolver o maior problema cultural do nosso tempo: a educação”, disse.

SERVIÇO
O que: Sessão Plenária do Conselho Estadual de Cultura
Onde: Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, na Rua José Petitinga, s/n.
Quando: 16 de junho, em dois turnos (9h às 12h e das 14h às 18h)

Entrada gratuita

sexta-feira, 10 de junho de 2016

UMA DAS MAIS BELAS TRADIÇÕES RELIGIOSAS TALHADAS COM PAIXÃO POR MESTRA LAINHA


Um exercício físico e espiritual de recordação constante da paixão

Janete Lainha é uma destas figuras emblemáticas – não só pelo fato de sempre surgir com um traço figurino original, mas também pela universalidade com que externa seus cordéis, escrevendo sempre sobre tudo – ou quase tudo.

Mestra Lainha, título que recebeu após participar de uma seleção do Ministério da Cultura, abrilhanta-nos neste momento com um conjunto de xilogravuras – técnica de fazer gravuras em relevo sobre madeira – sobre a Via-Sacra – “símbolo das tradições mais acarinhadas dos católicos, sobretudo durante a quaresma”. 

As 15 peças, talhadas com carinho, muitas vezes, ali mesmo no calçadão da Rua Jorge Amado, enquanto oferece afetuosamente seus cordéis ao público passante. Talhar a Via-Sacra foi, como ela mesma diz, “um exercício físico e espiritual de recordação constante da paixão, morte e ressureição do Senhor Jesus Cristo. É mais que uma homenagem àquele que deu a vida pela humanidade. Assim, aprendemos com Ele o caminho da cruz”.

Na arte, em que agora expressa, é Maria, a mãe de Jesus, quem toma a palavra. E é imensa a dor desta mulher, retratada pelo sofrimento do seu filho. Acrescenta: “Maria é a imagem viva de todas as mães que têm, dolorosamente, marcas das dores dos seus filhos e filhas. Benditas Marias!”

A coleção da Via-Sacra, em xilogravuras, podem ser vistas no Ponto de Cultura da Casar, em horário comercial, na Avenida Lomanto Júnior, 1246, Pontal, Ilhéus, Bahia.

FORMAÇÃO EM POLÍTICAS CULTURAIS COM INSCRIÇÕES ABERTAS

Albino Rubim, ex-secretário de Cultura será um dos professores do curso

Estão abertas as inscrições para o Curso de Extensão em Formação em Políticas Culturais realizado pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A atividade tem carga horária de 30 horas e acontece entre 20 de junho e 22 de agosto. No total, dez encontros com professores e pesquisadores da temática abordarão temas como cultura e desenvolvimento, economia da cultura, direitos e legislações culturais, redes culturais, políticas culturais no Brasil, canais de participação cultural, planos de cultura, sistemas de cultura, políticas de financiamento e fomento à cultura. 


A primeira aula, que acontece no próximo dia 20, das 18h às 21h, na UFBA, será introdutória às políticas culturais e ministrada pelo Prof, Dr. Albino Rubim, referência nos estudos de cultura no Brasil. Para concorrer às 22 vagas, os interessados devem preencher o formulário eletrônico , que também pede currículo resumido e carta de intenção, até 15 de junho. O curso, que é uma atividade de extensão da UFBA, é uma oportunidade para estudantes e profissionais da cultura compartilharem e construírem conhecimento.

A divulgação dos alunos selecionados poderá ser acompanhada no endereço:
a partir do dia 17 de junho.

SERVIÇO

O que: Curso de Formação em Políticas Culturais Quando:
Início em 20 de junho (segunda-feira)
Horário: 18h às 21h
Local: UFBA Informações: (71) 3283 6198 | E-mail: cult@ufba.br