sexta-feira, 21 de outubro de 2016
TEATRO DA BAHIA É TEMA DO CONVERSANDO COM A SUA HISTÓRIA
O projeto Conversando com a sua História (CSH), retorna nesta segunda-feira (24), com uma mesa redonda para discutir o Teatro na Bahia. O debate trata da trajetória da arte nas últimas quatro décadas, relatada pelos olhares de atores e diretores que foram atuantes na época. Reflexões sobre as mudanças no campo teatral nesse período serão abordadas pelos convidados, a atriz, escritora, bibliotecária, jornalista e empresária, Sonia Robatto, o diretor teatral, cenógrafo e figurinista, Márcio Meirelles e o ensaísta e pesquisador da cultura negra, artista plástico, ator, diretor e produtor de espetáculos de teatro, dança, música e cinema, Antônio Godi.
A proposta dos encontros é ter debates protagonizados com personagens e pesquisadores que abordam a influência de instituições educacionais e culturais na formação do campo cultural e artístico baiano da segunda metade do século XX. Esta é uma iniciativa do Centro de Memória da Bahia – vinculado à Fundação Pedro Calmon, que é uma unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), e acontece na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, sempre às segundas-feiras, às 17h, com palestras sobre as memórias contemporâneas da cultura e a política na Bahia.
Sonia Robatto - Ela que foi aluna da primeira turma da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde atuou em espetáculos como “As três irmãs”, “A Almanjarra” e “A Via Sacra”. Em 2001, sua obra mais importante, “Pé de Guerra”, foi adaptada para o teatro por Márcio Meireles e recebeu o prêmio Copene de melhor montagem de 2001.
Márcio Meirelles - Foi diretor do Teatro Castro Alves e, em 1990, ao lado de Chica Carelli, criou - e dirige até hoje - o Bando de Teatro Olodum. Entre 2007 e 2010 foi secretário de Cultura do Estado da Bahia e, em julho de 2011, assumiu a direção artística do Teatro Vila Velha, onde criou, em 2013, a Universidade Livre para formação de artistas alinhados com a estética, os processos e a política praticados no Teatro.
Antonio Godi - Estudou na Escola de Belas Artes da UFBA e formou-se ator e diretor teatral na mesma instituição. Godi é mestre em Ciências Sociais e em Comunicação e Culturas Contemporâneas, além professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Em 1976 criou o Grupo de Teatro Palmares Iñaron – Teatro, Raça e Posição, que se inspirava nas questões étnicas, sociais e culturais e ajudou a estabelecer reflexões poderosas sobre a construção de uma identidade étnica e social num contexto, pós-ditadura, marcado por perseguições e censuras.
CMB - O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.
SERVIÇO
O quê: Conversando com a sua História (CSH) - Teatro na Bahia
Quando: segunda-feira (24), às 17h
Onde: Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Entrada gratuita
terça-feira, 18 de outubro de 2016
EX-PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA RECEBE HOMENAGEM DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES
O escritor Araken
Vaz Galvão, (foto), ex-presidente do Conselho Estadual de Cultura, receberá, na próxima
quarta-feira, 19, o Prêmio Jorge Amado, concedido pela União Brasileira de
Escritores do Rio de Janeiro (UBE – RJ). Com 17 livros publicados e outros 23 à
espera de publicação, ele será homenageado em reconhecimento à produção
literária desenvolvida.
A solenidade será
às 15 horas, no auditório da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), no centro
da cidade do Rio de Janeiro. “Essa premiação representa um incentivo a mais
para continuar escrevendo e lutando para ter obras publicadas e reconhecidas”,
comentou Vaz Galvão, que há oito anos integra o quadro da UBE – RJ.
Alguns de seus
livros são reconhecidos por trabalhar com o realismo fantástico, estilo
literário que funde elementos mágicos à realidade, como o premiado conto “Os
Mortos” e o romance “Saga de um menino do Sertão”. Vaz Galvão comenta que a
premiação simboliza o esforço investido para publicar seus livros. Em alguns
casos, foi necessário dispor de recursos próprios para finalizar a publicação.
Hoje, o escritor é um defensor constante de que o Estado amplie sua
participação como financiador de produções artísticas e literárias.
Vaz Galvão foi
integrante do Conselho Estadual de Cultura por duas gestões (2007 – 2011 e 2011
– 2014). Por oito meses ocupou o posto de presidente, sendo efetivado no cargo
depois de aclamado pelos pares em 12 de agosto de 2014. Entre as ações
concretizadas na sua gestão está a aprovação do atual regimento interno do
órgão, que, de forma pioneira, foi adaptado a um novo modelo de Conselho de
Cultura, formado por conselheiros eleitos pela sociedade civil. “Ter presidido
e contribuido com o Conselho Estadual de Cultura da Bahia foi uma honra muito
grande”, expressou.
CARREIRA – Nascido em Jequié, no
território de identidade Médio Rio de Contas, sua paixão pela escrita começou
ainda na infância. Entre suas referências literárias estão Jorge Amado, José
Lins do Rego e Érico Veríssimo. A realidade vivida no interior da Bahia serviu
de inspiração para muitos dos seus contos, romances e crônicas.
Vaz Galvão foi
também militante contra a ditadura militar (1964 – 1985), quando participou da
Guerrilha do Caparaó, levante armado que aconteceu entre os fins de 1966 e
início de 1967, na região do Parque Nacional de Caparaó, na divisa dos estados
de Minas Gerais e Espírito Santo. Atualmente, participa ativamente na
RenovArte, revista da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, sempre
publicando contos ou crônicas.
Em 2004, ganhou o
prêmio principal do concurso do Banco Real “Talentos da Maturidade”, com o
conto “Os Mortos”. Em sua primeira participação no projeto Leituras, destacou a
figura do faroeste como parte importante da formação cinematográfica de muitas
gerações.
--
Conselho Estadual de Cultura –
assessoria de comunicação
Eder Luis Santana e Mariana Campos
Tel.: (71) 3117.6190
E-mail: ascom.conselho@gmail.com
Facebook: www.facebook.com/CECBahia
sábado, 15 de outubro de 2016
CURSO SOBRE O CANGAÇO NA BAHIA
Maria Bonita e Lampião
Inscrições abertas em Feira de Santana – Encontro acontece
dias 12 e 13 de novembro, no auditório da FTC
O
Cangaço na Bahia é tema de curso que será desenvolvido em Feira de Santana, nos
dias 12 e 13 de novembro (final de semana), no auditório da Faculdade de
Tecnologia e Ciências, localizada no bairro SIM. As
aulas, que serão ministradas pelo historiador e geólogo Rubens Antonio,
acontecem das 8h às 17h, com carga horária de 15 horas. Conta com o apoio da
FTC, Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Instituto Geográfico e Histórico
da Bahia, Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana e Quântica
Eventos.
A
proposta do encontro é conhecer mais sobre a História do Cangaço, um movimento
que agitou o Nordeste, tendo por foco a Bahia. Será trabalhado o sabido e
documentado de eventos como combates, abrangências e disposições que
constituem, muitas vezes, pontos-de-partida para o verdadeiro entendimento
enquanto fenômeno histórico. Serão abordados elementos em sua significação
realista, bem afastada de mitificações.
Na
oportunidade o público irá conferir algumas imagens da exposição “Pepitas de
Fogo: O Cangaço e seu tempo colorizados”. A mostra foi apresentada, pela
primeira vez em Salvador, no mês de agosto, no museu Palacete das Artes
(vinculado a Secult/Ipac). Consta de 40 a 50 imagens colorizadas e
retificadas relacionadas ao momento do Cangaço. Refletem seu tempo de maneira
ampla, sendo fruto de uma longa pesquisa de resgate das configurações e cores
prováveis. Aparecem tanto aquela de cangaceiros, no seu dia-a-dia, quanto de
aspectos de Salvador à época de evento.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
12 de Novembro (Manhã)
Lucas da
Feira; Bando do Tará; Bando do Brejo do Burgo; Cauassus;Fronteiras com Piauí e Goiás; Convênios
12 de Novembro (Tarde)
12 de Novembro (Tarde)
1924 a 1929: Cangaço em ascensão; Alvorada lampiônica; As primeiras notícias; O crescendo do temor; Reações pomposas e inúteis; A chegada efetiva; As primeiras sagas e tragédias; Perplexidades
13 de Novembro (Manhã)
1929 a 1932: Cangaço tonitruante; O apogeu do Cangaço na Bahia; A melhor percepção; Menos perdas; Bandos, subgrupos e domínios; Início do contra-ataque; Violência de lado a lado
13 de Novembro (Tarde)
1933 a 1940: Derrocada do Cangaço; Grandes perdas; Marcando passo; Às portas do fim; Lá, apaga-se o Lampeão; Cá, apaga-e o Corisco; Olhando para frente; Mitificação; Olhando para trás
13 de Novembro (Manhã)
1929 a 1932: Cangaço tonitruante; O apogeu do Cangaço na Bahia; A melhor percepção; Menos perdas; Bandos, subgrupos e domínios; Início do contra-ataque; Violência de lado a lado
13 de Novembro (Tarde)
1933 a 1940: Derrocada do Cangaço; Grandes perdas; Marcando passo; Às portas do fim; Lá, apaga-se o Lampeão; Cá, apaga-e o Corisco; Olhando para frente; Mitificação; Olhando para trás
SOBRE O PALESTRANTE:
Rubens Antonio da Silva Filho: Possui graduação em Geologia pela
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1078-1982), em
Licenciatura e Bacharelado em História pela Universidade Federal da Bahia
(1995-1999), tendo cursado também Artes Plásticas pela Universidade Federal da
Bahia (1989-1993). Mestre em Geologia pela Universidade Federal da Bahia. E
Servidor público, desde 1984, atuando como Geólogo do Museu Geológico do Estado
da Bahia, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico,
respondendo por questões relacionadas à Minerologia, à Geologia, à
Paleontologia e às Histórias Geológica e da Mineração. Autor de livros e mapas,
Ministra cursos relacionados a Geologia, História Geológica, Artes, História,
com ênfase para o Cangaço, e urbanização de Salvador, no Instituto Geográfico e
Histórico da Bahia.
APOIO: FTC,
Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Instituto Geográfico e Histórico da
Bahia, Instituto Histórico Geográfico de Feira de Santana e Quântica Eventos.
INSCRIÇÃO:
Valor: R$
60,00 (sessenta reais) – taxa única
Local de
realização: FTC – Feira de Santana
Rua Artêmia Pires Freitas, s/n, SIM - CEP: 44.085-370
Mais informações: cangaconabahia@gmail.com
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
CACHOEIRA COM ARES DE POESIA E LIVROS FESTEJA ABERTURA OFICIAL DA FLICA
Secretário Jorge Portugal mediou mesa de abertura e lançou
site e publicações do Mapa da Palavra.BA
A
cidade de Cachoeira respira letras. Artistas da palavra, estudantes, gestores
de cultura, visitantes e autores participantes da programação movimentam a
cidade histórica desde a largada da sexta edição da Festa Literária
Internacional de Cachoeira (Flica), na tarde desta quinta-feira (13), no
Convento do Carmo. O secretário de Cultura Jorge Portugal iniciou os trabalhos
dando viva a Bob Dylan, nomeado vencedor do Nobel de Literatura, neste dia.
“Tenho
uma paixão natural pela Flica, eu que pessoalmente já estou nela há cinco anos
seguidos. A Festa é um paraíso pensado por aqueles que amam o conhecimento”,
considerou o secretário antes de atuar como mediador da mesa de abertura da
programação oficial, com a escritora Mary Del Priore, sob a temática Histórias
da Gente Brasileira, homônima à obra em foco.
“Resolvi
fazer as pessoas contarem sobre a vida delas”, descreveu a escritora, sobre o
método de trabalho adotado para escrever sua série de quatro volumes sobre o
Brasil colônia. Assim, ao invés da busca por historiadores, a escritora buscou
o registro memorial, colhendo depoimentos e montando um perfil pulsante da
formação de um país.
Mapa
da Palavra.BA - Antes da mesa com a autora, Jorge Portugal, ao lado da diretora
da Funceb, Fernanda Tourinho, fez o
lançamento do site e de publicações do Mapa da Palavra.BA, projeto de mapeamento
da Coordenação de Literatura/Dirart da Funceb que objetiva incentivar a
literatura na Bahia.
“No ano passado nós lançamos o mapa, uma ação
da coordenação de Literatura da Funceb e, após a primeira etapa, quando abrimos
para inscrições, agora apresentamos os primeiros resultados, o site e
publicações do Mapa da Palavra.BA”, anunciou Fernanda Tourinho, destacando que
o cadastro é um processo dinâmico, que terá outras etapas de inscrições,
incluindo as diversas formas de expressão escrita.
A
partir do lançamento na Flica, já se tornou possível consultar o site, com o
registro de 170 artistas da palavra. Destes, 32 têm textos publicados na
revista CartoGRAFIAS, que teve quatro edições lançadas e distribuídas na Flica.
De
cabeça para baixo - Baseada em histórias reais, reunidas a partir de
depoimentos de personalidades de várias partes do Brasil – na Bahia, os de
Pedro Calmon, Hildegardes Viana, dentre outros, Mary Del Priore desvendou um
universo de informações que não estão na história oficial do Brasil. Virar “a
sociedade brasileira de cabeça pra baixo” foi inspiração para a pesquisadora,
que tratou, na mesa da Flica, de questões como sexualidade, comércio, remédios.
“Na colônia, povos de várias partes do mundo viviam juntos, numa sinestesia”.
“Nós
estamos acostumados a estudar história do Brasil através do plano geral. O que
este livro nos traz é a câmera do detalhe. Destampa a panela para a gente
sentir o cheiro, mostra o buraco da fechadura dos quartos dos nobres”, comentou
divertido Jorge Portugal, admirador da série.
FAZCULTURA – Parceria entre a SecultBA e a Secretaria da
Fazenda (Sefaz), o mecanismo integra o Sistema Estadual de
Fomento à Cultura,
composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia
(FCBA). O objetivo é promover ações de patrocínio cultural por meio de renúncia
fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao
tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem
diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas, levando em consideração
que esse tipo de patrocínio conta atualmente com um expressivo apoio da opinião
pública.
Fonte: Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da
Bahia – SecultBA
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
FLICA RECEBERÁ LANÇAMENTO DE SITE E DE PUBLICAÇÕES DO MAPA DA PALAVRA.BA
O projeto de
mapeamento que objetiva incentivar a literatura na Bahia apresenta os seus
primeiros resultados, na mesma Festa Literária Internacional de Cachoeira
(Flica) onde foi anunciado, um ano atrás. Desta vez, na 6ª edição da Flica, no
dia 13 de outubro, quinta-feira, às 15h, o secretário Jorge Portugal lança o
site e quatro publicações impressas CartoGRAFIAS, a revista do Mapa da
Palavra.BA.
Na abertura da Flica, antes de assumir a posição de mediador da mesa temática Histórias da Gente Brasileira, o secretário apresenta a novidade, ao lado da diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fernanda Tourinho. Serão 2 mil exemplares distribuídos gratuitamente no evento. Posteriormente, um organograma de distribuição será desenvolvido para o estado.
Na abertura da Flica, antes de assumir a posição de mediador da mesa temática Histórias da Gente Brasileira, o secretário apresenta a novidade, ao lado da diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fernanda Tourinho. Serão 2 mil exemplares distribuídos gratuitamente no evento. Posteriormente, um organograma de distribuição será desenvolvido para o estado.
Identificar
artistas da palavra nos 27 territórios de identidade da Bahia, realizar um
primeiro diagnóstico do setor literário, além de difundir produções de
autores(as) baianos(as), estão entre os objetivos do Mapa da Palavra.BA. Em sua
primeira chamada, 2015/2016, o projeto contou com a participação de artistas de
mais de cinquenta municípios do Estado.
O Mapa da
Palavra.BA é uma ação da Coordenação de Literatura/Dirart da Funceb, entidade
vinculada à SecultBA. O site contará com minibiografias e trabalhos literários
dos autores, como uma galeria permanente dos artistas da palavra da Bahia, e
poderá ser consultado a partir do dia do lançamento pelo endereço
www.mapadapalavra.ba.gov.br. O Portal inclui o conteúdo completo das
publicações impressas que estarão sendo lançadas na Flica.
Site e
revista - “Apresentamos este primeiro resultado para a possibilidade de
uma leitura coletiva, buscando juntos enxergar uma estrutura ampla e
significativa, revelando caminhos para um maior diálogo entre seus agentes, na
expectativa de alicerçar novos projetos que contribuam com o fomento, difusão e
circulação da literatura da Bahia”, considera Fernanda Tourinho.
Quatro
volumes da revista CartoGRAFIAS, contendo as produções de artistas da palavra
selecionados na primeira chamada do Mapa da Palavra.Ba, serão lançados na
Flica. Cada volume segue a inspiração das estações do ano: Primavera, Verão,
Outono e Inverno. “Difundir esta cartografia é promover um diálogo estético,
espacial; criando relações entre cidades, artistas, formas de criar; é expor
entonações e estilos diversos e apostar na troca de experiências e na
reflexão”, cunha a edição.
Registros do
Mapa - Karina Rabnovitz, coordenadora de Literatura da Funceb, reconhece que no
estado com 417 municípios, existem muito mais artistas da palavra, que os que
estão registrados neste portal e que, “por conta disso, compreendemos que este
é um primeiro recorte, do que podemos identificar como este universo da
literatura baiana contemporânea e, entendendo que o setor literário é vivo e
está em constante mudança e crescimento, há um planejamento de reabertura deste
cadastramento”.
O projeto
segue, assim, sua vocação dinâmica, com o objetivo de democratizar os dados
sobre a literatura contemporânea da Bahia e incentivar e difusão e a produção
literária do estado. O programa foi idealizado com a finalidade de diagnosticar
e difundir a produção literária no estado da Bahia, mediante o mapeamento dos
artistas da palavra, escritores, poetas, ensaístas, performers, cronistas,
recitadores, quadrinistas, cordelistas, entre outros, que se inscrevam.
Neste momento, o Mapa da palavra.BA é o mais completo levantamento de dados sobre a literatura contemporânea na Bahia e por isso também tem como função servir de base para o planejamento de programas, projetos e ações que incentivem o desenvolvimento das letras em nosso Estado.
Texto:
Claudia Pedreira
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
PROJETOS APROVADOS NOS EDITAIS SETORIAIS 2016: LITORAL SUL APROVOU APENAS 9%
Os projetos aprovados nos Editais Setoriais
2016 contemplam 26 dos 27 territórios de identidade da Bahia. Apenas Piemonte
do Paraguaçu não teve nenhuma proposta aprovada nesta edição. A seleção foi
realizada por comissões temáticas, responsáveis pela fase da análise de mérito,
e resultou em 372 propostas aprovadas. Esses projetos vão receber investimento
de cerca de R$ 40 milhões e vão ser executados em 2017.
O Médio Sudoeste registrou a maior quantidade de propostas aprovadas no
comparativo por território: 27,8% das 18 inscritas. O Setor Produtivo do Sertão
também teve um número expressivo de projetos aprovados (25,7%) tendo em vista a
quantidade de inscritos, 35. Outro destaque é o território do Velho Chico, que
teve 64 projetos inscritos e 20,3% deles contemplados. Nessa faixa dos 20%,
também aparece o Semiárido Nordeste II, que teve 40 projetos inscritos.
A Região Metropolitana de Salvador (RMS), que tem 13 cidades (incluindo a
capital baiana), teve 9,8% das 1.752 propostas contempladas, ficando proporcionalmente
atrás de territórios como Piemonte da Diamantina (18,5%), Bacia do Rio Corrente
(16,7%), Chapada Diamantina (16,3%), Recôncavo (16%), Bacia do Paramirim
(15,4%), Itaparica (15,2%), Médio Rio de Contas (14,3%), Costa do Descobrimento
(13,7%), Sertão do São Francisco (12,5%) e Sudoeste Baiano (11,6%) e Sisal
(10%).
Segundo o superintendente de Promoção Cultural da SecultBA, Alexandre Simões, a
descentralização é bastante positiva e mostra que os agentes culturais de todo
o Estado estão preparados e mobilizados para organizar projetos que tenham
importância dentro dos territórios e também para toda a Bahia. “A questão da
descentralização foi um dos pontos destacados, mas o que define a aprovação é a
qualidade dos trabalhos e sua importância para a cultura baiana”.
Levando em conta o número bruto de projetos inscritos, a RMS aparece disparada
na frente, com 1752. Como conseqüência da demanda, o território contou com 172
projetos contemplados. O Recôncavo, com 187, foi o segundo território com maior
número de inscrição e também o segundo na lista das propostas contempladas: 30.
Essa relação também apareceu para o terceiro lugar, com o Portal do Sertão, que
teve 148 inscritos e 13 aprovados. O quarto território com maior número de
projetos aprovados foi a Chapada Diamantina, que terá 15 realizações em 2017,
das 92 propostas inscritas. Já o Sisal, que teve 100 inscrições, ficou em
quinto lugar entre os territórios com maior número de propostas contempladas,
10. (Confira abaixo o detalhamento por território).
Projetos selecionados - Um total de 372 projetos foram selecionados nas 23
áreas temáticas dos Editais Setoriais 2016. Música foi o setor com o maior
número de projetos inscritos (401) e teve 15 deles selecionados. As comissões
do Audiovisual analisaram um conjunto de 328 propostas, somados os Anexos I, II
e III, e selecionaram 57 . Dessas, 25 se referem aos Anexos I e II (Produção e
Distribuição) e 32 ao Anexo III (Desenvolvimento de Roteiro, Pesquisa,
Festivais e Mostras, Cineclubes, além de Formação e Curta-Metragem). Inéditos,
os editais de Capoeira e Leitura tiveram 24 propostas selecionadas de um total
das 106 e 55 inscritas, respectivamente.
SAIBA MAIS SOBRE O BALANÇO POR TERRITÓRIO
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Editais Setoriais 2016: RECURSOS SOBRE ANÁLISE DE MÉRITO JÁ PODEM SER ENTREGUES
Os proponentes que não tiveram projetos aprovados na fase de mérito dos Editais Setoriais 2016 podem entrar com recurso a partir de hoje, sexta-feira (30). O procedimento deve ser feito em até cinco dias úteis. O prazo termina na próxima quinta-feira (6).
Quem enviou propostas pelo Sistema SIIC/Clique Fomento deve encaminhar o recurso pela mesma plataforma. Já no caso das propostas entregues pelos Correios, o recurso deve ser encaminhado por e-mail para o endereço que é citado na introdução de cada edital. Também pelo Siic, os proponentes podem acessar o parecer para entender o motivo pelo qual o projeto não foi aprovado.
A edição contou com investimento de R$ 39,620 milhões. Ao todo, foram 372 propostas aprovadas, das 2.690 que tiveram as inscrições homologadas. O resultado dos projetos selecionados foi divulgado ontem, quinta-feira (29), e pode ser consultado na página dos Editais Setoriais 2016, através do link.
Fonte: Ascom/SECULTBA
domingo, 2 de outubro de 2016
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
ENFIM, OS CONTEMPLADOS NOS EDITAIS SETORIAIS 2016
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
TERMINA A FASE DE ANÁLISE DE MÉRITO DOS EDITAIS SETORIAIS 2016
As comissões temáticas formadas
por especialistas nas diversas áreas da cultura concluíram os trabalhos da
análise de mérito dos 2.600 projetos inscritos nos Editais Setoriais 2016 do
Fundo de Cultura da Bahia. Durante 12 dias, 170 pessoas de Salvador, cidades do
interior e também de outros estados, se reuniram para avaliar as propostas
distribuídas em 23 comissões. O trabalho de análise de mérito foi uma
oportunidade de intercâmbio, aprendizado e troca de informações entre as
dezenas de participantes das comissões.
A sistematização e metodologia
utilizadas no processo de seleção foram destaques dos Editais Setoriais 2016 ,
segundo o ator e gestor cultural mineiro Leonardo Lessa, integrante do Grupo
Teatro Invertido e ex-diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Fundação
Nacional de Artes. “Estou impressionado. Não se faz política cultural sem
metodologia. Construíram procedimentos que deram credibilidade ao processo”.
Para Leonardo, a diversidade e descentralização das propostas atestam a
credibilidade e aceitação da política cultural implementada atualmente na
Bahia.
O trabalho nas comissões
temáticas dos Editais Setoriais 2016 contribuiu para estreitar as relações
entre produtores, artistas e gestores culturais permitindo a troca de
experiências, diz a dançarina e coreógrafa pernambucana Duda Freyre. A
coreógrafa também destacou a sistematização do processo de seleção como um dos
principais destaques. Para ela, dinâmica deu mais objetividade aos proponentes
na elaboração e apresentação dos projetos. “Bahia e Pernambuco têm hoje grandes
editais de cultura. Lá, o processo ainda não foi sistematizado, mas os editais
trazem outras coisas que podem ser aplicadas aqui. Aprendemos um com o outro”.
O dançarino e coreógrafo baiano Jackson Espírito Santo participou dos Editais Setoriais de Pernambuco e da Bahia e não tem dúvida de que a troca de experiências contribui para o fortalecimento e aprimoramento das políticas de cultura. “Os editais pernambucanos já exigem dos proponentes uma preocupação com a questão da acessibilidade, da inclusão de portadores de necessidades especiais. Algo a se pensar aqui. Por outro lado, aqui temos outros pontos fortes. Todos os membros da comissão lêem todos os projetos na fase anterior de triagem. Então já chegamos na fase de análise de mérito conhecendo todas as propostas”.
Fundo de Cultura - Desde sua criação, há cerca de dez anos, o Fundo de Cultura da Bahia já aportou mais de R$ 212 milhões em incentivos para projetos e atividades culturais, sendo R$ 186 milhões entre 2007 e 2015. Os investimentos, que contam com recursos da Coelba e da Oi, ganharam novo impulso e mais transparência quando, em 2007, o Governo do Estado adotou a prática de seleções públicas, amplamente divulgadas, para executar a política de fomento à cultura, baseada em três princípios fundamentais: democratização do acesso, valorização da diversidade cultural e a territorialização, impulsionando cada vez mais a estadualização da política pública com ênfase nas especificidades locais.
O dançarino e coreógrafo baiano Jackson Espírito Santo participou dos Editais Setoriais de Pernambuco e da Bahia e não tem dúvida de que a troca de experiências contribui para o fortalecimento e aprimoramento das políticas de cultura. “Os editais pernambucanos já exigem dos proponentes uma preocupação com a questão da acessibilidade, da inclusão de portadores de necessidades especiais. Algo a se pensar aqui. Por outro lado, aqui temos outros pontos fortes. Todos os membros da comissão lêem todos os projetos na fase anterior de triagem. Então já chegamos na fase de análise de mérito conhecendo todas as propostas”.
Fundo de Cultura - Desde sua criação, há cerca de dez anos, o Fundo de Cultura da Bahia já aportou mais de R$ 212 milhões em incentivos para projetos e atividades culturais, sendo R$ 186 milhões entre 2007 e 2015. Os investimentos, que contam com recursos da Coelba e da Oi, ganharam novo impulso e mais transparência quando, em 2007, o Governo do Estado adotou a prática de seleções públicas, amplamente divulgadas, para executar a política de fomento à cultura, baseada em três princípios fundamentais: democratização do acesso, valorização da diversidade cultural e a territorialização, impulsionando cada vez mais a estadualização da política pública com ênfase nas especificidades locais.
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