sexta-feira, 4 de novembro de 2016

DIA NACIONAL DA CULTURA TEM CONFERÊNCIA LIVRE EM ILHÉUS



Qual o papel do conselheiro de cultura? Qual o papel do governo municipal na cultura? Que política pública de cultura nós vivemos? Estes questionamentos irão nortear a I Conferência Livre de Cultura que acontece neste sábado, 05/11, data em que se comemora o Dia Nacional da Cultura. A conferência é uma iniciativa dos membros do Conselho Municipal de Cultura com apoio da Comunidade Tia Marita e da Academia de Letras de Ilhéus. Pela manhã, Gilsonei Rodrigues e Pawlo Cidade apresentam as atribuições, papéis e estrutura do Conselho Municipal de Cultura e pela tarde o historiador André Rosa e o vice-prefeito eleito José Nazal falam sobre o papel do governo na Cultura.

A conferência terá um formato de seminário, com interferência da plateia que poderá propor ou fazer questionamentos. Segundo Pawlo Cidade, um dos idealizadores do encontro, “a conferência é uma oportunidade de diálogo entre os agentes culturais do Município e a chegada do novo governo. É preciso que todos, sociedade civil e poder público, assumam seus papéis no cenário institucional da Cultura”.

O encontro vai ocorrer na sede da Academia de Letras de Ilhéus, das 9h às 11h30 e das 14h às 17 horas. A entrada é livre. Podem participar atores, diretores, músicos, dançarinos, pesquisadores, produtores culturais e todos aqueles interessados no movimento e na gestão da cultura no Município.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

CONQUISTA: STF DECLARA VÁLIDA A LEI DOS DIREITOS AUTORAIS


Por 8 votos a 1, a maioria dos magistrados considerou as alegações de associações de músicos improcedentes ao questionarem a interferência do Estado na gestão dos direitos autorais (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) validaram na sessão plenária desta quinta-feira (27) a constitucionalidade da Lei dos Direitos Autorais (nº 12.853/2013). Por 8 votos a 1, a maioria dos magistrados considerou que as alegações de associações de músicos são improcedentes ao questionarem a interferência do Estado na gestão dos direitos autorais, recebidos pelos artistas como remuneração pela veiculação de suas músicas.

Iniciado em abril deste ano, o julgamento foi retomado com a apresentação do voto do ministro Marco Aurélio Mello, que havia pedido vista, ou seja, mais tempo para examinar a questão. Por fim, ele foi o único que votou contra a manutenção de aspectos atuais da legislação. Os ministros Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski seguiram o voto do relator, Luiz Fux, contrário às ações. Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello estavam ausentes e não votaram.

Em vigor desde 2013, a legislação fez com que o Ministério da Cultura (MinC) passasse a fiscalizar, regular e supervisionar o trabalho do Escritório Central de Arrecadação (Ecad) e das demais associações de cobrança de direitos autorais. Além disso, as entidades passaram a ser obrigadas a informar o cadastro de suas obras, o cálculo e o critério das cobranças em suas páginas via internet.

"A decisão mostra que a legislação é fruto de toda aquela movimentação desde a CPI que investigou o Ecad. Ela é importante para o setor de gestão coletiva de direitos autorais e foi construída ouvindo todos os atores envolvidos. Foi bem estruturada. A decisão do Supremo, simplesmente, afastou qualquer questionamento sobre a constitucionalidade da lei", avaliou Rodolfo Tamanaha, diretor do Departamento de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura.

De acordo com o diretor, o resultado do julgamento dará maior segurança a todos os envolvidos no processo e permitirá que se continue o trabalho que vem sendo desenvolvido dentro do Ministério. No período em que não houve fiscalização por parte do Estado no setor, observou-se uma série de irregularidades como sonegação, prática de cartel e impedimento da criação de novas associações.



Conheça também a Lei anterior que trata do assunto que Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências:

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TEATRO DA BAHIA É TEMA DO CONVERSANDO COM A SUA HISTÓRIA



O projeto Conversando com a sua História (CSH), retorna nesta segunda-feira (24), com uma mesa redonda para discutir o Teatro na Bahia. O debate trata da trajetória da arte nas últimas quatro décadas, relatada pelos olhares de atores e diretores que foram atuantes na época. Reflexões sobre as mudanças no campo teatral nesse período serão abordadas pelos convidados, a atriz, escritora, bibliotecária, jornalista e empresária, Sonia Robatto, o diretor teatral, cenógrafo e figurinista, Márcio Meirelles e o ensaísta e pesquisador da cultura negra, artista plástico, ator, diretor e produtor de espetáculos de teatro, dança, música e cinema, Antônio Godi.

A proposta dos encontros é ter debates protagonizados com personagens e pesquisadores que abordam a influência de instituições educacionais e culturais na formação do campo cultural e artístico baiano da segunda metade do século XX. Esta é uma iniciativa do Centro de Memória da Bahia – vinculado à Fundação Pedro Calmon, que é uma unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), e acontece na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, sempre às segundas-feiras, às 17h, com palestras sobre as memórias contemporâneas da cultura e a política na Bahia.

Sonia Robatto - Ela que foi aluna da primeira turma da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde atuou em espetáculos como “As três irmãs”, “A Almanjarra” e “A Via Sacra”. Em 2001, sua obra mais importante, “Pé de Guerra”, foi adaptada para o teatro por Márcio Meireles e recebeu o prêmio Copene de melhor montagem de 2001.

Márcio Meirelles - Foi diretor do Teatro Castro Alves e, em 1990, ao lado de Chica Carelli, criou - e dirige até hoje - o Bando de Teatro Olodum. Entre 2007 e 2010 foi secretário de Cultura do Estado da Bahia e, em julho de 2011, assumiu a direção artística do Teatro Vila Velha, onde criou, em 2013, a Universidade Livre para formação de artistas alinhados com a estética, os processos e a política praticados no Teatro.

Antonio Godi - Estudou na Escola de Belas Artes da UFBA e formou-se ator e diretor teatral na mesma instituição. Godi é mestre em Ciências Sociais e em Comunicação e Culturas Contemporâneas, além professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Em 1976 criou o Grupo de Teatro Palmares Iñaron – Teatro, Raça e Posição, que se inspirava nas questões étnicas, sociais e culturais e ajudou a estabelecer reflexões poderosas sobre a construção de uma identidade étnica e social num contexto, pós-ditadura, marcado por perseguições e censuras.

CMB - O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

SERVIÇO

O quê: Conversando com a sua História (CSH) - Teatro na Bahia
Quando: segunda-feira (24), às 17h
Onde: Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Entrada gratuita

terça-feira, 18 de outubro de 2016

EX-PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA RECEBE HOMENAGEM DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES



O escritor Araken Vaz Galvão, (foto), ex-presidente do Conselho Estadual de Cultura, receberá, na próxima quarta-feira, 19, o Prêmio Jorge Amado, concedido pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE – RJ). Com 17 livros publicados e outros 23 à espera de publicação, ele será homenageado em reconhecimento à produção literária desenvolvida.   

A solenidade será às 15 horas, no auditório da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), no centro da cidade do Rio de Janeiro. “Essa premiação representa um incentivo a mais para continuar escrevendo e lutando para ter obras publicadas e reconhecidas”, comentou Vaz Galvão, que há oito anos integra o quadro da UBE – RJ.

Alguns de seus livros são reconhecidos por trabalhar com o realismo fantástico, estilo literário que funde elementos mágicos à realidade, como o premiado conto “Os Mortos” e o romance “Saga de um menino do Sertão”. Vaz Galvão comenta que a premiação simboliza o esforço investido para publicar seus livros. Em alguns casos, foi necessário dispor de recursos próprios para finalizar a publicação. Hoje, o escritor é um defensor constante de que o Estado amplie sua participação como financiador de produções artísticas e literárias.

Vaz Galvão foi integrante do Conselho Estadual de Cultura por duas gestões (2007 – 2011 e 2011 – 2014). Por oito meses ocupou o posto de presidente, sendo efetivado no cargo depois de aclamado pelos pares em 12 de agosto de 2014. Entre as ações concretizadas na sua gestão está a aprovação do atual regimento interno do órgão, que, de forma pioneira, foi adaptado a um novo modelo de Conselho de Cultura, formado por conselheiros eleitos pela sociedade civil. “Ter presidido e contribuido com o Conselho Estadual de Cultura da Bahia foi uma honra muito grande”, expressou.

CARREIRA – Nascido em Jequié, no território de identidade Médio Rio de Contas, sua paixão pela escrita começou ainda na infância. Entre suas referências literárias estão Jorge Amado, José Lins do Rego e Érico Veríssimo. A realidade vivida no interior da Bahia serviu de inspiração para muitos dos seus contos, romances e crônicas.

Vaz Galvão foi também militante contra a ditadura militar (1964 – 1985), quando participou da Guerrilha do Caparaó, levante armado que aconteceu entre os fins de 1966 e início de 1967, na região do Parque Nacional de Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Atualmente, participa ativamente na RenovArte, revista da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, sempre publicando contos ou crônicas.

Em 2004, ganhou o prêmio principal do concurso do Banco Real “Talentos da Maturidade”, com o conto “Os Mortos”. Em sua primeira participação no projeto Leituras, destacou a figura do faroeste como parte importante da formação cinematográfica de muitas gerações.
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Conselho Estadual de Cultura – assessoria de comunicação
Eder Luis Santana e Mariana Campos
Tel.: (71) 3117.6190
E-mail: ascom.conselho@gmail.com

Facebook: www.facebook.com/CECBahia

sábado, 15 de outubro de 2016

CURSO SOBRE O CANGAÇO NA BAHIA

Maria Bonita e Lampião

Inscrições abertas em Feira de Santana – Encontro acontece dias 12 e 13 de novembro, no auditório da FTC

O Cangaço na Bahia é tema de curso que será desenvolvido em Feira de Santana, nos dias 12 e 13 de novembro (final de semana), no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências, localizada no bairro SIM. As aulas, que serão ministradas pelo historiador e geólogo Rubens Antonio, acontecem das 8h às 17h, com carga horária de 15 horas. Conta com o apoio da FTC, Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana e Quântica Eventos.

A proposta do encontro é conhecer mais sobre a História do Cangaço, um movimento que agitou o Nordeste, tendo por foco a Bahia. Será trabalhado o sabido e documentado de eventos como combates, abrangências e disposições que constituem, muitas vezes, pontos-de-partida para o verdadeiro entendimento enquanto fenômeno histórico. Serão abordados elementos em sua significação realista, bem afastada de mitificações.

Na oportunidade o público irá conferir algumas imagens da exposição “Pepitas de Fogo: O Cangaço e seu tempo colorizados”.  A mostra foi apresentada, pela primeira vez em Salvador, no mês de agosto, no museu Palacete das Artes (vinculado a Secult/Ipac). Consta de 40 a 50 imagens colorizadas e retificadas relacionadas ao momento do Cangaço. Refletem seu tempo de maneira ampla, sendo fruto de uma longa pesquisa de resgate das configurações e cores prováveis. Aparecem tanto aquela de cangaceiros, no seu dia-a-dia, quanto de aspectos de Salvador à época de evento.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

12 de Novembro (Manhã)
Lucas da Feira; Bando do Tará; Bando do Brejo do Burgo; Cauassus;Fronteiras com Piauí e Goiás; Convênios

12 de Novembro 
(Tarde)
1924 a 1929: Cangaço em ascensão; Alvorada lampiônica; As primeiras notícias; O crescendo do temor; Reações pomposas e inúteis; A chegada efetiva; As primeiras sagas e tragédias; Perplexidades

13 de Novembro 
(Manhã)
1929 a 1932: Cangaço tonitruante; O apogeu do Cangaço na Bahia; A melhor percepção; Menos perdas; Bandos, subgrupos e domínios; Início do contra-ataque; Violência de lado a lado

13 de Novembro (Tarde)
1933 a 1940: Derrocada do Cangaço; Grandes perdas; Marcando passo; Às portas do fim; Lá, apaga-se o Lampeão; Cá, apaga-e o Corisco; Olhando para frente; Mitificação; Olhando para trás

SOBRE O PALESTRANTE: Rubens Antonio da Silva Filho: Possui graduação em Geologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1078-1982), em Licenciatura e Bacharelado em História pela Universidade Federal da Bahia (1995-1999), tendo cursado também Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (1989-1993). Mestre em Geologia pela Universidade Federal da Bahia. E Servidor público, desde 1984, atuando como Geólogo do Museu Geológico do Estado da Bahia, vinculado  à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, respondendo por questões relacionadas à Minerologia, à Geologia, à Paleontologia e às Histórias Geológica e da Mineração. Autor de livros e mapas, Ministra cursos relacionados a Geologia, História Geológica, Artes, História, com ênfase para o Cangaço, e urbanização de Salvador, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

APOIO: FTC, Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Instituto Histórico Geográfico de Feira de Santana e Quântica Eventos.

INSCRIÇÃO:
Valor: R$ 60,00 (sessenta reais) – taxa única
Local de realização: FTC – Feira de Santana
Rua Artêmia Pires Freitas, s/n, SIM - CEP: 44.085-370
Mais informações: cangaconabahia@gmail.com


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CACHOEIRA COM ARES DE POESIA E LIVROS FESTEJA ABERTURA OFICIAL DA FLICA



Secretário Jorge Portugal mediou mesa de abertura e lançou site e publicações do Mapa da Palavra.BA

A cidade de Cachoeira respira letras. Artistas da palavra, estudantes, gestores de cultura, visitantes e autores participantes da programação movimentam a cidade histórica desde a largada da sexta edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), na tarde desta quinta-feira (13), no Convento do Carmo. O secretário de Cultura Jorge Portugal iniciou os trabalhos dando viva a Bob Dylan, nomeado vencedor do Nobel de Literatura, neste dia.
“Tenho uma paixão natural pela Flica, eu que pessoalmente já estou nela há cinco anos seguidos. A Festa é um paraíso pensado por aqueles que amam o conhecimento”, considerou o secretário antes de atuar como mediador da mesa de abertura da programação oficial, com a escritora Mary Del Priore, sob a temática Histórias da Gente Brasileira, homônima à obra em foco.
“Resolvi fazer as pessoas contarem sobre a vida delas”, descreveu a escritora, sobre o método de trabalho adotado para escrever sua série de quatro volumes sobre o Brasil colônia. Assim, ao invés da busca por historiadores, a escritora buscou o registro memorial, colhendo depoimentos e montando um perfil pulsante da formação de um país.
Mapa da Palavra.BA - Antes da mesa com a autora, Jorge Portugal, ao lado da diretora da Funceb, Fernanda Tourinho,  fez o lançamento do site e de publicações do Mapa da Palavra.BA, projeto de mapeamento da Coordenação de Literatura/Dirart da Funceb que objetiva incentivar a literatura na Bahia.
 “No ano passado nós lançamos o mapa, uma ação da coordenação de Literatura da Funceb e, após a primeira etapa, quando abrimos para inscrições, agora apresentamos os primeiros resultados, o site e publicações do Mapa da Palavra.BA”, anunciou Fernanda Tourinho, destacando que o cadastro é um processo dinâmico, que terá outras etapas de inscrições, incluindo as diversas formas de expressão escrita.
A partir do lançamento na Flica, já se tornou possível consultar o site, com o registro de 170 artistas da palavra. Destes, 32 têm textos publicados na revista CartoGRAFIAS, que teve quatro edições lançadas e distribuídas na Flica.
De cabeça para baixo - Baseada em histórias reais, reunidas a partir de depoimentos de personalidades de várias partes do Brasil – na Bahia, os de Pedro Calmon, Hildegardes Viana, dentre outros, Mary Del Priore desvendou um universo de informações que não estão na história oficial do Brasil. Virar “a sociedade brasileira de cabeça pra baixo” foi inspiração para a pesquisadora, que tratou, na mesa da Flica, de questões como sexualidade, comércio, remédios. “Na colônia, povos de várias partes do mundo viviam juntos, numa sinestesia”.  
“Nós estamos acostumados a estudar história do Brasil através do plano geral. O que este livro nos traz é a câmera do detalhe. Destampa a panela para a gente sentir o cheiro, mostra o buraco da fechadura dos quartos dos nobres”, comentou divertido Jorge Portugal, admirador da série.
FAZCULTURA – Parceria entre a SecultBA e a Secretaria da Fazenda (Sefaz), o mecanismo integra o Sistema Estadual de Fomento à Cultura, composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O objetivo é promover ações de patrocínio cultural por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas, levando em consideração que esse tipo de patrocínio conta atualmente com um expressivo apoio da opinião pública.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

FLICA RECEBERÁ LANÇAMENTO DE SITE E DE PUBLICAÇÕES DO MAPA DA PALAVRA.BA


O projeto de mapeamento que objetiva incentivar a literatura na Bahia apresenta os seus primeiros resultados, na mesma Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) onde foi anunciado, um ano atrás. Desta vez, na 6ª edição da Flica, no dia 13 de outubro, quinta-feira, às 15h, o secretário Jorge Portugal lança o site e quatro publicações impressas CartoGRAFIAS, a revista do Mapa da Palavra.BA.

Na abertura da Flica, antes de assumir a posição de mediador da mesa temática Histórias da Gente Brasileira, o secretário apresenta a novidade, ao lado da diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fernanda Tourinho. Serão 2 mil exemplares distribuídos gratuitamente no evento. Posteriormente, um organograma de distribuição será desenvolvido para o estado. 

Identificar artistas da palavra nos 27 territórios de identidade da Bahia, realizar um primeiro diagnóstico do setor literário, além de difundir produções de autores(as) baianos(as), estão entre os objetivos do Mapa da Palavra.BA. Em sua primeira chamada, 2015/2016, o projeto contou com a participação de artistas de mais de cinquenta municípios do Estado. 

O Mapa da Palavra.BA é uma ação da Coordenação de Literatura/Dirart da Funceb, entidade vinculada à SecultBA. O site contará com minibiografias e trabalhos literários dos autores, como uma galeria permanente dos artistas da palavra da Bahia, e poderá ser consultado a partir do dia do lançamento pelo endereço www.mapadapalavra.ba.gov.br. O Portal inclui o conteúdo completo das publicações impressas que estarão sendo lançadas na Flica.

Site e revista - “Apresentamos este primeiro resultado para a possibilidade de uma leitura coletiva, buscando juntos enxergar uma estrutura ampla e significativa, revelando caminhos para um maior diálogo entre seus agentes, na expectativa de alicerçar novos projetos que contribuam com o fomento, difusão e circulação da literatura da Bahia”, considera Fernanda Tourinho. 

Quatro volumes da revista CartoGRAFIAS, contendo as produções de artistas da palavra selecionados na primeira chamada do Mapa da Palavra.Ba, serão lançados na Flica. Cada volume segue a inspiração das estações do ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno. “Difundir esta cartografia é promover um diálogo estético, espacial; criando relações entre cidades, artistas, formas de criar; é expor entonações e estilos diversos e apostar na troca de experiências e na reflexão”, cunha a edição. 

Registros do Mapa - Karina Rabnovitz, coordenadora de Literatura da Funceb, reconhece que no estado com 417 municípios, existem muito mais artistas da palavra, que os que estão registrados neste portal e que, “por conta disso, compreendemos que este é um primeiro recorte, do que podemos identificar como este universo da literatura baiana contemporânea e, entendendo que o setor literário é vivo e está em constante mudança e crescimento, há um planejamento de reabertura deste cadastramento”.

O projeto segue, assim, sua vocação dinâmica, com o objetivo de democratizar os dados sobre a literatura contemporânea da Bahia e incentivar e difusão e a produção literária do estado. O programa foi idealizado com a finalidade de diagnosticar e difundir a produção literária no estado da Bahia, mediante o mapeamento dos artistas da palavra, escritores, poetas, ensaístas, performers, cronistas, recitadores, quadrinistas, cordelistas, entre outros, que se inscrevam.

Neste momento, o Mapa da palavra.BA é o mais completo levantamento de dados sobre a literatura contemporânea na Bahia e por isso também tem como função servir de base para o planejamento de programas, projetos e ações que incentivem o desenvolvimento das letras em nosso Estado.


Texto: Claudia Pedreira

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

PROJETOS APROVADOS NOS EDITAIS SETORIAIS 2016: LITORAL SUL APROVOU APENAS 9%



Os projetos aprovados nos Editais Setoriais 2016 contemplam 26 dos 27 territórios de identidade da Bahia. Apenas Piemonte do Paraguaçu não teve nenhuma proposta aprovada nesta edição. A seleção foi realizada por comissões temáticas, responsáveis pela fase da análise de mérito, e resultou em 372 propostas aprovadas. Esses projetos vão receber investimento de cerca de R$ 40 milhões e vão ser executados em 2017.


O Médio Sudoeste registrou a maior quantidade de propostas aprovadas no comparativo por território: 27,8% das 18 inscritas. O Setor Produtivo do Sertão também teve um número expressivo de projetos aprovados (25,7%) tendo em vista a quantidade de inscritos, 35. Outro destaque é o território do Velho Chico, que teve 64 projetos inscritos e 20,3% deles contemplados. Nessa faixa dos 20%, também aparece o Semiárido Nordeste II, que teve 40 projetos inscritos.

A Região Metropolitana de Salvador (RMS), que tem 13 cidades (incluindo a capital baiana), teve 9,8% das 1.752 propostas contempladas, ficando proporcionalmente atrás de territórios como Piemonte da Diamantina (18,5%), Bacia do Rio Corrente (16,7%), Chapada Diamantina (16,3%), Recôncavo (16%), Bacia do Paramirim (15,4%), Itaparica (15,2%), Médio Rio de Contas (14,3%), Costa do Descobrimento (13,7%), Sertão do São Francisco (12,5%) e Sudoeste Baiano (11,6%) e Sisal (10%).

Segundo o superintendente de Promoção Cultural da SecultBA, Alexandre Simões, a descentralização é bastante positiva e mostra que os agentes culturais de todo o Estado estão preparados e mobilizados para organizar projetos que tenham importância dentro dos territórios e também para toda a Bahia. “A questão da descentralização foi um dos pontos destacados, mas o que define a aprovação é a qualidade dos trabalhos e sua importância para a cultura baiana”.

Levando em conta o número bruto de projetos inscritos, a RMS aparece disparada na frente, com 1752. Como conseqüência da demanda, o território contou com 172 projetos contemplados. O Recôncavo, com 187, foi o segundo território com maior número de inscrição e também o segundo na lista das propostas contempladas: 30. Essa relação também apareceu para o terceiro lugar, com o Portal do Sertão, que teve 148 inscritos e 13 aprovados. O quarto território com maior número de projetos aprovados foi a Chapada Diamantina, que terá 15 realizações em 2017, das 92 propostas inscritas. Já o Sisal, que teve 100 inscrições, ficou em quinto lugar entre os territórios com maior número de propostas contempladas, 10. (Confira abaixo o detalhamento por território).

Projetos selecionados - Um total de 372 projetos foram selecionados nas 23 áreas temáticas dos Editais Setoriais 2016. Música foi o setor com o maior número de projetos inscritos (401) e teve 15 deles selecionados. As comissões do Audiovisual analisaram um conjunto de 328 propostas, somados os Anexos I, II e III, e selecionaram 57 . Dessas, 25 se referem aos Anexos I e II (Produção e Distribuição) e 32 ao Anexo III (Desenvolvimento de Roteiro, Pesquisa, Festivais e Mostras, Cineclubes, além de Formação e Curta-Metragem). Inéditos, os editais de Capoeira e Leitura tiveram 24 propostas selecionadas de um total das 106 e 55 inscritas, respectivamente.

SAIBA MAIS SOBRE O BALANÇO POR TERRITÓRIO

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Editais Setoriais 2016: RECURSOS SOBRE ANÁLISE DE MÉRITO JÁ PODEM SER ENTREGUES


Os proponentes que não tiveram projetos aprovados na fase de mérito dos Editais Setoriais 2016 podem entrar com recurso a partir de hoje, sexta-feira (30). O procedimento deve ser feito em até cinco dias úteis. O prazo termina na próxima quinta-feira (6).

Quem enviou propostas pelo Sistema SIIC/Clique Fomento deve encaminhar o recurso pela mesma plataforma. Já no caso das propostas entregues pelos Correios, o recurso deve ser encaminhado por e-mail para o endereço que é citado na introdução de cada edital. Também pelo Siic, os proponentes podem acessar o parecer para entender o motivo pelo qual o projeto não foi aprovado.

A edição contou com investimento de R$ 39,620 milhões. Ao todo, foram 372 propostas aprovadas, das 2.690 que tiveram as inscrições homologadas. O resultado dos projetos selecionados foi divulgado ontem, quinta-feira (29), e pode ser consultado na página dos Editais Setoriais 2016, através do link.


Fonte: Ascom/SECULTBA