domingo, 26 de novembro de 2017

GAMES PRODUZIDOS NO BRASIL GANHAM RECONHECIMENTO MUNDIAL



O mercado mundial de games vem apresentando crescimento expressivo. Pesquisa divulgada pela empresa Newzoo mostra que, em 2016, o mercado global faturou cerca de U$ 100 bilhões, um crescimento de 8,5% em relação a 2015. E a expectativa é que, em 2019, esse montante chegue a US$ 118,6 bilhões.
 
No Brasil, o mercado segue a tendência mundial. De acordo com dados da 18ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PricewaterhouseCoopers, o gasto com games em 2016 chegou a US$ 644 milhões. Em 2021, a expectativa é que atinja US$ 1,4 bilhão, um crescimento médio de 17% ao ano.
 
Atento a este movimento, o Ministério da Cultura está investindo, este ano, mais de R$ 10,8 milhões em três editais de fomento à produção de jogos eletrônicos. Na próxima semana, serão divulgados os vencedores do edital App pra Cultura, que premiará, com R$ 20 mil, 40 aplicativos ou games originais voltados para o oferecimento de serviços culturais, sendo 20 voltados ao audiovisual e 20 com temática cultural livre. No total, serão R$ 800 mil em prêmios.
 
Neste mês de novembro, o Ministério publicou a lista de vencedores do Prêmio Literário Ferreira Gullar, que destinará R$ 30 mil a três estudantes dos ensinos fundamental e médio que desenvolverão jogos eletrônicos ou aplicativos que incentivem a leitura e o conhecimento da obra do poeta maranhense. E em maio, a Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao MinC, revelou os 23 vencedores do primeiro edital de jogos eletrônicos do Programa Brasil de Todas as Telas, que investiu R$ 10 milhões na produção de novos games brasileiros.
 
Internacionalização
 
Este ano, dois games brasileiros entraram para a lista PAX-10, uma seleção dos melhores games independentes expostos todos os anos na Penny Arcade Expo (PAX). Celeste, do estúdio brasileiro MiniBoss, foi um dos escolhidos. Mas este ano também viu, pela primeira vez, a escolha de um game 100% brasileiro para a lista dos melhores: o No Heroes Here, um jogo em 2D que pode ser jogado por uma a quatro pessoas.
 
O No Heroes Here conta a história do Reino de Noobland, que perdeu seus heróis e conta com os jogadores para defender o castelo de inimigos. Mas, como o próprio nome do jogo sugere, não há heróis individuais no jogo: a única forma de ganhar é cooperando com os demais jogadores, para criar diferentes tipos de munição, armas e táticas de defesa.
 
A Penny Arcade Expo celebra a cultura gamer, com shows temáticos, painéis de discussão, torneios e áreas para que os amantes possam jogar as mais novas criações. Ao mesmo tempo, a PAX oferece uma plataforma única para desenvolvedores de games independentes, que podem mostrar ao público seus projetos mais recentes. Normalmente, esse rol é dominado por americanos e britânicos, mas os brasileiros têm começado a acabar com o monopólio.
 
O No Heroes Here entrou para a PAX-10 em setembro deste ano, levando ao mesmo tempo o Prêmio Indie do festival. Para ser selecionado, o jogo foi avaliado por mais de 50 gamers e especialistas do mercado. A jogabilidade e o fator "diversão" foram os principais critérios na avaliação.
 
Desenvolvido e produzido pela Mad Mimic, uma empresa independente, o No Heroes Here está disponível para o público desde o dia 3 de outubro em PC e Mac (via Steam). No primeiro trimestre de 2018, a empresa planeja lançar o jogo para PlayStation 4 e Nintendo Switch.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

TEATRO POPULAR DE ILHÉUS APRESENTA BRECHT EM RECIFE


O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) embarca na tarde desta segunda-feira, dia 20, para Recife (PE), onde participará da 19ª edição do Festival Recife do Teatro Nacional. Para a viagem, o grupo conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), através da seleção pública 2017 do edital de Mobilidade Artístico Cultural, que tem como característica permitir a circulação de projetos e também o intercâmbio de artistas baianos. O FCBA é uma iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

O grupo ilheense apresentará, na próxima quinta-feira (23), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho, o espetáculo "Os fuzis da senhora Carrar", escrito por Bertolt Brecht. O TPI é um dos poucos grupos teatrais do mundo a possuir autorização para a montagem da obra do dramaturgo alemão, com tradução de Antônio Bulhões e direção de Romualdo Lisboa. 

Estreado neste ano, e com pelo menos seis meses de pesquisa antes disso, "Os fuzis da senhora Carrar" conta a história de uma mãe viúva que tenta proteger a integridade de seus  filhos durante a guerra civil espanhola. A obra, escrita por Brecht durante o conflito real (ocorrido entre 1936 e 1939), ganhou com TPI elementos cênicos que contribuem ainda mais com a envolvente dramaticidade.

Um dos exemplos é o uso de projeções com cenas da guerra civil espanhola, coletadas junto a Filmoteca Española, e também de relatos de mães ilheenses que tiveram seus filhos vitimados em conflitos ocorridos em zonas periféricas de Ilhéus. As entrevistas foram feitas com presença da atriz Tânia Barbosa, que dá vida à personagem principal, Teresa Carrar, e que pôde sentir de perto a angústia de muitos casos, como o de uma mulher do bairro Nossa Senhora da Vitória, que apesar da confirmação da execução da filha, até hoje não teve acesso ao corpo, para sepultá-lo.  

Segundo explicou o diretor Romualdo Lisboa,  "mesmo longe dos conflitos bélicos da atualidade e vivendo distante dos grandes centros urbanos, o que motiva o TPI a dar voz à senhora Carrar são as guerras silenciosas travadas em determinadas localidades. É fundamental dar voz a essas mulheres e provocar o público a compreender que o problema delas, que se replica pelo Brasil e mundo à fora, é um problema de todos nós". 

O Teatro Popular de Ilhéus é o único grupo baiano desta edição do Festival Recife do Teatro Nacional, que teve seu início nesse domingo (19). Em 2016, o grupo encerrou a programação do Festival com apresentações dos espetáculos "Medida por medida" (inspirado na obra de William Shakespeare) e "Teodorico Majestade - As últimas horas de um prefeito" (com indicações ao prêmio Braskem de Teatro), conquistando o exigente público pernambucano. 

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PROJETO ARTE NA ESCOLA CHEGA AO FIM COM PARTICIPAÇÕES DE CONTADORES DE HISTÓRIAS DE ILHÉUS

“O aluno, em situações de aprendizagem, precisa ser convidado a se exercitar nas práticas de aprender a ver, observar, ouvir, atuar, tocar e refletir sobre elas” 
(PCN, Arte, p. 48)


Ontem foi um dia especial, depois de seis meses, quatro deles dedicados ao fazer artístico, o Projeto Arte na Escola, coordenado pela Comunidade Tia Marita, através de duas oficinas de arte: Reciclagem em Papel e Canto Coral e financiado pelo Programa Mais Cultura nas Escolas chegou ao fim.

Para o diretor da Escola Municipal da Barra, Fábio Souza, "as oficinas de arte, associadas ao programa pedagógico, auxiliaram no processo de ensino-aprendizagem na escola. Foi uma grande oportunidade para a criança se expressar, aprimorar suas habilidades interpessoais e aprender a trabalhar em grupo." Na opinião da Supervisora, Fabiana Leitão "a música e a arte em papel contribuem para o crescimento cultural do discente e melhora o desempenho escolar. O trabalho com arte na escola desperta a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar do estudante."


As atividades de encerramento tiveram início às 15h30, com a palavra inicial do diretor, seguido da participação especial do ator e contador de histórias José Delmo. Em seguida, os professores Alexandro Costa e Joferson Ferreira, facilitadores do Canto Coral e da Arte em Papel, respectivamente, falaram de suas atividades frente às oficinas. Depois, foi a vez da pedagoga e também contadora de histórias, Miriam Oliveira presentear as crianças com duas histórias emocionantes sobre a infância.

Todo o material produzido pelos alunos da Oficina de Reciclagem Arte em Papel ficaram em exposição (foto) e os alunos do Canto Coral cantaram três canções natalinas que foram recebidas com muitos aplausos pelos pais, professores e colegas da escola.

O contador de histórias, José Delmo

A contadora de histórias, Míriam Oliveira

O apresentador e coordenador geral do projeto, Pawlo Cidade, agradeceu a participação e empenho de todos, distribuiu gratuitamente para todos os participantes seu livro infantil "O Menino que sonhava com dragões" e contou também uma história sobre a importância do "Por Favor" para as crianças, em seguida convidou a orientadora Tânia Macedo para tecer algumas considerações sobre o trabalho realizado. A tarde terminou com uma homenagem especial das crianças aos professores das oficinas e a distribuição de merenda escolar para todos.

 Pais, alunos e professores durante o encerramento do projeto

O livro "O Menino que sonhava com dragões" foi distribuído para as crianças



Durante quatro meses, dois profissionais de artes: um professor de canto, Alessandro Costa; e um artesão, Joferson Ferreira, promoveram um encontro semanal, com duas horas de duração, nos turnos matutino e vespertino no Grupo Escolar da Barra. Ao final do período, as crianças da Oficina de Canto apresentarão um recital para os colegas de classe, professores, corpo pedagógico, pais e demais membros da comunidade e as crianças da oficina de Arte em Papel que produziram jogos e brinquedos, fizeram uma exposição dos objetos construídos. 

O projeto foi concebido pela Comunidade Tia Marita e fez parte do Programa Mais Cultura nas Escolas com patrocínio do Ministério da Cultura e Ministério da Educação.


sábado, 11 de novembro de 2017

HOJE TEM MÚSICA PARA BAILAR



Hoje (11), tem o evento MPB - Músicas Para Bailar. O show acontece no Espaço Parada Obrigatória Lounge Beach, às 20h, localizado na beira mar da rodovia Ilhéus-Olivença, km 6. 

Os ingressos estão no valor de R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira) e podem ser adquiridos na Papirus Livraria e Trilha Fé, em Ilhéus.O cantor Dinho Brown e o Dj VirguLINUX serão os responsáveis por comandar a festa. Com um set especial de ritmos e músicas pernambucanas com destaque para o forró de rabeca, as sambadas de coco e muito manguebeat. 

Boa opção para o fim-de-semana.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

III ENCONTRO INTERNACIONAL DA ECONOMIA CRIATIVA TRAZ PARA O DEBATE AS “ÁFRICAS CRIATIVAS”



Discutir o sistema cultural e os elos das cadeias produtivas das artes e da cultura afro-brasileira no Brasil, no continente africano e nas mais diversas diásporas negras no mundo. Este é o objetivo do III Encontro Internacional da Economia Criativa (EIEC) que, este ano, será realizado de 8 a 10 de novembro, nas cidades de Salvador (Goethe-Institut Salvador-Bahia) e Santo Amaro (Teatro Dona Canô). O evento é gratuito e deve reunir artistas, produtores, gestores e pesquisadores dos setores criativos, além de representantes de organizações públicas, privadas e da sociedade civil. As inscrições podem ser feitas pelo www.eiec.ufba.br ou no dia do evento.

Com três dias de programação, o EIEC terá sessões de trabalho pela manhã e, à tarde, mesas de debate e palestras com convidados vindos da Nigéria, Grécia, Venezuela, Austrália e São Paulo. Após o fim de cada dia de debate, será realizada uma programação cultural que valoriza expressões artísticas com influencias africanas. A organização espera que o evento possa contribuir para a reflexão sobre as influências históricas e contemporâneas da cultura africana na economia criativa, bem como dos principais desafios e oportunidades dos artistas, realizadores e produtores culturais afrodescendentes.

A programação será aberta pelo professor da Obafemi Awolowo University (Nigéria), Félix Ayoh’Omidire falando sobre “A Diáspora Cultural Africana na América Latina”. A professora da UFRB, Vanda Machado, será a debatedora. Na sequência, haverá o debate “Narrativas negras - desafios da sustentabilidade da dramaturgia e da literatura afrodescendente”, com a participação do escritor, poeta e contista, Oswaldo de Camargo; da Onisajé (Fernanda Júlia) do Ilê Axé Oyá L´adê Inan (Alagoinhas); dos idealizadores do Coletivo Ogum's Toques Negros, Claudia Santos e Silvio Oliveira; e do dramaturgo, ator e escritor, Aldri Anunciação. A mediação será do professor da UFRB, Cláudio Orlando.

No segundo dia do evento será realizado o painel “Mulheres, Artes Visuais e Economia Criativa”, com a participação da curadora do “documenta 14 em Atenas” e escritora grega Marina Fokidis; da fotógrafa venezuelana, Àngela Bonadie; da professora da UFRB, Emi Koide; e da artista e performer, Michelle Mattiuzi; com mediação do professor da UFRB, Danilo Barata. Encerrando as atividades do EIEC em Salvador, o professor da University of Melbourne, Christiaan De Beukelaer; a fundadora do Programa Economia Criativa da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Edna dos Santos-Duisenber; e o diretor da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, falarão sobre “Cultura e Desenvolvimento nas Áfricas Criativas”. A mediação será da professora da UFRB e vice-coordenadora do EIEC, Daniele Canedo.

No terceiro e último dia do EIEC, já em Santo Amaro, haverá, por toda a manhã, o debate “Perspectivas de fortalecimento da cultura nos municípios” com a presença de gestores e conselheiros municipais de Cultura da Bahia, para a construção da Carta-Manifesto – Fortalecimento da Cultura nos Municípios e Territórios de Identidade. À tarde, o primeiro debate será sobre “Cultura, Tecnologias e Movimentos Criativos Contemporâneos”, com a participação do músico, artista visual, programador e criador do software ARRAST_VJ, Bruno Rohde; da professora do CEAO/UFBA, Jamile Borges da Silva; e da diretora do Instituto Mídia Étnica, Luciane Neves. A mediação será do professor da UFRB, Marcelo Medeiros.

Por fim, será realizado o painel “Festas: Economia Criativa e Engajamento Social”, sob a mediação de Mércia Queiroz. Os debatedores serão a produtora cultural e coordenadora de projetos na instituição Ilú Obá De Min, Baby Amorim (SP); do jornalista, designer gráfico e produtor da festa BATEKOO, Wesley Mirands (SP); o presidente do bloco afro Ilê Aiyê, Vovô do Ilê; e o presidente da Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (Assemba), Alexnaldo dos Santos.

O EIEC 2017 é organizado pelo Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA), pelo Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos (IHAC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e pelo Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O evento tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, e apoio institucional do Goethe-Institut Salvador-Bahia, do Ministério da Cultura e do Teatro Dona Canô, Secretaria de Cultura da Bahia.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br


Serviço: III Encontro Internacional da Economia Criativa
Local: Goethe-Institut - Salvador-Bahia e Teatro Dona Canô - Santo Amaro
Data: 8 a 10 de Novembro de 2017
Gratuito


Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA
Telefone: (71) 3103-3442 / 3452
www.flickr.com/photos/secultba | www.twitter.com/SecultBA

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

SEMINÁRIO PROPÕE A RETOMADA DA REDE DE FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO EM CULTURA NA BAHIA



Dois dias de encontros, debates, interações e encaminhamentos movimentaram o auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, em Salvador. O Seminário de Formação e Qualificação em Cultura, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), reuniu em sua programação representantes de todas as universidades públicas federais e estaduais da Bahia, além de organizações sociais e instituições apoiadas pelo Fundo de Cultura que promovem trabalhos voltados para a qualificação.

“A formação e qualificação cultural são pontos essenciais para que a gente consiga consolidar um Sistema de Cultura, ou seja, uma organização da cultura na Bahia. Entendemos que o seminário conseguiu atingir os seus objetivos, promovendo o encontro entre as universidades e as instituições sociais, e a retomada da articulação da Rede de Formação em Cultura na Bahia. Além dos objetivos que a própria SecultBA coloca, como priorizar a formação para o desenvolvimento cultural de nosso estado”, avalia o superintendente de desenvolvimento territorial da cultura, Sandro Magalhães.

O último dia do seminário, nesta quarta-feira (01), teve início com a apresentação das experiências das universidades públicas da Bahia na formação de gestores culturais. As instituições de ensino tiveram a oportunidade de falar sobre os projetos desenvolvidos e em andamento dentro de suas estruturas organizacionais para o campo da formação cultural. Estiveram presentes os representantes Paulo Roberto Baqueiro, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Laura Bezerra, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Ernani Coelho, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Fernando José Oliveira, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Sérgio de Oliveira, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESC), Isa Trigo, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), e Iza Magno, da Universidade Federal Sul da Bahia (UFSB).

“As universidades precisam pensar o lugar da cultura dentro delas e, em articulação com a SecultBA, debater a importância da formação em cultura, de forma ampla, bem diversificada, buscando alternativas de como cobrir o estado da Bahia inteiro e evitar sombreamentos, pensando também em como potencializar aquilo que já fazemos”, declara Laura Bezerra, representante da UFRB no seminário, e que no ano de 2012, quando estava como assessora na SecultBA, foi uma das responsáveis pela criação da Rede de Formação em Cultura, sobre a qual ressalta a necessidade de ser retomada.

A programação da tarde foi reservada para debates, propostas e encaminhamentos. Além de ouvir as sugestões e considerações da sociedade civil e representantes de instituições presentes, a SecultBA apresentou três propostas a serem articuladas a partir do seminário: a retomada da Rede de Formação e Qualificação em Cultura, junto às universidades e instituições que atuam no campo; o fomento, com apoio da SecultBA, a encontros territoriais realizados pelas universidades, voltados para as instituições do campo da formação cultural, valorizando os arranjos locais; por fim, foi proposta a realização de um segundo Seminário de Formação e Qualificação em Cultura, com previsão para o mês de março do próximo ano, momento em que serão avaliados os arranjos desenvolvidos até então e será aberto o planejamento das ações da rede para o ano de 2018. O objetivo é que o próximo seminário seja capitaneado por uma das universidades públicas presentes no evento, e que aconteça no interior do estado.

Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA
Telefone: (71) 3103-3442 / 3452
www.flickr.com/photos/secultba | www.twitter.com/SecultBA

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO EM CULTURA ACONTECE EM SALVADOR




O desenvolvimento da cultura é o tema que vai reunir representantes de instituições de ensino e organizações sociais no Seminário de Formação e Qualificação em Cultura, programado para os dias 31 de outubro e 01 de novembro, das 9h às 17h, no Museu de Arte da Bahia (MAB), localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.



Promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), através da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), o seminário é um momento de mobilização e intercâmbio entre universidades e organizações sociais. Segundo o superintendente Sandro Magalhães, o seminário visa contribuir com o debate sobre o desenvolvimento da cultura a partir do estímulo e ampliação de programas, cursos e processos formativos. “Estes processos são voltados para agentes que atuam como gestores, produtores, conselheiros ou para formação cidadã”, ressalta.



A mesa de abertura, com presença da secretária de cultura Arany Santana, terá como tema a Importância da Formação no Campo Cultural, o debate conta com as participações da pesquisadora Lia Calabre, do vice-reitor da UFBA Paulo Miguez, da Coordenadora de Articulação do Curso para Elaboração de Planos Municipais de Cultura, Ângela Andrade, e mediação do superintendente Sandro Magalhães.



O encontro continua, trazendo em sua programação a apresentação de cursos realizados por organizações da sociedade civil apoiadas pelo Edital e Formação e Qualificação em Cultura (04/2016) e por universidades da Bahia. Os debatedores vão apresentar os resultados dos projetos apoiados pelo Fundo de Cultura através do Edital e Formação e Qualificação em Cultura, instrumentos necessários para o cumprimento dos objetivos da política cultural do Estado da Bahia.



O Seminário alinha-se com as orientações do Sistema Estadual de Cultura, que tem entre os seus objetivos promover a formação e a qualificação de públicos, criadores, produtores, gestores e agentes culturais. O encontro pretende atualizar os debates sobre formação e qualificação em cultura para os setores da Secretaria de Cultura, além de manter a articulação entre SecultBA e as instituições que trabalham no campo, considerando a multiplicidade de áreas, dimensões, manifestações e aspectos.



A pré-inscrição pode ser feita online, o que não garante o acesso ao evento, já que o espaço será sujeito à lotação. Os interessados devem comparecer no dia 31, às 9h, no MAB, para garantir sua vaga. A programação estará disponível no blog https://territoriosculturaisbahia.wordpress.com/





Seminário de Formação e Qualificação em Cultura

Quando: 31 de outubro e 01 de novembro, 9h às 17h

Local: Museu de Arte da Bahia (MAB), Corredor da Vitória, Salvador – BA

Pré-inscrições: https://goo.gl/BXfHy3






Fonte:
Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA

Telefone: (71) 3103-3442 / 3452



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CONVITE DE APRESENTAÇÃO DO SECRETÁRIO MUNICIPAL DA CULTURA


ILHÉUS POSSUI O ÚNICO CURSO TÉCNICO DE TEATRO DA BAHIA


Ilhéus possui o único curso técnico de Teatro do estado da Bahia, ministrado pelo Centro Estadual de Educação Profissional do Chocolate Nelson Shaun (CEEP), no bairro do Malhado. Os alunos do curso farão a apresentação de estreia do espetáculo “Epa! Quem foi? Quem viu?”, nesta segunda-feira e amanhã, 16 e 17 de outubro, às 19h30min, no palco do Teatro Municipal de Ilhéus.

Para o ator e coordenador da secretaria municipal de Cultura, Pawlo Cidade, o curso técnico de Teatro do CEEP “é de extrema importância para o desenvolvimento pessoal e social do aluno. Além de despertar novos talentos para as artes cênicas, o curso técnico ajuda a preparar o estudante para o mercado de trabalho e é um instrumento valioso para as relações interpessoais. Afinal, no Teatro, você aprende a se relacionar em grupo, a trabalhar em equipe, além de conhecer mais de perto as pessoas. ”

A peça traz cenas escritas pelos próprios estudantes, com releituras do escritor e dramaturgo (in memorian), Naum Alves de Souza, no texto “Aurora da Minha Vida”. A direção é dos professores Jones Mota e  Valdiná Guerra, que é coordenadora do curso. O valor do ingresso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

A apresentação do espetáculo conta com o apoio da Prefeitura de Ilhéus. Participam da produção 27 estudantes das duas turmas do curso técnico, que foi implantado no ano passado. Este ano, a primeira turma encenou, no Teatro Municipal, em janeiro, a peça “Via Sacra em Versos pelos olhos de Maria”, e, em julho último, foi apresentada a terceira temporada de “Sonhos de Uma noite de Verão”.

A peça propõe uma narrativa dramática com o objetivo de questionar práticas educacionais tradicionais e autoritárias oriundas da ditadura militar e o momento político contemporâneo. Também são abordados questionamentos de situações sociais e culturais em que os jovens estão inseridos, como o bullying, os transtornos alimentares, a sexualidade e as questões de raça e poder, tratados com um humor que beira a sátira, sem deixar o que é politicamente correto de lado.