sexta-feira, 9 de maio de 2025

NOVO MERCADO MUNICIPAL FORTALECE AGRICULTURA FAMILIAR EM CATOLÂNDIA




Os 100 beneficiados do Mercado Municipal de Catolândia contarão com uma estrutura dentro dos padrões da vigilância sanitária. 


A agricultura familiar é a mola propulsora do desenvolvimento econômico nos municípios e na Bahia e, para fomentar a comercialização da produção rural, o Governo do Estado, nesta quinta-feira (08/05), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), entregou o Mercado Municipal de Catolândia, no Território Bacia do Rio Grande.

Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, destacou que o Mercado Municipal funciona como uma ‘vitrine’ para os alimentos que vêm do rural e são comercializados na cidade. “Entregamos mais um equipamento importantíssimo para a agricultura familiar. Essa estratégia de fortalecer a comercialização da produção rural, em circuitos curtos, que são as feiras, é uma inovação, que estamos fazendo em todo o estado, na perspectiva de garantir conforto para quem vende e compra, segurança sanitária e, acima de tudo, o fomento à geração de emprego e renda, que impacta diretamente na economia municipal.”

Os 100 beneficiados do Mercado Municipal de Catolândia contarão com uma estrutura dentro dos padrões da vigilância sanitária. Feirante há mais de 20 anos, Édson de Oliveira celebrou com alegria a inauguração oficial do Mercado Municipal de Catolândia. “Antes, a gente vendia os produtos circulando pela rua. Agora, cada um vai ter seu espaço, as mercadorias não vão ficar no sol. Essa é uma obra maravilhosa”, enfatizou.

Ainda durante a agenda no município de Catolândia, foi assinado o termo de doação de 30 barracas de feira livre para a Prefeitura.

Foto: André Frutuôso


Silvia Costa
Assessoria de Comunicação da CAR
@carbahia_

quarta-feira, 7 de maio de 2025

AGROINDÚSTRIAS FAMILIARES GERAM RENDA E MUDAM A REALIDADE DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO PIEMENTE DA DIAMANTINA



Grupo umburanas

Esses empreendimentos são de grande importância para os quilombos, comunidades invisibilizadas, que ficaram muito tempo desassistidas, o que faz desses investimentos, também, uma reparação histórica! 


Os quilombos Várzea Queimada e Volta da Serra, localizados nos municípios de Caém e Umburanas, receberam do Governo do Estado unidades de processamento da mandioca e cozinhas comunitárias, implantadas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), por meio do projeto Pró-Semiárido. As agroindústrias têm qualificado o processo de extração da farinha e fécula e fortalecido os grupos produtivos de mulheres que trabalham nas cozinhas com produtos feitos com derivados da mandioca.

As unidades de processamento da mandioca contam com áreas para recebimento de matéria-prima, fecularia, estoque de insumos e do produto final, estufa, tratamento de resíduos, e tanques de decantação e para tratamento da manipueira, dentre outros espaços. As cozinhas comunitárias foram estruturadas com setor de higienização, produção, embalagem, estoque, banheiros e copa.

“Esses empreendimentos são de grande importância para os quilombos, comunidades invisibilizadas, que ficaram muito tempo desassistidas, o que faz desses investimentos, também, uma reparação histórica! Além disso, a gente tem nesse processo o fortalecimento da mandiocultura, antes vista somente como meio para extração da farinha. Nessas unidades tudo é aproveitado, da raiz à manipueira. Nas cozinhas comunitárias as mulheres transformam os derivados da mandioca em produtos naturais de qualidade, melhoram a alimentação da família e comunidade, além de gerarem renda, com a comercialização”, explica Rejane Magalhães, coordenadora local do Pró-Semiárido no Piemonte da Diamantina.

Cláudio Vieira, do quilombo Volta da Serra, fala da revolução ocorrida na comunidade depois da instalação das agroindústrias: “Receber essa Unidade de Processamento da Mandioca foi muito importante para nós. Aqui na região não há nenhum empreendimento como esse! A gente antes tinha muita dificuldade para fazer a nossa farinha. A nossa comunidade era totalmente esquecida. Hoje, além de termos sido contemplados com a Unidade e uma Cozinha Comunitária, conseguimos o reconhecimento pela Fundação Palmares como comunidade quilombola, o que nos deixou muito satisfeitos. A Volta da Serra hoje tem outra cara!”.

Nas cozinhas comunitárias os grupos de mulheres Sabores do Sertão (Umburanas) e Delícias da Tia Likinha (Caém) produzem receitas à base dos derivados da mandioca como avoadores, beijus saborizados e crocantes, bolos, biscoitos e pães. “A nossa Cozinha Comunitária trouxe não só renda, mas também identidade e fortalecimento para as mulheres da comunidade”, avalia a agricultora Josy Santos, do grupo Delícias da Tia Likinha.

Fotos: Divulgação

Silvia Costa
Assessoria de Comunicação da CAR
@carbahia_

quinta-feira, 1 de maio de 2025

PREFEITURA DE ILHÉUS AMPLIA FAIXAS DE CEP EM DISTRITOS E POVOADOS



Foto: José Nazal


A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, solicitou e obteve junto à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos a criação de novas faixas de Código de Endereçamento Postal (CEP) para 124 logradouros das sedes distritais e do povoado de São José. A partir do dia 30 de abril, cada rua das localidades de Banco Central, Banco do Pedro, Castelo Novo, Coutos, Inema, Japu, Pimenteiras, Sambaituba e Distrito Ilhéus (Sede) contará com um CEP individual.

Anteriormente, cada sede possuía apenas um único código. Agora, com base na Lei Municipal nº 4.024/2019, cada logradouro terá seu próprio CEP. O trabalho contou com o apoio do pesquisador e memorialista José Nazal e visa estimular a abertura de novos negócios e facilitar a identificação de endereços, especialmente para compras no comércio eletrônico.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Ganem, a mudança é fundamental para facilitar o cadastro de empresas na Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB) e impulsionar o crescimento econômico nas regiões do interior.

O novo cadastramento realizado pelos Correios contempla: 14 ruas em Banco Central; 13 em Banco do Pedro; 8 em Castelo Novo; 15 em Coutos; 22 em Inema; 4 em Japu; 5 em Pimenteiras; 36 em Sambaituba e 7 no povoado de São José. A atualização estará disponível para consulta no site oficial dos Correios a partir do dia 30 de abril.

"Ainda que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não inicie imediatamente os serviços de entrega das correspondências e encomendas nas localidades, as pessoas poderão proceder compras com comércio on-line, prática hoje comum para os moradores da zona urbana, permitindo a quem reside nos distritos contar com esse serviço através das empresas de entrega. Vamos lutar para que, ainda em nosso governo, os Correios possam estender de forma gradativa, os serviços junto a população residentes nas sedes dos distritos", afirmou o Prefeito Valderico Junior.

CLIQUE AQUI e faça o download da relação dos novos CEPs abaixo.

Fonte: ASCOM/PMI

terça-feira, 29 de abril de 2025

ASSEMBLEIA GERAL



ASSEMBLEIA GERAL DE 
1a. REFORMA DO ESTATUTO

 

A Presidente da Associação Comunidade Tia Marita, Sra.  Viviane Souza Siqueira Couto, no uso de suas atribuições e de acordo com o Artigo XII – Das Disposições Gerais, alínea b, convoca os membros Categoria “A” para nova Assembleia Geral, de forma exclusivamente online, para o seguinte ponto de pauta:

 

1ª. Reforma do Estatuto da Associação, com vistas à adequação ao Código Civil Brasileiro e ao Marco Regulatório das Sociedades Civis – MROSC.

 

A Assembleia Geral será realizada no dia 19 de maio de 2025, às 8h30.

 

  

Ilhéus, Bahia, 29 de abril de 2025

  

 

Viviane Souza Siqueira Couto

Presidente do Conselho Diretor 

Associação Comunidade Tia Marita

 

 

 

 

PREFEITURA DE ILHÉUS LANÇA EDITAL DA PNAB 2 COM INSCRIÇÕES ATÉ 18 DE MAIO DE 2025




As inscrições seguem abertas até o dia 18 de maio de 2025 e podem ser realizadas por agentes culturais nas modalidades de pessoa física ou jurídica, tanto de forma individual quanto coletiva,  com ou sem fins lucrativos.


A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), abriu as inscrições para o primeiro edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB 2 - LEI Nº 14.399/2022). Ao todo, serão destinados R$ 980 mil para o financiamento de 112 projetos culturais no município.

As inscrições seguem abertas até o dia 18 de maio de 2025 e podem ser realizadas por agentes culturais nas modalidades de pessoa física ou jurídica, tanto de forma individual quanto coletiva, com ou sem fins lucrativos.

O edital contempla 14 categorias culturais: Artes Plásticas e Visuais, Capoeira, Cultura Afro/Povo Negro, Cultura Hip Hop, Cultura Indígena, Culturas Populares, Dança, Literatura, Música, Patrimônio Cultural, Quadrilhas Juninas, Teatro, Audiovisual e Feiras Criativas.

A iniciativa visa fomentar a produção artística e valorizar a diversidade cultural dos bairros e distritos da cidade, demonstrando o compromisso da Prefeitura de Ilhéus com a cultura.

Para conferir mais informações e como se inscrever, acesse o Edital 02/2025: https://bit.ly/4jrX1gu

Conforme definido em assembleia do Conselho Municipal de Cultura, a Secult lançará em breve mais dois editais relacionados à PNAB 2: um com foco no programa Cultura Viva, que busca apoiar pontos e pontões de cultura; e outro para contratação de profissionais (pareceristas) para analisarem os projetos inscritos.

quarta-feira, 16 de abril de 2025

“Não há risco de interrupção da Política Nacional Aldir Blanc”, DECLAROU O SECRETÁRIO-ADJUNTO DO MinC



Foto: Hebert Ferreira/MinC


Em live de lançamento do novo ciclo da política, Cassius Rosa garantiu que os recursos serão repassados na integralidade


Ministério da Cultura (MinC) promoveu, nesta segunda (14), uma live para explicar as novas diretrizes da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A atividade virtual foi transmitida no canal da Pasta no YouTube e orientou gestores e gestoras públicos de cultura, além dos agentes culturais de todo o país, sobre as novas regras publicadas na Portaria nº 200, de 11 de abril de 2025

O secretário-adjunto do MinC, Cassius Rosa, fez questão de tranquilizar o setor cultural acerca do orçamento reservado para a Aldir Blanc. Ele explicou que o dinheiro da política cultural é considerado uma despesa obrigatória do Governo Federal e por isso está garantido.

“Nós estamos garantindo a integralidade do recurso necessário para execução da Aldir Blanc. A partir do momento que fizermos a aferição do índice de execução dos recursos do ciclo anterior, está garantido o repasse integral da parcela a que o estado ou município têm direito neste ciclo. Se forem necessários os R$ 3 bilhões previstos na Lei para atender o país todo, R$ 3 bilhões serão repassados. Não há risco de interrupção da Política Nacional Aldir Blanc”, declarou o secretário.

E continuou: “este é o momento de aprofundarmos o debate do pacto federativo, de construirmos os elementos de consolidação do Sistema Nacional de Cultura, estabelecendo os papéis de cada um dos entes federativos na gestão das políticas culturais. A gente quer, nesse novo ciclo, fortalecer essa gestão tripartite, entendendo quais são as responsabilidades do Governo Federal, dos estados e dos municípios para o sucesso da Aldir Blanc. Que a gente consiga fortalecer os instrumentos de controle social e ferramentas para deixar uma marca indelével na cultura. E que ninguém nunca mais ouse extinguir o Ministério da Cultura, como foi feito no passado”, concluiu Cassius Rosa.

Novas regras

Durante a atividade virtual, foram detalhadas as novas regras da Aldir Blanc, com destaque para novos critérios estabelecidos para que os entes federativos tenham direito à segunda parcela da política.

Solicitar a adesão na plataforma TransfereGov, por meio do envio do Plano de Ação - esse é o primeiro passo para demonstrar o interesse em receber os recursos da Aldir Blanc.


Uma vez que o plano de ação foi aprovado, assinar e enviar o Termo de Adesão na TransfereGov, se comprometendo a destinar recursos próprios para a área da cultura.


Elaborar o Plano de Aplicação dos Recursos (PAR), com participação social, e cadastrá-lo na plataforma do MinC.


Ter executado pelo menos 60% dos recursos recebidos no ciclo anterior - para este segundo ciclo, a aferição será realizada no dia 1 de julho de 2025.

O diretor de Assistência Técnica a Estados, Distrito Federal e Municípios do MinC, Thiago Leandro, reforçou a importância de ouvir a sociedade civil durante o processo.

“É melhor construir junto com a sociedade, a chance de acertar é muito maior. Então, a participação social é fundamental, além de ser um critério obrigatório. Lá no Plano de Aplicação dos Recursos será necessário demonstrar como foi feita a consulta, apresentar a comprovação de data e local de realização. Outro ponto bem importante de reforçar é que a participação da sociedade civil, dos conselheiros de cultura, não gera impedimento para que essas pessoas concorram nos editais que forem lançados, e nossa equipe estará inteira à disposição para prestar assistência técnica para todos que precisarem ”, afirmou. 

Cronograma

O calendário detalhado do novo ciclo da Aldir Blanc também foi apresentado durante a live de lançamento. Clique aqui para acessar o cronograma.

A diretora de Fomento Direto do MinC, Teresa Cristina de Oliveira, anunciou que a partir desta terça (15) a plataforma TransfereGov já estará aberta para as novas adesões.

“Nós temos uma equipe que está já preparada para receber e analisar os Planos de Ação dos municípios. A nossa equipe trabalha com um conjunto de servidores, pessoas que vão se posicionar para atender o conjunto de municípios e de estados, e nós estamos também preparados para responder tempestivamente as questões. Nós temos a missão de construir juntos a nova parceria que vai seguir com mais quatro anos, no mínimo, de Aldir Blanc. Foi dada a largada!”, declarou.

Novo site

O novo site da Aldir Blanc, com todas as novas regras, material de orientação, cronograma e tabela para consultar o valor correspondente aos 60% mínimos de execução de cada ente federativo já está no ar. Clique aqui para acessar.

A equipe do Ministério da Cultura também anunciou que os plantões tira-dúvidas semanais para atender gestores e gestoras de cultura serão retomados a partir do dia 30 de abril.

Assista a íntegra da live de lançamento do segundo ciclo da Aldir Blanc.

terça-feira, 8 de abril de 2025

SECULT DIVULGA RESULTADO DAS INSCRIÇÕES PARA OFICINAS ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS PARA EDITAL NEOENERGIA






A Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA) divulga, nesta terça-feira (08), o resultado final das inscrições para as oficinas Elaboração de Projetos Culturais para Edital “Transformando Energia em Cultura 2025-2026”, da Neoenergia.

Ao todo, foram selecionadas 80 pessoas jurídicas sediadas e com atuação cultural no estado da Bahia, regularmente constituídas como microempreendedor individual (MEI), organização sem fins lucrativos ou produtora cultural com interesse em credenciar projetos socioculturais.

Os selecionados foram divididos em duas turmas, por ordem de inscrição e avaliação de aderência do perfil do agente cultural conforme edital. 

As oficinas serão oferecidas pela SecultBA, por meio do Escritório Bahia Criativa, unidade da Superintendência de Promoção Cultural (Suprocult). As aulas serão on-line e acontecem de 14 a 16 de abril de 2025, para os 40 selecionados da primeira turma, e de 22 a 24 de abril de 2025, para os demais 40 selecionados da segunda turma. 

Cada oficina terá três horas de duração. Os encontros serão em formato virtual pela plataforma Google Meet e irão abordar temas como elaboração de projetos culturais e esclarecimentos quanto ao preenchimento dos requisitos para inscrição no edital e no Programa Fazcultura, entre outros. O link das aulas será enviado por e-mail para os selecionados.

A formação oferecida pelo Escritório Bahia Criativa irá orientar os agentes culturais interessados em concorrer no edital “Transformando Energia em Cultura”, que credenciará banco de projetos pré-habilitados a receber apoio financeiro por meio de recursos incentivados pelo Programa de Incentivo à Cultura da Bahia (Fazcultura).

Confira o resultado AQUI

SECULT E FUNCEB REALIZAM DIÁLOGO SETORIAL DE ARTES VISUAIS EM CACHOEIRA





Os Diálogos Setoriais das Artes seguem acontecendo no interior do estado, após começar com a linguagem de Circo, no Capão. Realizados pela Secretaria de Cultura do Estado (SecultBa), por meio da Fundação Cultural do Estado (Funceb), os Diálogos acontecem em formato híbrido (virtual e presencial), com participação aberta (INSCRIÇÃO: https://forms.office.com/r/1b88ThQmaW) aos interessados em debater políticas para as Artes.

Os encontros tem o intuito de manter diálogo permanente com a sociedade na articulação e planejamento de ações e projetos, reunir artistas, técnicos, produtores, gestores, pesquisadores, professores, mestres, estudantes, grupos, companhias, trupes, coletivos, fóruns, redes, associações, escolas, universidades, espaços, organizações e empresas do campo das Artes que atuam nos municípios e territórios.

Os Diálogos também são instrumentos de divulgação e mobilização dos setores artísticos para o Processo Eleitoral de escolha dos membros dos Colegiados Setoriais das Artes da Bahia (Gestão 2026 - 2027).

O próximo será o Diálogo Setorial de Artes Visuais, dia 11 de abril (sexta-feira), às 15h, presencialmente no Auditório do CAHL da UFRB, em Cachoeira e virtualmente na Plataforma Teams. No encontro, estarão presentes dirigentes e coordenadores/as da Fundação Cultural, que tratarão de ações de 2025 nas linguagens, além de demandas dos setores.

Após este primeiro Diálogo, serão realizados ainda encontros para os demais setores artísticos: Audiovisual, Dança, Literatura, Música e Teatro, com a mesma metodologia.

Participação

Em todas as reuniões será garantida a participação virtual através da plataforma Teams. Dúvidas podem encaminhadas para o e-mail dialogos.setoriais@funceb.ba.gov.br.

No dia e horário, acesse aqui a sala virtual

SERVIÇO 
Diálogo Setorial de Artes Visuais
Quando: 11 de abril de 2025 (sexta-feira), 15h
Onde: Auditório do CAHL da UFRB, em Cachoeira | Virtual na Plataforma Teams 

domingo, 30 de março de 2025

"AS EXPEDIÇÕES DE NATURALISTAS EUROPEUS NO SÉCULO XIX, NÃO ERAM EMPREENDIMENTOS ROMÂNTICOS", LEIAM O ARTIGO DE GERSON MARQUES*



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Mata Atlântica do Sul da Bahia, 
e seu impacto econômico na Europa

Por Gerson Marques


Quando o naturalista bávaro Carl Friedrich Philipp von Martius, pisou na Bahia em 1817, sua missão não era apenas botânica: trazia consigo ordens da coroa alemã para identificar plantas "de valor comercial". Enquanto catalogava orquídeas e bromélias, Martius anotava em seu diário a localização de pau-brasil (Paubrasilia echinata) pau-marfim (Balfourodendron riedelianum), árvores cuja madeira valia fortunas na Europa. 

Sua expedição, financiada por comerciantes de madeira de Augsburg, ilustra um dos segredos sujos da ciência do século XIX: sob o véu do conhecimento, escondiam-se interesses econômicos e um projeto colonial que moldaria a economia global que deixaria cicatrizes profundas no Brasil. 

As expedições de naturalistas europeus no século XIX, não eram empreendimentos românticos. Eram parte de uma estratégia de imperialismo científico, no qual potências como Inglaterra, França e Alemanha buscavam: Mapear recursos naturais para exploração comercial. Coletar espécimes para museus e jardins botânicos, que serviam como símbolos de poder colonial. Substituir saberes locais por taxonomias europeias, facilitando o controle sobre territórios, como é o caso da Missão Austro-Bávara (1817-1820), patrocinada pelo rei Maximiliano I da Baviera, a expedição de Martius e Spix, que incluía instruções explícitas para "identificar madeiras de construção naval" e "plantas medicinais de potencial lucrativo". Seus relatórios foram usados por empresas alemãs para explorar o óleo de copaíba na Bahia, usado na indústria de vernizes. Georg Langsdorff (1821-1829): Cônsul russo e naturalista, Langsdorff mapeou rotas fluviais no Nordeste para o czar Alexandre I, visando abrir mercados para o comércio de peles e madeira, enquanto o Brasil perdia biodiversidade, a Europa colhia os frutos: 

Um bom exemplo disso ocorreu com a fibra de caroá (Neoglaziovia variegata), coletada por Saint-Hilaire na Bahia, foi usada na fabricação de cordas e tecidos na Inglaterra, reduzindo a dependência do algodão norte-americano. Ou a vitória-régia (Victoria amazonica), levada para estufas inglesas, viraram símbolos do exotismo colonial, atraindo milhões a exposições como a Grande Exposição de 1851. Museus como o Kew Gardens (Reino Unido) e o Jardim des Plantes (França) exibiam "troféus" da Mata Atlântica, reforçando a narrativa de superioridade europeia. 

Entre 1820 e 1880, a exportação de madeira da Bahia para a Europa aumentou 300%, impulsionada por relatórios de naturalistas. A quina (Cinchona officinalis), planta antimalárica estudada por Spix, foi cultivada pelos britânicos na Índia, quebrando o monopólio sul-americano e lucrando com a cura da malária, enquanto a Europa prosperava, o Sul da Bahia pagava o preço, apesar de exóticas na Mata Atlântica, foi daqui que saíra as primeiras sementes de cacau e piaçava, descritas por Martius, levadas para colônias africanas, minando o potencial econômico brasileiro. O óleo de copaíba, antes extraído por indígenas em sistema sustentável, passou a ser explorado em larga escala por empresas estrangeiras, esgotando as reservas em 40 anos. Sobre os povos originários os impactos foram ainda mais devastadores, Os Botocudo, estudados por Wied-Neuwied como "curiosidades etnográficas", foram dizimados por doenças e políticas de extermínio, sua população caiu de 10 mil (1820) para 200 (1900). 

Os Tupinambá de Ilhéus dominavam técnicas de agroflorestal com cacau e seringueira, descritas por Darwin que conheceu na periferia de Salvador, como "jardins selvagens". Com a chegada das tecnicas europeia, esses sistemas foram substituídos por monoculturas, com perdas na qualidade do solo. O urucum (Bixa orellana), usado por indígenas como moeda de troca, foi patentado por uma empresa francesa em 1856 como corante industrial, sem compensação aos povos originários. 

Apesar de alguns discursos conservacionistas, os naturalistas eram peças-chave na máquina colonial: 

Wied-Neuwied: Sua coleção de 2 mil animais empalhados foi vendida para museus europeus, financiando novas expedições. Em cartas, ele admitia: "Cada espécime vale mais que um escravo no mercado de curiosidades". 

João Barbosa Rodrigues: Apesar de brasileiro, seu trabalho no Jardim Botânico do Rio de Janeiro serviu para catalogar plantas úteis à coroa portuguesa, como a piaçava, cujas fibras abasteciam a Marinha Real. 

As expedições científicas do século XIX não foram neutras. Foram armas de um projeto que transformou biodiversidade em commodities e saberes ancestrais em notas de rodapé. Enquanto a Europa decorava salões com orquídeas baianas, o Brasil via sua mata ser reduzida a carvão para locomotivas inglesas. 

Hoje, o Sul da Bahia ainda colhe os frutos amargos: 92% da Mata Atlântica original foi destruída, e espécies como o Jupara “potos flavus”, só existem em cativeiro, outras estão extintas.

Dos 120 grupos indígenas citados por Martius, no Sul da Bahia, apenas 23 sobrevivem — muitos sem direito a suas terras ancestrais. 

Em 1859, ao receber uma medalha da Sociedade Geográfica de Londres, Martius declarou: "O Brasil é um Éden, mas um Éden a ser domado". Dois séculos depois, o preço desse "domínio" está claro: um Éden saqueado, e um país que ainda luta para reescrever sua história — não pela pena de naturalistas estrangeiros, mas pelas mãos daqueles que sempre souberam ler a floresta. 

A Mata Atlântica do Sul da Bahia merece e precisa receber o tratamento especial de destaque por seu valor científico, econômico e social e histórico, berço do teatro da colonização, mossa floresta tem sido o ecossistema mais agredido e degradado de nosso território por cinco séculos, inclusive em sua própria identidade, basta! Os povos atuais que moram no Sul da Bahia tem um débito e uma obrigação com estas matas, protegê-las e garantindo seu papel biológico, social e econômico de nossa região, aqui somo todos filhos desta exuberante, cobiçada e generosa floresta.


Gerson Marques, ativista ambiental, pesquisador, consultor de políticas públicas

quarta-feira, 19 de março de 2025

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE 1a. REFORMA DO ESTATUTO





ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

 

A Presidente da Associação Comunidade Tia Marita, Sra.  Viviane Souza Siqueira Couto, no uso de suas atribuições legais, deixa público e convoca os membros efetivos para Assembleia Geral Extraordinária de forma híbrida (presencial e online) para o seguinte ponto de pauta:

1ª. Reforma do Estatuto da Associação, com vistas à adequação ao Código Civil Brasileiro e ao Marco Regulatório das Sociedades Civis – MROSC.

A A Assembleia Extraordinária será realizada na Rua Djan Lima Silva, nº 350 - A, bairro Barra de Itaípe, no dia 15 de abril de 2025, com início às 16 horas, findando às 20 horas, impreterivelmente.  


 

Ilhéus, Bahia, 15 de março de 2025

 


Viviane Souza Siqueira Couto

Presidente do Conselho Diretor 

Associação Comunidade Tia Marita