segunda-feira, 13 de maio de 2013

III FECIBA COLOCA EM DISCUSSÃO O RESPEITO À DIVERSIDADE SEXUAL



O debate sobre a diversidade sexual marcará a Mostra Sexualidades do III Festival de Cinema Baiano (Feciba ), evento que acontece em Ilhéus. Com a exibição gratuita de três curtas sobre transformismo e homossexualidade, o Feciba reunirá diretores e público para discutir as produções e seus temas. A programação inclui “Da Alegria, do Mar e de Outras Coisas”, de Ceci Alves, “Desvelo”, de Clarissa Rebouças, e “Jéssica Cristopherry”, de Paula Lice, Ronei Jorge e Rodrigo Luna. A sessão acontece no dia 09 de junho, às 17h30, no Cine Santa Clara.

O filme de Ceci Alves, diretora do premiado “Doido Lelé”, é inspirado no caso real de duas travestis vítimas da violência policial, episódio que resulta na morte de uma delas. Trazendo o acontecimento trágico a partir da memória da sobrevivente, o filme recebeu uma menção honrosa no VIII CineFuturo.

Obra de ficção premiada no VIII Panorama Internacional Coisa de Cinema, o filme de Clarissa mostra uma história de amor que esconde um segredo e supera preconceitos. O documentário do trio Paula, Ronei e Rodrigo, traz a complexa construção de uma transformista inusitada, fazendo uma homenagem a esse universo.

O Feciba traz ainda uma mostra competitiva com 14 curtas-metragens e as mostras temáticas Infantojuvenil e Bahia Adentro, além de longas-metragens de diferentes épocas. O Festival de Cinema Baiano é uma realização da Voo Audiovisual e da NúProArt, viabilizada pelo Edital Setorial de Audiovisual 2012 da Secretaria de Cultura da Bahia.

Fonte: SECULT

sexta-feira, 10 de maio de 2013

EDITORIAL


As Conferências são espaços importantes para a consolidação das políticas públicas de Cultura. Nossa participação, enquanto agente multiplicador, é indispensável.”
P.C.
AS CONFERÊNCIAS DE CULTURA



Vão começar as conferências de Cultura. O prazo ficou apertado, por isso as Secretarias de Cultura, Diretorias e Fundações vão ter que correr. O prazo final das Conferências Municipais se encerra no dia 14 de julho. Portanto, só restam dois meses para que Ilhéus apresente suas demandas para a Conferência Territorial e depois a Estadual. O tema deste ano da Conferência Nacional será “Uma Política de Estado para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura.” É um tema bem oportuno porque reforça a ideia de que as políticas públicas precisam perpassar governos. Não queremos programas e projetos de grupos específicos, queremos a continuação de uma política de Estado que está dando certo e essa política é a do Sistema Nacional de Cultura.
A convocação da 3ª. Conferência Nacional de Cultura foi publicada no mês passado, no Diário Oficial, através da Portaria nº 33, de 16 de abril de 2013. Além do tema nacional, alguns subtemas que nortearão os debates também foram selecionados, como a Implantação do SNC, com foco nos impactos da Emenda Constitucional do SNC na organização da gestão cultural e participação social; a produção simbólica e diversidade cultural que não poderia faltar. O foco deste subtema recai sobre o fortalecimento da produção artística e dos bens simbólicos, bem como da proteção e promoção da diversidade das expressões culturais. Espero que não chovemos no molhado neste subtema e que os debates sejam bastante conclusivos.
Outro subtema que estará nas Conferências é o da Cidadania e Direitos Culturais, já garantidos pela Constituição Federal e Cultura e Desenvolvimento, desta vez com foco na Economia Criativa como estratégia de desenvolvimento sustentável. Nada mais oportuno.
Caso algumas Secretarias de Cultura não convoquem conferências (isto pode acontecer), ferindo o Plano Municipal de Cultura, nós podemos organizar Conferências Livres. Embora as Conferências Livres não tenham o poder de eleger delegados, podem enviar relatórios válidos, desde que discutam os temas previstos, estejam presentes pelo menos vinte pessoas e enviem o relatório à Conferência Estadual. Tudo deve estar devidamente documentado.
As datas limites de cada conferência são as seguintes:
Conferência Municipal ou Intermunicipal – 14 de julho
Conferência Territorial ou Regional – 01 de setembro
Conferência Estadual ou Distrital – 15 de setembro
Conferência Nacional – 26 a 29 de novembro
As Conferências são espaços importantes para a consolidação das políticas públicas de Cultura. Nossa participação, enquanto agente multiplicador, é indispensável.

sábado, 4 de maio de 2013

COMISSÃO DA CÂMARA APROVA REGULAMENTAÇÃO DA MEIA-ENTRADA



A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (24/4) o Projeto de Lei 4571/08, do Senado, que regulamenta a meia-entrada para estudantes e idosos em cinemas, teatros, competições esportivas e espetáculos culturais. Pelo texto, a concessão do direito é assegurada a 40% do total dos ingressos disponíveis para cada evento.

O deputado Ademir Camilo (PSD-MG) apresentará um recurso para que o projeto seja analisado pelo Plenário. Ele já obteve 125 assinaturas de apoio, mais do que os 10% necessários para que o recurso seja acatado.

O deputado Esperidião Amin (PP-SC), que apresentou um dos destaques à proposta, acredita na ação do Executivo para alterar o projeto. Ele lembrou que a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República foi contra a limitação do direito à meia-entrada para idosos em 40% do total. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) não prevê limite para a aquisição de meia-entrada por idosos.

A CCJ rejeitou os destaques para retirar os idosos do projeto, entre eles o de Amin. “Estamos reduzindo em 60% a possibilidade de o idoso exercer um direito que ele tem”, disse o deputado. Segundo ele, a Secretaria de Direitos Humanos do governo pediu para o Congresso rever a medida.

Já o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), um dos autores da proposta, rebateu e afirmou que a meia-entrada para eventos esportivos é limitada a 10% dos ingressos e não há questionamento sobre isso. “Se nós excluirmos os idosos [da proposta],cai por terra o entendimento entre a classe artística e os estudantes”, afirmou.

Beneficiários - O relator do projeto, deputado Vicente Candido (PT-SP), apresentou na terça-feira (23) emendas que, entre outras medidas, incluem entre os beneficiários as pessoas com deficiência e seu acompanhante, se for necessário.
Também poderão ter direito à meia-entrada os cidadãos de 15 a 29 anos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, cuja renda familiar mensal seja de até dois salários mínimos.

Todas as categorias de beneficiários ficam incluídas no percentual de 40%, que não valerá para a Copa das Confederações deste ano, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

O relator também aceitou hoje emendas para inibir fraudes nas carteiras para conseguir a meia-entrada. Com a mudança, quem fraudar poderá perder a possibilidade de emitir carteiras. Ele também alterou o texto para garantir publicidade ao modelo desses documentos.

Emissão das carteirinhas - De acordo com a proposta, a meia-entrada para estudantes será concedida mediante a apresentação, pelo estudante, da Carteira de Identificação Estudantil, que terá um modelo único em todo o País.

PRORROGADO PRAZO DE CONSULTA PÚBLICA DO FUNDO E FAZCULTURA



A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), conforme publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (02), comunica a prorrogação do prazo – até 12 de maio – para a Consulta Pública que visa modificação e reestruturação dos mecanismos de financiamento de projetos culturais no estado, o Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) e o Programa de Incentivo ao Patrocínio Cultural – FAZCULTURA. “É extremamente importante que a comunidade cultural participe deste momentos, pois esses mecanismos têm papel estruturante para o setor artístico, afirma o superintendente de promoção Cultural, Carlos Paiva.
O sistema de Consulta Pública permite ampliar a discussão sobre as decisões públicas e tem como principal objetivo ouvir a opinião da sociedade sobre temas de importância, neste caso em específico as principais ações de fomento ao setor cultural do baiano. Esta ação tem como referência a Lei Orgânica da Cultura, Lei Nº 12.365 de novembro de 2011, que dispõe sobre a política cultural e institui o Sistema Estadual de Cultura, marco legal elaborado também com ampla participação popular.
Fundo de Cultura
O Fundo de Cultura da Bahia é um programa governamental que oferece incentivo financeiro e apoio a projetos culturais do interior e da capital do estado. O programa possui cinco linhas de apoio, sendo elas Projetos Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural, Instituições Culturais, Demanda Espontânea e Editais, este último atendendo a 19 linguagens artístico-culturais.
Somente em 2013, através do FCBA, a Secretaria de Cultura irá injetar no setor cultural do estado o equivalente a R$ 27,8 milhões, apoiando diretamente mais de 2300 projetos culturais aprovados nos 19 editais setoriais.
FAZCULTURA
Programa Estadual de Incentivo à Cultura, o FAZCULTURA permite que pessoas jurídicas financiem a atividade cultural mediante renúncia fiscal de até 5% do ICMS. O programa se qualifica como um apoio indireto aos projetos culturais, pois dá a grupo empresarial a possibilidade de escolher os projetos culturais em que irá investir, a partir das peculiaridades da própria empresa. O valor investido indiretamente através deste programa pode chegar a R$ 15 milhões anuais e beneficia projetos de linguagens artísticas diversas, como música, teatro, dança, literatura, artes visuais entre outros.
Passo a passo:
Clicando aqui você tem acesso ao Projeto de Lei com comentários explicativos. Neste mesmo link você poderá sugerir alterar, excluir, incluir textos ou comentar qualquer aspecto do projeto de lei sem necessariamente fazer uma sugestão de texto. A opção é sua.
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3.      Clique em enviar.
Sua sugestão ou comentário será enviado para a equipe da Superintendência de Promoção Cultural – SUPROCULT, órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia que coordena a política de fomento à cultura.
Documentos para Consulta
Aqui estão disponíveis os documentos de referência para consulta:

segunda-feira, 29 de abril de 2013

NOSSOS AGRADECIMENTOS


  Participantes do Seminário
Teatro e Teatralidade: Conversas & Convergências não nasceu de um improviso, mas de uma idéia que me acompanha desde que comecei a pisar nos palcos teatrais desta Bahia: reunir o maior número possível de diretores, técnicos e artistas de teatro para trocar experiências, assistir espetáculos e propor diretrizes para a construção de uma política pública de Teatro forte e efetiva. E ao propor diretrizes, você aponta caminhos. Apontando caminhos você descobre que tudo que você pensou passa a ser estruturante, sustentável e com caráter de continuidade.

Marcio Meirelles, Pawlo Cidade e Fernando Guerreiro
Teatro e Teatralidade não se esgota em conversas e convergências, pelo contrário, abre portas para que novas convergências se estreitem ao longo da rede que se estabelece. Seja com a Rede Encena Salvador de Teatro Comunitário, o Movimento de Teatro de Rua, o Colegiado Setorial de Teatro da Bahia, a Rede de Diretores de Teatro do Extremo Sul da Bahia, o Fórum de Agentes, Empreendedores e Gestores Culturais do Litoral Sul, a Sociedade Civil, a Universidade ou com o próprio governo através da Fundação Cultural do Estado da Bahia e da Secretaria Estadual de Cultura.

Estes três dias de discussões, debates e proposições foram extremamente gratificantes. A participação efetiva de mais de vinte e cinco cidades de várias regiões e territórios de norte a sul do Estado foi muito rica. Fizemos novas amizades, criamos uma nova rede, trocamos telefones, nos divertimos e, acima de tudo, ficamos mais abastecidos de conhecimento.

Queria poder nominar todos que participaram deste encontro, mas, em nome de Viviane Siqueira, nossa produtora; dos palestrantes Fernando Marinho, Marcio Meirelles, Romualdo Lisboa, Fernando Guerreiro e Romulo Avelar; dos mediadores e mediadoras Eva Lima, Paulo Atto, Francisco Nascimento, Humbervaque Andrade, Ivana Santana, José Delmo, Rod Pereira, Anderson Nandhy e Claudiana Figueiredo, dos oficineiros Edilson Bispo e Jocélia Kaffer e dos colaboradores Jacks, Sara, Rui, Jorge, André e Danilo, nós agradecemos à todos. Sem exceção.

Fizemos este trabalho também pensando em contribuir com atividades estruturantes de criação, formação, memória, comunicação, produção, dinamização, difusão e fomento, conforme precípua o artigo 12º. da Lei Orgânica da Cultura na Bahia.
Atividades estruturantes que fomentem o diálogo e a reflexão servem como canal de consulta e proposições, profícuas na elaboração de planos que incentivem conversas e convergências.

Claudiana Figueiredo/SEBRAE
Por fim, queremos agradecer enormemente à Fundação Cultural do Estado da Bahia, nos nomes de Nehle Franke, Maria Marighella e Alexandre Molina pelo prêmio Meses Temáticos do Circo, Dança e Teatro 2013;  à Secretaria Estadual de Cultura, na pessoa do Secretário Antonio Albino Canelas Rubim; à Universidade Estadual de Santa Cruz, pela sensibilidade da Reitora Adélia Mello e do Pró-Reitor de Extensão, Raimundo Bonfim, sempre assessorado pela competente Alessandra Barreto. Ao SEBRAE, parceiro de todos os brasileiros, fomentador da economia criativa, tão bem representado em nossa região pela disposição e coragem de Claudiana Figueiredo; ao amigo Sérgio Roberto da SBAT – Sociedade Brasileira de Autores Teatrais; à Via Litterarum Editora, à Ilhéus Graf, as estagiárias Ianca, Jaqueline e Carol do Colégio Estadual de Una; ao Hotel Britânia; aos grupos aqui representados e à Tenda do Teatro Popular de Ilhéus.

Obrigado! E até a próxima edição de Teatro e Teatralidade: Conversas & Convergências.


Pawlo Cidade
Curador do Seminário

sexta-feira, 19 de abril de 2013

CONVERSAS E CONVERGÊNCIAS: VOCÊ SABIA?



A primeira teorização sobre teatro vieram dos antigos gregos, sendo a primeira obra escrita de que se tem notícia, “A Poética” de Aristóteles. A palavra Teatro vem do grego Théatron que significa lugar físico do espectador, “lugar onde se vai para ver”. O Teatro, mais do que ser um local público é o lugar condensado da vivência das ambiguidades e paradoxos, onde as coisas são tomadas em mais de um sentido. A palavra Teatro e o conceito de Teatro, como algo independente da religião, só surgiram na Grécia de Pisístrato (560-510a.C.)

O primeiro evento com diálogos registrado foi uma apresentação anual de peças sagradas no Antigo Egito do mito de Osíris e Ísis, por volta de 2500 AC. Existem várias teorias sobre a origem do teatro. Mas nenhuma delas pode ser comprovada. A Bahia  e Pernambuco têm juntos o maior número de Teatros da região Nordeste: 126!

Na Bahia, 63,33% dos Teatros estão na capital Salvador. Na capital existem 71.000 habitantes para cada Teatro existente. 23,98% dos municípios da Bahia realizam mostras ou festivais de teatro. Dos 417 municípios da Bahia 20,86% possuem escolas, cursos ou oficinas de Teatro. 9,11% dos municípios baianos realizam concurso de dramaturgia. 47,48% dos municípios possuem grupos de teatro. Em Salvador, apenas 8% da população freqüenta shows, espetáculos e concertos musicais. Destes, 46% preferem ouvir música; 29% reunir-se com amigos; 24% ler livros.

Apenas 3 cidades da Bahia possuem cursos de graduação em Teatro. A FUNCEB investiu mais de R$ 4.000.000,00 de reais no Teatro, entre os anos 2007 e 2010. Mas, ainda é muito pouco em comparação a demanda existente. Geralmente, apenas 10% dos projetos inscritos são contemplados com recursos dos editais lançados.

O Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC), realizado pela primeira vez em 2008, é considerado o maior do gênero no norte e nordeste do país. O Teatro é disciplina obrigatória no primeiro ciclo da Educação Escolar em Portugal. O Teatro na Escola permite ao aluno evoluir na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário e muitos outros. Segundo o site Educar Para Crescer, existem 10 motivos para seu filho fazer Teatro: Aumenta a auto-estima; Melhora a timidez; Aprimora a habilidade de relacionar-se com os outros; Faz com que a criança se conheça mais; Desenvolve consciência corporal e coordenação motora; Ensina a trabalhar em grupo; Desenvolve habilidades cognitivas como memória e raciocínio; Expande o repertório cultural; Melhora desempenho escolar; Propicia o fazer poético.

Estas e outras conversas estarão presentes em “Teatro e Teatralidade: Conversas & Convergências”, seminário que propõe à criação de políticas públicas para o Teatro da Bahia, acontece no período de 25 a 27 de abril, no auditório da Torre da Universidade Estadual de Santa Cruz. A abertura será no dia 25, às 9:30 horas. A realização deste seminário resultará em informações que contribuirão para a definição de diretrizes, convergências e estratégias do Plano Setorial de Teatro da Bahia. Será um instrumento de diálogo entre poder público, sociedade civil e os agentes culturais. Saiba mais em: www.teatroeteatralidade.blogspot.com

quarta-feira, 17 de abril de 2013

REINICIAM ENSAIOS DA PRÓXIMA PEÇA DO TEATRO POPULAR DE ILHÉUS


Leitura do Texto/Foto: Karoline Vital

O elenco do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) volta a ensaiar seu próximo espetáculo: 1789 – Engenho de Santana – Uma Revolução Histórica. O cronograma de atividades foi reiniciado no último dia 08 e seguem de segunda a sexta-feira, na Tenda do TPI, na Avenida Soares Lopes. Durante as tardes de quinta-feira, atores, atrizes, músicos e bailarinos participam de estudo dirigido com o historiador pós-doutor Marcelo Henrique Dias. A data prevista para estreia é 02 de julho.
            A montagem foi uma das contempladas pelo edital setorial de teatro do Fundo de Cultura da Bahia. Suas atividades preparatórias começaram em novembro do ano passado, com o projeto de debates Improviso, Oxente! sobre a Ilhéus do período colonial e o Engenho de Santana. Mas, com a demora de liberação dos recursos, sofreram uma pausa.  As ações puderam recomeçar após o pagamento da primeira parcela do financiamento previsto, permitindo o cumprimento do cronograma estabelecido.
Além dos artistas do TPI, o espetáculo conta com atores, músicos e bailarinos do Terreiro Matamba Tombenci Neto. O grupo é remanescente do Engenho de Santana, onde, entre 1789 e 1791, aconteceu a rebelião dos escravos que inspira a peça. Além dos ensaios, leituras e estudos regulares, entre os dias 24 e 27 deste mês, o elenco participará de oficina com o dramaturgo e diretor teatral Márcio Meirelles.

O espetáculo
            Para contar a história da primeira greve do Brasil, 1789 – Engenho de Santana – Uma Revolução Histórica começa no futuro, em uma fábrica de processamento de cacau no ano de 2089. Nela, funcionários insatisfeitos, relembram o levante dos escravos ocorrido 300 anos antes. E, assim, começará a ser contada a história de quando negros paralisaram seus trabalhos, tomaram o Engenho e entregaram uma carta de reivindicações aos colonos. O texto e a direção são de Romualdo Lisboa. A produção é de Pawlo Cidade, através da entidade sociocultural Associação Comunidade Tia Marita.

domingo, 14 de abril de 2013

Memórias e Saberes: Registro Construtivo e Coletivo na Vivência Teatral


A persistência do tempo, de Salvador Dali
Em momentos de intensa criatividade, nossa memória pode falhar e quebrar a continuidade da linha de transmissão do texto verbal da peça. Esta preocupação de lembrar-se das palavras, quando um ator está inseguro de si, priva-o da capacidade de entregar-se livre e inteiramente à intensidade de seu espírito criador. Ter boa memória é um requisito fundamental para um ator, já dizia Stanislavski. Em “Memórias e Saberes: Registro Construtivo e Coletivo na Vivência Teatral”, oficina que será coordenado pela filósofa e diretora teatral Jocélia Kaffer no seminário Teatro e Teatralidade: Conversas e Convergências, irá discutir o resgate da memória afetiva no processo de desenvolvimento pessoal do ator, para a valorização de sua história em busca de formação técnica e excelência profissional.

“Nossa arte deve ter uma linha integral e contínua, que provém do passado, atravessa o presente e vai para o futuro. Só quando um ator chega a uma compreensão mais profunda de seu papel e a uma visualização de seu objetivo fundamental é que emerge, aos poucos, uma linha que podemos chamar de um todo contínuo,” acrescenta Stanislavski.

Jocélia Kaffer só é pequena. Mas, possui vasta experiência em pedagogia teatral; atriz, diretora, dramaturga, escritora, poetisa, contadora de histórias, educadora sociocultural, diretora técnica de produção; diretora do Departamento de Arte e Cultura do MEPI - Movimento de Educação e Promoção Social de Ilhéus, onde vem exercendo ações socioculturais no município de Ilhéus desde 1994; ex-diretora cultural do Conselho de Entidades Afros de Ilhéus; ex-diretora de cultura do Dilazenze; conselheira do CMDCA – Conselho Municipal da Criança e do Adolescente; articuladora cultural e autora dos espetáculos “O Sussurro do Clitóris” e “Fala Poética do Clown” foi atriz e assistente de produção do Núcleo de Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz durante cinco anos.

Agora, está a frente deste novo desafio: apontar o caminho construtivo e coletivo na vivência teatral. Para isso, terá como pano de fundo a memória, principal responsável quando nós, diretores e atores, estamos em momentos de intensa criatividade. E, também, os saberes. A experiência é um elemento indispensável ao bom andamento do trabalho. E, esta só se adquire na vivência. Isto significa que memória, experiência/saber e vivência formam um triplé capaz de dar sustentação ao trabalho do ator.

A experiência faz com que o ator/atriz rememore nos mínimos detalhes algum fato que no passado tenha impressionado sua emoção. Isto faz com que provoque em si novamente emoções similares àquela sentida originalmente. “Desta forma, o ator pode então fazer com que sua memória reviva as sensações que teve outrora”, diz Stanislavski em seu livro “A Preparação do Ator.” Ele ainda afirma que a memória tem a capacidade de aprofundar as impressões emocionais, tornando-as, então, fonte inesgotável do trabalho do ator. O tempo é um esplêndido filtro para os nossos sentimentos evocados.

É claro que a memória por si só não transformará o ator. Mas, “uma variedade infinita de combinações de objetivos e circunstâncias dadas que você terá preparado para seu papel e que foram fundidas na fornalha da sua memória de emoções.”

A oficina “Memórias e Saberes: Registro Construtivo e Coletivo na Vivência Teatral”, será realizada no Seminário Teatro e Teatralidade: Conversas e Convergências, dia 26 de abril, das 16:00 às 20:00 horas, na Universidade Estadual de Santa Cruz, com apoio institucional da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura do Estado e Governo do Estado da Bahia. Apoio do SEBRAE e da UESC.