domingo, 2 de junho de 2013

TIA MARITA VAI DAR CONSULTORIA A PROJETOS PARA O MAIS CULTURA NAS ESCOLAS



O que é "Mais Cultura nas Escolas"?

Mais Cultura nas Escolas é o resultado da parceria MinC e MEC para promover o encontro de iniciativas culturais e escolas públicas de todo o Brasil,  democratizar o acesso à cultura e ampliar o repertório cultural de estudantes, professores e comunidades escolares do ensino básico. Artistas, mestres das culturas populares, cinemas, pontos de cultura, museus, bibliotecas, arte educadores e outras iniciativas culturais agora podem elaborar Planos de Atividade Cultural em diálogo com projetos pedagógicos e com os eixos temáticos do Mais Cultura nas Escolas.
As atividades serão desenvolvidas dentro ou fora da escola por no mínimo 6  (seis) meses, valendo-se das mais diversas linguagens artísticas (música, teatro, audiovisual, literatura, circo, dança, contação de histórias, artes visuais, etc.) e manifestações da cultura (rádio, internet, jornal, culinária, mitologia, vestuário, mestre e saberes populares, etc.).

(...) 

Como participar?

Escolas e iniciativas culturais vão criar juntas um Plano de Atividade Cultural, em diálogo com um ou mais eixos temáticos propostos pelo programa. Os projetos serão cadastrados e enviados, pelos responsáveis das escolas, via SIMEC (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação) até o dia 30 de junho de 2013. O processo de avaliação será conduzido pelos dois Ministérios, MinC e MEC.


Recursos

Em 2013 serão investidos R$ 100 milhões para financiar 5 (cinco) mil projetos. Cada um dos contemplados vai dispor de valores entre R$ 20 e R$ 22 mil reais. Os recursos financiam, entre outros itens, a contratação de serviços culturais necessários às atividades artísticas e pedagógicas. Os valores serão repassados diretamente às escolas via PDDE/ FNDE (Programa Dinheiro Direto na Escolas/ Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação).


sábado, 1 de junho de 2013

ILHÉUS E ITABUNA NO MESMO BARCO?

Ari Rodrigues*

Conforme matéria veiculada através da imprensa da prefeitura de Itabuna, o prefeito Claudivane Leite assinou o termo de adesão ao SNC (Sistema Nacional de Cultura) no dia de 27 de Março, cuja data limite era 30 do mesmo mês. Uma boa notícias para artistas, produtores, agitadores culturais e para a comunidade que viu naquela ação proposta pela ACATE e pela AGRAL  durante o seminário que criou o Fórum de Cultura Itabunense em Dezembro de 2012, uma alternativa para alavancar a cultura da cidade. Só que na prática o sonho de ter recursos federais através do Fundo de Cultura, pode virar um pesadelo numa espera sem fim.

A verdadeira situação é a seguinte: o município de Itabuna entrou na pauta do MINC e está na condição de “Encaminhado para Assinatura/SAI”.  O que significa isso?  Significa que a união está cumprindo o seu papel na adesão, e após vários procedimentos, encaminhou o processo para que o Secretário de Articulação Institucional assine a NT (Nota Técnica) que seguirá os trâmites até a publicação no Diário Oficial da União. Agora é que vem o X da questão. E se a publicação saísse exatamente hoje dia 30 de junho, será que o município já teria providenciado a sua parte no acordo? Coisa simples! apenas uma “pequena” relação de procedimentos. Vamos a eles: Criar a coordenação do Sistema Municipal de Cultura, criar As Instâncias de Articulação, Pactuação e Deliberação, criar O Conselho Municipal de Política Cultural, A Conferência Municipal de Cultura, Os instrumentos de Gestão, O Plano Municipal de Cultura, O Sistema Municipal de Financiamento à Cultura, O Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais, só isso!

Para que todas essas ações sejam executadas, será preciso antes de tudo, criar as Câmaras Setoriais que elegerão os  16 representantes dos “artistas” (8 titulares e 8 suplentes) para formarem o Conselho Municipal de Política Cultural, que é justamente a parte interessada, pois com isso, não existirá mais aquela velha prática do presidente da Fundação assinar um cheque e destinar aos seus apadrinhados os recursos que seriam destinados ao fomento da arte e da cultura da cidade. Com a implantação do CMPC, o artista vai ter vez. Todo recurso da cultura do município só sairá através de edital. Precisamos  acabar o assistencialismo e a compra de consciência.

O Fórum de Cultura Itabunense (Única instância legítima implantada até agora) vai se reunir nos próximos dias, com representantes da SECULT para cobrar agilidade e transparência na parte do acordo de adesão, para que no decorrer do ano, as instâncias sejam implantadas e que pelo menos em 2014, os recursos fundo a fundo comecem a fluir normalmente, coisa que já deveria  estar acontecendo se o município tivesse participado (quando convocado) da primeira reunião do Fórum de Cultura que aconteceu no dia 6 de janeiro de 2013 e dali já sairia com certeza, indicações para os representantes das Câmaras setoriais, ajudando assim a implantar  o tão sonhado Sistema Municipal de Cultura.

*Ari Rodrigues é produtor cultural, presidente da ACATE, diretor do Fórum de Cultura Itabunense e ocupa a cadeira de n° 34 da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


NOTA DO BLOG: Ilhéus não está em situação semelhante porque o CMC, PMC, FMC, ou seja, os principais instrumentos estão criados e regulamentados. Entretanto, a Secretaria de Cultura de Ilhéus ainda não encaminhou para a Câmara a Lei que cria o SMC - Sistema Municipal de Cultura. Sem ela, a cidade também não poderá receber recursos fundo a fundo este ano. E outro detalhe importante: Como a Fundação Cultural de Ilhéus foi extinta, por força de Lei, a Lei do FMC - Fundo Municipal de Cultura precisa ser alterada com urgência. O que vemos são as coisas sendo empurradas com a barriga. Vamos aguardar a III Conferência Municipal de Cultura.

terça-feira, 28 de maio de 2013

SÃO PEDRO NOS BAIRROS DE SERRA GRANDE


São Pedro, o padroeiro de Serra Grande resolveu abrir as portas dos bairros do distrito durante todos os sábados de Junho e mostrar o que a vila tem de melhor.

Serão 04 arraiás itinerantes com praça de alimentação de comidas típicas, concurso de quadrilhas, forró pé de serra e ainda um jegue caipira distribuindo licor!

A festança começa dia 1º de Junho no bairro rural “Gavião” e dia 08 segue para o Sargi, na beira da praia. Dia 15 é a vez do Bairro Novo, o bairro mais popular de Serra receber a festa e dia 22, São Pedro se despede na Rua do Campo na área central da vila.  

Já estão confirmadas as bandas Mel de Forró, Estampa do Forró, Zabumbahia, e Forró Quatro Estações.

A iniciativa é fruto da parceria entre o Núcleo de Cultura de Serra Grande (Vila Aprendiz), Instituto Arapyaú e o Teatro Popular de Ilhéus que estão realizando o evento com o apoio do trade local, SEBRAE e a Prefeitura Municipal de Uruçuca.

Na oportunidade será lançado ainda o projeto de reciclagem “Do São Pedro ao Verão não queremos lixo não”, coordenado pelo professor Zé Adolfo (NURIS – UESC), que tratará todo lixo produzido nas praças de alimentação durante os dias de evento.

Com a participação entusiasmada de toda comunidade o São Pedro nos Bairros de Serra Grande promete ser um dos melhores eventos juninos da região.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA CARLOS MARIGHELLA EM SALVADOR



Militantes e representantes de entidades da sociedade civil avançam na criação de um espaço para contar a história de todos que lutaram contra a Ditadura Militar. Por iniciativa do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (Secult/BA), será realizado em Salvador o “Seminário Memorial da Resistência Carlos Marighella: reflexões e subsídios ao processo de implantação”. O resultado do seminário subsidiará as ações futuras para a fundação do Memorial da Resistência Carlos Marighella, dedicado a homenagear aqueles que enfrentaram o golpe militar de 1964. O evento acontece no auditório do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, na Avenida Sete de Setembro, Centro – anexo ao Palácio da Aclamação -nos dias 24, das 9h às 18h, e 25 de maio, das 9h às 12h.

Com a participação de técnicos e personalidades como Kátia Felipini, do Museu da Resistência de São Paulo, Joviniano Neto, do Grupo Tortura Nunca Mais, Albino Rubim, secretário estadual de Cultura, além de Carlos Marighella, coordenador do Grupo de Trabalho e filho do militante que dará nome ao memorial, o evento, que é fechado para militantes e entidades representativas da luta contra a ditadura, tem como objetivo ouvir as experiências de pessoas envolvidas com outros memoriais do país. “Esse encontro busca ouvir experiências similares e dar materialidade para uma ideia da sociedade civil. Já existem projetos como esse em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e Salvador será a próxima.” confirma Antonio Diamantino, assessor de Projetos Especiais da Secult/BA e representantes da Secretaria neste projeto.

O “Seminário Memorial da Resistência Carlos Marighella: reflexões e subsídios ao processo de implantação” é o resultado de encontros semanais iniciados em janeiro de 2013, realizados pelo grupo de trabalho envolvido na discussão da criação do Memorial. Por iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o local para abrigar a memória da luta contra a ditadura já está garantido. O Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC) disponibilizou dois imóveis localizados no Pelourinho, que serão reformados e adaptados a construção do Memorial da Resistência Carlos 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

OFICINA DE TEATRO


Pawlo Cidade transformado em Pantomímico/Foto: Fábio Nascimento

A partir do mês de julho, a Comunidade Tia Marita vai oferecer uma série de oficinas de Teatro. O projeto está em fase de elaboração pelo Diretor Artístico e Executivo da Comunidade, o professor Pawlo Cidade. A princípio, os cursos serão destinados à jovens e adultos. Fiquem atentos. Maiores informações poderão ser dadas neste blog ou no blog:



sexta-feira, 17 de maio de 2013

O CAMINHO DE VOLTA E AS OPINIÕES DOS LEITORES DE CASTELO NOVO


O maior prazer do escritor não é publicar um livro. Sua maior satisfação é saber se o seu livro é lido. Melhor ainda é ter retorno sobre o que você escreveu. E foi isso que fizeram os estudantes da rede pública de ensino da Escola Nucleada de Castelo Novo. Orientados pela professora Rita Aparecida, eles voaram junto comigo para fugir de um rigoroso inverno canadense, em busca de abrigo e alimento. O inverno frio, com contínuas tempestades de neve os forçava a emigrar. Claro que não estou falando dos estudantes da Rua Napoleão Loureano, do distrito de Castelo Novo, (que também já foi cenário de um dos meus livros: “O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim”), mas, dos gansos Ivan, Vivi, Coró, Tárcia, Cláudio, Osmar, Juninho e Gambão personagens do livro “O Caminho de Volta”, (Editora Via Litterarum, 2010) adotado pela professora.


Recebi de Rita uma dezena de cartas me convidando para visitá-los. “Será de grande honra para mim e meus colegas”, diz Fabrini Gomes, uma das alunas; “Li o livro O Caminho de Volta e gostaria de conhecê-lo”, escreve Alan de Jesus; “Eu entendi que ninguém dava nada por Ivan, mas, ele conseguiu provar que não precisa ser forte fisicamente para conseguir algo e sim nós devemos ter força de vontade, coragem para conseguirmos atingir os nossos objetivos,” explica Thaís de Oliveira em outro carta; “Eu aprendi muitas coisas importantes lendo seu livro, eu aprendi que para ser herói não precisa ter força e sim inteligência e caráter,” declara Brenda Cruz; “Gostei da sua criatividade em inventar cada personagem com sua fala e seu jeito de ser, e de pensar especial é muito forte que até podemos sentir que estamos dentro do livro,” disse Daniela Leal em um trecho de uma outra carta.

E assim fui lendo, e li mais de uma vez, todas as cartas. Vou responder cada uma delas, sobretudo o grande número de perguntas que cada um fez: “O senhor estudou em escola pública?” “Tem alguma pessoa na sua família que é um herói ou heroína?” “O senhor pediu ajuda a alguém para escrever o livro?” “Você se inspirou em alguém para criar os personagens?” Jeciane Oliveira disse que iria fazer um milhão de perguntas quando eu fosse visitar a escola. Eles estão preparando um trabalho sobre o livro. Quer dizer, sobre os livros, porque também estão lendo “As Aventuras de João e Maria”, (Editora Via Litterarum, 2010) uma releitura que eu criei sobre o clássico dos Irmãos Grimm.


Rita, você não é uma professora. É uma educadora. Sinto-me privilegiado por ter sido o autor escolhido por você para despertar a leitura num mundo onde o facebook, o twitter e o quase finado Orkut conseguem atrair milhares de jovens. Fico emocionado, feliz, eufórico, querendo gritar, pular, dançar por saber que existem pessoas como você que se preocupam com o futuro de seus alunos. Sobretudo aqueles que moram em nossos distritos. Obrigado por escolher um autor regional, com histórias que vão muito além da territorialização, para mostrar aos leitores, sobretudo os meus de Castelo Novo, da Rua Napoleão Laureano, da Rua Nossa Senhora da Conceição, que podemos ir longe, muito longe, apenas lendo. Obrigado, Tainara Batista, Maiana Dias, Ariana Oliveira, Vanessa Ferreira, Gleice Kelly, Caline Batista, Jeciane Oliveira, Daniela Leal, Brenda Cruz, Thaís de Oliveira, Alan de Jesus, Fabrini Gomes por terem compartilhado comigo a alegria da escrita, o caminho da aventura e a saída para a liberdade.
Ler é uma viagem. Até a próxima aventura.
  
Ilustrações de Bruno Santana para o livro "O Caminho de Volta", de autoria de Pawlo Cidade, publicado pela Editora Via Litteratum, em 2010. Texto da matéria: Pawlo Cidade

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Valença sedia a 1ª Campanha de Popularização e Valorização do Teatro para a Infância e Juventude


"Capotin"

Cabriola Cia. de Teatro promove espetáculos, debates e oficina em torno da importância do teatro voltado para o público infantojuvenil



Nos dias 22, 23 e 24 de maio, a cidade de Valença, no Baixo Sul da Bahia, sedia a Campanha de Popularização e Valorização do Teatro para a Infância e Juventude (CAPOTIN), que promoverá espetáculos, debates e oficina em torno do teatro voltado para o público infantojuvenil. As atividades ocupam o Centro de Cultura Olívia Barradas e têm entrada franca. Realizado pela Cabriola Cia. de Teatro, com direção artística de Heraldo Souza e coordenação de Etiene Bouças, o evento tem apoio do Prêmio Meses Temáticos do Circo, Dança e Teatro – Diálogos e Reflexões, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA).

As ações se fundamentam em questões relacionadas à importância desta produção e ao enfrentamento de preconceitos sobre o teatro para a infância e a juventude. “Como mensurar a importância do teatro voltado para o público infantil, se o pressuposto usual é de que se trata de uma arte menor, um estágio para fazer teatro para adultos? Talvez, ao invés de significar teatro para a população infantil, a expressão tenha adquirido outro significado, o de teatro ‘feito por crianças’, em uma referência a um estágio imaturo da atividade artística”, resume a apresentação do projeto.

HOJE TEM REUNIÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE ILHÉUS

segunda-feira, 13 de maio de 2013

III FECIBA COLOCA EM DISCUSSÃO O RESPEITO À DIVERSIDADE SEXUAL



O debate sobre a diversidade sexual marcará a Mostra Sexualidades do III Festival de Cinema Baiano (Feciba ), evento que acontece em Ilhéus. Com a exibição gratuita de três curtas sobre transformismo e homossexualidade, o Feciba reunirá diretores e público para discutir as produções e seus temas. A programação inclui “Da Alegria, do Mar e de Outras Coisas”, de Ceci Alves, “Desvelo”, de Clarissa Rebouças, e “Jéssica Cristopherry”, de Paula Lice, Ronei Jorge e Rodrigo Luna. A sessão acontece no dia 09 de junho, às 17h30, no Cine Santa Clara.

O filme de Ceci Alves, diretora do premiado “Doido Lelé”, é inspirado no caso real de duas travestis vítimas da violência policial, episódio que resulta na morte de uma delas. Trazendo o acontecimento trágico a partir da memória da sobrevivente, o filme recebeu uma menção honrosa no VIII CineFuturo.

Obra de ficção premiada no VIII Panorama Internacional Coisa de Cinema, o filme de Clarissa mostra uma história de amor que esconde um segredo e supera preconceitos. O documentário do trio Paula, Ronei e Rodrigo, traz a complexa construção de uma transformista inusitada, fazendo uma homenagem a esse universo.

O Feciba traz ainda uma mostra competitiva com 14 curtas-metragens e as mostras temáticas Infantojuvenil e Bahia Adentro, além de longas-metragens de diferentes épocas. O Festival de Cinema Baiano é uma realização da Voo Audiovisual e da NúProArt, viabilizada pelo Edital Setorial de Audiovisual 2012 da Secretaria de Cultura da Bahia.

Fonte: SECULT