domingo, 21 de julho de 2013

ÚLTIMA SEMANA DE 1789 TERÁ SESSÕES DE SEGUNDA A QUINTA

Foto: Flávio Rebouças
A última semana do espetáculo 1789 acontecerá entre a próxima segunda e quinta-feira (22 a 25). O horário das apresentações continua às 20 horas, na Tenda do Teatro Popular de Ilhéus. Como parte do elenco é composta por membros do Terreiro Matamba Tombenci Neto e, nos dias 26 e 28 a instituição religiosa estará em festa, o final da temporada foi antecipado. Os ingressos custam R$ 20 e R$10, podem ser adquiridos no cartão de crédito, débito ou pelo Cartão TPI. Reservas pelo telefone (73) 4102-0580.
            
A montagem do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) tem atraído diferentes públicos em cada sessão. Além da comunidade local, turistas de várias partes do Brasil, como Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul já marcaram presença. Nesta semana, alunos do Colégio Estadual Paulo Américo de Oliveira, de Ilhéus, também compuseram o público, comprometendo-se a entregar uma atividade escolar sobre a peça.
            
O levante dos escravos do Engenho de Santana, ocorrido no final do século XVIII, é o tema principal de 1789. Mas o espetáculo trata de questões mais profundas, a exemplo da relação entre patrões e empregados, direitos humanos e responsabilidade social. São 20 atores, atrizes, músicos e bailarinos que, com muito dinamismo, misturam história e ficção na narrativa escrita e dirigida por Romualdo Lisboa.

A trilha sonora e direção musical de 1789 são de Elielton Cabeça, coreografia de Zebrinha e maquiagem de Guto Pacheco. O espetáculo é patrocinado pelo Fundo de Cultura da Bahia, através do edital setorial de teatro. A produção é de Pawlo Cidade, da Associação Comunidade Tia Marita. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

ARTISTA PLÁSTICO RILDO FOGE RETRATA TEMPOS ÁUREOS DE ILHÉUS EM GRAFITE

           
Painel de Rildo Foge, foto de Karoline Vital

O artista plástico Rildo Foge está finalizando a intervenção urbana “Por uma Ilhéus mais Viva”. Utilizando a técnica do grafite, ele retrata cenas cotidianas das décadas de 1920 e 30, quando o povo grapiúna vivenciava o apogeu da lavoura cacaueira. Ao todo, serão oito painéis em muros e paredões de imóveis públicos e privados, autorizados pelos seus proprietários ou responsáveis. O lançamento será no próximo dia 25.
            
Anteriormente, o artista realizou o projeto com recursos próprios. Desta vez, conta com patrocínio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), através do edital do Calendário das Artes, o que permitiu a ampliação das obras de arte urbana. A iniciativa conta ainda com apoio do Teatro Popular de Ilhéus. Além dos painéis, será criado um folheto com fotos, informações e localização dos painéis para facilitar o acesso às obras de arte. A maior parte está no Centro Histórico e pontos turísticos da cidade.
            
O lançamento da intervenção urbana foi programado para integrar as comemorações oficiais dos 479 anos de fundação e 132 anos de emancipação política de Ilhéus, em 28 de junho. Mas, as fortes chuvas atrasaram o cronograma das pinturas, já que todas são ao ar livre. Através do grafite, uma das expressões urbanas com notoriedade crescente, Rildo Foge passa a riqueza e beleza dos tempos áureos da cidade.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

GOVERNO DO ESTADO GARANTE DA COELBA E OI REPASSE DE R$ 51,8 MILHÕES PARA A CULTURA


O governador da Bahia, Jaques Wagner, o secretário Estadual de Cultura, Antônio Albino Canelas Rubim e o secretário Estadual da Fazenda, Luiz Alberto Bastos Petitinga, se encontram na próxima terça-feira, às 14 horas, no Salão de Atos do Gabinete do Governador, no CAB,  com  diretores do Grupo Neoenergia, Coelba e Oi, para assinarem  termos de compromisso de repasse no valor total de R$ 51,8 milhões ao Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA). Ainda na ocasião, será feito o anúncio dos Editais  Setoriais 2014 do FCBA.

O FCBA, gerido pela Secretaria de Cultura (Secult/BA), tem entre suas finalidades incentivar e estimular a produção artístico-cultural baiana, custeando total ou parcialmente projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas.

O recurso destinado ao Fundo pode ser deduzido do saldo devedor de empresas contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As contribuições da Coelba e da Oi para o Fundo de Cultura do Estado são autorizadas pela Lei nº 9.431/05.


Assessoria de Comunicação
Secretaria de Cultura (SECULT)
Ana Paula Vargas – (71) 9983.5278
Rodrigo Lago – (71) 82650071


domingo, 14 de julho de 2013

CRÔNICA

OS PERIQUITOS DE PEDRO
Por Pawlo Cidade

Charge de Pedro, criação de Pawlo Cidade

Eles viraram uma atração à parte. Chegam por volta das cinco da tarde e ficam por ali até quase anoitecer. Depois, seguem sua trajetória. E têm repetido esta cena vespertinamente. Fazem um escarcéu, cagam tudo, brincam, brigam, namoram, pulam de um galho para outro. Estou falando dos periquitos-verdes ou periquito-rico como são conhecidas as aves que pousam na Praça Pedro Mattos, em frente ao Teatro Municipal, e na amendoeira da Praça Dom Eduardo.
Não sou nenhum biólogo, mas, basta olhar a cor básica das plumas, com as partes inferiores e laterais da cabeça, peito e abdômen com um verde de tons amarelados para denominá-los de periquitos-verdes. A parte traseira da cabeça, a nuca, é de um verde levemente azulado. A base das asas é de um marrom oliváceo. O bico é amarronzado, mais claro no topo. A íris é de um marrom-escuro, com a pupila de cor negra. Os pés são de cor semelhante à do bico, porém mais escura. A cauda é longa, com penas de cor verde-azuladas.
O curioso é que eles vivem em casais e, segundo algumas pesquisas, permanecem unidos por toda a vida. Eles constroem ninhos em buracos nas árvores ou nas bainhas foliares de palmeiras, junto ao tronco.
Quando eles chegam, ficar embaixo das árvores pode resultar em prejuízo. Afinal, quem quer ser batizado com os excrementos a esmo que caem sem avisar? Não sei se Pedro - o mesmo que leva o nome da praça - estivesse vivo iria gostar do barulho das aves. Certamente, soltaria uns três palavrões e tentaria espantar os bichos, caso fosse escolhido por eles para tingir a cabeça ou a camisa. Não que Pedro Mattos fosse um cara impaciente. Pelo contrário, a sua impetuosidade se dava pela espontaneidade. Pedro não tinha papas na língua e falava tudo que lhe vinha à boca. Esse negócio de pensar primeiro podia se tornar para o velho diretor de Teatro, uma oportunidade perdida.
Talvez fosse por isso que Pedro Mattos era admirado e odiado ao mesmo tempo. Com Pedro, a velha máxima “ame-o ou deixe-o” fazia sentido. Era bem capaz, se vivo estivesse, de sair no próximo carnaval vestido de Periquito-verde, só pra contrariar os ambientalistas de plantão ou homenagear as aves do fim de tarde da Praça do Teatro. Do Teatro, não! De Pedro. Era ali que ele tomava seu cafezinho, acendia seu cigarro, criticava as peças de teatro, ridicularizava o sistema, fazia vigília para o Teatro ser erguido e rabiscava sua coluna semanal para o jornal Agora.
Os mais novos que agora fazem Teatro comigo, talvez nunca tenham ouvido falar de Pedro Mattos. Mas, eu, Alfredo Amorim, Marinho Rodrigues, Fábio Lago, Tânia Barbosa, Romualdo Lisboa, Valdiná Guerra, Janete Lainha, Jocélia Kaffer, Tereza Damásio, Telma Sá, Jorge Batista, Val Kakau, Andréa Bandeira e tantos outros, certamente, darão muita risada se neste exato momento estiverem imaginando o mestre Pedro Mattos, vestido de periquito-verde, desfilando pela Avenida Soares Lopes, em pleno domingo de carnaval, como só ele sabia fazer.
          Saudades, Pedro! A onze anos você partiu. 

domingo, 7 de julho de 2013

TEATRO TOTAL VEM AGITANDO AS ESCOLAS DE ITAGIBÁ E IPIÁU COM PEÇAS AMBIENTAIS

O Grupo Teatro Total vem apresentando nas escolas de Ipiaú e Itagibá os esquetes "O Teste das Cores" e "Os Dez Mandamentos do Desperdício." Ambos voltados para a Educação Ambiental. As apresentações têm o patrocínio da Mirabela Mineração, em parceria com o SESI - Ilhéus e fazem parte do Projeto Semeando e do Projeto Palco Verde. O grupo irá percorrer 16 escolas de Ipiaú e 15 de Itagibá, todas da rede pública municipal de ensino. Os atores Val Kakau, Aline Hafner e Andréa Bandeira estão amando trabalhar com as crianças.

 Aline Hafner, Andréa Bandeira e Val Kakau





sexta-feira, 5 de julho de 2013

"O SOMBRA", INTERPRETADO POR RICARDO NEVES DO TEATRO TOTAL PARTICIPA DE ANIVERSÁRIO DA MALWEE

Durante todo o dia de ontem, 04 de julho, o ator Ricardo Neves do Teatro Total - grupo da Associação Comunidade Tia Marita - esteve na sede da Fábrica de Confecções Malwee, (clique na marca para conhecer o site da fábrica) em Camacã, animando os funcionários em seus respectivos locais de trabalho. Cinthia Jordana do Setor de Recursos Humanos, elogiou bastante o trabalho de Ricardo: "O artista foi muito bom. Parabenize ele por nós."

Você também pode ter "O Sombra" na sua fábrica, loja ou clube de serviço. Este e outros trabalhos de Teatro Empresa são promovidos por nós. Conheça também o Projeto Palco Verde com apresentações de Educação Ambiental em escolas e indústrias. As fotos são do pessoal da Malwee.














segunda-feira, 1 de julho de 2013

ESTREIA OFICIAL DE 1789 SERÁ NESTA TERÇA NA TENDA DO TPI


A partir desta terça-feira (02), o Teatro Popular de Ilhéus (TPI) começa sua nova revolução com a estreia de 1789. O espetáculo, uma ópera afro-rock, não só conta o fato histórico do levante dos escravos do Engenho de Santana, no século XVIII. A peça discute ainda condições de trabalho, autonomia de produção e a necessidade de uma nova transformação social. A peça será apresentada às 20 horas e ficará em cartaz até o final do mês, de quarta a sábado, na Tenda do TPI. As entradas custam R$ 20 e R$ 10.
Apesar de a estreia ter sido marcada para a data em que se comemora a Independência da Bahia, o espetáculo 1789 fará apresentação especial para 200 convidados nesta segunda-feira (1º). A pré-estreia será às 20 horas, na Tenda do TPI, montada na Avenida Soares Lopes. Como forma de valorização dos produtos culturais da região, a avant-première não será gratuita. As entradas devem ser reservadas no local ou pelo telefone (73) 4102-0580.
O diretor artístico do Balé Afro da Bahia, Zebrinha, re-encontrou com o elenco do TPI neste sábado e domingo (29 e 30). O coreógrafo ajudou a afinar os últimos detalhes dos movimentos dos artistas e marcações de cenas. Ele já havia colaborado anteriormente com a montagem. Outro colaborador artístico foi o diretor e dramaturgo Márcio Meirelles, do Bando de Teatro Olodum, que ministrou oficina sobre performance negra.
Além da combinação musical entre rock e música afro, dirigida por Elielton Cabeça, 1789 mistura as linguagens do teatro, dança e audiovisual. “Queremos apresentar um fato histórico de maneira diferente, do jeito do Teatro Popular de Ilhéus”, explica o autor e diretor Romualdo Lisboa. A peça conta ainda com membros do Terreiro Matamba Tombenci Neto, remanescente dos escravos do Engenho de Santana. Mãe Hilsa Mukalê, matriarca da comunidade, faz uma participação especial.
            Tudo em 1789 está em constante transformação. Parte da estrutura cênica é construída ao decorrer de cada acontecimento, com sacos recheados de serragem. Ao todo, 20 artistas em cena revezam-se entre diferentes papéis. Os figurinos foram confeccionados pelas costureiras do Terreiro e a maquiagem feita por Guto Pacheco. Os equipamentos e acessórios utilizados foram adquiridos em Ilhéus, exceto o de rapel.
            A história de 1789 começa em uma fábrica de processamento de cacau no ano de 2089. Os trabalhadores lutam para produzir o próprio chocolate, deixando de exportar a matéria-prima. A partir das discussões sobre a greve, o espetáculo faz saltos no tempo e espaço, até a rebelião dos cativos, que tomaram o Engenho de Santana entre 1789 e 1791. O fato histórico foi marcado por uma carta de reivindicações escrita pelos negros, demonstrando letramento entre os escravos, na época em que o analfabetismo imperava.

  As pesquisas históricas para 1789 foram orientadas pelo professor doutor Marcelo Henrique Dias, além de uma série de debates no projeto Improviso, Oxente!, iniciada em 2008 e retomada em 2012.  O espetáculo foi um dos contemplados pelo edital setorial de teatro do Fundo de Cultura da Bahia. A produção é de Pawlo Cidade, através da entidade sociocultural Associação Comunidade Tia Marita. 

Fonte e Foto: ASCOM/TPI

quinta-feira, 27 de junho de 2013

MIL POSTAGENS! MIL POSTAGENS!

Vista do bairro da Sapetinga, em Ilhéus

Desde que resolvemos postar todas as nossas atividades culturais, sempre primamos pela seriedade e compromisso com a arte e a cultura de Ilhéus, da Bahia e do Brasil. Nossos sinceros agradecimentos aos nossos seguidores, leitores e parceiros. Desde 27 de agosto de 2008, quando postamos a primeira informação, continuamos firmes e fortes. Foram MIL POSTAGENS e mais de 40.000 visitantes. 


Aproveitamos a oportunidade também para parabenizar Ilhéus, pela passagem de seus 479 anos de história e 132 anos de emancipação política.

Viviane Souza Siqueira
Presidente 
Associação Comunidade Tia Marita


Pawlo Cidade
Diretor Artístico