sábado, 27 de agosto de 2016

FUNCEB E IRDEB ASSINAM CONVÊNIO PARA DIVULGAR A LITERATURA BAIANA


Concurso para seleção de textos de autores baianos serão transformados em produtos audiovisuais

O projeto Grafias eletrônicas, criado pela Coordenação de Literatura/Dirart da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), consiste na realização de concurso para a seleção de até 20 (vinte) textos literários de autores baianos, que serão transformados em produtos audiovisuais para serem veiculadosnos canais de comunicação da emissora do Instituto Radiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB (TV Educativa, WEB e Rádio Educadora) e das entidades vinculadas ao projeto.
A parceira para a realização do projeto Grafias Eletrônicas será um meio de incentivar e divulgar os escritores e a literatura baiana, através das emissoras do IRDEB - TVE, do portal do IRDEB e da Rádio Educadora - valorizando a grade de programação com conteúdos regionais.  
O IRDEB realizará também, em conjunto com a Funceb,  a análise das obras inscritas pelos artistas disponibilizará equipe técnica para a realização das gravações e edições dos vídeos, além de viabilizar a veiculação dos vídeos, nos intervalos publicitários da TV Educativa da Bahia, portal do IRDEB e na Rádio Educadora.
Fernanda Tourinho, diretora da Funceb, e Flavio Gonçalves, diretor do IRDEB, assinaram, um convênio de cooperação para a realização do projeto Grafias Eletrônicas. Também participaram do ato Karina Rabinovitz, coordenadora de Literatura daFunceb, e Janaína Rocha, assessora de Conteúdos e Projetos Colaborativos do Irdeb.
Missão - O objetivo do projeto, que é criar um espaço contemporâneo para a difusão dos artistas da palavra e a literatura baiana, através do diálogo com o vídeo e as novas tecnologias, está alinhado com a missão do IRDEB de desenvolver comunicação de interesse público, por meio da Rádio, TV e WEB, para fortalecer a diversidade cultural, a cidadania e a democracia, valorizando a ética, transparência, responsabilidade socioambiental, respeito a diversidade, criatividade e valorização dos colaboradores.
“Quero aproveitar a oportunidade para reforçar que o instituto está aberto para propostas de atividades culturais, que podem ser realizadas no Teatro do Irdeb ou que possam ser construídas junto, mostrando aos jovens, especialmente, que eles têm como participar”, considerou Flavio. 
“A gente tem muito a contribuir, a própria Escola de Dança da Funceb, com este projeto #DançaEmMovimento, é um exemplo disso, pois é uma realização de alunos da instituição, que mostram que podem ter este empoderamento”, comentou Fernanda, lembrando também que o Neojiba irá encontrar com alunos da Escola em apresentação da Sagração da Primavera, no TCA. 
A gestora ainda lembrou de ações como o site que está sendo preparado para filarmônicas, o Mapa Musical e o Mapa da Palavra como iniciativas com possibilidades de parceria com o Irdeb. Durante o encontro foi debatido o caminho aberto para exibição de vídeos, algo que já ocorre com produções como o Corte Seco, da Dimas/Funceb, e que pode ser ampliado.

26/08/2016

Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA
Telefone: (71) 3103-3442

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

EDITAIS SETORIAIS DO FUNDO DE CULTURA RECEBEM MAIS DE 3 MIL INSCRIÇÕES


Projetos seguem para a fase de análise prévia onde serão conferidos itens como documentação e prazos de execução
Com destaque para o setorial de Música, que obteve mais de 400 propostas, as inscrições para os 23 Editais Setoriais 2016 do Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) foram encerradas, na última sexta-feira (19), com mais de 3 mil projetos enviados pela internet e pelos Correios. A partir de agora, as propostas inscritas serão submetidas à análise prévia onde serão conferidos itens como documentação e respeito aos prazos de execução.
“Diante do grande número de propostas enviadas, podemos dizer que as expectativas da Secretaria foram superadas, o que denota uma maior aproximação dos agentes culturais com o Sistema de Informações e Indicadores da Cultura (SIIC). Em comparação com o setorial de 2014, houve um aumento de, aproximadamente, 100% no número de inscrições”, afirma Matias Santiago, diretor de Fomento da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).
Os projetos selecionados nessa análise prévia serão submetidos para avaliação de uma comissão temática, que estará responsável pela análise do mérito. Essas comissões serão formadas por especialistas de diversas áreas da cultura, que utilizarão como parâmetros as exigências apresentadas no edital e os interesses das políticas públicas culturais no Estado.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

MINISTÉRIO DA CULTURA APRESENTA NOVA ESTRUTURA

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Depois de lançar o Programa de Valorização do Servidor, o Ministério da Cultura apresenta sua nova estrutura organizacional, que garantirá eficiência à gestão e aproximará as ações do Ministério da Cultura das demandas da sociedade. O Ministério seguirá composto por seis Secretarias, dentre elas as novas Secretaria da Economia da Cultura e a Secretaria de Infraestrutura Cultural. As antigas Diretorias passam a formar Departamentos, em harmonia com a nomenclatura utilizada em outros Ministérios. Os Departamentos estão divididos em Coordenações-Gerais. Em alguns casos, as Coordenações-Gerais reportarão diretamente aos Secretários.

"Queremos um Ministério da Cultura que ofereça entregas concretas à sociedade. A nova estrutura busca resgatar a credibilidade do Ministério da Cultura e a dimensão simbólica da Cultura no coração dos brasileiros", ressalta o Ministro da Cultura, Marcelo Calero.
Sob o comando de Mariana Ribas, a Secretaria-Executiva (SE) contará com duas Subsecretarias: a Subsecretaria de Gestão Estratégica (SGE), responsável pela gestão de pessoas, tecnologia de comunicações e informação e planejamento estratégico do Ministério; e a Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (SPOA), que segue com as atribuições de gestão interna, financeira e orçamentária.

A Secretaria da Economia da Cultura (SEC) mapeará a cadeia produtiva da cultura de forma ampla e abrangente e atuará em parceria com as outras secretarias e entidades vinculadas do Sistema MinC. Designado, o advogado Claudio Lins de Vasconcelos comandará a Secretaria da Economia da Cultura, que atuará em três frentes: estimulando a sustentabilidade de atividades tradicionais, de vanguarda e de experimentação de linguagem; incentivando o empreendedorismo cultural; e apoiando o desenvolvimento de estratégias para a indústria cultural de alta performance. No novo desenho do Ministério da Cultura, a Diretoria de Direitos Intelectuais, antes vinculada à Secretaria-Executiva, passa a ser um departamento da nova Secretaria. São ainda departamentos desta Secretaria o Departamento de Estratégia Produtiva e o Departamento de Sustentabilidade e Inovação. 

O Ministério da Cultura irá buscar parcerias com prefeituras e governos estaduais no sentido de apoiar melhorias e modernização de teatros, centros culturais, bibliotecas, museus e afins. Essa será a função principal da Secretaria de Infraestrutura Cultural (SEINFRA), que tem como secretária designada Orvalina Ornelas Nascimento, servidora de carreira do Ministério da Educação. Muito além do incentivo à fruição, equipamentos culturais em bom estado estimulam a produção cultural local, contribuindo para a democratização do acesso e do fazer. A garantia de acessibilidade será um dos focos dos programas desta Secretaria.


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

SOCIEDADE CIVIL E CANDIDATOS DISCUTIRÃO EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE E QUALIDADE DE VIDA, TERÇA (23)

Foto: Tacila Mendes
O conceito de educação para sustentabilidade está baseado no aprimoramento da consciência crítica da sociedade. Alinhado com esse pensamento, o Improviso, Oxente! da próxima terça (23) debate o tema Educação para a sustentabilidade e qualidade de vida, um dos eixos do Programa Cidades Sustentáveistrazendo a discussão para o âmbito municipal. O encontro é aberto ao público e acontece a partir das 19h, na Tenda Teatro Popular de Ilhéus, Avenida Soares Lopes. 
Desta vez, o debate terá como painelistas a diretora do departamento de Ciências Contábeis de Administração da Universidade Estadual de Santa Cruz, Sônia Fonseca, e a coordenadora geral institucional do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), Eurivalda SantanaPela importância do assunto, além da sociedade civil, também são esperados candidatos a prefeito e a vereador.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

SAIBA COMO PARTICIPAR DO PROGRAMA MUNICÍPIOS CULTURAIS



A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) apresenta o programa Municípios Culturais, uma ação baseada na soma de forças do Governo da Bahia com os municípios baianos para fortalecer o setor cultural em todo o estado. Investindo na consolidação do Sistema Estadual de Cultura e na realização de ações culturais estruturantes, esta iniciativa reconhece que, para desenvolver a cultura e beneficiar a sociedade com toda sua potência, é preciso potencializar a gestão cultural que está na rotina mais próxima dos cidadãos de todos os territórios baianos.

Por que a institucionalização da cultura é importante?

Organizar e formalizar um setor é essencial para o seu desenvolvimento. É preciso haver garantias institucionalizadas para consolidar e qualificar políticas, estruturas e agentes que proporcionem princípios republicanos na gestão pública de cultura. A SecultBA vem dedicando importantes esforços com este objetivo. O mais simbólico deles está na aprovação da Lei 12.365/2011, a Lei Orgânica da Cultura da Bahia, que dispõe sobre a Política Estadual de Cultura e institui o Sistema Estadual de Cultura, com referências normativas e instrumentos que garantem a organização e o planejamento a longo prazo da cultura da Bahia. Para avançar neste processo, emerge agora a necessidade de execução de programas entre os entes federados que fortaleçam o Sistema Nacional de Cultura, o Sistema Estadual de Cultura e os sistemas municipais, a fim de que se estabeleçam diretrizes, ações e financiamentos compartilhados.

Como o programa Municípios Culturais contribui para tudo isso?

A base do programa está na relação entre o Estado e os municípios baianos, que estão convidados a formalizar sua adesão e ficar aptos a atuar juntamente com a SecultBA em duas linhas que resultarão em avanços institucionais e práticos: “Fortalecimento do Sistema de Cultura” e “Apoio ao desenvolvimento de ações culturais nos municípios”.

Como funciona a linha de “Fortalecimento do Sistema de Cultura”?

Esta frente de atuação objetiva estabelecer as condições para a organização necessária ao desenvolvimento do Sistema Estadual de Cultura da Bahia e o fortalecimento dos sistemas municipais. Os municípios que fizerem adesão ao programa deverão necessariamente aderir também ao Sistema Estadual de Cultura e ainda formular um Plano de Trabalho com objetivo de criar e/ou consolidar os componentes principais da gestão cultural municipal: órgão gestor de cultura; conselho de cultura; lei de sistema; lei de fundo de cultura; e plano de cultura.

E o “Apoio ao desenvolvimento de ações culturais nos municípios”, como vai ser?

Os municípios que devidamente cumprirem as exigências da primeira linha de atuação estarão aptos a assinar Termo de Cooperação com a SecultBA, que permitirá a realização conjunta de ações culturais, tais como consultorias, assessorias, oficinas, formações, encontros etc., distribuídas em sete categorias: Formação; Fomento; Institucionalização cultural; Arquivo e biblioteca; Linguagens artísticas; Patrimônio cultural; e Grupos identitários e tradicionais.

Meu município tem total interesse de participar. O que fazer?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

IMPROVISO, OXENTE! DE TERÇA (16) DEBATE CULTURA PARA A SUSTENTABILIDADE


Foto: Tacila Mendes
Discutir o conceito de cultura para a sustentabilidade e seu papel para a integração entre os diversos setores da administração municipal é o objetivo do Improviso, Oxente!, debate aberto ao público e permeado por intervenções artísticas, que acontece na próxima terça (16), às 19h, na Tenta Teatro Popular de Ilhéus (TPI), Avenida Soares Lopes. O pedagogo, dramaturgo e produtor cultural, Pawlo Cidade, e o dramaturgo e secretário de Cultura do Município de Ilhéus, Paulo Atto, serão os painelistas desse encontro.
Promovido pelo Instituto Nossa Ilhéus em parceria com o TPI, a discussão abordará este eixo do Programa Cidades Sustentáveis e os oito indicadores referentes a ele: Acervo de livros infanto-juvenis; Acervo de livros para adultos; Ações de preservação, valorização e difusão do patrimônio material e imaterial; Campanhas de educação cidadã; Centros culturais, casas e espaços de cultura; Conselho municipal de cultura e patrimônio histórico; Escolas da rede municipal que abrem aos finais de semana para a comunidade e Recursos públicos municipais para cultura.Por entender que o acesso aos bens culturais deve ser universal, além da sociedade civil, também são esperados candidatos a prefeito e a vereador para discutir o tema e fortalecer as politicas públicas para setor.
Este será o sétimo de uma série de 13 encontros semanais, que acontecem sempre às terças-feiras, e que visam à discussão sobre a Ilhéus que queremos em 2020. Cada encontro aborda necessidades prioritárias da cidade a partir de indicadores baseados nos 12 eixos Programa Cidades Sustentáveis, e o público presente terá a oportunidade de escolher os que julga prioritários para o devido acompanhamento do gestor eleito para exercer o próximo mandato. Outros indicadores que considerem a valorização da identidade local, a gestão participativa e o fomento à produção local também poderão ser levantados pelo público durante o debate.
Instituto Nossa Ilhéus – Fundado em 09 de março de 2012, o INI é uma iniciativa da sociedade civil organizada, apartidária com o título de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.  Busca a aproximação da sociedade civil e do poder público em suas ações, tendo como eixos de atuação a Educação para Cidadania, o Monitoramento Social e o Impacto em Políticas Públicas. Atua no sentido de promover o impacto social que educa e, para isso, promove o monitoramento social, mobilizando e intervindo na realidade política e social do município. O Instituto está aberto a todos que desejem engajar-se em suas atividades. Localiza-se na Rua Eustáquio Bastos, nº 126, 8º andar do Edifício Kauffman, no Centro, em Ilhéus. Acompanhe também a fanpage facebook.com/InstitutoNossaIlheus

Teatro Popular de Ilhéus - Fundado há 21 anos, é uma das 15 instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O TPI administra a Tenda Teatro Popular de Ilhéus. A programação mensal do espaço cultural pode ser conferida em www.teatropopulardeilheus.com.br, ou pelo aplicativo gratuito Tenda Teatro Popular de Ilhéus, disponível no Google Play.
Programa Cidades Sustentáveis – É uma iniciativa de três organizações da sociedade civil –Rede Nossa São Paulo, Rede Social Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis e o Instituto Ethos –, que oferece uma agenda completa de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados a esta agenda e um banco de práticas com casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas pelos municípios. Acesse e conheça o Guia da Gestão Pública Sustentável www.cidadessustentaveis.org.br/gps. O Instituto Nossa Ilhéus compõe a Secretaria Colegiada da Rede Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

III FÓRUM DE CONSELHOS MUNICIPAIS DE CULTURA

Pawlo Cidade, Conselheiro Estadual de Cultura
Desafios do fomento à Cultura foram
discutidos no III Fórum de Conselhos Municipais de Cultura  

Os desafios dos Conselhos Municipais de Cultura e como podem contribuir nos debates ligados às políticas de fomento estiveram no centro das discussões nesta terça-feira, 09, em Feira de Santana, no primeiro dia do III Fórum de Conselhos Municipais de Cultura. Capitaneado pelo Conselho Estadual de Cultura, o evento acontece até esta quarta-feira, 10, no Centro de Cultura Amélio Amorim, dentro da programação do III Encontro de Políticas e Gestão da Cultura, organizado pela Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA).

No primeiro dia, o Fórum foi marcado pela presença do pesquisador e gestor Carlos Paiva, que apresentou a palestra “Fomento à cultura no município: oportunidades e desafios”. Entre 2015 e maio de 2016, ele esteve à frente da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Paiva aproveitou sua participação para apresentar o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (ProCultura), proposta criada na gestão do ex-ministro Juca Ferreira e transformada em projeto de lei para substituir a Lei Rouanet.

A ideia é que o ProCultura seja integrado ao Sistema Nacional de Cultura, com a finalidade de mobilizar e aplicar recursos para apoiar projetos culturais que concretizem princípios estabelecidos na Constituição Federal. Paiva acredita que, na atualidade, o sistema de financiamento brasileiro não responde à complexidade da cultura. Além disso, os mecanismos de fomento não estimulam o empreendedorismo e faltam informações e estudos para viabilizar o acompanhamento crítico das ações desse setor.

“Minha avaliação é que a Lei Rouanet hoje não responde de maneira adequada. Houve uma mudança no Brasil e, por isso, ela é muito criticada. O ProCultura pretende substituir a Lei Rouanet preservando parte do que já existe, mas em outro patamar”, afirmou Paiva. Dentre os dados apresentados pelo pesquisador estão índices que mostram como, somente em 2015, 79,29% da captação pela Lei Rouanet esteve concentrada na região Sudeste.

DESAFIOS – Diante de conselheiros e conselheiras de diversos territórios de identidade cultura da Bahia, Paiva apresentou desafios municipais no âmbito do fomento à Cultura que devem ser inseridos nos debates em Conselhos Municipais de Cultura. O primeiro deles é a criação de sistemas de fomento específicos de cada cidade. “Cada município deve construir o próprio sistema de fomento, dialogando com as características e oportunidades do contexto local”, afirmou.
Outro passo importante é a criação do Fundo de Cultura no âmbito municipal, estratégia que traz estabilidade no fomento à cultura e pode ser integrada com o Sistema Nacional de Cultura (SNC) e o Sistema Estadual de Cultura (SEC). Além disso, é crucial a existência de leis de incentivo municipal onde houver economia aquecida. “Quando uma empresa investe na ação cultural local, a economia melhora no próprio município”, completou Paiva.

PALESTRA – Outra palestra no primeiro dia do III Fórum de Conselhos Municipais de Cultura foi a do conselheiro de cultura Pawlo Cidade. Intitulada “O papel do conselheiro municipal de cultura”, o debate trouxe reflexões a respeito do perfil de gestor que se espera e as funções e desafios de um Conselho de Cultura. “Os conselhos foram criados para ser braço do governo. Um órgão oficial de escuta, consulta, deliberação e, sobretudo, de fiscalização”, afirmou Cidade.

O conselheiro explicou que os Conselhos Municipais devem ser fortalecidos para discussões que mostrem a importância da sociedade civil nos debates ligados às ações do poder público, algo que vai desde políticas públicas até a organização de grandes eventos como São João e Carnaval. Isso porque, entre o papel dos conselheiros, estão aspectos como a defesa da coletividade, a luta pela transparência e a descentralização das atividades culturais e dos recursos públicos.

Cidade lembrou a importância de que todas as ações executadas pelo poder público, no âmbito da Cultura, passem pelo Conselho de Cultura. Ele apresentou dados da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA) que apontam a existência de apenas 152 Conselhos de Cultura entre os 417 municípios baianos, sendo que nem todos estão, de fato, em operação dentro do que se espera do órgão. No âmbito nacional, números da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic/IBGE) mostram que 38,6% das cidades no Brasil possuem conselhos.

“O gestor de cultura tem de entender que, ao ser parceiro do conselho, sua gestão terá mais visibilidade, transparência, legitimidade e, principalmente, governabilidade. Ou seja, será possível trabalhar e desenvolver a política pública, mas é preciso estar alinhado para que passe pelo conselho tudo que for executado”, finalizou.
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Conselho Estadual de Cultura – assessoria de comunicação
Eder Luis Santana e Mariana Campos
Tel.: (71) 3117.6190
E-mail: ascom.conselho@gmail.com

Facebook: www.facebook.com/CECBahia

sábado, 6 de agosto de 2016

FOMENTO À CULTURA NO INTERIOR SERÁ DISCUTIDO NO III FÓRUM DE CONSELHEIROS

Pawlo Cidade e Carlos Paiva

A cidade de Feira de Santana, no território Portal do Sertão, receberá conselheiros e conselheiras de cultura de diversas regiões do estado nos dias 09 e 10 de agosto, no Centro de Cultura Amélio Amorim, para o III Fórum de Conselheiros de Cultura da Bahia. Organizado pelo Conselho Estadual de Cultura, o evento abordará temas como o fomento à Cultura no âmbito municipal e como os conselhos podem contribuir com a gestão do setor em suas cidades. A programação está inserida no III Encontro de Política e Gestão Culturais da Bahia, organizado pela Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA). 

As inscrições para o fórum podem ser feitas até o dia 8 de agosto, por meio de formulário eletrônico disponível no site oficial do evento (clique e acesse). Na terça-feira, dia 09, o fórum será das 15h30 às 17h. O conselheiro Pawlo Cidade, integrante do Conselho Estadual de Cultura, trará contribuições ligadas ao papel dos Conselhos Municipais nas políticas públicas. Em seguida, o gestor e pesquisador Carlos Paiva ministrará a palestra “Fomento à cultura no município: oportunidades e desafios”.

Com a experiência de quem atuou na área de fomento tanto na SecultBA como no Ministério da Cultura (MinC), Paiva acredita ser fundamental debates nessa área com a participação de conselheiros e conselheiras de cultura. “O financiamento das políticas culturais é um dos principais desafios às políticas municipais de cultura. Pensar as oportunidades de desenvolvimento de mecanismos de fomento no âmbito municipal que garantam parte deste financiamento, assim como entender as oportunidades que os mecanismos estadual e federal oferecem, permitem ao conselheiro de cultura colaborar para o desenvolvimento destes temas em seu território”, afirma Paiva.


PLANO DE AÇÃO – Na quarta-feira, dia 10, o evento acontece das 14h30 às 17h. O presidente do Conselho Estadual de Cultura, Márcio Ângelo Ribeiro, fará a mediação do debate centrado no fortalecimento do Fórum dos Conselheiros de Cultura da Bahia. “Nosso desafio é tornar os Conselhos Municipais instâncias que dialoguem entre si e com o Conselho Estadual de Cultura. Os conselhos têm de ser órgãos propositivos para gestões municipais, buscando autonomia da política pública de cultura municipal. É pela troca de experiências que enriquecemos nossa atuação e servimos de inspiração para que novos conselhos sejam implantados em cidades do interior”, pontua. 

O presidente assegura que o diálogo será conduzido a partir de duas vertentes. A primeira delas é a necessidade de criação da coordenação estadual do Fórum de Conselheiros de Cultura da Bahia, que deverá elaborar o regimento interno da instituição. A segunda é uma proposta de capacitação de conselheiros e conselheiras municipais de cultura. “Na ocasião, será importante também sistematizar as discussões feitas nos dois encontros anteriores, além de apontar desafios e caminhos à realização do IV Fórum de Conselheiros de Cultura da Bahia”, finalizou. 

SERVIÇO
O que: III Fórum de Conselheiros de Cultura da Bahia
Quando: 09 e 10 de agosto
Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana


terça-feira, 2 de agosto de 2016

SECULTBA DISPONIBILIZA VÍDEOS TUTORAIS PARA PROPONENTES DOS EDITAIS SETORIAIS 2016



As inscrições para os 23 editais permanecem abertas até o dia 15 através do Sistema de Informações e Indicadores em Cultura


A Secretaria da Cultura da Bahia (SecultBA) preparou três vídeos tutoriais para auxiliar o público a enviar as propostas para os Editais Setoriais do Fundo de Cultura 2016 . Os vídeos são: “Como se cadastrar no Clique Fomento”, “Como cadastrar uma proposta” e “Preenchendo o formulário”, nos quais é possível acompanhar o passo a passo para utilizar o Sistema de Informações e Indicadores em Cultura (SIIC). Trata-se de mais um canal disponibilizado pela secretaria para sanar dúvidas e democratizar o acesso aos editais a todos os interessados. Os vídeos podem ser acessados diretamente no canal da SecultBA no Youtube (www.youtube.com/plugcultura), através do site da secretaria (www.cultura.ba.gov.br) ou agora no blog:



Os 23 editais abertos somam um total de mais de R$ 31 milhões para apoio a projetos culturais de toda a Bahia. As inscrições seguem até o dia 15 de agosto, mas é sugerido ao proponente não deixar para enviar a proposta no último dia, quando dificuldades devido ao acúmulo de acessos ao sistema poderão dificultar o envio da mesma.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO LITERÁRIO BIBLIOTECA NACIONAL



Autores, tradutores e projetistas gráficos que desejarem concorrer aos Prêmios Literários da Fundação Biblioteca Nacional Edição 2016 podem se inscrever, gratuitamente, até o dia 9 de setembro.

O prêmio é um reconhecimento à qualidade intelectual, técnica e estética de livros lançados no Brasil e tem por objetivo estimular a pesquisa e a criação literária no país.

Podem participar pessoas físicas brasileiras ou naturalizadas, com obras publicadas no período de 1º de maio de 2015 a 30 de abril de 2016, no Brasil, em língua portuguesa. O orçamento para a ação totaliza R$ 452 mil, dos quais R$ 270 mil serão concedidos em prêmios e R$ 182 mil, destinados às despesas administrativas do concurso. O autor/tradutor da obra selecionada em primeiro lugar de cada categoria será contemplado com o prêmio em espécie, no valor bruto de R$ 30 mil.

Neste ano, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional contemplará nove categorias: Poesia, Romance, Conto, Ensaio Social, Ensaio Literário, Tradução, Projeto Gráfico, Literatura Infantil e Literatura Juvenil.

As obras deverão ser inscritas pelo autor, de acordo com as categorias, sendo aceita a inscrição da mesma obra em, no máximo, duas categorias, desde que uma delas seja obrigatoriamente a categoria de Projeto Gráfico. As inscrições por intermédio de editoras serão permitidas como forma de assistência ao autor e apenas mediante autorização por escrito, que deverá ser anexada à ficha de inscrição.

Os recursos para o desenvolvimento desta ação serão oriundos da LOA – Fundação Biblioteca Nacional – Programa 2027: Preservação, Promoção e Acesso – Ação 004 – Fomento à Criação Literária e Científica (20KL).

Acesse a íntegra do edital no site www.bn.br.
*Com informações do site do MinC/Cultura e Mercado