sábado, 14 de abril de 2018

MOSTRA DE CINEMA EM CACHOEIRA COM INTERCÂMBIO CULTURAL



A Mostra MAR - Mulheres, Ativismo e Realização lança convocatória para intercâmbio cultural e artístico para realização de intervenções desenvolvidas por mulheres. O evento irá custear a ida de cinco mulheres para que as artistas selecionadas participem da programação, que acontece de 16 a 20 de maio, na cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano. As inscrições estão abertas até 17 de abril.

Além de integrar a programação da Mostra, as selecionadas terão direito a alimentação, estadia e deslocamento de suas cidades de origem. As participantes podem ser de qualquer região do Estado, exceto do município que sediará o evento.

Realizada pela Mulher de Bigode Filmes, em parceria com o Coletivo Gaiolas e apoio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, a Mostra MAR pretende valorizar a produção das mulheres no cinema, especialmente com o recorte para temáticas ligadas a democracia, direitos humanos, diversidade de gênero, raça e sexualidade. A exibição dos curtas será acompanhada de workshops, vivências e performances que estimulem a interação entre as realizadoras. Mais de 200 mulheres de todo o país estão inscritas na mostra, cuja curadoria também será exclusivamente feminina.

O edital e formulário de inscrição dos trabalhos estão disponíveis no site da mostra. A divulgação do resultado está prevista para o dia 26 de abril, e deve ser acompanhada no portal do evento.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br

Serviço:
Inscrições: Mostra de cinema – intercambio artístico e cultural
Onde: 
http://www.marderealizadoras.com
Quando: 06 a 17 de abril
Inscrições gratuitas

Fonte: SECULTBA

quinta-feira, 5 de abril de 2018

GOVERNO VAI FINANCIAR PROJETOS DE APOIO À CAPOEIRA

Fortalecer, difundir e preservar a memória da capoeira na Bahia. Esse é o principal objetivo do Edital de Seleção de Projetos de Valorização da Capoeira, apresentado pelo Governo do Estado, nesta quinta-feira (4), na Praça Tereza Batista, no Pelourinho. O evento reuniu mestres, professores e praticantes de capoeira.

Com um investimento de R$ 500 mil, oriundos da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o edital vai contemplar organizações sociais sem fins lucrativos, que tenham no mínimo um ano de existência.

“Para gente é muito gratificante saber que há uma preocupação e um cuidado com a cultura da capoeira, porque ela é a que mais divulga o estado da Bahia no mundo inteiro. A gente precisa de fato criar um mecanismo que possibilite aos capoeiristas criarem mais ações, fomentarem mais as suas comunidades.”, destacou o mestre Tonho Matéria.

Filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional, o Mestre Nenéu revelou que esse tipo de apoio é um sonho dos mestres antigos, inclusive, de seu pai, que reclamava que na época dele havia investimento para manifestações como o Carnaval, mas não para a cultura da capoeira.

Presente na apresentação, a secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana, reforçou a necessidade do apoio ao segmento: “A capoeira é um símbolo do nosso estado, do nosso país, por isso, deve ser apoiada e fortalecida, e é isso que esse edital busca”.

Também participou do encontro o diretor-geral da Sudesb, Elias Dourado.

quinta-feira, 29 de março de 2018

EXPOSIÇÃO EM HOMENAGEM À CASTRO ALVES FICA EM EXPOSIÇÃO ATÉ DOMINGO NO TEATRO MUNICIPAL DE ILHÉUS


Visitada principalmente por estudantes, de Ilhéus e da região, a exposição ‘O navio negreiro’, em homenagem ao poeta Castro Alves, com obras do artista plástico Hansen Bahia, fica aberta ao público até o próximo domingo, 1º de abril na Galeria do Teatro Municipal de Ilhéus. A mostra, com entrada gratuita, é promovida pelo Centro de Memória da Bahia, da Fundação Pedro Calmon, em parceria com a secretaria municipal da Cultura (Secult).
Hansen Bahia nasceu na Alemanha e depois fixou residência na Bahia, onde naturalizou-se brasileiro. Ilustrador, escultor, pintor, escritor e professor são algumas das atividades que o artista exerceu durante a vida. Através de testamento, ele doou o próprio acervo para o município de Cachoeira, onde foi instalada a Fundação Hansen Bahia.
A exposição itinerante, iniciada em Salvador, já passou por oito municípios baianos. Para o secretário de Cultura de Ilhéus, Pawlo Cidade, o evento integra um programa de dinamização da Galeria do Teatro. “A ideia é aproximar cada vez mais o público dos espaços culturais, promovendo exposições de excelência com grandes nomes das artes visuais".

O curador da exposição, Ayrson Heráclito, destaca que “as obras de Hansen Bahia são únicas e ninguém nunca ilustrou um poema inteiro”. Inspiradas em um dos mais famosos poemas de Castro Alves, ‘O navio negreiro’, Hansen Bahia descreve em imagens a violência contra os africanos subjugados como escravos trazidos nos porões dos navios.
Na passagem por Ilhéus, a exposição proporcionou também ao público a oportunidade de participar da oficina de xilogravura ministrada pelo artista plástico Zimaldo Baptista Melo, realizada ontem e hoje, 28 de março.

terça-feira, 13 de março de 2018

NOMEADOS OS NOVOS CONSELHEIROS ESTADUAIS DE CULTURA


Victor Aziz é o novo representante do Litoral Sul

O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições,

R E S O L V E

nomear, à vista do disposto no § 3º do art. 9º da Lei nº 12.365, de 30 de novembro de 2011, e na Portaria nº 187, de 07 de dezembro de 2017, da Secretária de Cultura, para compor o Conselho Estadual de Cultura, vinculado à Secretaria de Cultura, os membros a seguir indicados:

Representação da Sociedade Civil - Territórios Culturais:

1. Gilmar Dantas Silva - 2018-2021 (Suplente: Salomão Pedro de Oliveira)
2. Victor Silva Aziz Lima - 2018-2021
3. Junieques Batista dos Santos - 2018-2021
4. Gilmar de Faro Teles- 2018-2021
5. Neimar Hilário Santos- 2018-2021

Representação da Sociedade Civil - Segmentos Culturais e Processos do Fazer Cultural:

1. Nilo Silva Trindade- 2018-2021 (Suplente: Ladailza Gonçalves Teles
2. Adinil Batista de Souza- 2018-2021 (Suplente: Uilson Silva Pedreira)
3. Suely de Melo Modesto- 2018-2021 (Suplente: Leonardo Miranda Alves)
4. Fernando Dias- 2018-2021 (Suplente: Julice Oliveira Dias dos Santos)
5. Verônica Aquino Ribeiro- 2018-2021 (Suplente: Bruna Setenta Góes Almeida)

quinta-feira, 8 de março de 2018

SECRETARIA DA CULTURA DE ILHÉUS LANÇA EDITAL CULTURA LIVRE


A Secretaria da Cultura de Ilhéus realiza concurso para selecionar propostas que estimulem o desenvolvimento das artes nos diversos bairros e distritos do município. Serão priorizadas aquelas oriundas ou realizadas em benefício da população com menor acesso a produtos culturais e que privilegiem a diversidade cultural. A inscrição desta primeira chamada do edital está aberta de 12 deste mês a 25 de abril, contemplando propostas cujo cronograma de ação se inicie de 28 de junho a 12 de agosto deste ano. A inscrição deve ser feita exclusivamente na sede da secretaria. Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail:cultura@ilheus.ba.gov.br ou pelo telefone (73) 3231-7531, a partir das 14 horas.



O secretário da Cultura, Pawlo Cidade, disse que o edital foi adaptado do Calendário das Artes, da Fundação Cultural do Estado Bahia (Funceb). “Tem tudo para seguir o sucesso desta iniciativa. O Cultura Livre chama a atenção para a obrigatoriedade da entrega de prêmio ao vencedor, lembrando que ele corresponderá a contrapartida pela atividade artística. É um edital inédito de fomento, pautada na política cultural estimulada pelo prefeito Mário Alexandre, sobretudo de descentralização e democratização das ações culturais”, afirmou.



Quem pode participar – Pawlo Cidade destaca que esta primeira chamada contempla propostas apresentadas por criadores, produtores e grupos artísticos. Pessoa física com idade igual ou superior a 18 anos (completos até a data de encerramento da inscrição), brasileiros natos ou naturalizados, domiciliados em Ilhéus ou estrangeiros com situação de permanência legalizada e residência comprovada no município até a data de encerramento da inscrição, e pessoa jurídica que desenvolva ações artístico-culturais, conforme seu estatuto.



Conforme o edital, cada proponente só pode inscrever uma proposta, sendo desclassificado quem inscrever mais de um trabalho ou enviar mais de uma proposta por categoria, mesmo que sejam de proponentes ou categoriais diferentes. Serão premiadas pelo menos 45 propostas neste edital, com previsão de cinco prêmios para cada categoria. Caso não haja proposta para uma ou mais das categorias indicadas os recursos serão transferidos automaticamente para a área com maior número de inscrições. Está prevista a seleção de pelo menos dezoito propostas para os distritos.



Valor do prêmio – O prêmio será de R$ 2.500,00 que incidirá a tributação de 20%, prevista na lei federal 8.981/95. O total de recursos disponível para este edital é de R$ 112.500,00. O Edital Cultura Livre é uma realização da Secretaria da Cultura de Ilhéus, em parceria com a secretaria municipal da Fazenda (Sefaz), com recursos do Fundo Municipal de Cultura.





segunda-feira, 5 de março de 2018

ENCONTRO DE COMPOSITORES ACONTECE NESTA QUARTA-FEIRA EM ILHÉUS


A diversidade e a originalidade musicais vão tomar conta do Teatro Municipal de Ilhéus na quarta-feira (07), na primeira noite do Encontro de Compositores do Litoral Sul da Bahia. As compositoras Lunah M.V (Ilhéus) e Elisa Cunha (Itabuna) levam ao palco seu rap e MPB, respectivamente, enquanto a banda Pecados Capitais (Coaraci) toca rock’n roll e o Zem Trio (Ilhéus) solta o instrumental que circula livremente entre o rock e jazz. O show começa às 20h e o ingresso é 1kg de alimento não perecível, que será doado para a Fundação Fé e Alegria - Ilhéus.

O Encontro, ao longo de quatro mostras que acontecerão mensalmente até junho, vai apresentar oito compositores individuais e oito bandas autorais atuantes no cenário musical do Litoral Sul. Todos os selecionados são baianos e atuam em sete municípios do território, tendo sido escolhidos pela curadoria do evento entre 64 inscritos.

Além dos compositores e bandas, alunos de cada turma da oficina gratuita de Composição Musical apresentarão uma música inédita por show, como resultado das aulas.

Oficinas de Composição Musical

Continuam abertas as inscrições para as quatro turmas das Oficinas de Composição Musical, que acontecerão sempre uma vez por mês, até junho, na semana de cada mostra. Cada turma terá 20 participantes e as aulas acontecerão na Academia de Letras de Ilhéus. Profissionais e entusiastas da Música podem inscrever-se gratuitamente no site do evento. As aulas serão facilitadas pelos músicos Danilo Oliveira e Lula Soares Lopes.

As inscrições para as oficinas e a programação na íntegra estão disponíveis em www.encontrolitoralsul.com.br. É possível acompanhar as novidades no facebook.com/EncontroCompositoresLitoralSulou pelo aplicativo que tem o nome do evento e pode ser baixado na Play Store.

O Encontro de Compositores do Litoral Sul da Bahia foi selecionado no Edital Setorial de 2016 e tem apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia. Conta também com o apoio cultural do FAEG-Sul, Quantum Agência de Publicidade, Criadouro Soluções Culturais, Academia de Letras de Ilhéus e Secretaria de Cultura de Ilhéus.


Sobre a compositora Elisa Cunha (Itabuna) - Cantora e compositora itabunense tem na música a forma mais genuína de se conectar com as pessoas. Cantar, tocar instrumentos e compor são três das coisas que mais gosta de fazer na vida.

Sobre a compositora  Lunah MV (Ilhéus) - Canta e compõe suas reflexões sobre a vida e as injustiças do mundo, inspirada em diversas vertentes do Rap. Lançou recentemente seu primeiro EP, chamado "Aborto", o que representa um passo importante para ela que quer viver da sua música.

Sobre a banda Pecados Capitais (Coaraci) – A banda traz influências das várias ramificações do Rock and Roll, além de Blues, Hard Rock setentista, Rock progressivo, psicodelismo e Punk. O grupo vem apostando nas suas produções autorais e lançou recentemente o primeiro EP de forma independente, o "Jardim das Delícias Terrenas", bem recebido pelo público e pela crítica. Também lançou em 2017 o primeiro videoclipe em parceria com o Estúdio 878, da música "O Sintoma do Universo”, disponível no Youtube.

Sobre o Zem Trio (Ilhéus) - Músicos e amigos de longas datas, Zezo Maltez (saxofones), Juliano Chucri (bateria) e Diego Pereira (baixo) já são figuras carimbadas no cenário da música do eixo Ilhéus-Itabuna. Apesar disso, foi por um acaso que se encontraram em 2015 e fizeram uma viceral apresentação com músicas de ZezoMaltez na Tenda do Teatro Popular de Ilhéus. Desde então, ficou selada a parceria que veio culminar neste inusitado grupo instrumental que transita livremente entre o jazz e o rock: o Zem Trio.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

PRORROGADAS INSCRIÇÕES PARA A 2ª ETAPA DA SELEÇÃO DE COORDENADOR CULTURAL




Foram prorrogadas até a próxima terça-feira, 27 de fevereiro, as inscrições para a segunda etapa da Seleção de Coordenador Cultural, que oferece vagas para mais 40 municípios da Bahia. As vagas são ofertadas através do contrato de gestão firmado entre o Instituto de Ação Social pela Música (IASPM) e o Governo do Estado da Bahia. 

As 40 vagas serão distribuídas na Bahia para atuação no projeto Escolas Culturais, em escolas públicas nos municípios de Abaré, Barra, Cachoeira, Campo Formoso, Canavieiras, Capim Grosso, Caravelas, Catu, Cícero Dantas, Coração de Maria, Cruz das Almas, Entre Rios, Euclides da Cunha, Firmino Alves, Ibicui, Ichu, Itajuípe, Jaguarari, Jussari, Lençóis, Livramento de Nossa Senhora, Mata de São João, Miguel Calmon, Morporá, Mutuipe, Nazaré, Nilo Peçanha, Nova Canaã, Paramirim, Pintadas, Ponto Novo, Remanso, Rodelas, Santa Inês, Santana, Santo Amaro, Santo Estevão, Tucano, Uauá e Ubatã.

O processo seletivo é de responsabilidade do Instituto Ação Social Pela Música (IASPM), organização social que participa da gestão do projeto Escolas Culturais. As inscrições devem ser feitas exclusivamente via internet. Sob o título 'Coordenador Cultural', o currículo com indicação de cidade para a qual deseja concorrer e a carta de apresentação e motivação (até 2 páginas) devem ser enviados para o e-mail selecao@iaspm.org.br.

A carta deve conter uma descrição sucinta da experiência na gestão ou participação em projetos culturais e/ou educacionais e informação sobre pretensão salarial, além de resposta à seguinte questão: Quais as principais dificuldades encontradas pelos grupos culturais e de arte no seu município e como enfrentá-las? Devem também ser encaminhados até três documentos comprobatórios de experiências anteriores.

Informações completas sobre a seleção, requisitos e especificações, além da descrição sumária das funções e a relação dos 40 municípios para os quais se destinam as vagas, estão disponíveis no site do Neojiba. Clique aqui e confira o Edital nº6

O projeto Escolas Culturais, que faz parte do Programa Educar para Transformar, é uma iniciativa conjunta das secretarias estaduais da Educação, de Cultura (SecultBA), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e da Casa Civil, viabilizada pelo Fundo de Combate à Pobreza. O objetivo é fortalecer e dinamizar as escolas, por meio da cultura, em benefício e com a participação da comunidade. 


Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA
Telefone: (71) 3103-3442 / 3452

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

RODAS DE CONVERSA VÃO DECIDIR RUMOS DE PROJETOS TRADICIONAIS


Com o objetivo de ouvir questionamentos da população e de diversos segmentos envolvidos com as atividades culturais de Ilhéus, a secretaria municipal da Cultura (Secult) programou para este mês o projeto Rodas de Conversa. A proposta é colocar em pauta a discussão diária sobre ações culturais que serão apresentados pela atual gestão. Na agenda, estão programados para o dia 19, a partir das 16 horas, no auditório Sosígenes Costa, situado na Rua Jorge Amado, 21, debate sobre o Projeto Maio, Mês da Dança, e às 18 horas, sobre o Festival de Quadrilhas Juninas.
Para o dia 20, às 18 horas, os trabalhos do Rodas de Conversa serão retomados para discutir a formatação do Projeto Seis e Meia; e no dia 21, às 18 horas sobre a realização da Semana Jorge Amado. Já nos dia 22, respectivamente às 16 e 18 horas, os debates serão torno sobre o Festival de Teatro Estudantil e o Programa Devir Negro.
E no dia 23, a partir das 18 horas, o projeto Rodas de Conversa volta a se reunir para tratar sobre o calendário de capoeira; e dia 26, também, às 18 horas, outra rodada de debate sobre as festas populares de Ilhéus serão sempre com a participação pública.
De acordo com o secretário de Cultura, Pawlo Cidade, as indagações serão sobre o que são projetos estruturantes?, como eles podem se tornar programas?, ao retomar edições anteriores corremos o risco de reproduzir os erros do passado?, como podemos melhorar as atividades culturais transformando-as em ações duradouras?, o que aprendemos com projetos temáticos?  E qual o conceito que se tem de um projeto?
Fonte: Secom/Ilhéus

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

INSCRIÇÕES PARA PROCESSO ELEITORAL DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA SEGUEM ATÉ 14 DE FEVEREIRO

Emílio Tapioca, atual presidente do Conselho Estadual de Cultura

O objetivo é definir 10 novos representantes titulares da sociedade civil, bem como seus 10 respectivos suplentes

Abertas em 12 de dezembro, as inscrições para o processo eleitoral que deve definir os 10 novos representantes titulares da sociedade civil como Conselheiros Estaduais de Cultura, bem como seus respectivos 10 suplentes, seguem até 14 de fevereiro (quarta-feira de cinzas). Até o momento o cadastro de eleitores vem correspondendo às expectativas, as inscrições de candidatos precisam ser reforçadas.

 “O número de eleitores inscritos, até aqui, já é muito satisfatório, já o número de candidatos, em nossa avaliação, está deixando a desejar. É importante que aqueles que atuam no campo da cultura procurem se comprometer no sentido de contribuir para o fortalecimento das representações setoriais e territoriais no Conselho”, pontua o presidente do CEC, Emílio Tapioca, que é também o representante do Conselho na Comissão Eleitoral do pleito.

Ainda para Tapioca o fortalecimento das políticas públicas de cultura do Estado passa pelo CEC. “Por meio do CEC, que é o caminho da representação, que os debates, proposições e mesmo a fiscalização dos recursos empenhados na cultura, podem atender a diversidade e as nuances que se inserem no campo das políticas públicas de cultura da Bahia”, defende.

PROCESSO DE INSCRIÇÕES E ELEIÇÕES ONLINE
As inscrições para candidatos e eleitores estão ocorrendo por meio de plataforma digital que pode ser acessada diretamente por meio de link na página da Secretaria Estadual de Cultura (www.cultura.ba.gov.br) e funcionará até as 18h do dia 14 de fevereiro de 2018.

Para participar do processo como eleitor é necessário:

- Ser maior de 18 anos
- Residir na Bahia
- Não possuir cargo comissionado em nenhum ente da administração pública
- Não ser servidor da Secretaria de Cultura da Bahia (responsável pela organização do processo)

Qualquer que seja o seu segmento de atuação cultural, os eleitores poderão votar em um candidato para representante de território de identidade e um candidato para representante de setorial não importando se este é o mesmo de atuação do eleitor.

Já os candidatos a conselheiro poderão se inscrever ou para vagas destinadas aos segmentos ou para os territórios. Além dos critérios já mencionados para eleitores, o candidato deve preencher:

- Currículo demonstrando atuação no território ou segmento cultural em que pretende se candidatar
- Expor proposta para atuação no CEC
- Não ocupar cargos na administração pública em nenhum ente do estado (federal, estadual ou municipal)
- Apresentar justificativa da candidatura
- No caso de candidato por território declaração de que atua no território de identidade cultural emitida pelo Colegiado de Desenvolvimento Territorial – CODETER, ou Ponto de Cultura, ou Consórcio Públicos ou outro coletivo cultural do território

“Embora um pouco exigentes, estes critérios permitem a lisura do processo e autenticidade dos representantes. Apesar do CEC ter 50 anos, a forma como ele se processa hoje, por meio de conselheiros eleitos a partir do que está definido na Lei Orgânica de Cultura da Bahia de 2011, é o que o faz com que ele tenha grande legitimidade e venha servindo de espelho para formação de outros conselhos de políticas públicas. Nesse sentido, o fortalecimento de órgãos como o CEC aponta ainda para o fortalecimento da cidadania no seio da sociedade”, considera Tapioca.

DIVERSIDADE NA REPRESENTAÇÃO DE SEGMENTOS E TERRITÓRIOS
Serão eleitos como conselheiros representando os segmentos culturais os dez candidatos mais bem votados, sendo que os cinco primeiro serão eleitos titulares e os cinco demais suplentes. Deverá ser respeitada, contudo, a condição de que cada segmento só terá apenas um membro o representando.

Isso significa, por exemplo, que se o segmento de festas populares tiver dois candidatos entre os 10 mais votados, apenas o primeiro mais bem colocado terá assento no Conselho, seja na condição de titular ou suplente. Assim 10 distintos segmentos estarão contemplados. A mesma regra se aplicará aos candidatos inscritos por territórios, o que permitirá que 10 territórios diferentes tenham representantes.

Além disso, só poderão se inscrever candidatos que representem segmentos ou territórios que hoje não têm representantes no CEC. A lista dos territórios e segmentos que podem ter candidatos aptos à inscrição está anexada na portaria que regula o processo eleitoral e pode ser conferida aqui

domingo, 21 de janeiro de 2018

ENTREVISTA COM PAWLO CIDADE, NOVO SECRETÁRIO DA CULTURA DE ILHÉUS


O Diário de Ilhéus, em sua edição nº 3.203, de 19 a 22 de janeiro de 2018, publicou esta entrevista com o novo secretário da Cultura do Município de Ilhéus. Reproduzimos aqui para que mais agentes culturais conheçam como pensa o novo gestor cultural da cidade.

O senhor está assumindo a Secretaria da Cultura do Município de Ilhéus, era o seu projeto ou foi uma consequência do seu trabalho na área?

Acredito que seja uma consequência natural. Minhas atividades ao longo destes últimos dez anos em pró de uma cultura mais comprometida, mais estruturada, mais dinâmica, mais raiz, tem me permitido percorrer os quatro cantos da Bahia demonstrando que experiência é importante, mais cultura se faz com profissionalismo e gestão.

2-      Qual o modelo de gestão o Sr. Pretende implementar na sua administração?

Um modelo extremamente participativo. Na Cultura tudo que a gente pensa, tem que pensar de forma coletiva. A responsabilidade deve ser compartilhada. Se você propõe um edital precisa ouvir o público alvo deste mesmo edital. Não dá para gerir de forma estrábica. Você precisa ser altruísta, precisa respeitar, precisa ouvir, ouvir e ouvir. Fazer, é uma consequência. O resultado é muito importante, mas o processo é mais ainda.

3-      Quais são os seus projetos para a área da Cultura no município?

Antes de pensar em projetos, precisamos primeiro no conceito de Cultura que que se deseja trabalhar. A partir da ideia que você faz de Cultura, você começa a construir um programa que se desdobra em projetos, estes em atividades e estas em metas. Assim, concebo Cultura a partir de sua principal tridimensionalidade: simbólica, cidadã e econômica. Estas três dimensões traduzem um conceito antropológico da Cultura e me permite pensá-la a partir de quatro linhas de ação: Fomento, Memória, Inclusão e Empreendedorismo. Em fomento, eu estimulo a criação, a fruição e a produção; em Memória eu mantenho vivo a nossa história, os nossos espaços, a nossa gente; em Inclusão em construo um programa de formação de plateia, descentralizo e desconcentro as ações culturais numa via de mão dupla: centro-periferia, periferia-centro e em empreendedorismo eu provoco o empoderamento, o profissionalismo, o comprometimento do agente cultural.  Na prática, ações como editais de fomento, revitalização de espaços culturais, qualificação e capacitação do agente cultural, festivais de música, teatro e dança, são algumas das ações que a Secretaria irá propor.

4-      Como o secretário pretende líder com os diversos movimentos e seguimentos culturais do município?

De maneira extremamente transparente, sem paternalismo, protecionismo, casuísmo e outros ismos que só servem para interromper o diálogo, travar o processo e bloquear o novo. Sou todo “ouvidos”. Tenho minhas convicções, meus argumentos, minha fé. Mas isso não quer dizer que eu seja inflexível.

5-      Existiam projetos e aspirações do conselho de cultura que foram interrompidos por gestões e ideologias. O Sr. vai retomar esses projetos dialogando ou executando com os grupos distintos?

Posso lhe dizer sem nenhum quiproquó que os projetos e as aspirações do CMC não foram interrompidos. Pelo contrário, foram vilipendiados pela gestão passada. A ausência de transparência com os recursos do fundo foi um grave problema. Não pretendo motivar o uso de um só real do Fundo Municipal de Cultura se não ouvir primeiro o conselho. São eles que conhecem as necessidades das câmaras setoriais. Portanto, eles são corresponsáveis por uma possível malversação dos recursos. Se eu errar, eles erram também. O diálogo com o CMC já começou.

6-      Numa cidade com o imenso patrimônio material – grande parte abandonado -  e também um vasto patrimônio imaterial, não preservado, como essas questões serão abordadas?

A gente precisa adequar a Lei nº 2.312/89 que trata da delimitação do centro histórico e estabelece os critérios de conservação e preservação do patrimônio ao novo Código Tributário do Município de Ilhéus. Sobretudo o artigo 12 que trata do desconto do IPTU para os prédios tombados. E adequar a Lei nº 2.314/89 sobre os tombamentos futuros do Município, tanto os bens materiais como os imateriais. Não tenho conhecimento do Município ter tombado sequer um bem imaterial. A Puxada do Mastro, por exemplo, é uma festa que precisa ser tombada. Além disso, precisamos trabalhar muito a educação patrimonial e criar um programa que crie multiplicadores “pertencentistas”. Queremos ainda fortalecer a Rede de Museus, criar um sistema setorial da área e conseguir uma sede para o Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus que já tem mais de 50 anos e nunca possuiu um espaço próprio.

7-       Como ficam os patrimônios culturais, especificamente a Casa de Jorge Amado, que foi ameaçada, no atual governo, de ser privatizada?

Parcerias públicas privadas, quando bem gestadas, funcionam. Veja o exemplo da Casa do Rio Vermelho, em Salvador. Mas o governo precisa acompanhar de perto, não pode deixar correr solto, sem fiscalização. O prefeito não pensa, nem nunca pensou em privatizar a Casa Jorge Amado. Pelo contrário, em breve haverá uma reforma estrutural. A ideia é torná-la um monumento vivo, como os museus contemporâneos. Paulinho, atual gestor da casa, tem feito um belo trabalho de conservação e atendimento na casa. A tendência é melhorar.

8-      O seu relacionamento com a UESC é muito bom, o Sr. Pretende estreitar esse relacionamento através de projetos e parcerias, com a UESC e outras instituições?

Com certeza. Tenho alguns projetos que vamos desenvolver com a UESC. Na verdade já iniciamos. Todas as ações que desenvolvermos com a universidade não vai ser pensando unicamente na cidade, mas na região como um todo. O que for bom para Ilhéus, será bom para Coaraci, Itajuípe, Una, Canavieiras...

9-      As questões relacionadas a sua área são imensas, não trataríamos numa entrevista, porém sobre o patrimônio material, o ser pretende intervir para evitar a degradação total do Palácio Episcopal e da União Protetora?

O Palácio Episcopal já foi beneficiado com uma emenda parlamentar e será restaurado brevemente pelo IPAC. Quanto a União Protetora ainda preciso me situar antes de tomar qualquer providência em relação ao espaço. Mas, lhe garanto, que ela está nos meus planos.

10-  (......) esteja a vontade?


Há muito expectativa na comunidade cultural em torno do meu nome. Trabalho muito com os pés no chão. Não vou conseguir agradar todos. Nem Jesus conseguiu esta façanha. Farei o que for possível para tornar Ilhéus melhor para quem produz cultura, para quem vive cultura, para quem saboreia arte. Confio em Mário Alexandre e tenho certeza que seu convite não foi casual. A confiança é recíproca. Espero desenvolver acordos que promovam a diversidade cultural,  o caráter aberto da cultura e a importância da criação e da participação cultural.