quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010, UM ANO ABENÇOADO!

Pawlo Cidade em noite de autógrafos na Academia de Letras de Ilhéus


Tivemos um ano abençoado. Muitos projetos foram realizados. Tivemos aprovado o Projeto Ouvindo um Tesouro, pela demanda espontânea do Fundo de Cultura da Bahia, obtendo a segunda melhor pontuação na seleção. Como produto, geramos o primeiro audiolivro do autor Pawlo Cidade: "O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim", adaptado de sua obra homônima publicado pela Editora Via Litterarum em 2005 e segunda edição em 2010.

Participamos do Projeto "O Guardador de Livros", criado pela Agência ÌCaro Comunicação e liderado pelo Rotary Clube de Ilhéus, para a construção da primeira biblioteca pública da Barra.
Realizamos, em parceria com a Editora Via Litterarum o seminário "Bahia de Todas as Letras", sob a direção de Gustavo Felicíssimo e de Pawlo Cidade. Na oportunidade, a editora e este último lançaram de uma só vez os livros: As Aventuras de João e Maria, Mistério na Lama Negra, A Batalha dos Nadadores e O Caminho de Volta.


Pawlo Cidade lançou em Uberlândia, MG, o livro ECOTEATRO que aborda uma série de jogos e exercícios que facilitam a discussão de conceitos ecológicos através do teatro.


O espetáculo Cangaço, do grupo Teatro Total, ligado a Comunidade Tia Marita, foi premiado no Edital Jurema Penna de Estímulo à Circulação de Espetácuos de Teatro do Estado da Bahia. Viajamos no início de novembro para as cidades de Aporá, Monte Santo, Queimadas, Valente e Jacobina, realizando apresentações e oficinas sobre o processo de montagem da peça.


Nosso diretor artístico Pawlo Cidade foi eleito para a cadeira número 13 (antes pertencente a Jorge Amado e posteriormente a Zélia Gattai) da Academia Ilheense de Letras.


E para fechar com chave de ouro o ano de 2010, depois de dois longos anos emperrado na PROGER do Estado, o Projeto FORTEATRO-SUL foi finalmente liberado para assinatura do TAC e em 2011 ele será realizado em 15 cidades do Litoral Sul. O projeto é proposto pela Sociedade Filarmônica Capitania dos Ilhéos (com ó mesmo), e escrito por Letto Nicolau e Pawlo Cidade.


Tudo isso graças ao empenho e o dinamismo da equipe Tia Marita, inspirados pela permissão de Deus, pois, sem ele, nada disso seria possível.


Em 2011, esperamos multiplicar estas atividades e fortalecer ainda mais o nosso trabalho. Obrigado a todos que direta ou indiretamente contribuiram para a realização destes projetos.

sábado, 25 de dezembro de 2010

PRESÉPIO VIVO, DOZE ANOS DE SUCESSO!


Maria (Viviane Siqueira)

Pr Joselito Prates (Rei Mago)

Igo Pabro e Rafael Siqueira (Reis Magos)


A árvore de Natal na recepção

Pela 12a vez consecutiva, o Grupo Teatro Total apresenta o Presépio Vivo, no Hotel Transamérica. Bastante elogiado pelos hóspedes e pelos funcionários do Hotel, graças a sua originalidade, o presépio configura-se como uma das mais importantes atrações nas comemorações natalinas. Enquanto as crianças recebem seus presentes, pais e parentes tiram fotos ao lado dos bonecos/atores. Direção e concepção de Pawlo Cidade; Som e Luz da Som Cris. Produção e figurino, PC; cenário de Joferson Ferreira.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

OFICINAS DE INICIAÇÃO ARTÍSTICA ENCERRAM SUAS ATIVIDADES


"Ensaio", texto final dos alunos de Teatro II


Terminou ontem as Oficinas de Iniciação Artística da Fundação Cultural de Ilhéus. Mais de cem alunos, distribuídos entre os cursos de Bateria, Violão, Canto e Coral, Pintura em Tela, Desenho, Pintura em Tecido, Arte em Papel, Restauração e Interpretação Teatral I e II subiram ao palco do Teatro Municipal de Ilhéus para apresentar o resultado de todo o trabalho de 2010.

"Esperamos poder ampliar a oferta de vagas no ano vindouro. Estas oficinas se transformaram em referência para o público de todas as idades. A de Teatro, por exemplo, já revelou atores globais, como é o caso de Fábio Lago", revela o Assessor Cultural da Fundação, Pawlo Cidade.

As oficinas ocorrem em dias alternados, sempre de março a dezembro de cada ano. Neste ano, duas delas, "Canto e Coral" e "Violão", foram em parceria com o Ponto de Cultura da Universidade Estadual de Santa Cruz, ministradas pelos professores Adriana Albuquerque e Tony Marques. As demais, tiveram a capacitação de Sabará (bateria), Makalé (pintura em tela e desenho), Maria Hoisel (pintura em tecido), Joferson Ferreira (Arte em Papel), Tula (Restauração), Pawlo Cidade e Jocélia Kaffer (teatro I e II).

"O objetivo é revelar talentos. A metodologia aplicada permite a entrega dos alunos, a espontaneidade, a relação com o outro e o estar em cena, seja através do desenho, seja através do palco", afirma o Presidente da Fundação Cultural, Maurício Corso. O mestre de cerimônias das oficinas contou com o cover de Sílvio Santos, Emerson, que divertiu a plateia calorosa que prestigiou o evento.

A partir de fevereiro de 2011, as inscrições estarão novamente abertas para novas turmas. Elas são gratuitas e podem ser feitas na sede da Fundação Cultural.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ALEGRIA DE VIVER INICIA TURNÊ PELO INTERIOR


Cena do espetáculo



Contemplado pelo Edital Jurema Penna promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia/Fundo de Cultura, o espetáculo Alegria de Viver inicia sua turnê pelo interior do Estado.
O que criamos no mundo? O que fazemos com nossa criação? Este jogo de percepções, imagens, fantasias e memórias são trazidos à cena no espetáculo “Alegria de Viver”, com Deborah Moreira, também autora do texto, e George Mascarenhas, que assina a direção da peça. Alegria de Viver inicia sua turnê pelo interior com apresentações em Ilhéus, nos dias 18 e 19 de dezembro, às 20h, no Teatro Municipal de Ilhéus. Também estão previstas apresentações nas cidades de Jequié e Brumado para 2011, sempre com ingressos populares.
Alegria de Viver traz para a cena um Escultor que deseja se desfazer do seu passado e de suas obras antigas, em busca de novos estilos de criação. Revoltada com a atitude do seu criador, uma Escultura ganha vida para reivindicar seu lugar.
Criado pelos atores George Mascarenhas (Francisco, A Princesa e o Unicórnio), que também assina a direção, e Deborah Moreira (Clarices, Ensina-me a Viver), autora do texto, Alegria de Viver tem inspiração na obra do pintor francês Henri Matisse - cuja tela de 1905 dá nome à peça - e surge da pesquisa de linguagem do teatro físico de Etienne Decroux. Com uma dramaturgia própria, o espetáculo privilegia a dinâmica do movimento e da ação, em diálogo com as projeções em vídeo, criadas pelo jovem cineasta Dedeco Macedo, a partir das pinturas de Matisse e Zuarte Jr, e da música de Luciano Salvador Bahia e Erik Satie. O resultado é um espetáculo leve, pleno de beleza e poesia.
O espetáculo que teve sua estréia em 2009, tem realizado diversas temporadas em Salvador e participou da Mostra internacional de mímica contemporânea em São Paulo e do Festival Nacional de Teatro da Bahia.
Ao lado das apresentações, o projeto de circulação pelo interior de Alegria de Viver propõe a realização de oficinas gratuitas de mímica corporal dramática e escrita dramatúrgica coordenadas, nos dias 16 e 17 de dezembro, para todos os interessados. As oficinas são coordenadas pelos criadores do espetáculo. Para inscrições e informações, envie um e-mail para oficinasmimus@gmail.com

Ficha Técnica
Texto: DEBORAH MOREIRA
Direção: GEORGE MASCARENHAS
Elenco: DEBORAH MOREIRA e GEORGE MASCARENHAS
Assistente de direção e de produção: ZENNY LUZ
Figurinos: DEBORAH MOREIRA e WALDETE MASCARENHAS
Ambientação cênica: GEORGE MASCARENHAS
Iluminação: LUCIANO REIS
Trilha Sonora: LUCIANO SALVADOR BAHIA
Videos e fotos: DEDECO MACEDO
Design gráfico: YARASARRATH LYRA
Adereços: AGAMENON DE ABREU e AMINCHA TORRES
Cabelos: ISIS CARLA
Maquiagem: WILSON D’ARGOLO
Direção de Produção: Piti Canella

O que: espetáculo teatral Alegria de Viver (edital Jurema Penna)
Onde: Teatro Municipal de Ilhéus
Quando: dias 18 e 19 de dezembro, às 20h
Ingressos populares: R$ 5,00



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

MAIS BAIANOS PRODUZINDO CULTURA, MAIS CULTURA PARA TODOS OS BAIANOS

Cangaço, vencedor dos Editais:
Manoel Lopes Pontes de Montagem - 2008 e Jurema Penna de Circulação - 2009

Uma grande mudança faz a cultura da Bahia pulsar mais forte. A nova política do Governo do Estado faz com que muito mais pessoas tenham acesso à produção, bens e serviços culturais. Agora, os investimentos podem chegar a todas as cidades, de maneira transparente. Por tudo isso, a Bahia acaba de ser reconhecida como o segundo estado do País que mais investe em cultura. Isso significa que o Governo está financiando projetos para muito mais artistas, instituições e produtores, beneficiando muito mais cidadãos. A cultura que o Brasil inteiro admira, mais do que nunca, agora é também a cultura de todos os baianos.

200 Pontos de Cultura em 107 municípios e 26 Territórios de identidade.
Carnaval Ouro Negro: 145 blocos apoiados, mais de 14 milhões investidos.
115 Editais, mais de 1.200 projetos apoiados e mais de 87 milhões investidos.

ESSA POLÍTICA NÃO PODE PARAR.
Conheça mais sobre o que a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia vem realizando acessando:

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

RESULTADO DO PRÊMIO MAIS CULTURA DE PONTOS DE LEITURA - LITORAL SUL


O Prêmio Mais Cultura de Pontos de Leitura recebeu um total de 252 inscrições, dos quais 157 foram selecionados. Cada premiado receberá o apoio no valor de R$ 20 mil (vinte mil reais), totalizando um investimento de mais de R$ 3 milhões de reais. O prêmio é destinado a pessoas físicas e jurídicas, sem fins lucrativos, com comprovada experiência e atuação há pelo menos um ano, com propostas culturais, sociais e/ou educacionais relacionadas ao fortalecimento, estímulo e fomento da leitura no Brasil, conforme os objetivos do Programa Mais Cultura do MinC. Veja os selecionados do Litoral Sul:

Marlene Domingos dos Santos Ribeiro - Itabuna - 74 pontos
Fundação Fé e Alegria do Brasil - Ilhéus - 78 pontos
Carlos Alberto do Nascimento - Mascote - 79 pontos
Associação Comunitária Hera Nova - Canavieiras - 70 pontos
Jorge Humberto Conceição Aguiar - Ilhéus - 65 pontos
Magno Santos Araujo - Mascote - 69,5 pontos
Gilmario Rodrigues Santos - Ilhéus - 71 pontos
Associação Filtro dos Sonhos - Ilhéus - 50 pontos
Coletivo de Alfabetizadores Populares da Região Cacaueira - Ilhéus -88 pontos

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

LANÇAMENTO DO AUDIOLIVRO TRANSFERIDO PARA TERÇA-FEIRA

Em virtude dos problemas que assolaram o Rio de Janeiro nos últimos dias, a transportadora responsável pelos audiolivros "O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim", informou que os mesmos só poderão ser entregues na segunda-feira. Assim sendo, estamos transferindo o lançamento para a próxima terça-feira, dia 07 de dezembro, nos mesmos locais e horários. Agradecemos a compreensão de todos.
Pawlo Cidade
Escritor

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

DISQUE 100 - DENUNCIE

Rui e Ed - Foto de Larissa Conton



“Venham assistir ao espetáculo que virou história, a história que virou notícia, e a notícia que virou cadeia! Pois quem viu, fez que não viu. Não denunciou, então também abusou!”

Com esta estrofe, os palhaços UM e ZERO-ZERO encenam o espetáculo “Disque um, zero, zero”, contra o abuso sexual de crianças e adolescentes. O projeto é encabeçado pelo Núcleo da Mulher, sob a direção de Lêda Pureza e Ney, patrocinado pelo Ministério do Turismo.

Divertidos e brincalhões, o texto lúdico e dinâmico envolve os passantes e turistas que param para assistir ao espetáculo na rua. O texto é inspirado numa letra de rap de Thiago Barros e PRF Edilez Britto feito para a campanha da Federação dos Policiais Rodoviários Federais. A direção e a concepção são de Pawlo Cidade. Os palhaços são interpretados por Rui Penalva (Cia Casa Aberta de Teatro) e Ed Paixão (Grupo Teatro Total).

O palhaço Um lembra que “Criança quer jogar bola, assistir filme e brincar. O tempo dá pra sair, descansar e estudar, só não dá quando ela é obrigada a fazer o que não quer!” E o palhaço Zero-Zero conclama: “Venha você também fazer parte deste projeto, criança não é brinquedo, muito menos objeto, de braços cruzados não dá, pra vencer é preciso lutar”.

O espetáculo tem duração de 15 minutos e está sendo apresentado no centro da cidade sempre no dia de alta visitação turística, sobretudo na parada dos Transatlânticos. Contrato e apresentações: 73.9998.2555/8845.5569

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

Emerson, o cover de Sílvio Santos

Com o lema: "Desperte o gênio que existe em você", as empresas Cambuci farão o seminário de confraternização este ano primando pela criatividade e inovação de seus funcionários. Como no ano anterior, a Comunidade Tia Marita irá apresentar o espetáculo teatral de encerramento do encontro com o tema proposto. O evento vai ocorrer no Resort Canabrava, dia 04/12. Participarão do espetáculo: Val Kakau, Ed Paixão e Romário Góes do Grupo Teatro Total; Germano Lopes da Cia Cotidianus e o cover de Sílvio Santos, Emerson, também farão parte da peça. O texto tem como pano de fundo o Jogo das Três Pistas, inspirado no Programa Sílvio Santos.

“O homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescenta algo; o homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou. Portanto, concluímos que nosso potencial não está perdido, mas está aguardando o momento de despertar. Ter uma equipe inovadora não é uma dádiva. Sim, existem pessoas mais e menos criativas; mais e menos desenvoltas. Entretanto, todos têm inteligência para perceber o que funciona e o que não funciona em seu trabalho e para bolar alternativas e novas maneiras de realizar suas funções", afirma a Gerência de Qualidade da empresa.

Como no ano passado propomos um esquete dinâmico e divertido, escrito com a colaboração das equipes de melhoria contínua e a gerência da empresa, pensando no lúdico como o meio para passar o lema deste ano, afirma o diretor Pawlo Cidade.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A COXIA E O TRAMPOLIM

A CATARSE É EM QUESTÃO DE SEGUNDOS

Os bastidores são, numa linguagem figurativa, o pré-texto da peça. Tudo aquilo que o espectador não consegue ver, mas que está lá. Sou da corrente que defende a ideia de que a personagem precisa também estar nos bastidores, também conhecido como coxia. A coxia é o lugar situado dentro da caixa teatral - mas fora de cena - no palco italiano, em que o elenco aguarda sua deixa para entrar em cena em uma peça teatral. Por analogia, é qualquer espaço situado fora de cena, em que os atores aguardam sua entrada.

Também nos bastidores estão o contrarregra, o sonoplasta (em alguns casos), o diretor, o cenotécnico e, claro, os atores e as atrizes. Quando digo que a personagem precisa estar na coxia, estou afirmando que o ator precisa estar concentrado, usando o pré-texto que está nos bastidores, pois, quando ele entrar em cena não precisará daqueles segundos que o separam o artificial do natural. São esses segundos que denunciam o ator, apresentando-o como um profissional essencialmente mecânico ou, espetacularmente, orgânico. Por isso ele deve estar só, mesmo acompanhado com os demais membros da equipe. A criação, a transformação, a concentração é um momento solitário. O artista precisa da solidão para criar. A solidão é sua eterna companheira, a amiga indispensável em sua catarse, em sua entrega, em sua personificação.

Para Daniel Freitas, ator e diretor de teatro, o ator precisa aprender “dominar seu corpo e sua técnica de atuação seja ela qual for. Isso significa: saber o que ocorre com seu corpo, a teoria que envolve ele e saber se expressar verbalmente sobre seu estudo teatral pessoal”. E isso ele descobre no processo de criação da personagem, nos momentos em que medita e constrói o pré-texto, também chamado de texto subjetivo ou ainda por Stanislavski de subtexto. Ele explica: “somos propensos a esquecer que a peça escrita não é uma obra de arte acabada, enquanto não for levada à cena pelos atores e tomar vida através de emoções humanas puras e autênticas; o mesmo se pode dizer de uma partitura musical, que não será uma sinfonia enquanto não for executada por uma orquestra em um concerto. No momento em que as pessoas, músicos ou atores, colocam sua própria vida no subtexto de qualquer material escrito a ser apresentado diante de um público, liberam-se as fontes espirituais e a essência interior...”

Daniel Freitas ainda comenta que através da busca de um ator orgânico é possível construir um trabalho forte e seguro quanto a atuação de qualquer estilo de teatro”. E ele está certo. Depois de todo o trabalho, de todo o estudo e exploração das possibilidades e limitações de cada um, o ator está preparado para atuar organicamente. A coxia funciona como porta de entrada. Como trampolim. Aqueles pulinhos antes de “saltar para a água”, é o pré-texto em ebulição. E quando o ator entra em cena, todo o seu corpo interpreta. Por isso se diz que determinado ator foi visceral. (Publicado na coluna semanal "Coxia", do jornal Diário de Ilhéus)