quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

#AldirBlanc - Projeto “MAPA DAS SOCIEDADES FILARMÔNICAS DA BAHIA" vai mapear filarmônicas nos 417 municípios do estado



Com o objetivo de mapear as Filarmônicas da Bahia, o projeto Mapa das Sociedades Filarmônicas da Bahia, realizado por um grupo de pesquisadores e produtores culturais vai mapear os 417 municípios do estado, já que os dados mais recentes acerca das filarmônicas baianas são de 2009.


O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Durante os meses de janeiro, fevereiro e começo de março, o projeto vai entrevistar filarmônicas, poder público, entidades culturais e articuladores culturais em todos os municípios baianos com o objetivo de atualizar os dados existentes sobre as filarmônicas. Qualquer pessoa pode ajudar nesse mapeamento, faça parte ou não de uma filarmônica, basta entrar no site do projeto  e preencher o formulário de pesquisa com as informações que tiver.Todo o trabalho da equipe do Mapa será desenvolvido à distância, respeitando as medidas preventivas da Covid19.

Os municípios serão contatados por telefone, e-mail, redes sociais e WhatsApp e os resultados serão disponibilizados no site do projeto até o mês de abril. Além do Mapa atualizado das Sociedades Filarmônicas da Bahia, também será publicado um livro de artigos escritos por estudiosos das filarmônicas baianas que vão refletir sobre os desafios atuais e os caminhos possíveis para o futuro dessas entidades centenárias.


SERVIÇO

Mapa das Sociedades Filarmônicas da Bahia
Onde: Site do Projeto (www.mapafilarmonicasbahia.com)
Quando: De Janeiro a Março 2021

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

DIÁLOGOS PRÊMIO NACIONAL DE FOTOGRAFIA PIERRE VERGER



Com o intuito de debater uma nova configuração do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger, a Fundação Cultural promoverá um diálogo virtual com interessados na premiação no dia 11 de fevereiro, às 14h30. Será através da plataforma Microsoft Teams. A data lembra os 25 anos de morte do fotógrafo franco-brasileiro, que dá nome ao Prêmio. As inscrições vão de 5 a 10 de fevereiro.

Neste papo, a Funceb vai escutar a sociedade para que somem às pretensões da Fundação em atualizar e modernizar o Prêmio. Estarão presentes no encontro premiados das últimas edições, além dos júris que também participaram das sete edições realizadas. São 70 vagas, e as inscrições gratuitas devem ser feitas através deste formulário.

A atividade acontecerá através da plataforma Microsoft Teams, onde será aberta uma sala para participação de até 70 pessoas inscritas previamente.

As 70 vagas serão preenchidas por ordem de solicitação, sendo a validação da inscrição confirmada por e-mail na quinta-feira (11/02) ás 13h00.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

EDITORIAL


Centro Histórico de Ilhéus visto do mar (Felipe Reis/Flickr/Creative Commons/)


A CIDADE É MOVIDA PELA CULTURA*

Pawlo Cidade**


Eu não arrisco opinar em política. Até tento, mas desisto. Sou fã de quem consegue fazer uma análise do cenário e prever as mudanças, os arranjos, os conchavos. Porém, quando o assunto é política pública, sobretudo, Política Pública de Cultura, aí é outra história. Não tenho medo de desafiar, de opinar, nem de ser desafiado. Estudei projetos, programas, redes colaborativas. Conheço de estratégias e de planejamento estratégico, de processos internos e de instrumentos que, aliados às instâncias governamentais, podem trazer resultados concretos.

Sei muito bem como estabelecer uma missão de uma instância governamental e levar seus colaboradores a terem a mesma visão da instituição. Mas isso exige estudo, tempo, trabalho, ações a médio e longo prazo. É um grande jogo cheios de erros e acertos, de acreditar e ser acreditado. De tomar decisões que desagradam uns, mas, no fundo, beneficiam todos. E isto ocorre porque a grande maioria dos artistas não conseguem enxergar a coletividade. Estão preocupados com seu bolso, seu estômago, seu projeto particular.

E digo mais, para que os projetos e os programas saiam do papel é preciso ter um gestor público que entenda a Cultura como uma necessidade básica, uma questão essencial e indispensável. Será que um dia teremos alguém na linha de frente do Poder Executivo que pense assim? Alguém que enxergue a Cultura como um fator crucial de desenvolvimento político, econômico, ambiental e social? Alguém que se sente com o gestor cultural e diga: “Secretário, eu tenho aqui X milhões! Como a Cultura pode contribuir com a diminuição do tráfico de drogas no subúrbio? Como a Cultura pode ajudar a diminuir a taxa de evasão escolar? Como a Cultura pode interferir no processo de ensino e aprendizagem e melhorar o índice de desenvolvimento da educação básica? Como a Cultura pode contribuir na coleta de lixo de nossa cidade? Como a Cultura pode contribuir na prevenção a gravidez na adolescência? Secretário, a Cultura pode me ajudar a ampliar a arrecadação de nossas receitas próprias?”.

A resposta para todas estas questões é SIM. A cidade é movida pela Cultura. E não se trata aqui de preciosismo, utopia, favoritismo. Pergunte a um dramaturgo se ele tem um projeto para tornar uma escola mais criativa. Entreviste um escritor e pergunte o que ele faria para melhorar o estímulo a leitura. Pergunte a um palhaço o que ele inventaria se tivesse a chance de levantar a autoestima de crianças e adolescentes internados nos hospitais. O que um grupo de teatro seria capaz de fazer para diminuir o lixo das praias?

Pela Arte e pela Cultura, a gente reeduca, reaprende, aprende e entende que é possível conviver com as diferenças, que é possível construir redes e pontes, que as relações são uma via de mão dupla. O que vai, vem. Cultura também é matemática. Está no campo dos números, dos conjuntos, das intersecções. Toda esta inventividade pode parecer mesmo uma utopia. Mas, observe, só a faca e o queijo não são suficientes. Você precisa gostar do queijo, dividir o queijo, e torcer para que os outros gostem também de queijo. Afinal, tem muita gente aí intolerante a lactose. Mas estes, eu quero mais é que morram de diarreia cultural.


*Este título figurou originalmente numa série de debates promovidos pelo Teatro Popular de Ilhéus, em parceria com o Instituto Nossa Ilhéus, num projeto chamado " Improviso, Oxente!", entre julho e outubro de 2012.

**Escritor e colaborador da Comunidade Tia Marita.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

PLENÁRIA DESTACOU ATUAÇÃO NA CULTURA E ÁREA TÉCNICA MULHERES E JUVENTUDE



"A estrutura e a gestão do setor cultural podem ser feitas por meio da instituição e da implementação do sistema municipal de cultura e dos respectivos elementos constitutivos". Essa explicação foi tirada da cartilha Cultura: O que os novos gestores precisam saber?, que ganhou destaque na plenária Projetos CNM – Iniciativas sociais. Ocorrida no segundo e último dia do Novos Gestores Goiás e Centro-Oeste, a palestra também apresentou a área técnica Mulheres e Juventude. 

O penúltimo tema da programação da última sexta-feira, 22 de janeiro, oportunizou a apresentação de parte da atuação da Confederação Nacional de Municípios (CNM), promotora do evento, nas áreas cultural e social. A técnica da entidade Ana Clarissa contou que uma das frentes dessa atuação é a representação dos Municípios junto ao Executivo Federal e ao Congresso Nacional.

Um exemplo prático do trabalho na Confederação, nesse aspecto, é a Lei Aldir Blanc. A entidade atuou no debate e na aprovação da legislação com os parlamentares; e se fez presente nos desdobramentos da lei com o governo federal. "Quando a temática ainda estava sendo discutida, o substitutivo, especificamente, na Câmara dos Deputados, o projeto pensava que os recursos fossem acessados por Municípios com mais de 50 mil habitantes", lembrou.

"Graças ao trabalho da Confederação, neste momento, em que o texto ainda estava sendo construído, o projeto passou a abarcar todos os Municípios brasileiros. Assim, no ano de 2020, todos os Municípios tiveram a oportunidade de acessar recursos, por meio da Lei Aldir Blanc", reforçou. Clarissa sinalizou ainda que a atuação da entidade garantiu maior parte da verba total aos Entes municipais, somando R$ 1,5 bilhão.

SAIBA MAIS CLICANDO AQUI na página da CNM.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

FLISBA LANÇA PROJETO DE INCENTIVO À LEITURA NO SUL DA BAHIA

 



Desde 07 de janeiro, dia que se comemora o dia do leitor, o coletivo FLISBA, responsável pela realização do Festival Literário Sul-Bahia, tem estimulado a leitura por meio de suas redes sociais no Instagram, no Facebook e no Youtube. Para comemorar o dia do leitor foi lançada a campanha de leitura intitulada: “Ler é sempre uma ótima ideia”.

Para Sheilla Shew, umas das criadoras da campanha, “o incentivo à leitura é uma ação cultural e antes de tudo social. Pois gera conhecimento, inclusão e está ao alcance de todos”. 

Para participar as pessoas podem enviar vídeo de até um minuto para o e-mail: festivalliterariosulbahia@gmail.com. Para gravar, o celular deve estar na horizontal . A sugestão é que o leitor compartilhe a experiência com a leitura ou de repente socialize a leitura diária que está realizando com outras pessoas. Pode comentar sobre um livro que leu e gostou. Dizer sobre um escritor predileto. 

No Youtube, os vídeos estão sendo disponibilizados no Canal do Flisba:https://www.youtube.com/channel/UC2v08TIuCPOU59G_N-33fUw. 

Segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, o país perdeu, nos últimos quatro anos, mais de 4,6 milhões de leitores. No intervalo de 2015 para 2019, a porcentagem de leitores no Brasil caiu de 56% para 52%. No grupo de não leitores, ou seja, brasileiros com mais de 5 anos que não leram nenhum livro, nem mesmo em parte, nos últimos três meses, representam 48% da população, o equivalente a cerca de 93 milhões de um total de 193 milhões de brasileiros.

Esses dados sinalizam para o nível sociocultural da população brasileira e exige uma atenção redobrada. A ausência de leitura compromete a qualidade da educação e reverbera em cidadãos com uma formação duvidosa, impactando no exercício da cidadania e no mercado de trabalho. 



ASCOM/FLISBA

Com cachê de R$ 3 mil, festival de Itacaré busca por artistas da Bahia



Online Festival de Dança Itacaré transformará paisagens da cidade em cenários para danças.
Foto: Maria Correia

2021 começa com uma proposta inovadora e adequada às exigências de medidas sanitárias impostas pela pandemia da COVID-19. Artistas da Bahia podem se inscrever, somente até a próxima segunda (18), na convocatória do Online Festival de Dança Itacaré. 

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia), via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. 

As cinco inscrições selecionadas vão integrar a equipe criativa para a produção de filmes de dança, que serão exibidos em março, dentro da programação do festival. 

Podem participar artistas solo, grupos, coletivos ou companhias que desenvolvem investigação em dança, com atuação na Bahia. “Acreditamos e incentivamos a diversidade e a pluralidade. Desejamos encontrar também músicos dançantes, capoeiristas, sambistas e maculelês, enfim, artistas de várias linguagens que têm a dança pulsando em suas vidas”, reforça Verusya Correia, fundadora do festival. 

A filmagem das danças será realizada entre 15 e 28 de fevereiro, em locações na Praia de Jeribucaçu, Cachoeira do Cleandro, fazenda de cacau em Taboquinhas, Bairro Porto de Trás, Praça São Miguel e Rua Pituba. Cada participante permanecerá por no máximo três dias em Itacaré. 

Os interessados devem preencher o formulário pelo site www.festivaldedancaitacare.com.br até 18 de janeiro de 2021. Cada proposta selecionada receberá um cachê de R$ 3 mil. E o festival cobrirá despesas de deslocamento, hospedagem e alimentação. O resultado final será divulgado em 31 de janeiro. 

Distanciamento e reaproximação

Entre 20 e 28 de março, o Online Festival de Dança Itacaré realizará atividades em salas virtuais, como oficinas, palestras, lançamento de livro e a estreia dos filmes de dança.

“Como festival de Artes Cênicas, uma arte viva diretamente influenciada pelo ambiente, idealizamos essa proposta de danças filmadas e exclusivas, que serão exibidos pela primeira vez ao público em plataformas digitais”, enfatiza Verusya. 

As filmagens das danças serão realizadas com um número restrito de equipe, seguindo protocolos de segurança sanitária e sem a presença do público. Todo acesso à mostra de filmes de dança, palestras e oficinas será à distância e online. 

 

Assessoria de Imprensa/ Jornalista Vera Rabelo (73) 99104-4308

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

EDITORIAL


Imagem meramente ilustrativa.

O FUTURO DAS POLÍTICAS CULTURAIS

Pawlo Cidade*

O pesquisador e professor Humberto Cunha, autor de “A Teoria dos Direitos Culturais”, publicou um artigo intitulado: “Cultura: previsão do passado”.  Ao contrário do que se esperava, Humberto não aponta no texto previsões, nem diz o que pode ocorrer com as políticas públicas de cultura dos próximos anos. Fala claramente do que a gente construiu até aqui, apontando objetivamente equívocos desta construção e, indiretamente dizendo o caminho a seguir.

Com a lei Aldir Blanc quase que, efetivamente, provamos que o repasse dos recursos fundo a fundo pode vir a ser uma realidade. Ainda é preciso regulamentar esta questão, estabelecer critérios mais definidos e acompanhar a execução de certas metas que possam credenciar os municípios brasileiros a receber continuamente recursos do Fundo Nacional de Cultura, uma vez que ele é abastecido mensalmente com recursos das loterias e de outras fontes.

Volto a afirmar: precisamos repensar a política cultural posta. Temos que dissecar os planos, criar metas concretas e qualificar os conselhos de cultura. Não é preciso reinventar a roda. Só precisamos por em prática o que já foi criado. Já disse isso aqui em outros artigos. Não tenho nenhuma dúvida que fizemos uma colcha de retalhos e batizamos ela de Plano Nacional de Cultura. Infelizmente, o governo federal não tem pretensão alguma de rediscutir o PNC, muito menos os municípios. Talvez o Estado entre nesta esfera. Talvez.

É verdade que o Sistema Nacional de Cultura, que a princípio seria chamado de Sistema Único da Cultura, só porque se vislumbrou um cenário de milhões para o fazer cultural com base numa estrutura semelhante ao SUS, como bem salientou o professor Humberto Cunha, é amorfo. A não ser que vocês achem que aquele conjunto de instâncias e instrumentos que o compõem, por si só, são capazes de alimentar a política cultural. Claro que não! As redes não funcionam, os conselhos não dialogam, as secretarias estão despreparadas, as interações são curtas e fragmentadas e os projetos não têm continuidade.

Só vejo uma saída: voltar a discutir o que já criamos e pontuar, passo a passo, onde nos equivocamos. É melhor do que afirmar que erramos. Vamos pensar apenas nos equívocos, nos pensamentos cristalizados, nas concepções sensacionalistas e, até certo ponto utópicas, que precisam ser repensadas. Assim, efetivamente, voltaremos ao protagonismo dos embates políticos, reconstruiremos uma política pública verdadeiramente eficaz e estaremos sempre no centro das decisões estratégicas do governo. “Como deve ser”.

* Escritor, gestor cultural e colaborador da Comunidade Tia Marita.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

SecultBa garante transferência de R$ 98,6 milhões para artistas baianos via Lei Aldir Blanc

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#LeiAldirBlancNaBahia 📍O Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura (SecultBA), teve, até o dia 31 de dezembro de 2020, cerca de 90% dos recursos referentes à execução dos incisos I e III da Lei Aldir Blanc (LAB), pagos ou empenhados para pagamento em 2021.

📝 Cumprindo o Plano de Aplicação aprovado em setembro de 2020 pela Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo - MTur, a SecultBA lançou em 29 de setembro de 2020, o Programa Aldir Blanc Bahia. Foram abertos cinco editais de Premiação Aldir Blanc, dois de chamamento público e um de aquisição de bens (dezembro), em atendimento ao inciso III da LAB. Os certames estão sendo coordenados pela Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult) da SecultBa, pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e pelas unidades vinculadas: Fundação Pedro Calmon (FPC); Fundação Cultural do Estado da Bahia e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Todos os recursos são via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

✍🏾 O repasse da renda emergencial foi iniciado no dia 13 de novembro e vem sendo processado e creditado na conta bancária fornecida por cada trabalhador e trabalhadora da cultura apto(a) na lei. Já foram pagos mais de 2 mil trabalhadores, num total de R$ 6,1 milhões, restando ainda R$ 2,4 milhões, para 803 trabalhadores aptos na lei que estão ainda informando os dados bancários para recebimento neste mês.

➕ Infos: www.cultura.ba.gov.br

#SecultBA #CulturaqueMovimenta #RendaEmergencialdaCultura #ProgramaAldirBlancBahia#LeiAldirBlanc #Cultura #CulturanaPandemia 

#Bahia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

MAIS TEMPO PARA EXECUTAR A LEI ALDIR BLANC, SE OS RECURSOS FORAM EMPENHADOS!



Que o presidente da República, Jair Bolsonaro, prorrogou o prazo para utilização dos recursos da lei Aldir Blanc, não é nenhuma novidade neste inicio de 2021. Com isso, secretários de cultura de cada cidade e estado terão mais tempo para empregar os mais de R$ 2 bilhões ainda não utilizados em socorro ao setor cultural para minimizar os impactos provocados pela pandemia de Covid-19. Atualmente, a Lei Aldir Blanc exigia que as ações e projetos apoiados com tais recursos fossem executados até 2020. A Medida Provisória que autoriza a extensão do prazo foi publicada na última quarta-feira (30.12.20) no Diário Oficial da União.

Para serem utilizados este ano pelos secretários de cultura locais, os recursos precisaram ser empenhados no ano passado, ou seja, comprometidos em orçamento ainda no exercício de 2020. E, desta forma, poderão ser executados e pagos em 2021. Assim, a MP não representa aumento de gastos públicos.

Ao todo, o Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial da Cultura, repassou R$ 3 bilhões a estados e municípios. Contudo, cerca de 65% destes recursos, ainda não foram utilizados pelos gestores locais em apoio à cultura brasileira, uma das mais afetados pela pandemia de Covid-19.

“Nós entendemos a importância destes recursos para o setor cultural, principalmente, para trabalhadores e espaços artísticos que tiveram suas atividades interrompidas pela pandemia. Por isso, articulamos junto a área econômica do governo esta prorrogação para que o recurso possa chegar, de fato, a todos que dele precisam”, destacou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.

Dos R$ 3 bilhões distribuídos, R$ 1,3 bilhão foi destinado aos municípios, que tiveram outros R$ 118 milhões revertidos aos estados onde se encontram, uma vez que não solicitaram ou não finalizaram o cadastro para receber estes recursos. O restante foi repassado para uso das secretarias estaduais de cultura ou órgãos correspondentes.

Com a lei Aldir Blanc, mais de 4 mil municípios brasileiros receberam pela primeira vez, em uma década, recursos federais para políticas públicas na área da cultura. “Antes da Aldir Blanc os recursos não chegavam a maioria das nossas prefeituras. O que temos feito é democratizar o acesso de recursos públicos federais para o setor, alcançando todos os estados do país”, ressaltou o secretário especial de Cultura, Mário Frias.

O Art. 14A, parágrafo único diz que "o ente responsável deverá publicar, preferencialmente em seu sítio eletrônico, no formato de dados abertos, as informações sobre os recursos que tenham sido empenhados e inscritos em restos a pagar, com identificação do beneficiário e do valor a ser executado em 2021". 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

 


FELIZCULTURA 2021

 2020 todos já sabem que foi um ano diferente. E sua diferença não esteve somente na chegada de uma pandemia. Foi diferente nas circunstâncias, na labuta com as coisas, com as pessoas, com a natureza – cada vez mais destruída, e este foi um ano em que ela mais foi atacada violentamente!

Redescobrimos as lives, as reuniões virtuais, os encontros, os lançamentos literários, as oficinas, os cursos. Digo que redescobrimos porque eles já estavam aí e não fazíamos ideia de como poderíamos potencializá-los e ampliar nossas redes. Não sei se viveremos mais sem esta forma menos onerosa de conexão. Embora saibamos que nada substitui o contato humano.

Participamos de alguns editais, anunciamos muitos, deixamos de realizar alguns projetos, frente a um mar de incertezas, causados por esta calamidade pública.

Mas é isso. 2021 haverá de ser melhor. Afinal, enquanto houver vida, sempre há de ter esperança.

FelizCultura 2021!

 

Viviane Souza Siqueira Couto

Presidente do Conselho Diretor


P.S. : Retomaremos as publicações a partir do dia 2 de janeiro de 2021.