Pawlo Cidade lançou em Uberlândia, MG, o livro ECOTEATRO que aborda uma série de jogos e exercícios que facilitam a discussão de conceitos ecológicos através do teatro.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
2010, UM ANO ABENÇOADO!
Pawlo Cidade lançou em Uberlândia, MG, o livro ECOTEATRO que aborda uma série de jogos e exercícios que facilitam a discussão de conceitos ecológicos através do teatro.
sábado, 25 de dezembro de 2010
PRESÉPIO VIVO, DOZE ANOS DE SUCESSO!





A árvore de Natal na recepção
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
OFICINAS DE INICIAÇÃO ARTÍSTICA ENCERRAM SUAS ATIVIDADES
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
ALEGRIA DE VIVER INICIA TURNÊ PELO INTERIOR

Contemplado pelo Edital Jurema Penna promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia/Fundo de Cultura, o espetáculo Alegria de Viver inicia sua turnê pelo interior do Estado.
O que criamos no mundo? O que fazemos com nossa criação? Este jogo de percepções, imagens, fantasias e memórias são trazidos à cena no espetáculo “Alegria de Viver”, com Deborah Moreira, também autora do texto, e George Mascarenhas, que assina a direção da peça. Alegria de Viver inicia sua turnê pelo interior com apresentações em Ilhéus, nos dias 18 e 19 de dezembro, às 20h, no Teatro Municipal de Ilhéus. Também estão previstas apresentações nas cidades de Jequié e Brumado para 2011, sempre com ingressos populares.
Alegria de Viver traz para a cena um Escultor que deseja se desfazer do seu passado e de suas obras antigas, em busca de novos estilos de criação. Revoltada com a atitude do seu criador, uma Escultura ganha vida para reivindicar seu lugar.
Criado pelos atores George Mascarenhas (Francisco, A Princesa e o Unicórnio), que também assina a direção, e Deborah Moreira (Clarices, Ensina-me a Viver), autora do texto, Alegria de Viver tem inspiração na obra do pintor francês Henri Matisse - cuja tela de 1905 dá nome à peça - e surge da pesquisa de linguagem do teatro físico de Etienne Decroux. Com uma dramaturgia própria, o espetáculo privilegia a dinâmica do movimento e da ação, em diálogo com as projeções em vídeo, criadas pelo jovem cineasta Dedeco Macedo, a partir das pinturas de Matisse e Zuarte Jr, e da música de Luciano Salvador Bahia e Erik Satie. O resultado é um espetáculo leve, pleno de beleza e poesia.
O espetáculo que teve sua estréia em 2009, tem realizado diversas temporadas em Salvador e participou da Mostra internacional de mímica contemporânea em São Paulo e do Festival Nacional de Teatro da Bahia.
Ao lado das apresentações, o projeto de circulação pelo interior de Alegria de Viver propõe a realização de oficinas gratuitas de mímica corporal dramática e escrita dramatúrgica coordenadas, nos dias 16 e 17 de dezembro, para todos os interessados. As oficinas são coordenadas pelos criadores do espetáculo. Para inscrições e informações, envie um e-mail para oficinasmimus@gmail.com
Ficha Técnica
Texto: DEBORAH MOREIRA
Direção: GEORGE MASCARENHAS
Elenco: DEBORAH MOREIRA e GEORGE MASCARENHAS
Assistente de direção e de produção: ZENNY LUZ
Figurinos: DEBORAH MOREIRA e WALDETE MASCARENHAS
Ambientação cênica: GEORGE MASCARENHAS
Iluminação: LUCIANO REIS
Trilha Sonora: LUCIANO SALVADOR BAHIA
Videos e fotos: DEDECO MACEDO
Design gráfico: YARASARRATH LYRA
Adereços: AGAMENON DE ABREU e AMINCHA TORRES
Cabelos: ISIS CARLA
Maquiagem: WILSON D’ARGOLO
Direção de Produção: Piti Canella
O que: espetáculo teatral Alegria de Viver (edital Jurema Penna)
Onde: Teatro Municipal de Ilhéus
Quando: dias 18 e 19 de dezembro, às 20h
Ingressos populares: R$ 5,00
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
MAIS BAIANOS PRODUZINDO CULTURA, MAIS CULTURA PARA TODOS OS BAIANOS
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
RESULTADO DO PRÊMIO MAIS CULTURA DE PONTOS DE LEITURA - LITORAL SUL

Marlene Domingos dos Santos Ribeiro - Itabuna - 74 pontos
Fundação Fé e Alegria do Brasil - Ilhéus - 78 pontos
Carlos Alberto do Nascimento - Mascote - 79 pontos
Associação Comunitária Hera Nova - Canavieiras - 70 pontos
Jorge Humberto Conceição Aguiar - Ilhéus - 65 pontos
Magno Santos Araujo - Mascote - 69,5 pontos
Gilmario Rodrigues Santos - Ilhéus - 71 pontos
Associação Filtro dos Sonhos - Ilhéus - 50 pontos
Coletivo de Alfabetizadores Populares da Região Cacaueira - Ilhéus -88 pontos
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
LANÇAMENTO DO AUDIOLIVRO TRANSFERIDO PARA TERÇA-FEIRA
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
DISQUE 100 - DENUNCIE
Com esta estrofe, os palhaços UM e ZERO-ZERO encenam o espetáculo “Disque um, zero, zero”, contra o abuso sexual de crianças e adolescentes. O projeto é encabeçado pelo Núcleo da Mulher, sob a direção de Lêda Pureza e Ney, patrocinado pelo Ministério do Turismo.
Divertidos e brincalhões, o texto lúdico e dinâmico envolve os passantes e turistas que param para assistir ao espetáculo na rua. O texto é inspirado numa letra de rap de Thiago Barros e PRF Edilez Britto feito para a campanha da Federação dos Policiais Rodoviários Federais. A direção e a concepção são de Pawlo Cidade. Os palhaços são interpretados por Rui Penalva (Cia Casa Aberta de Teatro) e Ed Paixão (Grupo Teatro Total).
O palhaço Um lembra que “Criança quer jogar bola, assistir filme e brincar. O tempo dá pra sair, descansar e estudar, só não dá quando ela é obrigada a fazer o que não quer!” E o palhaço Zero-Zero conclama: “Venha você também fazer parte deste projeto, criança não é brinquedo, muito menos objeto, de braços cruzados não dá, pra vencer é preciso lutar”.
O espetáculo tem duração de 15 minutos e está sendo apresentado no centro da cidade sempre no dia de alta visitação turística, sobretudo na parada dos Transatlânticos. Contrato e apresentações: 73.9998.2555/8845.5569
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A COXIA E O TRAMPOLIM
terça-feira, 23 de novembro de 2010
CONFIRMADO! O lançamento do Audiolivro "O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim", será no dia 03 de dezembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010
JUCA FERREIRA E A CULTURA BRASILEIRA

O que vimos ao longo do tempo na história da República do Brasil foi a cultura sempre relegada a um segundo plano, com raras exceções, a exemplo da gestão de Gustavo Capanema que criou uma política definida voltada para ações culturais, guardadas as ressalvas conjunturais.
Fora desse período não houve uma ação competente que definisse as políticas públicas para cultura brasileira.
No Governo Lula, com nomeação do Ministro Gilberto Gil, sentimos a vontade política inequívoca de realizar um trabalho com amplitude e sensibilidade para isso. Gilberto Gil contou com a excelente atuação de Juca Ferreira na Secretaria Executiva dinamizando a máquina emperrada do Ministério da Cultura.
Passado o bastão, Juca Ferreira assume a pasta e com sua capacidade de gestão revolucionou o MinC, estabelecendo uma política cultural que contemplou todos os segmentos, mobilizou o país inteiro discutindo e aprofundando todas as questões inerentes ao meio artístico cultural, democratizando com clareza e transparência, facilitando a acessibilidade à sociedade civil organizada e facilitando a organização de muitos setores não contemplados em gestões anteriores. Conseguiu em sua gestão interagir com equanimidade em todas as regiões do país.
Com tudo isso, o MinC alcançou uma visibilidade de magnitude sem precedentes, com inúmeras ações e desafios estruturais e pontuais, inclusive com enfrentamentos diante das elites oligárquicas da cultura brasileira.
A importância de manter Juca Ferreira com titular no Ministério da Cultura é semelhante aquela empreendida para a eleição de Dilma Russef na presidência da república para implementar e consolidar as ações e projetos desenvolvidos que se configuram como um marco na história do Brasil.
Assine a petição pública clicando no endereço abaixo. Você receberá, após a votação, um e-mail para confirmar sua assinatura. Vamos manter Juca no Ministério da Cultura em 2011 e consolidar nossos projetos!
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=MinC2011
sábado, 20 de novembro de 2010
Governo destinará R$ 10,7 milhões para apoiar projetos artísticos e socioculturais

A verba será destinada ao financiamento de projetos de hip hop, grafite, rap, teatro, literatura, artesanato e dança. Produções de vídeos e documentários, bem como gravação de CDs de jovens artistas de comunidades de baixa renda e de elevados índices de violência também poderão receber o apoio financeiro. Cada proposta contemplada poderá receber de um a 30 salários mínimos (máximo de R$ 15,3 mil), respeitando a particularidade de cada ação social.
De acordo com o secretário executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira, a parceria do MinC com o MJ é importante para recuperar os jovens de comunidades carentes. “O Pronasci inova nesse conceito, pois o caminho para a redenção dessas áreas passa necessariamente, de um lado, pela presença da polícia e, de outro, pela presença do Estado, aportando recursos para que jovens possam acessar bens culturais e potencializar sua cidadania”, afirmou.
O estado do Rio de Janeiro concentra boa parte dos projetos premiados pelo edital, com 300, espalhados em 24 localidades atendidas pelo Pronasci. As outras unidades de Federação que têm Territórios de Paz a serem beneficiados pelo edital são: Rio Grande do Sul, Bahia, Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Pará, Paraná, Pernambuco, São Paulo e Distrito Federal. O Ministério da Justiça estima que a população contemplada pelo projeto é de 2,5 milhões de habitantes.
As inscrições para o edital Microprojetos estão abertas até o dia 30 de dezembro. O cadastro pode ser feitos nos sites do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br), do Programa Mais Cultura (http://mais.cultura.gov.br) e do Pronasci (www.mj.gov.br/pronasci). Por Agência Brasil.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
A ORDEM DOS FATORES NÃO ALTERA O PRODUTO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010
ECOTEATRO lançado hoje na UNEB
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
JÁ ESTÁ À VENDA!!!
Ecoteatro está longe de ser um método. Muito menos uma teoria. É, acima de tudo, sensibilização. Ecoteatro é o caminho da Ecologia através do Teatro. Aprender brincando torna o ator mais suscetível, mas disposto a “jogar”, a se inteirar, a penetrar e a cooperar. A escolha dos jogos teatrais como forma de conscientizar para a problemática ambiental, não é casual. Por se tratar de uma linguagem humana por excelência o Teatro é uma porta de entrada com múltiplas saídas.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Seminário "Literatura em Movimento", em Uberlândia, tem a participação do nosso Diretor Artístico Pawlo Cidade
Espetáculo ilheense “Cangaço” que narra a trajetória dos últimos dias de Lampião e seu bando realiza turnê por três territórios de identidade
O espetáculo narra os últimos dias de Lampião e seu bando pelo sertão nordestino, até a histórica manhã de 28 de julho de 1938, quando morreu o cangaceiro brasileiro. Escrito e dirigido por Pawlo Cidade, Cangaço representa o capítulo final de Lampião, Rei do Sertão, projeto nascido em 1994. Ao idealizar o projeto, Pawlo tinha duas metas: a primeira, montar a última parte da história de Virgulino Ferreira da Silva; a segunda, circular com o espetáculo por algumas das cidades que foram impactadas com a trajetória de Lampião.
“A descentralização dos recursos do Estado, voltando sua atenção para as companhias, grupos e artistas independentes do interior, bem como a política de editais proposta têm contribuído enormemente para o fortalecimento da arte e da cultura em toda a Bahia. Prova disso é Cangaço”, comemora Pawlo Cidade, que é ator, produtor, autor e diretor de teatro, com 29 espetáculos montados, que vai repetir com seu grupo parte da viagem que Lampião fez com seu bando. “Nossa circulação pelo agreste baiano inicia-se em Aporá, cidade distante do nosso município de origem, Ilhéus, mais de 500 quilômetros”, destaca ele.
A turnê Na Trilha de Lampião circulou por municípios que contam a história de Lampião. A ação teve início no município de Aporá, em 3 de novembro, no Mercado Municipal – historicamente, consta que Lampião não entrou na cidade, mas esteve próximo, em Castro Alves, e provocou enorme alvoroço entre a população. Depois, no dia 4, passaram por Monte Santo, no Instituto de Educação, “a cidade que abastecia Lampião”; em seguida, no dia 5, por Queimadas, no Salão Paroquial, “a terra do massacre policial”; chegou então, no dia 6, a Valente, na Casa Brasil, “a cidade que passou a noite acordada esperando Lampião”; por fim, no dia 7, encerraram a jornada em Jacobina, na Associação Comercial e Industrial.
“O Teatro é, na sua essência, mambembe. Viajar com um espetáculo é experimentá-lo sob o olhar de públicos variados, é amadurecer a obra a partir desta experiência única de circular, neste caso, por um estado tão diverso quanto o nosso. Mecanismos que favorecem a itinerância são tão importantes quanto aqueles que promovem as produções – são parte de uma mesma engrenagem para o bom funcionamento do Teatro na Bahia”, define Gordo Neto, diretor de Teatro da FUNCEB.
Com os atores Val Kakau no papel principal e Andréa Bandeira vivendo Maria Bonita, o elenco de Cangaço traz ainda Ed Paixão, Ciro Nonato, Bruno Martinelli, Roma Góes e Kaique Cavalcante. Além das apresentações, aconteceram oficinas de formação sobre o processo de montagem e de criação dos personagens da peça, direcionadas a atores, grupos de teatro, artistas e jovens interessados.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
ECOTEATRO, novo livro de Pawlo Cidade, será lançado em novembro
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
INCLUSÃO CULTURAL NO TEATRO MUNICIPAL

quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
A CARAVANA CULTURAL DE ILHÉUS
A trupe que a comanda poderia até ser comparada aos saltimbancos e histriões de outrora da Europa que cruzavam o continente realizando espetáculos populares em tablados. Esses atores mambembes – clowns, acrobatas, malabaristas, mas às vezes também cantores e poetas – se produziam sempre à margem dos teatros oficiais. Apesar daquela época estes artistas se apresentarem nos lugares mais freqüentados, a Caravana tem ido a lugares nunca antes visitado por artistas profissionais, a exemplo de Retiro e o Mambape. Parafraseando um velho ditado, diríamos que se “o povo não vem até a arte, a arte vai onde o povo está”.
“Algumas crianças estão vendo, pela primeira vez, a cultura chegar aos bairros mais distantes e escrever uma nova história”, afirma o presidente da Fundação Cultural de Ilhéus. A Caravana Cultural se consolida como um dos mais importantes projetos da região. A Fundação tem registrado palestras sobre o Patrimônio Cultural e Histórico de Ilhéus, proferidas em diversas escolas, atingindo milhares de estudantes e comunidades. As apresentações culturais atingiram um grande público de mais de vinte mil espectadores apenas no primeiro semestre do ano. O Bumba-meu-boi de Urucutuca, Dona Valderez, do Salobrinho, e o grupo de dança Face Off, do Teotônio Vilela, foram alguns dos artistas locais que se fizeram presentes na Caravana. Também se apresentaram diversos artistas profissionais,como o ator José Delmo e a Cia Casa Aberta de Teatro; músicos como os cantadores Carlos Silva, Paulo Mourão, Cleilton Mariano, Nozinho, Amanda Andrade e uma dupla de artistas europeus que vieram de Portugal para fazer arte e cultura nos distritos de Ilhéus,além dos artistas circenses do Grupo Explosão do Riso, de Barreiras.
A Fundação Cultural de Ilhéus, através do Projeto Caravana Cultural, também está fazendo o recenseamento dos artistas, artesãos e manifestações culturais de cada localidade com o intuito de identificá-los e cadastrá-los no Censo Cultural 2010 que pretende mapear todas as manifestações artísticas do município. Em breve teremos um verdadeiro “mapa das minas culturais” de Ilhéus, identificando e localizando com precisão todos os artistas da nossa terra. Estes dados serão de vital importância para a construção final do Plano Municipal de Cultura que será apresentado em dezembro para a classe artística.
sábado, 18 de setembro de 2010
O TEATRO DE RUA

Nos anos oitenta, sobretudo os artistas de teatro de Itabuna e Ilhéus, não desfrutavam de espaços adequados para as apresentações teatrais. Foi nessa época que o ator e dançarino Mário Gusmão chegou a Itabuna. Marcos Christianno escreveu um ensaio sobre o Teatro de Rua em 1993 onde relata a chegada de Mário e o trabalho que foi desenvolvido na época: “Os atores que até então realizavam trabalhos isolados, com a chegada de Gusmão, foram aglutinados em torno de uma proposta popular. Da constância dos elencos formados para as diversas montagens realizadas pelo mestre (Mário gostava de trabalhar com elencos enormes), estavam sempre juntos: Jackson Costa, Carlos Betão, Alba Cristina, Marcelo Augusto, Mark Wilson e eu, que sentimos a necessidade de formar um grupo menor (Em Cena), onde pudéssemos experimenta e exercitar a linguagem popular”.
Durante muito tempo, o teatro de rua se confundiu com o agit-prop (teatro de participação) e o teatro político (anos vinte e trinta na Alemanha e na União Soviética). A partir dos anos setenta, assumiu uma postura menos política e mais estética.
Para Marcos Cristianno o teatro de rua é “o teatro do despojamento, da identificação e compreensão imediatas, muitas vezes, pejorativamente, taxado de panfletário, do que poderia ser também denominado, uma vez que, literalmente, esse vocábulo nos diz: “denúncia feita de forma satírica e com veemência”.
Ainda, no final da década de oitenta, em Ilhéus, nascia o incomparável “Caras e Máscaras”, protagonizado por Jorge Batista, Telma e Tereza Sá, Rita Santana e suas irmãs Esther e Mônica e outros artistas que não me recordo neste instante. O “Caras e Máscaras”, com seus rostos personificados, sua criação coletiva, suas bocas sempre prontas para o embate, por trás de suas manifestações espontâneas, se transformou no principal grupo de teatro de rua da cidade.
O fato é que o teatro de rua nasceu a partir de diversas “escolas” como Mário Gusmão, Jurema Penna, José Delmo, Arly Arnaud, Amir Haddad e outros. Trata-se, na verdade, de uma volta às fontes: Téspis (primeiro ator de quem se tem notícia) passava por representar num carro no meio do mercado de Atenas, no século VI a.C., e os mistérios medievais ocupavam o adro das igrejas e as praças das cidades. Paradoxalmente, o teatro de rua tende a se institucionalizar, a se organizar em festivais, a se instalar num percurso urbano, numa “land art”, ou numa política de renovação urbana, tentando permanecer fiel à sua arte de desviar o cotidiano.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
MORRE O MÚSICO ILHEENSE SAUL BARBOSA

De acordo com informações fornecidas pela família, ele será cremado na quinta-feira, 16, às 10h, no Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador.
Margareth Menezes e Saul Barbosa eram grandes amigos. Saul se dedicava a música há mais de 30 anos. Em parceria com o cantor Gerônimo, são mais de 200 composições. Entres os grandes sucessos do artista baiano, está a música ‘Acaba quando Começa’ – gravado por Elba Ramalho e ‘Toté de Maiangá’, sucesso na voz de Margareth Menezes. (www.portalibahia.com.br)
“O violonista e compositor Saul Barbosa é um dos grandes nomes da música baiana. Suas parcerias com outros de nossos artistas serão eteramente lembradas. Nosso ultimo contato foi no final do ano passado quando o artista participou da III Conferência Estadual de Cultura, em Ilhéus, sua cidade natal, onde realizou um belíssimo concerto. A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia lamenta a morte do músico e compartilha o mesmo sentimento de dor dos amigos, parceiros, familiares e artistas de todo o estado", afirmou o Secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Novas linhas de financiamento impulsionam setor cultural na Bahia

O foco são as empresas baianas que atuam no segmento audiovisual, artes cênicas, música, artesanato, museus, entre outros. Agora, os empresários baianos contam com juros reduzidos, de até 6% ao ano, para financiamento de até R$ 1 milhão e com prazo de 96 meses.
Os recursos serão investidos na reforma ou modernização de empreendimentos culturais, compra de equipamentos novos e instrumentos musicais ou aquisição de mercadorias e matérias-primas para reposição de estoque. A novidade é o conceito ampliado de setor cultural, em consonância com os parâmetros recém definidos pela Unesco. Esse é o resultado de uma estratégia desenvolvida pela Secult, em parceria com a Desenbahia, de abordagem do setor cultural enquanto rede produtiva, o que inclui, além das atividades culturais propriamente ditas, o setor criativo como os serviços de arquitetura, publicidade e design, explicou o secretário da Cultura, Márcio Meirelles.
Segundo o presidente da Desenbahia, Luiz Alberto Petitinga, o CrediFácil Cultura Fixo abrange os investimentos em construção civil, instalações e montagens, aquisição de máquinas e equipamentos (inclusive de informática), de instrumentos musicais, veículos utilitários, móveis e utensílios. Já o CrediFácil Cultura Giro foca as operações das empresas como a compra de mercadorias, matérias-primas e despesas administrativas. Encargos financeiros, limite de financiamento e prazos variam de acordo com cada projeto e porte da empresa. Os detalhes estão no site da Desenbahia e Secretaria de Cultura. Mais informações pelo 0800 285 1626.
domingo, 12 de setembro de 2010
AUDIOLIVRO DE "O TESOURO PERDIDO DAS TERRAS DO SEM FIM" SERÁ LANÇADO EM NOVEMBRO
sábado, 4 de setembro de 2010
CANGAÇO EM TURNÉE PELO SERTÃO

Neste novo cronograma, apenas invertemos o roteiro. Ao invés de começar por Valente, desta vez iremos começar por Aporá. Haverá mudança em dois locais de apresentação, pois os mesmos não estão com as datas que a produção solicitou. Mas isso não irá impedir de apresentarmos nas cidades contempladas. Acompanhe:
Dia 03/11 - Aporá
Dia 04/11 - Monte Santo
Dia 05/11 - Queimadas
Dia 06/11 - Valente
Dia 07/11 - Jacobina
Entonces, cangaceiros. Aprontem suas malas. Nossa viagem começa no feriado do dia 02/11 e retornaremos a Ilhéus no dia 08/11, bem cedinho. Agora é pra valer!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
LANÇAMENTO!!!

Esta sua segunda obra tem o prefácio do escritor, sociólogo e professor-doutor da UESC Selem Rachid Asmar e apresentações do escritor e jornalista Daniel Thame e do advogado e professor-mestre do curso de Direito da FTC, Paulo Sérgio dos Santos Bomfim.
“Em uma linguagem envolvente, o articulista desconstrói conceitos arraigados em paradigmas pretéritos, antes pétreos, que se desmancham prazerosamente ante seus argumentos impassíveis, que se quedam para o improvável, mas retornam à concretude para a sua realização. Eis, o que nos reserva essa doce leitura apresentada pelo Professor Vercil Rodrigues, perscrutador do cotidiano das almas”, declara o professor Paulo Bomfim.
“Com seu texto leve e, ao mesmo tempo denso, Vercil Rodrigues brinda-nos com um daqueles livros para se saborear artigo a artigo e guardar, fonte de consulta que também é para estudantes e profissionais de diversas áreas”, enfatiza o jornalista Daniel Thame.
“Nesse novo livro, Análises Cotidianas, Vercil Rodrigues passeia por mais de três dezenas de artigos de áreas do conhecimento de sua formação acadêmica (História e Direito), pelas ciências afins (Sociologia e Política) e por lembranças de suas vivências (Religião e Professor)”, escreveu o sociólogo-professor-doutor Selem Rachid Asmar.
O livro Análises Cotidianas tem lançamento previsto para a Academia de Letras de Ilhéus (ALI) no mês de setembro.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
PAWLO CIDADE OCUPARÁ A CADEIRA DE ZÉLIA GATTAI
sábado, 21 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
PRORROGADA INSCRIÇÃO PARA PONTOS DE LEITURA

sábado, 14 de agosto de 2010
SAI O REGULAMENTO DO FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA DE ILHÉUS
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
COMEÇAM AS INSCRIÇÕES PARA REQUALIFICAÇÃO DOS TRABALHADORES DE TEATRO

O Projeto Retrate Interior é financiado pelo FUNDO DE CULTURA do Estado da Bahia, dentro do Programa de Fomento à Cultura, com apoio da sua Prefeitura Municipal. Por isso as oficinas serão gratuitas para os participantes, contemplando aulas e material didático, exigindo, por conseguinte, o total comprometimento dos selecionados com a assiduidade e desempenho dentro do Projeto, pois uma vez a vaga ocupada, automaticamente, esta estará inviabilizada para outro(a) interessado(a).
PÚBLICO
O projeto de REqualificação dos TRAbalhadores de TEatro do Interior – Retrate Interior é um programa de formação integrante das ações do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado da Bahia (SATED – Bahia) e realização da Mil Produções Artísticas, que é voltado para atores e diretores de teatro do interior do Estado, inicialmente levado aos municípios de Juazeiro, Cipó, Valença, Ilhéus, Itaberaba, Guanambi e Barreiras. Agora é a sua vez.
QUEM PODE PARTICIPAR
Os requisitos para inscrição no curso são:
Categoria 1:
- Ensino Médio Completo
- Quatro anos de trabalho profissional comprovado como ator e/ou diretor.
Categoria 2:
- Atores e diretores com menos de quatro anos de prática e/ou em processo de curso do Ensino Médio;
Categoria 3:
- Atores e diretores que já tenham registro profissional.
COMO CONCORRER A UMA VAGA
- Preenchimento da ficha de inscrição;
- Xerox do RG, CPF e Carteira do Trabalho, se já for portador (a) de uma;
- Xerox do comprovante de conclusão do Ensino Médio;
- Xerox de comprovantes de outros cursos e oficinas realizadas;
- Comprovantes de tempo de trabalho profissional (quatro anos para a categoria 1, e menos de quatro anos para a categoria 2): xérox de qualquer tipo de material publicitário (cartaz, programa, material de revista, jornal, periódico), declaração de institutos, produtores, diretores de espetáculos (informando o número de seu DRT no documento abaixo de sua assinatura), notas contratuais, enfim, qualquer meio impresso de comprovação da atividade profissional. Não são aceitas fotos nem vídeos.
INSCRIÇÃO
As inscrições estão abertas até o dia 27 de agosto de 2010.
FUNDAÇÃO CULTURAL DE ILHÉUS
RUA JORGE AMADO, 21 – CENTRO
Das 12:00 às 18:00 horas
Procurar Flávia ou Pawlo Cidade
SELEÇÃO
Com as fichas de inscrições preenchidas e seus respectivos comprovantes, a Organização do Projeto Retrate Interior selecionará os participantes, utilizando como diferencial o tempo de experiência do candidato e ensino médio completo, conforme requisitos das Categorias 1, 2 e 3, respectivamente, e após as entrevistas na sua Cidade pela comissão de seleção, em data a ser divulgada, serão anunciados os selecionados para a edição do projeto em 2010.
DURAÇÃO DAS OFICINAS
Início: 13 de setembro de 2010
Término: 05 de março de 2011
Tempo total: 6 meses
Carga horária: 240h
ESTRUTURA DAS OFICINAS
Turno Vespertino: Aulas de Segunda à Sexta, das 14h às 17h30. Sábados de 9h às 13h
Turno Noturno: Aulas de Segunda à Sexta, das 18h às 21h30. Sábados de 9h às 13h
As oficinas serão realizadas em semanas alternadas, uma em sala de aula e a outra para realização de atividades complementares. O curso será formado por 12 oficinas, conforme abaixo:
• Módulo A – Interpretação
Oficina de Interpretação I, II e III
• Módulo B - Aulas teóricas
Oficina de Análise de texto dramático; História do Teatro; Ética, organização social do teatro e produção; Estética do espetáculo;
• Módulo C - Técnicas Especiais
Oficina de Técnica vocal, Técnica corporal, Improvisação, Técnica de clown, Mímica Corporal Dramática.
O Projeto Retrate Interior encaminhará os concluintes das Oficinas que atendam aos requisitos da Categoria 1 à obtenção do registro profissional junto à Delegacia Regional do Trabalho (D.R.T.) através do SATED Bahia. Em momento oportuno, todo o detalhamento processual para este fim será especificamente apresentado.
CONTATOS
MIL PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA
Sibele Américo (Diretora de Produção)
Telefax: 71 –3341-6149 / 3341-5795
E-mail: milprod@terra.com.br
Telefax: 71 – 3322-2098
E-mail: fernandomarinho@satedba.com.br
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
FILARMÔNICAS IRÃO RECEBER RECURSOS DO ESTADO
No Litoral Sul, as Filarmônicas de Canavieiras (Grupo Musical 2 de Janeiro), Itacaré (Associação Filarmônica São Miguel) Maraú (Filarmônica Lira da Conceição) e Ilhéus (Sociedade Filarmônica Capitania dos Ilhéos) receberão entre R$ 24.000,oo e R$ 26.000,00.
As filarmônicas deverão acessar os sitios na Internet pertencentes à Fundação Cultural do Estado da Bahia e à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia nos endereços www.funceb.ba.gov.br e www.cultura.ba.gov.br, respectivamente, e efetuar o download (baixa) do formulário Proposta de Plano de Trabalho que deverá ser preenchido e encaminhado à Fundação Cultural do Estado da Bahia – DIMAC/Música, até o dia 09.08.2010
Endereço para postagem (até o dia 09.08.2010)
ESCREVER : PROGRAMA DE FOMENTO ÁS FILARMÔNICAS
Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB
DIMAC/Música
Rua Gregório de Matos, n° 29 – Pelourinho
CEP: 40025-000 – Salvador / BA
Horário de atendimento ao público:
Segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.
Observação: Possíveis diligências feitas deverão ser respondidas até o dia 24.08.2010, seguindo os mesmos critérios de envio do formulário.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
MOSTRA UNIVERSITÁRIA SALOBRINHO DE AUDIOVISUAL

Nos dias 20 e 21 de agosto, o bairro do Salobrinho, em Ilhéus-Ba, sediará a 1ª MUSA, atraindo o público universitário, estudantes, professores, profissionais e admiradores da sétima arte. A Mostra acontece exibição de vídeos produzidos por universitários baianos, além de longas e curtas-metragens. A 1ª homenageada da MUSA será Dona Valderez, moradora do bairro e atriz com participação crescente no cinema nacional e premiada no 38° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pela sua primeira atuação, que aconteceu no filme “Eu me Lembro”, de Edgard Navarro, que também tem presença confirmada no evento.
A mostra competitiva de curtas-metragens está aberta para produções de universitários de toda a Bahia. Os vídeos enviados serão submetidos a uma curadoria que selecionará quinze curtas, dos quais três serão eleitos pelo júri popular. Os que não forem escolhidos farão parte de uma mostra paralela não competitiva. Além disso, a MUSA será palco de bate-papos com diretores, atores, produtores; serão ministradas oficinas de Roteiro e Produção para Cinema, além de uma exposição de obras filisminográficas do artista plástico Ayam U’Brais.
As inscrições estão abertas até o dia 06 de agosto. Inscreva-se AQUI
sábado, 24 de julho de 2010
ROTARY CLUBE DE ILHÉUS LANÇA CAMPANHA PARA CONSTRUÇÃO DE BIBLIOTECA

quinta-feira, 22 de julho de 2010
CURSO PROFISSIONALIZANTE DE TEATRO EM ILHÉUS

quinta-feira, 15 de julho de 2010
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO PALCO

O Teatro é um processo. Só quem vive compreende as dificuldades e as alegrias. Plateia cheia, bilheteria gorda, nem sempre representa satisfação. Há uma grande diferença entre quantidade e qualidade. De cada cem pessoas, sete assimilam a mensagem. Sete são responsáveis por amar aquilo que fazemos. “Sete serão apenas aquelas que lerão o que escrevemos”, disse José Delmo.
Por falar em José Delmo, eu o vejo como o poeta da carne crua, da mão nua, do coração de papel. O mestre da arte cênica que apontou os caminhos e que descobriu seu próprio destino. O ator é um homem só. O escritor é um homem só. O diretor é um homem só.
A solidão procura no artista a descoberta. O artista encontra na solidão a transmigração de seus pensamentos.
No Teatro, a dor finge que sente. Assim como o poeta que mente. Mente porque é capaz de dizer a verdade. Diz a verdade porque é capaz de mentir. Somos todos mentirosos dizendo verdades.
No Teatro existe cura. A cura acontece quando você se encontra. E se encontrando, encontra o outro. Assim, percebe que a arte é feita de encontros. Entre pedaços de papel, cenas improvisadas, gestos inúteis, marcações despropositadas, surge o personagem. É necessário uma desconstrução para então, e somente então, construírmos. A construção é um processo de evolução. “A arte e os artistas devem evoluir, pois, caso contrário, só lhes restará regredir”. Como artistas devemos estar revendo nossas ideias até o último suspiro. Nietzsche assim não o fez ao afirmar em seu leito de morte que se existisse um Deus ele seria o mais miserável dos pecadores?
No Palco, um papel, “mais do que a ação na vida real, deve ser uma fusão das duas vidas – a da ação exterior e a da ação interior – num esforço mútuo que visa a alcançar um determinado objetivo”
Para que existe o Teatro? Para a plateia? Para o texto? Para a técnica? O Teatro existe para o ator, sem o qual não pode absolutamente existir. Afinal, o que é leve? O que é insustentável no processo de criação? Como diria Stanislavski: “Temam os seus admiradores! Aprendam, no devido tempo, a entender e a amar a verdade cruel a respeito de si próprios... Falem a respeito de sua arte somente com aqueles que podem lhes dizer a verdade”.
Quem já sentiu uma corrente fluir dos seus olhos ou da ponta de seus dedos em direção ao seu companheiro de cena? As pontas dos dedos são os olhos do nosso corpo. O diretor é um psicólogo e um artista e até certo ponto ele também precisa ser um ator. “Um ator vive, chora e ri em cena, e está o tempo todo atento as suas próprias lágrimas e sorrisos. É esta dupla função, este equilíbrio entre a vida e a atuação que constituem a sua arte”, disse Salvini.
O Teatro tem um palco. Um palco insustentável e leve. (Publicado na coluna Coxia, Caderno 2, Diário de Ilhéus, em 10/07/2010)