sábado, 12 de outubro de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO O POVOADO DAS ONZE MIL VIRGENS SERÁ EM NOVEMBRO




A obra traz características do realismo mágico com conteúdos que são percebidos como normais pelos personagens da trama

O escritor Pawlo Cidade acabou de finalizar seu mais recente romance: "O Povoado das Onze Mil Virgens". O livro narra a história de um povoado, palco de causos fantásticos, como a vinda dos peixes-voadores, os cavalos flutuantes do rio Vermelho, a volta do inferno da mulher da boca suja, o dia em que a luz comeu o sol e uma série de outros acontecimentos protagonizados pelos personagens Maria do Rosário, o Comprador de Almas, Janina da Ressurreição dos Últimos Dias, Seu Ananias (o homem que tudo vê), Mestre Virgílio que quase foi aluno do Mestre Vitalino e um menino que virou anjo mas caiu do céu, entre outros. As ilustrações são do artista gráfico, premiado mundialmente, Jô Oliveira. A revisão é da escritora Lucília Garcez.

Ilustração de Jô Oliveira

"A escolha de Jô para ilustrar este novo trabalho se deu a partir dos seus traços e de sua sensibilidade. Ambos dialogam com o romance. Jô capta a alma da história e viaja com a gente na trama. E a vinda de Lucília Garcez, escritora renomada, foi uma benção. Lucília é uma dama da literatura", disse Pawlo Cidade. "O livro ainda trás duas contribuições em versos de Carlos Silva e Piligra. O primeiro ilustra a passagem do personagem Zé Domingos e  segundo da professora de canto, Berenice Tanajura. O nome da personagem já traz uma característica de uma de suas partes mais abundantes", finaliza Cidade. A edição é da Editora Teatro Popular de Ilhéus.


A OBRA. A obra traz características do realismo mágico com conteúdos que são percebidos como normais pelos personagens da trama, como a migração anual dos peixes-voadores, por exemplo. Há algumas passagens intuitivas, porém, sem explicação na história, traço comum em obras desta natureza. Outra característica marcante de "O Povoado das Onze Mil Virgens"está na percepção do tempo cíclico ao invés de linear, seguindo tradições dissociadas da literatura moderna. Ao contrário da maioria dos romances, "O Povoado das Onze Mil Virgens" transforma o comum em uma vivência que inclui experiências sobrenaturais e muitas vezes até fantásticas. 

O AUTOR. Pawlo Cidade tem quinze livros publicados, entre eles, "O Santo de Mármore", "Até Mais Verde", "O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim", "Mistério na Lama Negra", "Manual do Conselheiro de Política Cultural" e "A Casa de Santinha". Foi professor municipal de Artes durante trinta anos. É dramaturgo, produtor cultural, pedagogo, pós-graduado em Educação Ambiental e Gestão Cultural. Membro da cadeira 13, da Academia de Letras de Ilhéus. Foi presidente do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus e ex-secretário de Cultura do mesmo município. Atualmente é diretor artístico da Comunidade Tia Marita e consultor de projetos culturais.


SERVIÇO

O QUÊ? Lançamento do livro “O Povoado das Onze Mil Virgens”
QUANDO? Dia 7 de novembro (quinta-feira)
QUE HORAS? Às 19 horas (pontualmente)
ONDE? Academia de Letras de Ilhéus, rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro
QUANTO? R$ 40,00.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

EDITAIS SETORIAIS DA SECULT/BA RECEBERAM MAIS DE 2 MIL PROPOSTAS



Com recursos do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), os 19 Editais Setoriais 2019 receberam via Sistema de Informação e Indicadores em Cultura – Clique Fomento, entre os dias 09 de setembro e 08 de outubro, 2.079 propostas. Alguns certames ofereceram a possibilidade de apresentar também por meio físico, através de envio de formulário devidamente preenchido e que estarão chegando ao longo da semana para realização da análise prévia.

O volume de envios para esta edição reflete uma demanda das áreas de concentração e consolida os editais como mecanismos de fomento da produção e manutenção da cultura baiana.

No ano de 2019, os editais trouxeram R$ 35 milhões para a Cultura do estado. Aproximadamente R$ 5 milhões do FCBA no Edital Setorial de Audiovisual, que foi lançado com antecedência e ainda captou R$ 15 milhões em recursos através do Fundo Setorial Audiovisual (FSA), totalizando quase R$ 20 milhões em investimentos para o setor audiovisual na Bahia. Para os Editais Setoriais 2019 são mais de R$ 15 milhões.

Para esclarecer dúvidas e orientar os participantes durante o período de apresentações de propostas das chamadas públicas, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) investiu no fortalecimento dos canais diretos de comunicação, por meio da 
Central de Atendimento Integrado e dos cinco postos distribuídos entre as vinculadas da secretaria. No total, foram 520 atendimentos realizados pelos meios disponibilizados, via e-mail, houve, também, proponentes que buscaram o serviço presencialmente e os que entraram em contato por telefone. A equipe de atendimento registrou todo o histórico de chamadas e garantiu maior eficiência e segurança no repasse de informações.

A próxima etapa será realizada a Análise Prévia das propostas, com objetivo de avaliar a documentação apresentada pelos proponentes. Uma das novidades desta edição dos editais é que nesta etapa poderão ser feitos ajustes de ordem formal, dando oportunidade aos participantes de realizarem adequações que não alterem itens fundamentais das características da proposta.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em quatro (4) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais.

DICA DA TIA: GUARDA COMPARTILHADA COM AVÓS



O exercício da guarda traz responsabilidades, obrigações e deveres.


Entende-se por guarda o instituto por meio do qual os pais que não vivem mais juntos, seja por conta do divórcio ou da dissolução de união estável, exercem direitos e deveres sobre os filhos.
Atualmente, em nosso ordenamento jurídico possuímos duas modalidades de guarda: a unilateral e a compartilhada. Na guarda unilateral, apenas um dos genitores é o responsável pela tomada de decisões acerca da vida dos filhos. Assim, o genitor que não é o guardião possui o dever e o direito de fiscalizar o exercício da guarda pelo genitor-guardião, pagar a pensão alimentícia, se houver necessidade, e conviver com o filho.
Note, que estamos falando apenas do exercício da guarda pelos pais. Em nenhum momento falamos sobre o exercício da guarda pelos avós, por exemplo. No entanto, os avós também podem compartilhar a guarda dos netos com os genitores. Considerando que muitas crianças e adolescentes são criados, também, pelos avós, o juiz pode conceder a guarda compartilhada também para eles, pensando no melhor interesse dos menores. Desse modo, a situação já vivida pelas crianças passará a ser oficializada através da concessão da guarda compartilhada.
Além disso, é importante lembrar que o exercício da guarda traz responsabilidades, obrigações e deveres. Portanto, a concessão da guarda pode ensejar, também, a ação de regulamentação de visitas ou a ação de alimentos.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

APLICATIVO CONECTA PÚBLICO A EVENTOS CULTURAIS ACESSÍVEIS



Levar a cultura para todos. Essa é a proposta do aplicativo Vem CA, que disponibiliza, de forma acessível e gratuita a qualquer usuário com ou sem deficiência, eventos culturais que contam com medidas de acessibilidade. A ferramenta foi lançada neste sábado (5) no Centro Cultural Oi Futuro, no Rio de Janeiro. Para desenvolver a ferramenta, a organização não governamental Escola de Gente, referência nacional em termos de acessibilidade, contou com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, por meio da qual captou R$ 1,89 milhão. 
Segundo o secretário adjunto da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, José Paulo Soares Martins, é cada vez mais importante que as produções culturais contemplem medidas de acessibilidade. “A acessibilidade é um direito do cidadão e precisa ser, de fato, implementada. Por isso, é um assunto significativo neste momento. Os projetos culturais e a política de incentivo à cultura têm procurado privilegiar este tema de forma especial”, relata Martins. 
Idealizador do projeto, Pedro Prata conta que a ferramenta é um desdobramento da própria Lei de Incentivo à Cultura. “O ponto de partida do projeto é a lei, pois, quando ela começou a exigir que os projetos patrocinados adotassem medidas de acessibilidade, o mercado cultural precisou se adaptar. Por um lado, hoje se faz mais atividades acessíveis, mas, por outro lado, percebemos que quem produz cultura acessível não consegue divulgar tão bem e chegar a quem tem deficiência”, afirma. 

Características 

Disponível para download tanto para IOS quanto para Android, o aplicativo permite cadastrar e buscar projetos com até 12 recursos de acessibilidade: assento acessível, audiodescrição/guia acessível, banheiro acessível, elevador/rampa, gratuidade, legenda, Libras, Libras tátil, linguagem simples, piso tátil, publicações acessíveis e visita tátil.
Além disso, a ferramenta é totalmente acessível. Os usuários cegos, por exemplo, podem utilizar mecanismo de leitura. Há também a opção de conteúdo transcrito em língua brasileira de sinais (Libras) e definição de cores de contraste para não confundir quem tem daltonismo ou baixa visão, além de navegabilidade simplificada e botões maiores, para ser manuseado com uma mão só. Também conta com descrição de imagens, ícones visuais de busca para facilitar a compreensão de quem tem deficiência intelectual e psicossocial ou dificuldades no processamento de informações; e uso de componentes-padrões dos sistemas operacionais dos celulares para garantir a familiaridade dos mecanismos. 
Outro diferencial é que o Vem CA tem consumo baixíssimo de dados e pode ser baixado em praticamente todos os smartphones disponíveis no mercado, dos mais simples aos mais sofisticados. Ao todo, o aplicativo está apto para 9.985 modelos de aparelhos. 
De acordo com a coordenadora da Escola de Gente, Cláudia Werneck, o aplicativo é inovador e democratiza o acesso à cultura. “É um aplicativo revolucionário, totalmente brasileiro, acessível, gratuito, que vai conectar quem está produzindo bens culturais acessíveis com quem precisa desfrutar dos seus direitos culturais com independência e autonomia”, afirma. 
Cláudia Werneck ainda destaca que o aplicativo promove uma hiperconexão: “é um caso de hiperconexão, porque é uma conexão de mão dupla, o aplicativo fala de acessibilidade, é completamente acessível, e é acessível para receber críticas, demandas, recomendações dos usuários”. 

Atividades sensoriais 

Além de roda de conversa sobre o aplicativo e acessibilidade, exibição de filmes acessíveis, quem for ao lançamento neste sábado poderá participar de uma visita guiada com acessibilidade. Os participantes terão a oportunidade de utilizar vendas, cadeiras de rodas, muleta, recursos que produzem baixa visão e baixa audição, dispositivos com aromas e percursos táteis nas galerias do Centro Cultural.

Incentivo Federal à Cultura

A Lei Federal de Incentivo à Cultura contribui para ampliar o acesso dos cidadãos à cultura, uma vez que os projetos patrocinados devem oferecer uma contrapartida social. Ou seja, eles têm que distribuir parte dos ingressos gratuitamente e promover ações de formação e capacitação junto às comunidades. Por meio do mecanismo, criado em 1991 pela Lei 8.313, empresas e pessoas físicas podem patrocinar espetáculos, exposições, shows, livros, museus, galerias e várias outras formas de expressão cultural. O valor investido, total ou parcial, é abatido do Imposto de Renda.
Serviço
Lançamento do aplicativo Vem CA
Local: Centro Cultural Oi Futuro, rua Dois de dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro 
Horário: das 14 às 17h

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

Informações para a imprensa:
(61) 2024-2266 / 2412

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

DIVULGADA LISTA DOS SELECIONADOS DO FESTIVAL DE DANÇA ITACARÉ 2019


O evento acontece dias 4 e 5 de novembro na Tenda Teatro Popular de Ilhéus e de 6 a 10 de novembro no Centro Cultural Porto de Trás, em Itacaré

A curadoria do 8º Festival de Dança Itacaré divulgou esta semana os 11 grupos selecionados para participar da edição 2019, que será realizada nos dias 4 e 5 de novembro na Tenda Teatro Popular de Ilhéus e de 6 a 10 de novembro no Centro Cultural Porto de Trás, em Itacaré. A programação completa estará disponível brevemente no site www.festivaldedancaitacare.com.br e redes sociais.
Este ano, o festival recebeu um aumento surpreendente de 101 inscrições originadas de vários lugares do país – Bahia, São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Paraná, Alagoas, Amazonas, Goiás e Rio Grande do Norte. Todos os trabalhos com alto nível técnico e de criatividade.

O Festival de Dança Itacaré já se consolidou como um dos mais importantes da dança brasileira. É um território onde coabitam diálogos, conflitos, convivência em grupo e manifestações artísticas. A cada ano, os organizadores e participantes ampliam a importância do projeto para o fortalecimento dos percursos individuais e coletivos, compreensão da situação contemporânea e procura das outras “danças menores ou danças vagalumes”.
O evento é realizado pela Comunidade Tia Marita, com o apoio institucional da Casa Ver Arte e  apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura. Conta também com apoio de empresas, imprensa e parceiros institucionais locais. 
Fizeram parte da curadoria de análise dos inscritos, Arionilson Sá ( Aristides Xixito), Magno Rocha (Miquiba), Valmilson do Nascimento (Péricles) e Verusya Correia.  
Trabalhos selecionados, em ordem alfabética:
1.     A COREÓGRAFA
Claridda Sachelli
São Paulo/SP

2.     AJUM 
Djalma Moura
São Paulo/SP

3.     BOLA DE FOGO
Fábio Osório Monteiro
Salvador/BA

4.     COISA É TUDO
Hibridus Dança
Ipatinga/MG

5.     ESTIO
Nii Colaboratório
Salvador/BA

6.     GENTE DE LÁ
Wellington Gadelha (Plat. Afrontamento)
Fortaleza/CE

7.     KILEZUUUMMMM
Edu O./J. Rafael/Thiago Coen
Salvador/BA
8.     LÍQUIDXS
Coletiva Rachas
Ilhéus/BA

9.     MISTURA FINA
Augusto Soledade Brazz Dance
Salvador/BA

10.   AQUELE QUE VÊ DE LONGE
Francis Balardi
Manaus/AM

11.   VARIAÇÕES PARA SEIS TEMAS
Ricardo Alvarenga
Uberlândia/MG
Atenciosamente,
Vera Rabelo - Assessora de Comunicação
(73) 98809.1730 

PROJETO ACABA COM OBRIGATORIEDADE DE REGISTRO PROFISSIONAL PARA ARTISTAS

Gilson Marques: Constituição assegura liberdade de expressão artística

O Projeto de Lei 4356/19 acaba com a obrigação existente hoje de registro profissional em delegacia regional do trabalho (DRT) e diploma para que artistas e técnicos de espetáculos de diversões exerçam a atividade. A exigência está prevista em artigos da Lei 6.533/78, que a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados revoga.
O texto foi apresentado pelo deputado Gilson Marques (NOVO-SC). Ele afirma que a revogação dos dispositivos (arts. 4º, 6º, 7º e 8º) não vai interferir em outros direitos dos artistas e técnicos previstos na lei.
O deputado disse ainda que a mudança proposta decorre do entendimento de que a Constituição assegura a liberdade de expressão da atividade artística, além do livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão.
Marques lembra que a Procuradoria-Geral da República  também questiona, no Supremo Tribunal Federal (STF), a exigência de diploma ou de certificado de capacitação para registro profissional de artistas e técnicos de espetáculos.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e Constituição e Justiça e de Cidadania.


Reportagem - Janary Júnior
Edição - Wilson Silveira


quinta-feira, 3 de outubro de 2019

PRESTAÇÃO DE CONTAS: DEVER DE TODO GESTOR PÚBLICO


A prestação de contas contou com 3 volumes de documentos comprobatórios e um relatório de todas as ações realizadas. Foram entregues na Controladoria Geral do Município - CGM, Procuradoria Geral - PROGER e Conselho Municipal de Cultura - CMC.

COLOCAR A CULTURA no centro das discussões e decisões de governo, no Município de Ilhéus, foi, ao longo destes 520 dias à frente da Secretaria Municipal da Cultura de Ilhéus nosso principal desafio. Implantar uma política cultural sem causar estranhamento e desordem, é no mínimo, inverossímil. Toda mudança de comportamento, de paradigmas, de deslocamentos acarretam uma série de debates intermináveis. Vencer o imediatismo, a política de balcão, a mesmice, profissionais desqualificados, cargos comissionados sem nenhum preparo para área, a concepção de que Cultura é, simplesmente, entretenimento, requer uma luta diária entre os que fazem, os que produzem e os que decidem sobre Cultura.

O PROCESSO DE ESCUTA, a decisão de absorção de um conceito diretivo de Cultura para a Gestão, as relações administrativas com o controle social, as parcerias, a burocracia, os embates jurídicos, fazem parte deste processo chamado “Gestão da Cultura”. Qualquer indivíduo pode ser secretário da cultura, mas, poucos, muito poucos, compreendem a matriz gerencial do fenômeno e da dinâmica cultural. Portanto, não basta ser gestor, é preciso ser coautor, fazedor, multiplicador, conector, mediador, cúmplice e, por que não dizer, algoz e vítima do que é imposto pelo sistema. Escolher a estratégia, implantar a ação, determinar os rumos, construir planos são ações já incorporadas que se desenrolam ao longo do caminho.

Controlador Geral do Município de Ilhéus, Alex Souza, recebendo das mãos do Ex-Secretário de Cultura de Ilhéus, Pawlo Cidade, o relatório dos 520 dias de gestão frente a pasta.

VENCIDO O PRINCIPAL DESAFIO, seja pelo diálogo, seja pela dinâmica própria da Cultura – e é neste momento que fazedores, promotores e fiscalizadores entram em ação – passamos, paralelamente, a traçar um perfil, a construir um direcionamento e a vencer barreiras individuais para atuar no campo da coletividade. Entretanto, como fazer isso sem que nossos principais colaboradores compreendam nossa visão e missão cultural? Cada chefia, cada coordenação, cada divisão foi pensada de modo que pudesse tocar um programa de médio e longo prazo. E isso passa por qualificação, capacidade técnica e alinhamento de estratégias. Muito ainda precisa ser trabalhado.  

ESTES 520 DIAS FORAM DIAS FÉRTEIS para as experimentações, das tentativas de erros e acertos, de implantações e pesquisas, da tentativa de criar indicadores, da necessidade de cumprir metas, de conhecer a realidade físico-financeira de um orçamento, de perceber quem, de fato, compreendeu aonde queremos chegar.

TRABALHAMOS SOB A ÉGIDE DE TRÊS GRANDES DESAFIOS, que estão atrelados a uma série de desdobramentos. Restava-nos conduzir o processo a ponto de, continuamente, desconstruir preconceitos, derrubar barreiras e garantir a excelência em criação e gestão de programas e projetos culturais que permitam a inclusão, o empreendedorismo cultural, a diversidade, a preservação e a valorização da produção cultural local – nossa principal missão. 
Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus, Janete Lainha, recebendo uma cópia da prestação de contas dos 520 dias de gestão durante cerimônia de posse da nova diretoria do CMC para o biênio 2019-2021.

EDITAIS, UM DOS PRINCIPAIS CAMINHOS DO FOMENTO EM CULTURA. São apresentados no relatório de forma simples e descomplicadas (veja as fotos a seguir) gráficos e estatísticas que poderão servir de norte para a nova administração. 

Em 2018 foram 186 projetos inscritos. Destes, 64 foram contemplados 256 artistas foram atingidos diretamente. As atividades promovidas diretamente representaram 21% de todo o fomento. Um grande avanço para a Política Pública de Cultura de Ilhéus que durante os 500 dias de gestão se aboliu quase que integralmente a política de balcão. Todavia, os Editais representaram apenas 5% das ações, apesar de abarcarem 71,3% de todo o fomento. Foram desenvolvidos 2 credenciamentos, ou seja, 2%. Esta modalidade também possibilitou a participação de vários grupos marginalizados que, pouco ou raramente, tiveram oportunidade de se apresentar em grandes festas populares como o Carnaval Cultural de Ilhéus e o São João.










terça-feira, 1 de outubro de 2019

EDITAL SETORIAL DE ECONOMIA CRIATIVA CONTINUA COM INSCRIÇÕES ABERTAS


Com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA), o Edital Setorial de Economia Criativa está com inscrições abertas até 08 de outubro de 2019. A chamada pública da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) conta com um aporte de R$ 1 milhão e recebe propostas voltadas ao desenvolvimento de economia da cultura, ciclos de criação, produção, circulação e serviços gerados por segmentos criativos que englobam atividades de artesanato à moda, passando por audiovisual, jogos eletrônicos, música, designer, entre outros.

As inscrições são realizadas pela internet, através de cadastro, envio de documentação e proposta no Sistema de Informações e Indicadores em Cultura – Clique Fomento (SIIC/Clique Fomento), disponível em siic.cultura.ba.gov.br.

O Edital Setorial de Economia Criativa contribui para o desenvolvimento econômico da cultura na Bahia, por meio do apoio a projetos que fortalecem os serviços criativos e promovem a qualificação de agentes para o empreendedorismo cultural sustentável. “É um instrumento que contempla propostas ligadas aos mais diversos segmentos e linguagens, fortalecendo canais de distribuição de produtos e serviços e estratégias para fomentar grupos ou cooperativas”, informa o superintendente estadual de Promoção Cultural, Alexandre Simões.

O edital é destinado a pessoa jurídica de direito privado que tenha entre suas finalidades legais o exercício de atividades na área cultural; associações, fundações, sociedades simples, empresariais e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli); pessoas físicas maiores de 18 anos; microempreendedores individuais (MEI); cooperativas, grupos e coletivos culturais. O candidato precisa comprovar residência na Bahia há, pelo menos, três anos.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em quatro (4) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais.