sábado, 14 de março de 2015

SEGUNDA A GENTE COMEÇA UMA NOVA OFICINA DE TEATRO COM DURAÇÃO DE 6 A 8 MESES. INSCREVA-SE LOGO. POUCAS VAGAS.



Clique na imagem e faça sua inscrição.

CONSELHO DE CULTURA DE ILHÉUS CONVOCA PARA ELEIÇÕES DAS CÂMARAS TEMÁTICAS DE TEATRO, MÚSICA, DANÇA, LITERATURA, CULTURA AFRO, CULTURA INDÍGENA, CULTURA POPULAR, PATRIMÔNIO CULTURAL, AUDIOVISUAL E ARTES VISUAIS

Prezados,


De 10 a 17 de março estarão abertas as inscrições para os candidatos às câmaras temáticas do Conselho Municipal de Cultura. Cada candidato só poderá concorrer em apenas uma câmara temática, sobretudo àquela em que ele é reconhecido por seus pares. Podem participar agentes culturais resididos há mais de três anos em Ilhéus, com mais de 16 anos de idade.

Este ano, a eleição também será por meio eletrônico e os conselheiros poderão manifestar seu voto através do e-mail:eleicaocamarasetorial2015@gmail.com

O regimento eleitoral 2015 já está à disposição para consulta através do link: http://conselhodeculturadeilheus.blogspot.com.br/p/regimento-eleitoral.html

O presidente do CMC, Pawlo Cidade, chama atenção dos candidatos para o cadastramento: “É preciso estar atento ao período de inscrição e ao processo eleitoral.” As eleições das câmaras temáticas de Teatro, Dança, Música, Artes Visuais, Audiovisual, Patrimônio Cultural, Cultura Popular, Cultura Afro, Cultura Indígena e Literatura são de 23 a 31 de março de 2015.  

Um abraço,

Pawlo Cidade
Presidente
CMC - Ilhéus

terça-feira, 10 de março de 2015

CINCO ESPETÁCULOS DE TEATRO IRÃO CIRCULAR PELO TERRITÓRIO LITORAL SUL



A programação inclui comédias, dramas e performance

Com o fechamento temporário do Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, e o Teatro Municipal, em Ilhéus, cada vez mais, grupos, artistas independentes e companhias estão à procura de espaços que possam receber seu repertório. Assim sendo, a Comunidade Tia Marita e a Saron Produções Artísticas, atentos a esta questão, resolvem promover, de forma mais ampla e ambiciosa o Projeto Palco Grapiúna, convidando companhias em atividade no Sul da Bahia: Teatro Total, Teatro Popular de Ilhéus, Cia Palco e o ator independente José Delmo à circular por cidades do Território Litoral Sul que possuem espaços alternativos, e até então desconhecidos da mídia, para que possam manter em cartaz, por muito mais tempo, seus espetáculos.

O Projeto Palco Grapiúna irá circular pelos Municípios de Ilhéus, Buerarema, Itajuípe, Uruçuca e Ubaitaba com os espetáculos “Partida”, do grupo Teatro Total; “Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito”, do Teatro Popular de Ilhéus; “Sombras da Ouvidor” e “Virgens à Deriva”, da Companhia Teatral Palco e “Um ator em busca de um texto”, da companhia independente José Delmo.

Longe de ser uma mostra competitiva, o projeto traz ao Território uma discussão sobre o fortalecimento dos espaços alternativos que estão ao longo dos últimos anos se configurando como espaços de troca de experiências e opção alternativa dos principais Municípios do Sul da Bahia.

Esperamos também, através dos workshops e debates que iremos contribuir com a construção de novas políticas públicas que possam fortalecer estes espaços e colocá-los na rota das companhias que visitam o Território Litoral Sul.

A abertura do Palco Grapiúna acontece no dia 26 de março com o debate: “Teatro e Território: Fortalecendo os Espaços Alternativos,” na Tenda do Teatro Popular de Ilhéus, às 20h, com a participação de representantes da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e diretores de cultura das cidades envolvidas com a proposta.

A circulação dos espetáculos começa no dia 27/03 e termina no dia 30 de abril. A promoção é da Comunidade Tia Marita, em parceria com a Saron Produções Artísticas. Com produção executiva de Pawlo Cidade e Mateus Saron. Apoio Cultural da TV Santa Cruz e a Universidade Estadual de Santa Cruz, através da Proex. O projeto tem a parceria das secretarias de cultura das cidades de Ilhéus, Ubaitaba, Uruçuca, Itajuípe e Buerarema. Os ingressos para os espetáculos custarão R$ 10,00/R$ 5,00.

quinta-feira, 5 de março de 2015

SECRETARIA DE CULTURA DE ILHÉUS FOMENTA A ARTE LOCAL POR MEIO DO PROJETO SOLOS CRIATIVOS

A coreógrafa Bianca Lavigne foi uma das contempladas no projeto

O projeto Solos Criativos, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de Ilhéus, com recursos do Fundo Municipal de Cultura, contemplou quatro propostas com repasses no valor total de R$ 10.700,00 que será dividido entre os vencedores, com prazo de apresentação de 60 dias. A iniciativa aposta na criação do artista individual, ao estimular a pesquisa cultural local e novas intervenções nas respectivas linguagens, por meio de inscrição de editais. As apresentações serão gratuitas e em diferentes locais da cidade.

Nesta primeira etapa, a iniciativa contemplou quatro trabalhos apresentados por artistas de teatro e dança em trabalhos solos, sendo eles: Dança da Vida da coreógrafa Eliana Vieira; Pulsar – Favorecendo a Consciência do Corpo, da coreógrafa e professora Bianca Lavigne (foto); Solo de Afro Contemporâneo, do dançarino Max Rodrigues; e Ave Maria Nordestina, da multiartista Janete Lainha. Os artistas selecionados têm três dias úteis para assinar o termo de compromisso, na Secretaria Municipal de Cultura, localizada no quarteirão Jorge Amado, das 14h às 17h.

Segundo o Secretário de Cultura, Paulo Atto, “o objetivo do projeto é selecionar propostas que estimulem o desenvolvimento das artes cênicas através da dança e do teatro em Ilhéus, para então promover o amplo acesso da população de distritos e bairros às linguagens artísticas.”

Projetos - Com o “Projeto Dança da Vida”, a coreógrafa Eliana Viera, tem como objetivo principal sensibilizar o público acerca da importância da natureza para a preservação vida. Estimula o replantio de plantas e árvores em locais onde for apresentando.

Já o espetáculo de dança “Pulsar – Favorecendo a Consciência do Corpo” tem como base apenas os movimentos corporais, onde serão apresentados através da sombra, levando o espectador a se envolver e usar a imaginação para então decifrar o significado de cada movimento apresentado pela artista.

O “Solo de Afro Contemporâneo” tem como proposta transmitir as emoções através da dança de matriz africana, ao utilizar a essência da coreografia como intervenção para expressão cultural por meio da dança. Com a história cantada em verso, o espetáculo “Ave Maria Nordestina” é um projeto que reúne música e teatro, resultante do encontro de escritores, atores, cordelistas e artistas da comunidade, que contribuíram na concepção e construção do projeto.

As propostas democratizam a arte e são marcadas pela diversidade de temas, pois, faz-se necessário investir em valores da nossa terra e contribuir com a valorização dos artistas ilheenses. O projeto atende às metas nº 04 e 39 do Plano Municipal de Cultura e foi aprovada pelo Conselho Municipal de Cultura e é viabilizado através do Teatro Popular de Ilhéus contratado para este fim. 

Fonte: ASCOM/PMI



terça-feira, 3 de março de 2015

PALCO GRAPIÚNA IRÁ CIRCULAR POR CIDADES DO TERRITÓRIO LITORAL SUL


Com o fechamento temporário do Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, e o Teatro Municipal, em Ilhéus, cada vez mais, grupos, artistas independentes e companhias estão à procura de espaços que possam receber seu repertório. Assim sendo, a Comunidade Tia Marita, atenta a estas questões, resolve promover, de forma mais ampla e ambiciosa, uma mostra grapiúna de teatro convidando companhias em atividade no sul da Bahia: Teatro Total, Teatro Popular de Ilhéus, Cia Palco e o ator independente José Delmo à circular por cidades do Território Litoral Sul com espaços alternativos para que estas companhias possam manter em cartaz, por muito mais tempo, seus espetáculos.

O Projeto Palco Grapiúna irá circular pelos Municípios de Ilhéus, Uruçuca, Itajuípe e Buerarema com os espetáculos “Partida”, do grupo Teatro Total; “Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito”, do Teatro Popular de Ilhéus; “Sombras da Ouvidor” e “Virgens à Deriva”, da Companhia Teatral Palco e “Um ator em busca de um texto”, da companhia independente José Delmo. Longe de ser uma mostra competitiva, o projeto traz ao Território Litoral Sul, uma discussão sobre o fortalecimento dos espaços alternativos que vêm, ao longo dos últimos anos se configurando como espaços de troca de experiências e opção rotativa dos principais Municípios do sul da Bahia.

A abertura do Palco Grapiúna acontece no dia 26 de março com o debate: “Teatro e Território: Fortalecendo os Espaços Alternativos,” na Tenda do Teatro Popular de Ilhéus, às 20h, com a participação de representantes da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e diretores de cultura das cidades envolvidas com a proposta.

A circulação dos espetáculos começa no dia 27/03 e termina no dia 26 de abril. A promoção é da Comunidade Tia Marita, em parceria com a Saron Produções Artísticas. Com produção executiva de Pawlo Cidade e Mateus Saron. Os ingressos para os espetáculos custarão R$ 10,00/R$ 5,00.


segunda-feira, 2 de março de 2015

GRUPO CAPOEIRA LIBERDADE REALIZA SHOW FOLCLÓRICO COM RECURSOS DO FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA DE ILHÉUS

Mestre Gordo, tocando o timbau, é o líder do Capoeira Liberdade

Na última sexta-feira, 27, aconteceu o “17º Show Folclórico na Comunidade”. O evento foi realizado no clube Tengão, sede da Associação de Capoeira Liberdade, localizado na Rua Avelino Fernandes, s/n, no bairro da Conquista. O projeto foi contemplado pelo programa de fomento Calendário da Capoeira, mantido pela Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), com recursos do Fundo Municipal de Cultura. A iniciativa objetiva oportunizar à população ilheense maior acesso a esse tipo de manifestação artística.

O evento contou com oficinas de capoeira, dança afro e maculelê. Apresentações folclóricas, com samba de roda, puxada de rede, dança de batuque e samba de crioulo integram a programação, assim como rodas de capoeira com mestres e convidados. O evento é gratuito e aberto à comunidade. Um bate papo com o tema “A capoeira como ferramenta de igualdade racial”, que refletirá sobre a situação dos afro-brasileiros na sociedade atual, abordando temas como racismo e desigualdade social, encerrará as atividades.

Associação- A Associação de Capoeira Liberdade foi criada em 1997, com o objetivo de desenvolver diversas atividades com crianças, jovens e adultos do bairro da Conquista em Ilhéus, além de promover o ensino de capoeira em diversas escolas do município.

Fonte: Ascom/Secom

domingo, 1 de março de 2015

OFICINA DE TEATRO COMEÇA EM MARÇO

Turma do espetáculo "Capitães do Morro" que também fizeram a oficina 

A galera que anda procurando oficina de teatro em Ilhéus pode ficar descansada. A partir do dia 09 de março, das 19h às 21h00 tem início mais uma oficina da Comunidade Tia Marita, administrada pelo professor e gestor cultural Pawlo Cidade.

A oficina tem duração de 08 meses. As aulas são sempre às segundas-feiras, na Academia de Letras de Ilhéus. Podem participar adolescentes, jovens e adultos. Clique aqui para fazer sua inscrição. 

Na página de inscrições tem mais informações. Vagas limitadas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

SECRETARIA DE CULTURA DISCUTE CIRCUITO DE CINEMA SALA DE ARTE

Jorge Portugal e Marcelo Sá. Foto: Tacila Mendes

Aprofundar o diálogo para contribuir com a revitalização do Circuito de Cinema Sala de Arte. Este foi o objetivo de uma reunião realizada nesta quinta-feira, dia 26, na Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Participaram do encontro o gestor do Circuito de Cinema Sala de Arte, Marcelo Sá, o secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal, o superintendente de Promoção Cultural da SecultBA, Alexandre Simões e a assessora da Superintendência de Promoção Cultural da SecultBA, Neuza Rafner. Entre as possibilidades levantadas, estão a elaboração – por parte do Circuito Sala de Arte – de um projeto de manutenção de equipamentos culturais a ser apresentado ao programa de Fomento Fazcultura e o diálogo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, responsável pelo Museu Geológico da Bahia, onde funciona o Cinema do Museu. “Tivemos um encontro de apresentação e de identificação de possibilidades. Nada nasce pronto. A partir de agora, iremos estudar cada caminho apontado”, afirmou Marcelo Sá. 

Fonte: Ascom/Secult.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

GRUPO DE TRABALHO DEBATE REGULAMENTAÇÃO DA LEI CULTURA VIVA


O Grupo de Trabalho (GT) Cultura Viva se reúne nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Brasília, para mais uma etapa na regulamentação da Lei Cultura Viva. Sancionada em julho do ano passado, a nova legislação instituiu a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que tem o objetivo de estimular e fortalecer no Brasil uma rede de criação e gestão cultural com base nos Pontos de Cultura. Atualmente, há cerca de 4,6 mil pontos no país, localizados em mais de mil municípios de todas as unidades da Federação. 

O principal objetivo da reunião será discutir a mais recente versão da Instrução Normativa (IN) que regulamentará a PNCV. Construída pelo GT Cultura Viva, em parceria com a sociedade civil, inclusive por meio de consulta pública, a IN – ao ser publicada – marcará a entrada em vigor da nova política, garantindo perenidade, fluxo de recursos regulares e frequentes, responsabilidades institucionais definidas e controle social ao programa que revolucionou a maneira de se fazer política cultural de base comunitária no Brasil.


domingo, 22 de fevereiro de 2015

EDITORIAL: "CARNAVAL DE ILHÉUS TERÁ NOVO MODELO DE NEGÓCIO"

O "dila", apelido carinhoso de um dos mais tradicionais blocos afros de Ilhéus: Dilazenze.

CARNAVAL DE ILHÉUS TERÁ NOVO MODELO DE NEGÓCIO

Pawlo Cidade[i]


"Planejamento começa na pós-produção. Acredito que quando a gente finaliza uma etapa, desejamos compreender o que deu certo e o que deu errado, e a partir daí começamos a planejar para a edição seguinte."


Se a manchete deste artigo não fosse uma plágio, seria um factoide. Diz-se de plágio o ato de copiar ideias, plagiar a ideia de outro, copiar no anonimato ou em público como o faço agora reproduzindo o título e substituindo apenas o nome da cidade. Já que o verdadeiro título diz: “Carnaval de Salvador terá novo modelo de negócio”, publicado no jornal A Tarde, em 22/02/15, no caderno Economia e Negócios, e escrito pela jornalista Joyce de Sousa. Mas a nobre jornalista há de me perdoar e não me mandar para o cumprimento de quatro anos de cadeia, pena que determina a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, a Lei de Direitos Autorais, pelo plágio.

No entanto, a questão aqui não é o plágio. Nem tampouco o factoide – termo divulgado com sensacionalismo pela imprensa que pode ser verdadeiro ou não. Uma espécie de propaganda política mal intencionada para esconder um outro problema. Destaco aqui um outro assunto que estava implícito no editorial do Jornal Bahia Online, escrito pelo jornalista Maurício Maron: “Carnaval de Ilhéus - Uma boa ideia ou uma má intenção?”

O presente artigo não é uma crítica pela crítica. O tema que abordarei já foi protagonista várias vezes, em outros artigos, nos meus blogs e nas palestras que sou convidado a dar sobre Gestão e Projetos Culturais. Venho batendo na mesma tecla sempre e não me canso de falar, de repetir. Afinal, se não for pelo bom senso, vai por osmose. Eis que ao ler a matéria de Maurício e de outros blogueiros, que depois usaram seu editorial com referência, e no domingo, lendo o texto de Joyce de Sousa, encontro depoimentos do presidente da Empresa de Turismo de Salvador, Isaac Edington e do economista Edísio Freire que tocam no calcanhar de Aquiles de toda administração pública: Planejamento. Antes, vou abrir uma pausa para outra questão.

Ilhéus, desde que me conheço como escritor, produtor e gestor cultural tenho enfrentado dificuldades com as idiossincrasias das pessoas que rodeiam o poder público e a iniciativa privada. Apesar dos vários significados da palavra idiossincrasia – nada a ver com idiota – eu prefiro adotar aquela em que a conduta de determinados indivíduos são bastante engraçados. Isto porque temos uma cultura imediatista. Não sei se esse problema é só de Ilhéus e se percorre os Municípios brasileiros, o caso é que Ilhéus ou faz as coisas de forma rápida e atropelada, porque assim é que deve ser, ou espera os eventos chegarem bem perto pra se tomar uma atitude.

Todavia, entre a cultura imediatista (que foi tema até de um artigo meu publicado no livro “Pensando a Gestão Cultural”, editado pelo Ministério da Cultura, em 2014) e a falta de planejamento, eu prefiro optar pelo Planejamento. Quando eu comento com amigos, parceiros e colaboradores que vou trabalhar no projeto “X” em 2017, ouço a expressão: “Tão longe!” e eu retruco na paciência de Jó: “Está não. 2017 é logo ali.” E vou apontando os objetivos, as metas e a estratégia que vou utilizar para chegar aonde quero chegar.

Portanto, quando Isaac Edington diz que o produto carnaval para ser melhor vendido ele precisa ser planejado com antecedência, está certíssimo. “Novos circuitos e espaços, valorização de manifestações autênticas, além da associação das grandes atrações a marcas exclusivas, estão entre os novos caminhos apontados.” Outra questão, inúmeras vezes trazidas à tona nas assembleias do Conselho Municipal de Cultura e nas Conferências Municipais e apontadas nas 43 metas do Plano Municipal de Cultura é a valorização da produção cultural local e “de real potencial.” Músicos, grupos de dança e teatro, de capoeira, cordelistas, artistas plásticos, índios, blocos afros e de todos os “artistas comprometidos com a qualidade cultural local.” - A frase, atribuída ao economista Edísio Freire, que também aparece na reportagem de Joyce, parece ter captado o modus operandi da gestão atual do Conselho Municipal de Cultura.

E abro aqui mais um parêntese para dar destaque ao movimento afrocultural de Ilhéus, sobretudo os blocos afros. Vale salientar que Ilhéus, depois de Salvador, tem o segundo maior centro afro da Bahia. É preciso se estruturar, se organizar, sair do paternalismo municipal e partir para a profissionalização. Os blocos afros são um potencial real. Organizados e estruturados poderiam atrair investimentos e ser a maior atração do carnaval ilheense. Acontece que o Dilazenze, o Mini Congo ou os Danados do Reggae, sozinhos, não conseguem alcançar este objetivo. Daí a necessidade de uma política pública de fortalecimento do Conselho das Entidades Afroculturais de Ilhéus – o CEACI e de um Plano de Trabalho que tenha o carnaval cultural como resultado de um processo e não um produto final. O Turismo Cultural é uma alternativa? É! Mas não podemos fazer cultura para turista ver. O que o visitante precisa ver é o resultado de um trabalho que começou em março, por exemplo, e terminou em fevereiro. Que este modus operandi não sirva de exemplo somente para o movimento afro.    

Planejamento começa na pós-produção. Acredito que quando a gente finaliza uma etapa, desejamos compreender o que deu certo e o que deu errado, e a partir daí começamos a planejar para a edição seguinte. O carnaval, o São João, o Festival de Artes e Negócios da Semana Santa ou festas de largo, simpósios, conferências são bons exemplos disso. Admiro a crítica construtiva que aponta as falhas, indica caminhos e propõe a discussão. Sou avesso aos comentários chulos, desprovidos de fundamentação e carregados de conteúdo unilateral. O planejamento parte, também, das experiências pessoais e todos devem ser ouvidos.


Estamos aqui para somar. Assim como eu, queremos ver Ilhéus reinventada, afastando a crise, apontando novas formas de captação de recursos e eliminando todas as possibilidades de insucesso. Embora, a única certeza que temos no planejamento é a de que “alguma coisa vai dar errado.” Nós planejamos não para certificar “que alguma coisa vai dar errada,” mas para evitar que a “alguma coisa errada aconteça.” Desta forma, muito provavelmente, veremos um carnaval mais participativo, uma festival de negócios com melhores resultados, um São João com a presença de manifestações tradicionais, um secretariado com recursos disponíveis para investir e um prefeito satisfeito, planejando Ilhéus para os seus quinhentos anos.

[i] Pawlo Cidade, escritor, produtor cultural, gestor cultural e membro da Academia de Letras de Ilhéus e do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Autor do livro “Como Transformar a Cultura em um Bom Negócio,” pela editora A5.